A Escolha - Capitulo 18
Melanie narrando;
Estou sentindo um vazio tão grande dentro de mim. Eu não podia ter forçado tanto, agora o Arthur não iria nem olhar pra mim. Serå que eu confundi as coisas?
Acordei e automaticamente passei o braço no outro lado da cama e percebi que estava sozinha. Claro que eu tĂŽ sozinha, nĂ©? VocĂȘ fez o favor de estragar tudo, nĂ© Dona Melanie?
A ausĂȘncia do Chay na minha vida jĂĄ Ă© um tormento na minha vida, agora se eu ficar sem o Arthur, eu me mato... NĂŁo, Ă© mentira, eu tenho um filho dentro de mim e eu nunca faria isso. Mas, eu estou em um momento tĂŁo difĂcil e perder mais uma pessoa na minha vida seria um terror.
Sentei em minha cama e observei todo o quarto. Isso aqui estaria mais alegre se o Arthur estivesse comigo. Ele estaria fazendo cĂłcegas em mim e nĂłs estarĂamos dando altas risadas.
Tirei a coberta de mim e fui em direção ao banheiro. Fiz minha higiene matinal e pedi meu café da manhã no quarto. Eu não estava com vontade de sair nem da cama, imagina ir tomar café no restaurante.
Coloquei um roupĂŁo por cima da lingerie e esperei baterem na porta.
Alguns minutos depois peguei o meu café e sentei na cama. Comi devagar cada coisa que tinha ali e fiquei pensativa o tempo inteiro. Essa hora eu estaria tomando café com ele.
Peguei meu celular e mandei uma mensagem pro Arthur:
âThur, me desculpa por ontem, eu nĂŁo queria que ficĂĄssemos desse jeito. Eu te amo Thur, por favor, me perdoa...
Melâ
Alguns minutos depois vejo o meu celular apitando, paro de comer e pego o celular:
âOK!
Arthurâ
Meu Deus, o Arthur nunca me mandou uma mensagem desse jeito. Eu nĂŁo posso ficar assim com ele, eu nĂŁo posso.
Disquei o nĂșmero dele e esperei ele atender. O que nĂŁo aconteceu. Liguei mais trĂȘs vezes e mesmo assim eu sĂł ouvia cair na caixa postal. Porque ele nĂŁo queria me atender?
Terminei de tomar meu café da manhã e fui tomar um banho. Eu acho que eu nunca tomei um banho tão råpido (risos). Me vesti (http://www.polyvore.com/mel_fronckowiak/set?id=69997501) e saà do meu quarto pra bater na porta da frente.
Confesso que o Arthur demorou muito pra abrir a porta e eu estava cansada de bater na porta
- Oi â ele disse me encarando
- Oi Thur â o abracei, mas ele nĂŁo retribuiu â Porque vocĂȘ tĂĄ me tratando desse jeito Thur?
Ele fechou a porta e eu sentei no pequeno sofĂĄ que se encontrava no quarto. Ele fez o mesmo e me encarou
- Ă sĂł difĂcil pra mim Mel, entende? Eu percebo que vocĂȘ sĂł fez aquilo por estar carente...
- NĂŁo Arthur eu nĂŁo fiz aquilo por carĂȘncia... â ele fez uma cara de confuso â Eu nĂŁo sei se foi, mas eu jĂĄ nĂŁo te vejo como antes Thur...
- Como assim Mel?
Peguei nas mĂŁos dele e o olhei bem no fundo dos olhos
- Thur nĂłs nos aproximamos tanto, mais tanto nessa viagem... Que eu comecei a sentir outras coisas por vocĂȘ, eu nĂŁo sei se Ă© por carĂȘncia, ou se Ă© de verdade, mas ontem quando eu te vi beijando aquela Bianca eu queria que vocĂȘ estivesse beijando a mim e nĂŁo a ela â Meu Deus o que eu tĂŽ falando?
Ele me encarou e sorriu
- VocĂȘ estĂĄ falando pra mim que queria que eu ficasse com vocĂȘ? â NĂŁo Arthur, eu queria que vocĂȘ ficasse com a minha vĂł, aff!
- Eu quero deixar as coisas acontecerem Thur, eu quero que quando a gente sentir vontade de estar junto, nĂłs vamos estar, quando a gente quiser dormir junto, nĂłs vamos... Sem pressĂŁo, sem nada, entendeu?
- Entendi... â ele deu um sorriso lindo.
