3ª Temporada - 15º Cap. - Imprevistos nada agradáveis (+18)
Senti meu estomâgo revirando, um pouco zonza e levantei-me para ver o que estava sentindo. O relógio marcava 11:00, e nem as cortinas impediam o sol forte invadir o quarto. "Esse calor está me matando.", pensei comigo mesma. Observei Anderson dormindo, até mesmo roncando. Daniel e Elidio dormindo abraçados, e uma perna de Elidio em cima da cintura de Daniel. O enjôo que senti então fez com que algo quisesse sair de minha garganta e fui para o banheiro vomitar. Tentei ser silenciosa porém abri a porta de imediato, e a mesma fechou-se sozinha causando um barulho.
- Giovana? - Anderson gritava do quarto.
Não consegui responder, e só pensava em vomitar para melhorar.
- Gio, o que você tem? - Anderson entrou no banheiro, e perguntou preocupado.
- Não está vendo... - eu tentava dizer. - que estou vomitando? - finalizei.
- Você vai ao médico, agora. Vou pegar nossos documentos. - Anderson disse virando-se.
Acabei de vomitar o que havia, limpei minha boca com a mão e me direcionei á Anderson.
- Não precisa, amor. Sem exageros, por favor. - pedi mesmo com a voz falha.
Anderson virou-se para fora do banheiro, e sabia que eu havia o aborrecido. Dei de ombros, escovei meus dentes e retirei-me de lá.
- Não adianta e não precisa ficar preocupado. É esse calor infernal, Andy. - justifiquei olhando para a janela, e o sol que invadia o quarto.
- Enjôo por causa do calor? E você ter vomitado até o que comeu no Natal passado por causa do calor? Você não existe, Giovana. - Anderson aumentava o tom de voz.
- Não grite comigo! E você vai acordar os dois. - respondi diminuindo a voz gradativamente.
- Não saia do hotel, vou comprar algo saudável pra você se hidratar. Espero que não seja nada mesmo. - Anderson falou calmo, e aproximou-se de mim, selando minha testa com sua boca.
- Amo você, obrigada. - abracei-o forte agradecendo.
Anderson se retirou do quarto, e aproveitei para tentar me refrescar. Troquei a camisola que eu estava, liguei o ar condicionado, e abri as cortinas. Sentei-me na cama, e tentei dar continuidade á um livro que eu estava lendo.
- Caralho gente, apaga a luz. - Daniel levantou-se tapando seus olhos.
- Bom dia, Dani. Não é luz. Sol, Daniel. Daniel, Sol. - respondi.
- Você está bem, Gio? Ou você está fazendo cosplay de Michael Jackson, ou está muito, muito pálida. - Dani perguntava enquanto olhava-me fixo.
- Estou tão ruim assim? - perguntei angustiada. Levantei-me para olhar no espelho e percebi que realmente eu estava pálida. - Acordei enjoada, Dani. Vomitei horrores... - justifiquei.
- Não sabia que o Anderson era tão bom assim não, hein? Quero ser o padrinho. - Dani respondera animado.
- Eu tomo anticoncepcional, Dani. Não seja tonto. - zombei. - Talvez seja o calor, não sei.
- Dani... Dani... Cadê você? - Elidio acordara passando suas mãos por toda a cama.
- Olha pra trás, amor. - Daniel respondeu ainda em pé no mesmo lugar.
- O que vocês estão fazendo? Cadê o Anderson? - Elidio perguntava enquanto se levantava.
- Foi comprar algumas coisas para eu comer. Acordei enjoada. - justifiquei para Elidio.
- Deixa eu escolher o nome? Por favor, Gio. - Elidio pedia animado batendo palmas.
- Não é gravidez, Lico. E cadê o meu beijo? Vou ter que roubar? - Daniel perguntou aproximando-se de Elidio.
Assim que Elidio e Daniel começaram com aquela agarração, revirei meus olhos e tentei voltar para meu livro.
- Incrivel! Um lugar grande como esse e você não acha um comércio que venda água de coco. - Anderson reclamava enquanto adentrava no quarto. - Tive que andar muito para encontrar. - ele finalizou.
- Já disse que eu melhoro, Andy. Não precisa disso tudo. - disse enquanto olhava abismada as 2 sacolas cheias que ele trazia.
