hoje foi um dia, meio, sad. Eu acordei atrasada, mas cheguei há tempo de não precisar assinar o livro de atrasos nem nada, quando entrei encontrei o Julio, e fomos conversando até a sala, apesar de eu ter entrado antes, por que ele ficou conversando com alguém ali fora. Mal tinha lugar pra sentar, era inglês, então me joguei do lado da Laila, e tudo ficou bem. As duas aulas foram de boa, eu fiz a atividade, ouvi música e conversei. Depois fomos pra geografia, e eu entrei na sala antes da minha antiga sala sair de lá, então a Nami falou um pouco comigo e foi pra sala, eu me sentei no fundo, fiz a atividade do dia e outra que estava devendo. E claro, não deixei de pegar no pé do Julio. Quando o sinal tocou para o intervalo, eu comprei o lanche e me sentei na minha, já que ninguém queria saber da minha existência, quando terminei de comer, coloquei meu fone. Depois o sinal tocou, e era a hora de ir para profissional do futuro ou educação do consumidor, entenda como quiser. Eu me joguei no fundo, sozinha, mas dessa vez mais sozinha de que todas as vezes. E tinha que formar um novo grupo para um trabalho desse semestre e foi quando eu me ferrei. E até escrevi esse texto a seguir. É, eu fiquei sem grupo, as coisas são assim comigo mesmo, ninguém me quer. Usam desculpas, não me convidam. Como eu odeio ter mudado de sala, como eu odeio não ter ninguém. Por que essa aula não acaba logo? To cansada já, eu levo tudo de boa, faço as atividades sozinha, passo o intervalo sozinha, as vezes sou colada em alguns grupos legais, mas na maioria das vezes, eu fico sem nenhum grupo. O que tem de errado comigo? Por que as pessoas se afastam de mim? Isso me mata, me deixa muito triste, mas eu sobrevivo, eu sempre sobrevivo. Eu to segurando o choro pra ninguém perceber o quanto eu to mal. As coisas sempre foram tão fáceis, por que foram complicar este ano? Até as piores pessoas dessa sala tem alguém, tem um grupo, mas eu não. O único pensamento que mantenho é que tudo vai ficar bem, por que afinal sempre fica. Eu gosto de escrever no momento por que me ajuda. Mas assim que o sinal tocou, eu coloquei meu fone de ouvido ao som de músicas depressivas, e fui caminhando até a saída da escola. Passei pelos amigos da minha paixonite e fui pro meu canto, andei um pouco mais a frente, e fiquei de costas pra onde passam as pessoas. E algumas lágrimas escorriam, eu as limpava, e voltava mais frente. Depois me virava e mais algumas insistiam em escorrer, mas eu sempre estava limpando. Minha mãe chegou e eu entrei no carro, e foi ai que eu fiquei melhor. Nada me deixa melhor que meus cachorros. E o Scott estava ali comigo. A minha mãe nem percebeu que eu estava triste. Quando estávamos pegando o caminho, eu olhei pra trás pra escola e não vi os amigos da minha paixonite, e nem vi minha paixonite hoje. Talvez eles tenham ido embora na hora que eu estava virada. Quando cheguei em casa tirei um cochilo e depois almocei, fiquei a tarde toda no ipad, depois mais tarde fui para o inglês, e o menino bonitinho de lá, o Matheus não foi. Ele é uma das pessoas que tem um significado importante pra mim, apesar de eu não ser tão chegada nele, mas ele é tudo que o meu amor não é e um pouco melhor. E por isso eu prefiro ele. Depois que acabou o inglês, eu vim pra casa a pé sozinha. E depois fiquei no computador. Hoje quando eu estava indo pra minha sala, um amigo do meu irmão que faz inglês lá, ele falou que não entendia por que aquela mulher, que é da sala dele, faz inglês, afinal ela ta sempre viajando para os Estados Unidos e já sabe falar francês. E eu virei e falei pra ele, tem muitas pessoas na vida que a gente nunca vai entender.