- Eu gosto de vocĂȘ Thur... VocĂȘ tĂĄ sendo um prĂncipe comigo desde sempre!
- Eu te amo Mel, eu sĂł estava com medo de vocĂȘ estar fazendo aquilo pela raiva...
- NĂŁo, eu fiz aquilo porque eu queria fazer Thur...
Ele acariciou meu rosto
- Eu te amo tanto Mel e vocĂȘ nĂŁo sabe o quanto...
- Eu tambĂ©m te amo Thur â nos abraçamos â EntĂŁo vou te fazer uma proposta...
- Que proposta?
- Amizade colorida â ele riu â Que foi?
- Amizade colorida Mel?
- Ă, quando nĂłs tivermos vontade de ficar juntos, nĂłs ficamos, mas sem um compromisso sĂ©rio, entende?
- Entendo...
- Promessa do dedinho mindinho? â estiquei meu dedinho em sua direção e ele fez o mesmo
- Promessa do dedinho mindinho... â cruzamos os dedos e rimos
- Agora vai se arrumar porque temos que almoçar com a Megan, vai, vai...
- TĂŽ indo mamĂŁe...
Ele se levantou e foi se arrumar e eu fiquei pensativa. Eu tinha proposto amizade colorida com o meu melhor amigo, tudo bem que ele era um gostoso e era difĂcil resistir a ele, mas faz um mĂȘs que estou separada. A Lua me disse que nĂŁo tinha importĂąncia, segundo suas palavras âMel, vocĂȘ estĂĄ livre, vocĂȘ tem todo o direito de ser feliz... Aproveite a sua vida amiga... Amiga, esquece ele e vive a sua vida, me escuta, por favor?â. E era isso o que ia fazer, eu vou aproveitar a minha vida. VivĂȘ-la intensamente, um dia apĂłs o outro.
Fiquei uns minutos olhando pro nada, quando vejo Arthur saindo do banheiro de jeans, camisa social branca e sapato social preto. Estava lindo, e a camisa ainda era colada o que deixava seus perfeitos mĂșsculos a mostra. Ai meu Deus, quanta tentação!
- Vamos Mel?
Eu assenti e ele pegou na minha mĂŁo e saĂmos do quarto em direção ao elevador.
- TĂĄ todo lindo aĂ... Vai se encontrar com quem? â perguntei
- Ah, com uma pessoa ai... - o olhei desconfiada â A Bianca me chamou pra sair...
Fechei a cara assim que ouvi o nome dessa biscate e cruzei os braços.
- TĂŽ brincando princesa... â Arthur me abraçou
- NĂŁo, sai... â me desvencilhei dos seus braços
- Para de ser ciumenta Melzinha â Arthur riu
- TĂĄ rindo de quĂȘ hein? â o elevador se abriu e nĂłs saĂmos em direção a entrada do hotel â NĂŁo tem graça, eu tĂŽ brava viu?
- Vem cĂĄ vem â Arthur me chamou com a mĂŁo e eu que nem boba fui e o abracei
- Eu nĂŁo gosto dessas piriguetes dando em cima de vocĂȘ... â falei dengosa
- Eu sou seu Mel, jå te disse que não te troco por ninguém.
Sem pensar dei um selinho nele e ele se surpreendeu. Sorri e ele também.
- Vem... â o chamei pra dentro do tĂĄxi
Nós entramos e fomos para o almoço em um restaurante onde Megan nos esperava.
Hoje era o Ășltimo dia que ficarĂamos aqui em Las Vegas, ao mesmo tempo em que eu queria voltar pra matar a saudade da Lua, da Soph e do Mica, eu queria ficar pra curtir mais um pouco com o Arthur. AtĂ© parece que somos um casal nĂ©? Mas com ele Ă© outra coisa, eu me sinto segura, eu me sinto bem e esqueço-me de tudo.
Arthur fez um carinho no meu rosto e eu sorri.
Chegamos ao restaurante, que era lindo por sinal, e logo vimos Megan nos esperando em uma mesa.
- Oi Meg â falei a abraçando
- Oi Mel â ela cumprimentou o Arthur â Oi Thur
- Oi â nos sentamos e Meg me encarou
- Porque vocĂȘ foi embora tĂŁo cedo da festa? â Meg perguntou
Eu e Arthur nos olhamos
-Longa histĂłria Meg... â nĂłs rimos
- EntĂŁo o que vocĂȘs acharam do desfile?
