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Thank you Lady Gaga
Lovely lovely lovely lovely lovely
Fond fond fond fond fond
Delight delight delight delight delight
Really embarrassed by my lack of self-awareness rn đ Like what if I painted something and someone was like oh you made that painting and I was like uhh no I don't have hands.
"Le sac classique est comme la Maison Chanel. Il est à la fois essentiel et moderne, deux qualités qui vont rarement de pair." Kristen Stewart

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Sama Saja
Apa yang kamu lakukan dulu, sebenarnya saya lakukan juga. Bedanya, kamu bermain kurang rapi, dan ketahuan. Sedangkan saya, bermain cantik dan tidak ketahuan. Ketika akhirnya kamu memilih pergi (entah dengan alasan apa), saya tidak dapat mencegah. Karma sedang menyapa :â)
XI - OlĂvia
- Não espere que eu ajude em coisa alguma, sério. Eu vou só ficar por aqui e ser bonito.
- Por que nĂŁo vai embora entĂŁo? â Era a milĂ©sima vez que vocĂȘ repetia aquela frase.
- Porque vocĂȘ ia ficar me julgando, Ă© uma daquelas armadilhas.
- Eu nem... Argh.
           EstĂĄvamos na entrada de uma sociedade beneficente, dessas que acolhem crianças de famĂlias necessitadas servindo no que fosse necessĂĄrio, desde escola atĂ© orfanato. Ela funcionava nos finais de semana e eu nĂŁo sabia de nenhuma atividade de voluntariado jovem que acontecia lĂĄ, entĂŁo estava adorando ser a primeira.
           O prédio era enorme e antigo, mas bem conservado. Tinha paredes rosa meio alaranjado com janelas e porta de madeira. O lugar todo cheira a coisa guardada, óleo para móveis e vento. Convenientemente o cuidador era conhecido do meu pai e ficou feliz de me dar as informaçÔes para ir lå com os amigos e ajudar.
Amigos que ainda nĂŁo tinham chegado.
Com exceção de vocĂȘ.
- DĂĄ pra ficar quieto?
- Que foi?
- Sua voz tĂĄ me irritando.
- TĂĄ de TPM, Liv? â VocĂȘ riu e eu me limitei a olhar enviesado.
           JoĂŁo, Ana e JĂșlia chegaram logo depois, animados e nervosos. Nos finais de semana as atividades eram apenas recreativas e um grupo de adolescentes de 16 anos nĂŁo Ă© exatamente expert em entreter crianças.
O fato foi que passamos o dia brincando enquanto vocĂȘ se recostava, suspirava e emburrava. E olha que eu tentei. Peguei sua mĂŁo algumas vezes e tentei fazer vocĂȘ ficar Ă vontade, mas nĂŁo tinha jeito. VocĂȘ me abraçava e segurava pela cintura e bagunçava meu cabelo tentando fazer com que eu nĂŁo me irritasse.
Funcionou porque vocĂȘ tem a temperatura corporal mais perfeita.
- Que horas isso termina?
- JĂĄ disse que vocĂȘ pode ir embora. â Soltei o seu abraço.
- TĂŽ meio entediado sĂł.
- VĂĄ embora.
- Eu nĂŁo sei por que vocĂȘ inventou de fazer isso. Tipo, a gente tĂĄ perdendo o sĂĄbado cuidando de crianças que nem conhece.
- VocĂȘ nĂŁo disse isso.
- Disse sim.
- Supostamente vocĂȘ deve fazer isso por sua vontade e no seu tempo livre pra ajudar uma causa com a qual vocĂȘ se identifica ou se preocupa. O que eu nĂŁo sei Ă© por que chamei vocĂȘ. â Ralhei. â Fique quieto atĂ© a gente ir embora.
Uma das atividades nos levou atĂ© a âSala de Artesâ, que na verdade era a parte do pĂĄtio com piso de pedra polida e uma mesa que nĂŁo cabia todo mundo. Vestimos aventais nos meninos que tinham e usamos umas batas de TNT nos que nĂŁo tinham. Eles tinham que descrever a parte do dia que mais gostavam ou o que quer que os fizesse feliz.
           Teve uma hora que fui amarrar o cabelo e esqueci meus dedos sujos de tinta verde. Corei quando finalmente percebi a besteira que tinha feito.
- Nova tarefa! Hora de pintar a OlĂvia! â JoĂŁo gritou.
- JP, nĂŁo!
           Imobilizaram-me no chão e começaram a desenhar em qualquer pedaço de pele exposta. Infelizmente eu tinha ido de regata folgada e shorts. Minhas amigas pintaram flores do meu ombro subindo pelo pescoço por um momento até começarem a fazer melecada com as crianças nos meus braços e pernas.
- Isso faz cĂłcegas! â Eu ria.
           A sensação da tinta molhada esfregada na minha pele era engraçada. VocĂȘ me sorriu e se aproximou. Fiquei sĂ©ria por um instante, vocĂȘ continuou o desenho de flores no meu ombro e pescoço e eu me arrepiava inteira. Começou a conversar com as meninas e pude ver o exato momento que elas gostaram de vocĂȘ. Tinha um tom de roxo.
