Parabéns, Curaçá!
Foto: Marcos Carvalho

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Parabéns, Curaçá!
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Hoje faz 170 anos que a sede da Vila de Pambu, onde nossa história começou, foi transferida para o então porto do Capim Grosso, na Vila Bom Jesus da Boa Morte (ou Bom Jesus do Capim-Grosso, como aparece registrado em ofício do Padre Joze Rodrigues de Souza Araújo).
Tal mudança ocorre oficialmente através da Lei/Resolução n° 488, de 06 de junho de 1853. Na época, o presidente da província da Bahia era João Maurício Wanderley, o famoso Barão de Cotegipe.
Foto: Augusto Riedel
Certidão tirada em 1° de maio de 1931 a pedido de Seu Saturnino, marido de Mãe Sérgia.
#acervocuraçaense #lucianolugori #iconografiacuraçaense #certidõesantigas #1931 #curaçánaesteiradotempo #curaçá
Jair
"A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo",
_Mario Quintana
Foto: Acervo de @jadson_coelho
E no domingo de hoje faz exatamente 20 anos que o nosso Domingos desapareceu.

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O que sabemos de Dona Feliciana?
Fundadora da cidade. É o que sempre ouvimos. Mas na verdade, mesmo pelo título honorífico que lhe foi atribuído, pouco - ou quase nada - sabemos dela.
A prefeitura rendeu-lhe homenagem nos idos de 1951, descerrando placa e inaugurando praça em seu nome, no entanto, não há (ao menos não encontrei), dada a sua importância, nenhum material biográfico acerca da mesma.
João Mattos cita o seu nome no livro Descrição História e Geográfica do Município de Curaçá, em 1926, mas não menciona o termo "fundadora" em nenhum momento.
Nessa importante obra, Mattos registra que ela e o marido, Florêncio dos Santos, eram os proprietários do Sítio Bom Jesus, no Porto do Capim Grosso, d'onde, após a construção da capela, originaram-se as primeiras habitações.
No Livro do Centenário, de 1953, apesar dos autores apresentarem a imagem de Dona Feliciana logo na contracapa, não houve, ao longo das páginas, nenhuma "tentativa de síntese da vida" da figura mais emblemática da nossa história.
A menção ao nome dela aparece no álbum quando falam que Epaminondas Torres, à época, era o "mais próximo descendente" da fundadora, porém sem detalhes.
O que se publicou posteriormente foi apenas uma continuação do mistério.
Esmeraldo Lopes, em Caminhos de Curaçá, em 2000, trouxe uma dúvida sobre a data da aquisição das terras de Feliciana, uma vez que os registros citam da existência de escritura pública de 1809, quando na verdade o documento está datado de 1840, tempos depois da venda da casa ao padre José Antônio de Carvalho e da construção da igreja.
Elson Aquino, lá no início dos anos 2000, na intenção de relembrar os nossos antepassados, publicou a Árvore Genealógica - Família Coelho Aquino e apresentou várias gerações dos Torres, desde Florêncio e Feliciana, que, segundo ele, tiveram dois filhos: Manoel Gonçalves Torres e José Francisco Torres. No entanto, apesar da riqueza de sua pesquisa, ele também não apresentou nenhuma novidade sobre a vida da "dona de Curaçá".
A jornalista Alinne Torres, em Herdeiras de Feliciana, de 2012, até que ensaiou uma biografia, mas, como ela mesma disse, "o tempo fez esquecer muitos detalhes".
Quem foi Feliciana, afinal?
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Logo principal da ACERVO, Associação Curaçaense para Estudo, Resgate e Valorização do Patrimônio Ambiental, Artístico, Cultural e Histórico, fundada em 30 de Agosto de 2022, em Curaçá, na Bahia.