A Forma da Água (The Shape of Water - 2018 Guillermo Del Toro)
Eu só apareço aqui quando tenho algo bom a dizer, faz certo tempo que assisti esse e acabei esquecendo de vir aqui, enfim, vamos lá:
Se você quiser analisar a fundo ao assistir vai vir me dizer que é clichê, cenas e diálogos esperados, desfecho mais do que claro, protagonistas, antagonistas e até sidekicks, mas, me perdoem, Guillermo fez esse filme como se fosse para mim, a receita certa pra me fazer cair de amores.
SPOILERS: Elisa (Sally Hawkins) leva uma vida simples, pacata e solitária (no meu tom de voz, não leia solitária com conotação negativa, vindo de mim, leia solitária como independente e pacífica haha) e trabalha como zeladora em laboratório experimental do governo até que um dia eles recebem uma espécie marinha inteligente para estudo. A partir daí o roteiro é bem como se espera, Elisa possui um sensibilidade há muito em falta nos humanos e passa a se aproximar da criatura (Doug Jones). Temos então a presença do antagonista, um coronel ignorante e escroto (muuuito bem interpretado pelo Michael Shannon) que vê a criatura como uma ameaça e como todo humano amedrontado diante de algo que desconhece, ele responde com violência.
Aí me perguntam: mas Stephanie, que há demais nesse filme de uma mulher que se apaixona por um peixe e faz de tudo pra salvá-lo? Ahhh pra mim tem muita coisa, e depois desse filme percebi um padrão nos meus filmes preferidos, sempre a mesma storyline: Edward Mãos de Tesoura e A Bela e a Fera e agora A Forma da Água.
Me dói muito a violência que o ser humano usa diante do desconhecido, tem sido assim sempre, ao dizer desconhecido leia: pessoas diferentes do “padrão”, animais e etc.
Nesse modo automático do “atacar antes do ataque”, você não ataca por defesa, você ataca por desconhecer.
Nos três filmes citados temos “Criaturas” incompreendidas e agredidas por homens assustados e ignorantes. E nossas protagonistas são as únicas humanas o suficiente para enxergarem além do exterior e descobrirem que “true beauty is found within” (beleza verdadeira é encontrada no interior de cada um).
Enfim, precisamos de menos Gastons, Jims e Coronéis e precisamos desesperadamente de mais Belas, Kims e Elisas nesse mundo.