- Trouxe algumas frutas, e quero que coma durante o dia. A água de coco... - Anderson falava enquanto abria as sacolas.
- E você me acha exagerado, Lili. - Daniel comentava rindo daquela cena.
- Vamos tomar nosso café da manhã fora, amor. Melhoras, Gio. - Elidio deu um tapinha na perna de Daniel e ambos sairam do quarto abraçados.
- Eu comprei esse remédio que, segundo o farmacêutico corta enjôo. - Anderson finalizou a lista do que comprou.
- Agradeço a preocupação, amor. Mas não é nada de demais. - ajoelhei na cama, e "caminhei" até a beirada da mesma, abraçando e beijando Anderson.
- Gio... - Anderson segurou-me pelos braços e interrompera o beijo. - Você acha que temos chances de... - ele então encostara uma mão em minha barriga.
- Anderson Novaes... - falei olhando fixo em seus olhos. - Eu tomo remédio, então não. - tentei finalizar o assunto.
Anderson abraçou-me e nos sentamos na cama, para eu comer o que ele havia trago.
- Acho que Giovana está grávida, DanDan... - comentei enquanto saiamos abraçados do quarto de hotel.
- Talvez não, Lico. Ela toma remédio, e é claro... Anderson usa preservativo. - Daniel respondera.
- Ah, usa? Como sabe? Ele usou quando transou com você, é? - perguntei tentando fazer um feição de bravo.
- É... Não sabia que a gente faz todo dia, não? - Daniel respondera firme.
- Não fala isso nem de brincadeira. Sério. - pedi.
Daniel sorriu de lado e abraçou-me, pouco se importando de estarmos no meio da rua, atravessando o sinal. Beijou-me demoradamente, e apertou minha bunda.
- Ciumenta! - Daniel falou rindo sem graça.
- Daniel, você sabe que sou timido. Até buzinaram pra gente. - falei timido, "escondendo" meu rosto no peito de Daniel.
- Então quer dizer que... Você é timido para beijar-me enquanto atravessamos a rua. Mas de dar pra mim na praia não... - Daniel falava continuando á rir.
- Eu nunca fiz sexo na praia. Pare. - respondi ainda timido.
Entramos numa lanchonete que havia ali perto, e para variar, Daniel comeu pão de queijo. Eu já estava me tornando meio mineiro, de tanto que ele gostava, e fazia com que eu comesse junto. Nos sentamos num dos bancos que havia lá, para tomarmos nosso café.
- Notificação no instagram. Olhe, Lico. - Daniel mostrava-me seu celular. - Estão querendo saber quem fez os dizeres na areia. - ele finalizara.
- Espere. - respondi. - "Acho que minha letra é mais bonita na areia. Bela homenagem recebida, por alguém belo ;)" escrevi, e comentei na foto de Daniel.
- Você gosta de causar, Elidio. Pena que não dá para curtir seu comentário. - Daniel disse impressionado.
- Mas pode me marcar falando que me ama. - respondi, aproximando meu rosto do seu.
Daniel apertou minhas bochechas com uma mão, e beijou minha boca toda seguidas vezes.
- Está ai o seu "eu te amo". - Dani falou sorrindo de canto a canto.
Finalizamos nosso café da manhã, e nos levantamos para ir embora.
- Quero algodão doce. Rosa. - pedi.
- Agora? De manhã? De jeito nenhum. - Daniel negava.
- O que tem a ver? - andei em passo apressado, posicionando-me á frente de Daniel e cruzei meus braços.
- Nem adianta fazer drama. Só depois que almoçar. - Daniel respondeu mais uma vez firme.
- Chato. Te odeio. - falei mostrando língua.
- Não me obrigue correr atrás de você no meio da rua e te levar no colo não. Obrigado. - Daniel cochichando olhando para os lados.
- Chato. Chato. Cha-to! - continuei parado, repetindo minha fala.
Daniel revirou os olhos, pegou-me no colo e começou a andar em direção ao hotel.
- Me solta! Vou fazer um escandâlo! - eu pedia, tentando não rir.
- Assim que chegarmos lá, te castigarei. - Daniel respondera, e em seguida, deu um leve tapa em minha bunda.
