OUR HISTORY â„: Certas coisas se unem de uma maneira tĂŁo inexplicĂĄvel que costumo chamar isso de Deus!
Sabe, da primeira vez que estivemos juntos, eu estava com outra pessoa pra me distrair - vocĂȘ sabe, eu nĂŁo estava em busca de amor. Depois de tantos meses fechada pra mim mesma, depois de tanto tempo sem acreditar, (des)iludida e sem um pingo de esperanças nĂŁo imaginei que pudesse reacender o que jĂĄ estava muito bem apagado aqui dentro. E, mesmo que eu quisesse, eu nĂŁo conseguia me forçar a gostar de alguĂ©m - por mais legal e interessante que a pessoa fosse. No final, era tudo chato e cansativo. TambĂ©m nĂŁo passou por minha cabeça que um dia irĂamos tornar o que somos um pro outro. ConversĂĄvamos tanto, e por tanto tempo sem saber que estĂĄvamos tĂŁo perto - vocĂȘ estava hĂĄ alguns metros da minha casa. A partir daĂ nĂŁo tinha um dia que nĂŁo nos vĂssemos e, por incrĂvel que pareça, eu nĂŁo me cansava de vocĂȘ. Lembro da primeira vez em que se deitou no meu ombro, naquela noite quando passeĂĄvamos com a Luna. Eu demorei pra me mexer (nĂŁo sabia o que fazer, na verdade) quando finalmente fiz um carinho em vocĂȘ, que jĂĄ estava quase dormindo (normal). Lembro de ficar abraçada em vocĂȘ quase todos os dias. Era Ă©poca de vestibular, e vocĂȘ conseguia me tranquilizar - eu conseguia, nos seus braços, esquecer os problemas. AtĂ© que viajei pra fazer a prova e senti uma saudade enorme. Foi quando percebi que precisava dos seus carinhos. Eu me sentia tĂŁo sozinha e jĂĄ nĂŁo conseguia tirar vocĂȘ da cabeça - eu juro, nĂŁo sei o que fez mudar minha opiniĂŁo: atĂ© aquele momento amar alguĂ©m parecia estar muito longe de acontecer. Foi entĂŁo que resolvi negar tudo a mim mesma. NĂŁo queria ficar deslumbrada, triste, desencontrada e aborrecida pelos rumos que a vida poderia me dar novamente, nĂŁo queria mais me arriscar. Eu jĂĄ chorei tanto, jĂĄ senti e ouvi tanta coisa ruim sobre o amor. Eu queria me manter longe daquilo que tirava o sorriso do meu rosto e jĂĄ estava decidida: Amar era proibido e eu tinha resolvido que permaneceria fria e manteria essa decisĂŁo, porque foi desse forma que eu, finalmente, consegui engolir e esquecer tudo o que passei. Confesso que hĂĄ muito tempo nĂŁo sentia uma sensação de alĂvio tĂŁo grande. AtĂ© vocĂȘ aparecer e mudar tudo. Eu tive medo, Vida. Medo de me apaixonar por vocĂȘ. Medo de me envolver e de me aproximar ainda mais. Medo de sofrer outra vez e nĂŁo suportar. Por isso neguei tudo Ă vocĂȘ e Ă mim inicialmente. Mas quando voltei de viagem percebi que nĂŁo tinha como negar ao coração o que eu realmente estava sentindo. Lembro que vocĂȘ tinha medo tambĂ©m. Medo de nĂŁo dar certo, achava que o passado ia estar sempre por perto (e eu tambĂ©m achava isso) e que um dia eu iria me arrepender. Lembro que ficamos juntos, mas que o temor ainda assombrava. E o que nos reservaria o futuro? Passei meses duvidando do que vocĂȘ, realmente, queria comigo. Sabia que vocĂȘ tambĂ©m sentia medo. E talvez isso estivesse nos atrapalhando a ver e viver uma linda histĂłria. Eu sabia que era difĂcil admitir, mais difĂcil ainda tentar esconder aquilo que os meus olhos diziam. TĂnhamos, sei que vocĂȘ ainda tem, medo de alimentar ainda mais os nossos sonhos. Mas eu percebi vida, que sim, era verdade que nĂŁo nos conhecĂamos muito bem, mas diante do pouco tempo que havĂamos estado juntos, jĂĄ tinha descoberto o suficiente para saber que poderia dar uma chance a mim mesma. Ă... Parece que fiquei rendida aos seus encantos e Ă s suas vontades. Fui quem gostou de sentir sabor dos seus beijos, o calor do seu corpo junto ao meu naquele abraço que somente nĂłs dois sabemos como Ă©. Hoje vejo quĂŁo maravilhoso Ă© viver sorrindo e achar que o tempo nunca vai passar. Ouvir as vozes dos meus sentimentos, pensar em vocĂȘ e me arrepiar e, num instante, sentir que Ă© Ășnico. Realmente nĂŁo hĂĄ palavras pra explicar. Ă tĂŁo bom dormir feliz e ansiar um novo dia. Acordar sem medo, olhar pro cĂ©u e agradecer porque Ă© verdadeiro.Â
Obrigada por isso e por esse tempo tĂŁo especial.
Te amo muito, amor. Â s2











