Assoviava uma melodia calma enquanto desviava das pessoas que trafegavam pelo prédio da rede televisiva onde rumava seus passos em direção ao escritório de Amelia. Os dedos pareciam acompanhar o ritmo do assovio, batucando levemente contra a grossa pasta que protegia uma pequena pilha de papéis que Ezio estava indo entregar à morena. Teoricamente, não era para o italiano ter acesso aos escritório dos estúdios de televisão, mas como um homem esperto que sempre fora, sempre buscou conseguir amizades importantes dentro da empresa que viessem lhe conceder alguma espécie passe livre para situações parecidas. Claro que quase ninguém ali sabia de sua verdadeira função; para alguns, Ezio era o amigo do chefe e o cara do T.I. que esporadicamente surgia para resolver um problema nos softwares que era grande demais para solucionarem sozinhos, e, bem, o italiano entrava na brincadeira. Deu algumas leves batidas na porta do escritório de Amelia antes de abri-la, encontrando uma sala vazia a sua frente. Ezio permitiu-se erguer as sobrancelhas em um gesto de surpresa, pois aquela seria a primeira vez que ele surgia por ali sem que a repórter estivesse em seu escritório. Pousou a pilha de papéis sobre a mesa da morena e, depois disso, tomou liberdade para mover-se pelo ambiente que tinha um tamanho considerável para um escritório pessoal. Pegou algumas fotos que estavam numa estante próxima da mesa, imaginando que as pessoas ali presentes fossem amigos ou familiares; whatever, Ezio não se importava. Observou um pouco a vista da janela, assoviando baixinho com a beleza da cidade nova iorquina mergulhada na escuridão da noite. Por fim, acabou ficando cansado de ficar andando aleatoriamente esperando pela madame, então decidiu se sentar em sua cadeira que tinha formato presidencial; apoiou os cotovelos em cima da madeira rústica que compunha a mesa da mulher e encarou fixamente a porta por alguns longos minutos enquanto perdia-se em pensamentos. “você está atrasada.” disse assim que vira alguém entrando. Seus olhos caíram exageradamente sobre o relógio em seu punho, vendo que treze minutos se passaram desde que havia chegado na sala. “eu deveria cobrar alguma coisa para cada minuto que você me fez esperar, bella?” provocou, um sorriso malicioso surgindo em seus lábios enquanto seus pés giravam a cadeira presidencial pra lá e pra cá. “tsc, qual seria sua desculpa antes de ser julgada pelo crime de me fazer esperar? não estava me traindo com outro hacker, estava? não sou um homem que sabe dividir.”
( w: @fazmiaumiau )