- Vou fazer pirraça todos os dias então. - tentei não rir, porém, respondi em meio á risadas.
Chegamos ao hotel, e Daniel adentrou o mesmo ainda comigo em seu colo. Metade do caminho eu havia ido com minha cabeça "escondida" no peito dele.
- Chegamos! - Daniel anunciava. - Pro chão, florzinha. - ele finalizara colocando-me no chão.
- Não fale assim. Parece que está falando com um cachorro. - reclamei.
- Cadê a Giovana? - questionei procurando em todos os cantos.
- Tentei fazê-la comer alguma coisa e está lá no banheiro. Colocando tudo pra fora novamente. - Anderson dizia passando ambas as mãos em seu próprio rosto.
- Leve ela ao médico, Anderson. - propus.
- Ninguém vai no médico! - Giovana gritava do banheiro.
- Mandei mensagem para Jefferson ligar para Edu. Ela tem que ficar de observação e não poderei ir ao Improvável, e deixá-la aqui nesse estado. - Anderson dizia.
- Não é mais fácil pedir que Edu cuide dela e você vá, não? - Daniel perguntou.
- Ele já deu em cima de Giovana. Melhor não. - Andy justificou-se.
- Vou tomar o remédio que me trouxe, juntamente da água de coco e tentarei dormir. Quem sabe passa, amor. - Giovana saira do banheiro e disse á Anderson.
- Isso ai só passa depois de 9 meses, querida. - comentei tentando não rir.
- Não seja indelicado, Elidio. - Daniel deu um leve tapa em minha bunda e sussurrou.
Anderson pediu então comida para nós, para comermos dentro do quarto mesmo. Assim que haviamos almoçado, esperamos Giovana tomar o remédio, e adormecer para então sairmos. Ao dar 14:30, Gio então dormira e Anderson disse que podiamos sair se quiséssemos.
- Voltaremos ás 17:00. Não se preocupe. - Daniel disse calmo, e então saimos do quarto.
Segurei a gola da camisa de Daniel e guiei o pra trás, fazendo-o escorar na parede.
- Pra onde iremos? - perguntei enquanto beijava seu pescoço.
- Nós iamos á praia comprar seu algodão doce. Mas se você ficar me atiçando dessa forma te levo em outro lugar. - Daniel respondeu apertando minha bunda com ambas as mãos.
- E qual lugar você está pensando? - perguntei enquanto descia minha mão pelas laterais de seu corpo.
- Elidio, não brinca com perigo. Temos que voltar cedo. - Daniel pedia.
- Não estou brincando... Estou... te... beijando. - continuei a encher seu corpo de beijos, pausando minhas palavras.
- Sei de um lugar. Me dê a mão, boneca. - Daniel esticou sua mão, e então segurei a mesma. Quando Daniel falava assim, eu já sabia que alguma ideia boa sairia de sua cabeça. Chamamos um táxi, e Daniel pedira para pararmos em um lugar que eu não conhecia.
- Onde estamos, DanDan? - perguntei olhando para todos os cantos.
Daniel não respondera nada, e apenas guiou-me. Até que, avistei uma bela cachoeira á nossa frente.
- Como sabe que existe esse lugar? - perguntei olhando maravilhado para todos os lados.
- Eu sou inteligente, querido. - Dani respondeu sorrindo. - Sei ainda de um ponto onde não tem ninguém. - ele finalizou.
Mesmo sem não fazer ideia de onde eu estava, segui Daniel. Depois de muito andarmos, chegamos em um ponto completamente vazio.
- Se não quiser molhar sua roupa, é melhor vir pelado. - Daniel disse enquanto piscava com um olho.
Elidio então tirara sua roupa, assim como eu e peguei-o em meu colo, enquanto entrava na água. Elidio ria sozinho, e balançava suas pernas, e eu só sabia rir daquela cena. Á medida que fora ficando mais fundo, "soltei" Elidio de meu colo, e guiei-o apenas com a mão até chegarmos numa pedra.
- Que lugar lindo... - Elidio dizia encantado.
Coloquei minhas mãos em sua cintura e guiei-o até que se escorasse na pedra. Prensei-o contra e mesma e fitei seus olhos o tempo todo.