- Foi magnifico, eu fiquei deslumbrada com tudo, foi a realização de um sonho Meg â falei lembrando de cada detalhe do desfile
- Eu achei espetacular, nunca tinha ido a um desfile tĂŁo maravilho quanto esse â Arthur disse e eu sorri.
- Que bom que vocĂȘs gostaram! EntĂŁo eu estava pensando em qualquer dia desses ir pra Londres...
- Vai Meg, se quiser pode ficar na minha casa...
- EntĂŁo, mas Ă© daqui a alguns meses ainda...
- Nossa vocĂȘ vai me ver de barriguinha jĂĄ â nĂłs rimos
Conversamos muito e comemos, mas nĂŁo podĂamos enrolar porque nosso voo saia daqui algumas horas.
- Meg, a gente precisa ir... â falei me levantando da mesa e Arthur fez o mesmo
- Seu voo sai Ă noite nĂ©? â assenti e ela se levantou â Boa viagem lindos â Meg abraçou a mim e a Arthur â Vejo vocĂȘs em breve
- Pode deixar... â falei â Vamos Thur?
-Vamos Mel â nĂłs acenamos pra Meg e pegamos um tĂĄxi de volta para o hotel
- VocĂȘ quase nĂŁo fala na frente da Meg, por quĂȘ? â encarei Arthur
- Eu sei lĂĄ, vocĂȘs ficaram tĂŁo intimas que eu fico constrangido â nĂłs rimos.
Em alguns minutos chegamos ao hotel e Arthur tirou algumas notas da carteira e deu para o taxista
- Obrigado!
Entramos no hotel e fomos direto para o nosso andar.
- Te vejo mais tarde... â Arthur disse soltando a minha mĂŁo
- Ai, eu nĂŁo quero ficar longe de vocĂȘ... - disse manhosa
- NĂłs temos que arrumar as malas Melzinha â ele acariciou o meu rosto e eu fechei os olhos
- Eu sei â sussurrei â Mas eu nĂŁo quero ir embora...
- A gente precisa ir, temos que trabalhar e além do mais eu tÎ com saudade do pessoal, lembra que o Mica e a Soph iriam chegar hoje em Londres?
Assenti e fiz bico
- Agora eu posso fazer o que eu falo sempre quando vocĂȘ faz bico... â Arthur mordeu meu bico e eu sorri â Arruma rapidinho as coisas, que eu arrumo rapidinho as minhas pra gente fica junto logo tĂĄ?
- TĂĄ bom! â sorri e lhe dei um selinho â Tchau amigo colorido
- Tchau coisa linda
Eu entrei no meu quarto e suspirei
Arthur Ă© tĂŁo carinhoso, tĂŁo atencioso e eu estou louca. Ă Melanie, vocĂȘ estĂĄ suspirando novamente por um homem.
Andei em direção as minhas malas e comecei a arrumĂĄ-las o mais rĂĄpido possĂvel, eu quero logo estar com ele.
Depois que terminei de arrumar as minhas malas, dei um pulo no quarto do Arthur, ficamos brincando e fomos assistir filme, mas nĂŁo rolou nada, nem beijo. Ă como nĂłs combinamos, quando estivĂ©ssemos afim ficarĂamos, mas nesse momento sĂł era Arthur e Melanie amigos.
Agora me encontro no meu quarto e começo a tirar a roupa para tomar um banho, afinal daqui algumas horas iria voltar para Londres, a minha querida casa. Eu só espero que não aconteça nada de ruim, não sei o que vai acontecer comigo e com Chay, não sei o que vai acontecer comigo e com o Arthur. Isso só o tempo pode dizer.
Tomei uma ducha relaxante, deixando a ĂĄgua quente escorrer sobre meu corpo. Fiquei pensando em tudo o que estĂĄ acontecendo, todas as reviravoltas que deu a minha vida em um mĂȘs. Em um mĂȘs que descobri que estava grĂĄvida, descobri a traição do Chay, me separei e agora me envolvi com o Arthur.
Sai do banho e me vesti (http://www.polyvore.com/melanie/set?id=69998296) , me maquiei e penteei meu cabelo e deixei secar naturalmente, pois o adorava quando secava, ficava com ondas perfeitas.
Estava distraĂda terminando de colocar as minhas coisas na bolsa, atĂ© que alguĂ©m bate na porta.
- JĂĄ tĂŽ indo... â falei e sai correndo em direção a porta. Devia ser o Arthur
- Oi amor... â falei e abri a porta â O que vocĂȘ estĂĄ fazendo aqui sua idiota?
