Enquanto voltava para casa, após me reunir com a minha família, pensei em milhares de coisas para escrever aqui sobre 2017. Não foi um ano fácil e, uau, como chorei. De tristeza, dor, alegria, raiva, ansiedade. Mas também sorri e ri muito, e muitas vezes foi por simples contagio, por ver uma pessoa rindo na rua ou no transporte, na faculdade, no trabalho. Em 2017 falei muito “eita”, porque foi um ano cheio e turbulento. Talvez estivesse nos astros, ou simplesmente destino. É complicado dizer. Mas 2017 foi um ano bom, talvez mais do que ruim. Fiz coisas maravilhosas e ao lado de pessoas simplesmente incríveis, que me fizeram rir e perceber que as coisas não precisam ser tão complicadas. Foi neste ano tão complicado, uma versão 2.0 de seu antecessor, que aprendi a falar mais “sim” do que inventar uma desculpa para não sair de casa. Acho que percebi meio tarde que eu tenho que aproveitar as oportunidades, mas ainda assim, valeu a pena. Meus últimos dias de 2017 foram simplesmente incríveis. Saí, me diverti, ri e fiquei com aquela imensa vontade de “quero mais disso”, essa dose doida de felicidade por poder sair nem que seja só para andar com pessoas das quais eu gosto. Conheci, pessoalmente, pessoas que até então eu só conhecia pela internet graças há tantos anos de fake e RPG. Viajei para lugares que me fizeram tão bem por poder ver a felicidade nos olhos de quem me recebeu, recebeu à minha família. Claro que tive vontade de cavar um buraco na terra e enterrar a minha cabeça, ou por vergonha alheia ou por preferir realmente me esconder. Vi que tenho os melhores amigos do mundo. Podem estar há alguns metros de distância, ou há quilômetros. Aprendi que juntos somos mais fortes, que eu sou mais forte e minha força não está em músculos. Está em quem eu sou e em quem tenho perto de mim. Também aprendi que não sou perfeita e nem quero ser. Que não preciso seguir um padrão, que não sou obrigada a me fingir de burra para ter um grande amor, porque o meu grande amor tem que ser eu mesma. Mas como todo romance, sempre vai haver conflito e momentos de ódio, mas eu supero. Sempre vou superar. É, 2017 eu vi muita coisa errada acontecer. Meu país não vive sua glória e buscam isso no Futebol ou na Música, quando na verdade a glória não está nisso. Sofri com o sofrimento dos outros, com o descaso ao meu povo tão sofrido, com a humanidade e foi aí que percebi que muitas vezes minha dor é pequena. Por isso aprendi que, apesar dos pesares, e de tudo que aconteceu, 2017 foi um ano muito bom. Acho que eu amadureci um pouco nesses dias. Se estou preparada para 2018? Não. Mas estou pronta para encará-lo de cabeça erguida, esperando que ele traga novamente meus amigos, mais viagens, e eu sei que caberá a mim, tornar tudo isso mais do que possível. Então... Bem vindo, 2018.