- Pare com isso Lucas, eu jĂĄ estou ridĂcula o suficiente.
- Ainda nĂŁo.
- Desista OlĂvia, as crianças adoraram! â JĂșlia gritou enquanto pintava a sola do meu pĂ©. Eu ria.
           VocĂȘ sussurrou umas desculpas, disse que a gente se resolvia depois e esfregou mais tinta nas mĂŁos. Sua palma inteira era uma mistura de amarelo, vermelho, marrom e verde escuro com azul. VocĂȘ segurou meu rosto e eu protestei, vocĂȘ passou o polegar vermelho na minha boca para me fazer ficar quieta e eu ri a tinta.
Tentei nĂŁo pensar o quĂŁo pequeno vocĂȘ tinha sido. DivergĂȘncia de interesse nĂŁo era novidade.
           Antes de escurecer, nos amontoamos todos melados de tinta, no seu carro e seu motorista nos deixou em casa. Na minha casa. Tomar banho de piscina na cobertura e fingir que nĂŁo iriamos morrer de frio. VocĂȘ e JP subiram enquanto eu e as meninas fomos trocar de roupa.
- Fiquei surpresa do Lucas ter ido. NĂŁo parece o programa dele. â Ana comentou.
- E nĂŁo Ă©, ele reclamou o dia inteiro.
- Vixe, por que nĂŁo mandou ir embora? â JĂșlia arqueou uma sobrancelha.
- Eu mandei, mas ele nĂŁo foi.
- Se ele falar alguma besteira eu o faço ir embora.
- Ele Ă© atĂ© gato. â Ana disse.
- NĂŁo muito. â JĂșlia completou. â Mas Ă©.
      XII â Lucas
            Eu estava nervoso e entediado. O lugar inteiro cheirava como se eu pudesse ter uma crise de asma a qualquer momento e todos os seus amigos prestavam atenção em mim de alguma forma. Eu nunca tinha pensado em fazer trabalho voluntĂĄrio e a Ășnica coisa que a minha mente processava eram todas as outras coisas que eu poderia estar fazendo.
Por que eu me importaria com as crianças quando jĂĄ tinha vocĂȘ pra fazer isso?
Convenhamos vocĂȘ Ă© bem melhor nisso tudo que eu.
- Eu nĂŁo sei por que vocĂȘ inventou de fazer isso. Tipo, a gente tĂĄ perdendo o sĂĄbado cuidando de crianças que nem conhece.
- VocĂȘ nĂŁo disse isso.
- Disse sim.
- Supostamente vocĂȘ deve fazer isso por sua vontade e no seu tempo livre pra ajudar uma causa com a qual vocĂȘ se identifica ou se preocupa. â VocĂȘ organizava matĂ©rias e arrumava bagunças que nem as professoras tinham se importado. - O que eu nĂŁo sei Ă© por que chamei vocĂȘ. â Gelei. â Fique quieto atĂ© a gente ir embora.
           Obedeci. Acompanhei vocĂȘ e o resto do pessoal e me recostei em todas as paredes possĂveis. Por mais que eu nĂŁo entendesse e atĂ© me recusasse a entender, eu via como vocĂȘ gostava daquilo. Como vocĂȘ se sentia bem e nĂŁo parava de sorrir e duvidei muito de todas as vezes que disse nĂŁo gostar de crianças. Elas agitavam as mĂŁos de tinta e sujavam a sua blusa e ponta do cabelo, elas derramavam potes inteiros de tinta e vocĂȘ sĂł ia lĂĄ e arrumava.
AtĂ© peguei vocĂȘ olhando emocionado para o que quer que o menino tivesse desenhado.
VocĂȘ era apaixonada e concentrada e prestativa. Eu podia ver que vocĂȘ se sentia Ăștil e atĂ© meio realizada e nada estressada, ao contrĂĄrio da maioria das coisas que vocĂȘ fazia. VocĂȘ estava feliz. A sua cara prendendo o cabelo e depois percebendo que tinha melado ele inteiro de verde nunca vai sair da minha cabeça.
Se me permite uma olhada em retrospecto, provavelmente foi nesse dia que eu amei vocĂȘ.
Todos os outros âeu te amoâ nĂŁo foram nada comparados aos que vieram depois desse dia e nĂŁo me entenda mal, nĂŁo Ă© de um jeito romĂąntico, Ă© sĂł por ser vocĂȘ. Quando todos decidiram pintar vocĂȘ e eu desenhei as flores no seu ombro por falta de criatividade atĂ© resolver melar o seu rosto, as coisas tinha cheiro de tinta e som de criança concentrada e muito roxo. Eu amei vocĂȘ.
No carro a sua boca ainda estava vermelha e eu me divertir com isso. Eu fui na frente com o motorista e vocĂȘ sentou no colo de uma das suas amigas. Seu amigo esquisitinho, JP, nĂŁo estava exatamente feliz em pegar carona comigo e eu vi vocĂȘ toda extrovertida fazendo com que ele risse. Fomos para sua casa, tomar um banho de piscina para tirar a tinta.
Meninos para a cobertura e meninas para seus biquĂnis.Â