Olhar para o mundo romântico pede a globularidade de equanimidade. Não se queria, pelo poeta, degustar da essência vital na média de sentimentos. O aspecto de cada detalhe sempre fora pintado pelo negativo das sensações, recusando uma a outra na tentativa monótona de relatar uma experiência de consciência.
Comece na casualidade de existir, não por dádiva ou maldição, apenas a existência espontânea. Prosseguir não implica dar significado e sim ser movido pela curiosidade das consequências advindas do próprio verbo.
Não há necessariamente uma beleza no viver e sobretudo a não feiura da falta de desejo em viver ainda que não opte pela morte. Pois, de fato, esses desejos não são excludentes. A comodidade de estar vivo torna este desprovido de beleza enquanto a catarse do corpo impede o sabor do outro lado. Logo, deve-se respeitar o olhar cético no tempo de mundo e a poesia do sono.