NĂŁo acredito que essa vadia teve coragem de vir aqui, como ela descobriu onde nĂłs ficĂĄvamos?
- Vim acertar uma coisa pendente entre nĂłs duas, queridinha... â Bianca (http://www.polyvore.com/bianca_prado/set?id=71164578) entrou e voou em cima de mim.
E assim começou a briga, nĂłs gritĂĄvamos que nem duas loucas e nĂłs distribuĂamos entre nĂłs tapas e puxĂ”es de cabelo. Bianca me derrubou e montou em cima de mim e me deu um tapa forte. Ai mais aquela piranha ia me pagar. Reuni forças e a empurrei montando em cima dela
- Isso aqui Ă© por ter me derrubado e montado em cima de mim e nem se preocupar com o meu filho â dei um tapa forte o que fez ela virar o rosto e gritar de dor â Esse Ă© por ter tido a cara de pau de vir aqui â dei outro tapa e ela gemeu de dor â Esse aqui Ă© por ter entrado na minha vida, sua piranha... â enrolei o cabelo dela na minha mĂŁo e puxei â e esse aqui vocĂȘ nunca vai esquecer querida... â SaĂ de cima dela e a deixei de joelhos, a essa hora ela jĂĄ estava chorando - ... Esse Ă© por ter beijado o Arthur, sua vadia... â Puxei o cabelo bem forte, o que fez ela gritar muito alto e dei um tapa na sua cara fazendo-a cair no chĂŁo chorando.
- Mel o que tĂĄ acontecendo? â Arthur me olhou e viu Bianca no chĂŁo â Mel o que vocĂȘ fez? â Arthur foi em direção a Bianca e se abaixou perto dela â Mel vocĂȘ tĂĄ maluca? Olha o que vocĂȘ fez com ela Mel!
Arthur me olhou com desgosto e ajudou Bianca a se levantar.
Eu nĂŁo acredito que ele tĂĄ defendendo ela... TĂĄ que eu exagerei, mas ela mexeu comigo, quem ela pensa que Ă© pra vir no meu quarto e me dar um tapa na cara?
- VOCĂ NEM SABE O QUE ACONTECEU THUR- gritei de raiva
- Arthur, ela me atacou... Eu sĂł vim pedir desculpas â Bianca se fez de vĂtima
- Mentirosa... Como vocĂȘ Ă© tĂŁo baixa de mentir desse jeito? â falei me aproximando dela
- Eu nĂŁo estou mentindo Arthur, Ă© verdade â Bianca colocou a mĂŁo no rosto do Arthur â Acredita em mim...
Arthur me encarou e saiu do quarto ajudando Bianca.
-Eu nĂŁo acredito nisso... â o encarei e Bianca me olhou fazendo uma expressĂŁo âganhei mais umaâ
Arthur fechou a porta e eu me joguei na cama. Eu nĂŁo acredito que ele preferiu acreditar nela do que em mim. Eu nĂŁo acredito...
Arthur narrando;
ApĂłs ver aquela cena patĂ©tica da Mel, ajudei Bianca a sair do prĂ©dio. Fomos totalmente em silĂȘncio e o Ășnico barulho que escutĂĄvamos era ela gemendo de dor. Por que serĂĄ que a Mel fez isso? Esse ciĂșme dela jĂĄ estĂĄ doentio. E olha que somos sĂł amigos, imagina se nĂłs fossemos casados.
Chegamos ao hall do hotel e Bianca me olhou
- Desculpa te colocar nessa situação â ela disse com um sorriso triste â Eu sĂł queria me desculpar com ela...
- NĂŁo tudo bem, ela exagerou dessa vez, mas ela geralmente nĂŁo Ă© desse jeito â falei pensativo
- Fala pra ela que eu a desculpo, e que a entendo â olhei curioso pra ela â Se eu tivesse tĂŁo perto de um homem incrĂvel como vocĂȘ, eu ficaria desse mesmo jeito...
Sorri sem graça e ela me abraçou
- Agora eu tenho que ir, daqui a pouco meu voo sai... â falei
- EntĂŁo tĂĄ â Bianca me abraçou â A gente se vĂȘ por aĂ, qualquer coisa me liga...
Bianca me deu um selinho e entrou em um tĂĄxi.
Agora eu vou conversar com a Mel e ela vai me explicar o porque dela ter feito tudo isso.
