Quase sempre nos acomodamos às situações e deixamos de seguir em frente; contamos com a mania de recuarmos diante um relacionamento que há muito não nos completa, adiamos planos que impliquem o abandono, nos acomodamos com a vida morna, porque ainda tememos o estado de ferveção dos sentimentos, temos medo do ‘vai-e-vem’ das coisas e de tudo que possa ameaçar a nossa comodidade, sem nos darmos conta de que podemos estar diante a um barril de pólvora. Na realidade, sempre arranjaremos desculpas para a nossa extrema indolência, para fugir da responsabilidade de assumir riscos, e esperamos que a explosão da nossa inatividade parta por acaso, como se, do mesmo modo, não fôssemos arcar com as consequências da nossa apatia. Somos resistentes às mudanças porque tememos os desafios e por não estarmos preparados pra enfrentar o desconhecido que somos pra nós mesmos.
Fred Medeiros. (via renascedor)















