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After party. â @EdLine
O som das pessoas abafava a mĂșsica ao fundo, e ele estava sendo impedido de ouvir David Bowie â a melhor coisa dos alunos da Lufa-Lufa era nĂŁo terem tanto preconceito com as coisas trouxas, o que fazia com que Ed pudesse ouvir seus artistas trouxas que mais gostava. Mas tudo bem, ele poderia ouvir depois. Aquela era uma festinha particular do time de quadribol que acabara de ganhar um jogo contra a Corvinal; 200 a 90, foi uma tremenda sorte terem pegado o pomo de ouro. Levou o copo vermelho contendo uĂsque de fogo atĂ© os lĂĄbios e tomou um generoso gole da bebida. Aquele jĂĄ era seu terceiro copo, mas ainda podia sentir a bebida queimar ao descer por sua garganta. Edward nĂŁo estava bĂȘbado e nem pretendia ficar. Bem, talvez mais tarde⊠Agora ele estava de olho em uma morena, aluna do 5Âș ano, tinha um olhar penetrante e cabelos negros que destacavam seus olhos. Ele queria aquela garota. Ela conversava com uma amiga, mas mandava olhares a Edward muitas vezes. Ele podia sentir que ela o queria tambĂ©m.
NĂŁo demorou muito tempo para que o loiro se aproximasse e iniciasse uma conversa com a garota. Algumas palavras, muitos elogios e eles estavam saindo pela porta de uma sala vazia, em direção aos corredores vazios de Hogwarts. O feitiço que abafava o som de dentro da sala fazia com que o ambiente fora daquele local parecesse um lugar completamente diferente. O silencio reinava. Mas Miller nĂŁo passou muito tempo analisando o silĂȘncio do lugar. Passou a mĂŁo na cintura da garota e a levou para um canto do corredor, onde a luz das tochas nĂŁo iluminavam e começou a beijĂĄ-la. Tudo estava indo muito bem e Ed pensou que eles bem que poderiam terminar aquela festa no dormitĂłrio dele. Mesmo estando distraĂdo, ele conseguiu ouvir sons de risada ao fundo e algumas palavras que nĂŁo conseguiu distinguir e, em seguida, ouviu passo firmes e apressados. A garota parou de beijĂĄ-lo e olhou assustada. Edward revirou os olhos. Jamais iria se acostumar com os alunos certinhos, poderia ser um monitor, mas poderia nĂŁo ser ninguĂ©m ameaçador, certo? Certo.
O loiro fez sinal para a garota fazer silĂȘncio e saiu da escuridĂŁo para olhar quem estava se aproximando e ouviu passos atrĂĄs de si; ao olhar pra trĂĄs se deu conta de que a garota tinha ido embora. Ele revirou os olhos mais uma vez, nĂŁo tinha muita paciĂȘncia para gente desesperada. Ela nem sabia o que era e jĂĄ estava fugindo! Voltou sua atenção ao corredor, em busca de algum monitor, professor ou qualquer dedo duro. Se fosse o dedo duro, ele daria uns belos socos no infeliz; se fosse algum monitor, bem, dependendo de quem fosse, ele o convidaria pra festa; agora, se fosse um professor⊠Ed sentia que poderia estar muito ferrado. Mas, para sua sorte, nĂŁo era nenhum professor ou monitor. Os passos haviam cessado e o que ele encontrou no corredor foi uma coisa bem diferente.
