sms to @bcdwolfv
📲: vaugh eu fui adotada
📲:
📲: ela sentou no meu colo do nada e não quer sair
📲: o que eu faço
📲: pelo menos agora não preciso mais ter medo de ser perseguida com uma guarda costas dessas

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starter to @bcdwolfv
Ela poderia esperar; mas então não seria Martha Cristina. E ela poderia, ainda, ter dado qualquer tipo de aviso de que iria até a casa dele, mas tampouco achou necessario já que tecnicamente ele tinha lhe chamado para sua casa. E considerando que MC era do tipo que comparecia aos locais sem ser convidada, ainda poderia argumentar que daquela vez, pelo menos, ela tinha sim um convite para justificar sua presença. A escolha das vestimentas não fora unicamente pela moda, mas sim porque queria se sentir muito bonita. Martha não tinha qualquer problema em admitir ou externalizar seus pensamentos, portanto, se alguém perguntasse: sim, MC tinha se vestido para conquistar aquele olhar encantado e um tanto quanto embasbacado em Vaugh, o que em várias ocasiões arrancara de alguns caras antes. Podia apenas esperar que sucedesse, claro, até porque aquele homem era bastante fechado e sério; difícil de conseguir qualquer reação grandiosa demais — mas de um jeito que ela achava bastante divertido e instigante. Como se fosse questão de tempo até ele finalmente ceder pelo menos um pouquinho. Tocou a campainha, esperando pacientemente. Tinha um sorriso no rosto assim que ele abriu a porta, animada. “Oi, Vaugh” O cumprimento saiu na língua materna, bem como o beijo no rosto que remetia à cultura de seu país. Ele pareceu ligeiramente surpreso, e lá estava de novo: o jeito pouco expansivo que a fazia precisar buscar nas pequenas mudanças de expressão o que ele pensava (trabalho que não, ela não fazia o tempo todo). “O que? Você disse que poderíamos jantar. E eu vim.”
onde: joalheria de vaugh
com quem: @bcdwolfv
Quando adentrou a joalheria do homem, o cheiro terrível de lobo invadiu-lhe o nariz, fazendo com que o estômago embrulhasse. Apesar do poder que aquele sangue exalava, o cheiro era terrível - talvez fosse um mecanismo próprio da espécie para manter as presas dos vampiros longe deles, afinal. Agora que estava bebendo sangue humano mais uma vez, Celaena não apenas parecia muito mais vívida, forte e radiante, mas ela também tinha todos os seus sentidos ainda mais aguçados, mais do que nunca. Precisou controlar-se ao dar passos adiante, na direção do dono da loja - que estava ali e não por acaso, afinal, a vampira havia seguido-o há um tempo para saber quando ele estaria ali. Estava interessada em tudo, menos nas jóias que ele vendia - provavelmente o homem sabia disso apenas de olhar para os olhos focados dela. Analisou o rosto do lobisomem com bastante atenção e se permitiu abrir um curto sorriso no canto dos lábios. “Não sabia que além de dono você também trabalhava na loja, Vaugh, como é humilde. Acho ótimo, tenho certeza que deve ser o vendedor com mais bom gosto, vai me ajudar a encontrar a peça perfeita, sim?” Ela disse com um tom mais ousado do que normalmente o fazia, mais abusada. A impulsividade era facilmente vista em seus olhos e na forma como falava, ainda que a causa dela ainda fosse escondida a sete chaves - afinal, não havia contado a ninguém que havia cometido aquele deslize (que já durava semanas). Apenas Vincent sabia disso naquele ponto.