Corri até o elevador que estava com as portas abertas e entrei. Eu não entendi porque ela fez tudo isso, ela deixou a menina toda machucada.
Abri a porta do quarto dela e a mesma se encontrava na cama chorando. Ai meu Deus, eu nĂŁo aguento ver ela desse jeito.
- Agora vocĂȘ pode me explicar o que aconteceu entre vocĂȘ e a Bianca? â perguntei me aproximando dela
- Eu nĂŁo acredito nisso Arthur... â ela me olhou com o rosto todo vermelho devido ao choro â VocĂȘ preferiu acreditar nela do que em mim...
- Mel eu acreditei no que estava vendo... Eu vi vocĂȘ puxando o cabelo dela e dando um tapa nela Mel â alterei o tom de voz
- VocĂȘ sabe o que levou eu fazer isso? VocĂȘ sabe o por quĂȘ? Arthur vocĂȘ me conhece e vocĂȘ sabe que eu nĂŁo bato em ninguĂ©m sem motivos... â ela gritava chorando
Eu pensei um pouco e vi que o que ela estava falando era verdade. Eu nunca vi a Mel bater em ninguém a não ser que ela tivesse motivos pra isso... Serå que eu a julguei errado?
- Me conta o que aconteceu? â sentei na cama e me aproximei dela
- NĂŁo Arthur, eu nĂŁo quero, eu tĂŽ muito magoada com vocĂȘ... â ela me encarou â VocĂȘ nĂŁo acreditou em mim, Thur...
- Mel, se alguĂ©m visse o que vi, tambĂ©m nĂŁo acreditaria em vocĂȘ Mel...
- Mas vocĂȘ tinha que acreditar Thur, eu sou sua melhor amiga Arthur, MELHOR AMIGA... â ela gritou e começou a chorar e deitou no meu colo
- Me perdoa tĂĄ? Eu nĂŁo queria te fazer mal princesa, me perdoa â comecei a fazer carinho na sua cabeça â VocĂȘ pode me explicar o que aconteceu?
Mel assentiu e começou a me contar que a Bianca apareceu no seu quarto falando que ia acertar coisas pendentes e que foi logo pra cima dela. E ainda sentou em cima de sua barriga e por isso que ela se enfureceu daquele jeito. Porque o filho dela estava ali.
- Entendeu porque eu fiz aquilo? â ela me olhou e eu assenti â Promete uma coisa pra mim?
Ela se levantou no meu colo e me encarou
- Pode falar...
- Promete que nunca mais vai duvidar de mim?
- Prometo minha princesa... â ela sorriu fraco.
- Agora vem cĂĄ â ela me chamou com o dedo e me beijou.
O beijo foi calmo, mas delicioso. Eu nĂŁo tenho palavras pra definir o que eu sinto depois que a Mel me beijou pela primeira vez. Foi algo tĂŁo mĂĄgico e senti calafrios por estar tĂŁo perto dela. Eu nĂŁo acredito que uma viagem pode mudar tanto a vida das pessoas.
Ela parou o beijo e sorriu ainda com olhos fechados.
- Eu te amo â eu disse acariciando seu rosto â Eu te amo mais que a minha prĂłpria vida...
- Eu tambĂ©m Thur, eu te amo meu amigo colorido! â nĂłs rimos
Olhei no meu relĂłgio e jĂĄ faltava uma hora e meia pro nosso voo partir
- Ai meu Deus Mel, nĂłs estamos atrasados â levantei da cama e ela tambĂ©m â Vou pegar as minhas malas.
Saà em direção ao meu quarto e peguei as minhas malas e Melanie jå se encontrava com as delas no corredor.
- Vamos? â perguntei e ela assentiu
Ajudei-a com as malas e fomos em direção ao elevador
- Nossa Mel, vocĂȘ carrega chumbo nas malas? â perguntei colocando a sua ultima mala dentro do elevador e ela se encontrava segurando a porta
- NĂŁo Thur, esqueceu que eu comprei um monte de coisa e vocĂȘ tambĂ©m lembra?
- Sei sei â ela riu e eu entrei no elevador.
Fomos nos olhando e trocando sorrisos até chegarmos no hall. Peguei as malas e o ajudante do hotel nos ajudou com as malas. Colocamos elas no carro e fomos para o aeroporto.
Espero que tudo mude daqui pra frente. Eu quero a Mel pra mim, mais do que eu tenho, a quero como minha esposa, pode demorar o tempo que for, mas eu quero.