      Segurava um copo vermelho nas mĂŁos com alguma bebida quente que nĂŁo havia identificado, porĂ©m, aos poucos sentia o corpo aquecer por conta da mesma, era na verdade uma mistura feita por Thomas Turpin, seu amigo de longas datas que havia convencido Evangeline a acompanhĂĄ-lo na festa promovida pelos alunos da Hufflepuff e ao julgar os seus Ășltimos dias basicamente trancafiada na biblioteca, decidiu ceder ao convite do amigo, porĂ©m, a festa nĂŁo estava sendo um pouco demais para a ruiva que sentia-se um pouco... Diferente de todos os alunos. â Line, por favor, vocĂȘ precisa se enturmar mais com o pessoal, veja, todos estĂŁo se divertindo. â Alertou Thomas, enquanto bebia mais um gole de Whisky de fogo, Line sorriu de um jeito delicado e entĂŁo respirou fundo. â Okay, mas eu nĂŁo sei como... â Ela fez uma breve careta e quando Turpin riu, a garota roubou o copo do amigo, virando a bebida e sentindo a garganta queimar por inteiro, em seguida, virou a prĂłpria bebida, deixando os dois copos sob uma mesa prĂłxima aos dois e entĂŁo sentiu-se um pouco zonza, caindo nos braços de Thomas. â VocĂȘ estĂĄ certo, Thom, eu realmente preciso me divertir mais. â E depois de alguns segundos, Evangeline segurou as mĂŁos do amigo e começou a mexer o prĂłprio corpo, conduzindo-o em uma dança animada. Entre risos e alguns giros, Thomas aproximou-se da ruiva e lançou um olhar delicado para a mesma, soltou uma das mĂŁos e segurou o cabelo de Austen. â VocĂȘ estĂĄ linda esta noite, Austen, e eu realmente estou muito feliz em ter vindo com vocĂȘ, na verdade, eu preciso te falar uma coisa. â O som havia abafado metade das palavras de Thomas, e Line realmente nĂŁo conseguiu entender algo que fizesse muito sentido. Evangeline aproximou-se, no intuito de sussurrar algo para Thomas, porem, ele a surpreendeu quando segurou-lhe pela nuca e a beijou. Evangeline sentiu-se estranha e depois de alguns segundos conseguiu desvincilhar-se de Thomas. â Eu, eu preciso sair daqui. â Respirou fundo, aparentemente a sensação de bebida começava a fazer efeito.
Pareceu uma eternidade os passos trocados da festa atĂ© a saĂda da mesma, Evangeline sentia a respiração descompassar a cada segundo e agradeceu por nĂŁo ter sido seguida por Thomas, na verdade, reparou que a grande massa dos alunos começava a se dissipar rapidamente pelos corredores. â Droga. â Foi tudo o que conseguiu dizer, na verdade sussurrar, enquanto começava a procurar algum lugar para se esconder. Logicamente, seguiu o instinto de encontrar um lugar escuro e quando conseguiu, mal conseguia sustentar os prĂłprios pĂ©s, provavelmente por conta da bebida. â Droga, droga droga. â Evangeline repetiu constantemente, atĂ© que esbarrou em algo, algo de ferro e muito pesado, uma das armaduras de enfeite da Escola, e bem, tropeçara na mesma e quando deu por si estava no chĂŁo, em cima da mesma. â Eu estou ferrada, completamente ferrada. â Resmungou, tentando se levantar, sem enxergar muito bem, e bom, para completar a sua noite, um monitor da Ravenclaw havia aparecido, com uma tocha que iluminava muito bem todo o local, e bem, digamos que ele nĂŁo havia aceito muito bem o fato de ter sido massacrado no Quadribol. â VocĂȘs dois, acham mesmo que podem comemorar sem pensar nas consequĂȘncias? â Evangeline tentou ajeitar o vestido vermelho e respirou fundo. â Dois? â Arqueou a sobrancelha e olhou para trĂĄs, vendo que havia mais um aluno ali. â Ah. â Respirou fundo. â Detenção, vocĂȘs dois, agora. Claro, primeiro vocĂȘs precisam dar um jeito nessa bagunça. â E apontou para Evangeline ainda caĂda com a armadura. â E depois, podem ir polir as vassouras no armĂĄrio de vassouras. â Evangeline com muito custo conseguiu levantar-se e entĂŁo arqueou a sobrancelha. â SEM USAR MAGIA. â O monitor havia sido enfĂĄtico, e Line acabou rindo em deboche, por conta da bebida, mais uma vez.  â Vamos, eu nĂŁo tenho a noite toda. â Tudo cambaleava, e quanto mais o Monitor falava, mais zonza Evangeline ficava. â E-eu nĂŁo acho certo... Ele nĂŁo tem nada haver com tudo isto, eu estava aqui...Sozinha. â Evangeline encarou o monitor que aparentemente nĂŁo lhe deu a mĂnima, e foi em direção ao garoto. â Claro, senhorita, vocĂȘ estĂĄ com o Edward Miller e quer me fazer acreditar que nĂŁo estavam fazendo nada? Olha a sua roupa... â Evangeline olhou para baixo tentando encontrar o problema com o seu vestido, tirando o fato de que ele era levemente decotado, nĂŁo havia nada de errado, ao seu ver, porĂ©m, resolveu nĂŁo retrucar, e calou-se.
