Quando chegay em São Paulo, entrei numa marca muito legal, chamada Maria Filó. A empresa era familiar, mas estava presente no Brasil inteiro e tinha duas décadas de história. Então, as donas venderam a empresa para o grupo Soma, pouco antes de estourar a pandemia. E sinceramente, se não fosse o grupo, não sei se a marca teria durado muito. Há pouco tempo, trabalhei na Oficina Reserva, que antes se chamava Oficina, aí a Reserva comprou, o grupo Arezzo comprou a Reserva (e consequentemente a Oficina); e então a Arezzo se fundiu com o Soma, tornando-se o maior conglomerado de moda do Brasil e, se não me engano, também da América Latina — o grupo Azzas. Agora, os CEO tão aí, se divorciando, 8 meses após o casamento. Isso vai impactar quem trabalha no piso de loja na escala 6x1? Com certeza. O sustento das pessoas não é brincadeira. Essa é a única coisa que lamento. Desejo sinceramente que esses grandes grupos acabem, pois nessas fusões a identidade de cada marca e a qualidade dos produtos desaparecem, junto com o bom atendimento, dada a precarização do trabalho. Enquanto isso, o preço sobe. Sei do que estou falando, fiz entrevistas para marcas do grupo Azzas, quase não há pacotes de benefícios para a maioria delas. Se não há qualidade nos produtos, imagine qualidade de vida para os funcionários.













