Yann Kebbiâs illustration for Alejandro Chacoffâs âDoom Strollingâ in this weekâs New Yorker magazine.

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Yann Kebbiâs illustration for Alejandro Chacoffâs âDoom Strollingâ in this weekâs New Yorker magazine.

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ApĂĄtridas â Alejandro Chacoff
Um livro que eu esperava mais. A gente vai indo, achando que vai melhorar, mas nĂŁo melhora muito.. Mesmo assim, hĂĄ partes que valem a leitura, pois a forma de escrever Ă© muito boa.
âAo tentar lembrar de Elisa, vejo que tomo emprestado, como no parĂĄgrafo anterior, seu tom. Ela dissecava nossos gestos, nossas frases, e em seguida extraĂa as premissas nefastas neles embutidas como um dentista extrai um dente podre. Tinha fome por anedotas e histĂłrias de famĂlia, e depois de colhĂȘ-las, jogava todas na sua moenda analĂtica, de onde as anedotas saĂam congeladas e empacotadas, invariavelmente ligadas a algum tema maior, sintomas de algum defeito no moo de vida familiar. A forma como dava seus vereditos devastadores nĂŁo era desprovida de doçura. ...â
âestĂĄvamos passando por construçÔes inacabadas na avenida Fernando Correa, atravessando a sinfonia experimental de martelos e britadeiras, e o chiado agudo das mĂĄquinas de cortar azulejos se mantinha num tom constante, ao longo da avenida, como um canto de cigarras. A mĂŁo gigante do poder pĂșblico fazendo um afago na barriga das empreiteiras â uma hora a mĂŁo parava, descansava por alguns anos, e depois voltava outra vez.â
â... As histĂłrias da famĂlia da minha mĂŁe eram todas assim: voavam pela mesa de almoço ao meio-dia, errantes e interrompidas, em meio ao barulho das xĂcaras e dos talheres. Como os mosquitos, zumbiam alto no ouvido, mas desapareciam assim que se tentasse vĂȘ-las ou segurĂĄ-las, sĂł reaparecendo quando jĂĄ se estava distraĂdo. Relampejos pequeninos da verdade, davam certos caminhos, mas nĂŁo constituĂam histĂłrias exatamente...â
In a newly translated novel, âTo Walk Alone in the Crowd,â the fate of the flĂąneur is at risk.