- Estamos sozinhos. E nesse lugar lindo... - comentei sem tirar meus olhos dos seus. Elidio sorriu timido, e então beijei-o lentamente. Coloquei uma mão em seu rosto, passando meus dedos pelas linhas de sua bochecha, e depois queixo. Nosso beijo era calmo, lento. Passei minha língua pela boca toda de Elidio, e ele puxava-a algumas vezes, chupando-a lentamente. Elidio com seus olhos mantidos fechados, interrompeu o beijo por poucos segundos, encostou seu nariz no meu, e sua voz mansa dizia: "Eu te amo. A minha vida toda amei você. Obrigado por me fazer tão bem." e ele voltou a beijar-me. Sorri entre o beijo, e com minha outra mão desci pela lateral de seu corpo alisando-a, até chegar em sua barriga. Finalizei o beijo com um selinho, e virei Elidio de costas. Deslizei minha boca pelo seu corpo molhado, reversando com algumas mordiscadas em suas costas e Elidio mantinha-se calado. Desci minha mão até sua bunda, apertando a mesma, e coloquei meu membro já duro, dentro de Elidio. Segurei seu corpo com ambos meus braços, e mantive minha boca ao pé do ouvido de Elidio. Movimentei-me para frente e trás, penetrando em Elidio, ainda em ritmo lento. Com minha boca em seu ouvido, mordisquei a ponta de sua orelha, soltando-a devagarzinho. "Mais forte, Dani. Vai..." Elidio pedia curvando seu pescoço pra trás. Segurei sua cintura, mais firme ainda, e continuei mais forte ainda. Á medida que Elidio ficava mais excitado, ele começara a "rebolar" em meu membro, e não aguentei, e acabei gozando. Elidio virou-se de frente pra mim, e apenas abraçou-me forte, deixando que a água caisse em nós, e fez-se silêncio.
- Estou te achando muito mais emotivo ultimamente. Devo me preocupar? - perguntei quebrando o silêncio fitando seus olhos, enquanto deslizava um dedo sobre seu queixo.
- Desculpa estar assim, Dani... - Lico desculpava-se. - Mas é que parece que eu gosto cada vez mais de você. E fico apreciando esse homem lindo que tenho. - Elidio finalizou apertando minhas bochechas.
- Quem tem a tarefa e o costume de esmagar as bochechas do outro na relação sou eu. - respondi rindo, e então revidei, apertando as suas também.
- Pena que não podemos ficar aqui mais tempo... - Elidio lamentava-se olhando tudo á volta.
- Se você fizer questão, viajamos na segunda á noite. - propus.
- Não podemos, amor. Rafinha nos convidou para o "Agora é Tarde", e precisamos gravar. - Elidio respondera ainda se lamentando.
- Lá em São Paulo também tem lugar bacana, amor. Não precisa se lamentar tanto. - falei mansamente pegando suas mãos e beijando-as.
- Acho que está na hora de irmos. Hoje tem apresentação. - Elidio comentou olhando para o céu, que havia escurecido.
Vire-me de costas, e sinalizei para Elidio subir na mesma. Levei Elidio até fora d'água de cavalinho, e vestimos nossa roupa.
- Uma mensagem do Anderson. - comentei, e então li a mesma em voz alta:"O Edu não poderá comparecer e estamos sem um substituto imediato. A produção cancelará o dia de hoje, e amanhã devolverá o dinheiro de quem havia comprado para o dia de hoje. Aproveitem o resto do dia. Beijo."
- Que barra, Dani. Nossas fãs ficarão tão chateadas... - Lico dramatizava.
- Giovana não deve ter apresentado nem uma melhora branda para Anderson ter aceito isso. Estou começando a me preocupar, Elidio. - comentei nervoso.
- Se estivesse tão grave, ele já teria a arrastado para o médico, Dani. - Elidio tentava me tranquilizar. - Vamos embora... - pedi.
Segurei a mão de Elidio e saimos dali então.
- Vou querer algodão doce, então peça ao taxista que pare na praia. - Elidio exigiu.
- Você e esse vício. - ironizei. - Se viciar em mim você não quer, né? - finalizei mordiscando seu ombro.
- Sou viciado em ambos. Mesmo você não tendo gosto de nada. - Elidio dizia rindo.
Retribui o sorriso, e enfim pegamos o táxi para pararmos no táxi.