strawberryausten:
E tudo que eu ouço Ă© âBlĂĄblĂĄblĂĄâ. Eu jĂĄ estou apaixonado, sabia? E pela Ășnica pessoa que eu sei que jamais vai me abandonar, sou eu mesmo. Esqueça isso de fazer o impossĂvel pelo seu bem; nĂŁo te deixar ir embora. Ă tudo merda. Quanto mais rĂĄpido aprender isso, menos vai se amachucar no fim das contas. Edward Miller tambĂ©m Ă© conselhos de vida, sabia?
Eu nĂŁo disse que nĂŁo ia sair com suas amigas, eu disse que vocĂȘ serĂĄ trancafiada na Torre, nĂŁo que eu vĂĄ ficar lĂĄ com vocĂȘ. NĂŁo quero impedir que vocĂȘ saia com outras pessoas, sĂł quero impedir que faça isso com as pessoas erradas, logo, como esse seu amigo corvino e o cabeça de fĂłsforo. Mas a ideia de nĂłs dois irmos jantar, me parece Ăłtima. Quando iremos fazer isso? O que acha que fazermos em Hogsmead?
Tudo o que eu posso desejar Ă© que alguĂ©m te faça mudar de opiniĂŁo, que vocĂȘ se apaixone por alguĂ©m de uma forma tĂŁo intensa que definitivamente nĂŁo a deixe ir embora, amor prĂłprio Ă© bom, mas, ser solitĂĄrio nĂŁo Ă©.
Se bem que me trancafiar em uma torre nĂŁo significa executar a missĂŁo de me deixar longe dos meninos com sucesso, afinal, existe outras maneiras de chamĂĄ-los, vocĂȘ sabe nĂŁo Ă©? Caso queira saber, eu estou de olho em alguĂ©m, mas a pessoa Ă© cabeça dura e prefere estar com outras pessoas, Ă© claro, mas, nĂŁo Ă© o Lovegood, ou o Prewett, jĂĄ disse que somos amigos. Ătimo, podemos ir jantar em Hogsmeade, CafĂ© da Madame Puddifoot talvez?
strawberryausten:
Não, não é nada normal a pessoa se apaixonar. Vai parecer um bocó pelos cantos e no final das contas vai levar um belo pé na bunda da pessoa que também dizia amå-lo. Não quero saber o que ele andou dizendo dos seus låbios, seu beijo ou seu toque, eu posso tirar minhas próprias conclusÔes sobre esse assunto, sabia?
Isso, continue falando. Te dou uma bala depois. NĂŁo, nĂŁo vai acontecer jantar nenhum. Nem que eu tenha que trancar vocĂȘ na torre de astronomia, vocĂȘ nĂŁo vai sair pra jantarzinho com aquele corvino idiota. Ah, claro, agora tem o cabeça de fĂłsforo Prewett tambĂ©m! Venha cĂĄ, Ă© sĂł um ou os dois? Porque tudo que estĂĄ ruim sempre pode piorar, vocĂȘ sabe. Porque nĂŁo fazemos assim, pega essa sua amiga e manda sair com os dois, de preferĂȘncia viajar com os dois e nĂŁo voltar nunca mais. O que acha? Eu acho uma Ăłtima ideia.
Sua teoria pode estar certa, mas, eu discordo de certas coisas, quando a pessoa te ama de verdade, ela nĂŁo vai te deixar ir embora, e mesmo que ela ainda nĂŁo saiba que te ama, ela vai fazer o impossĂvel pelo seu bem, e vai se preocupar com coisas banais. Quando se apaixonar, vai descobrir isso. E logo, a paixĂŁo vira amor.
Mas oras, nĂŁo era vocĂȘ querendo sair com as minhas amigas? De qualquer jeito, eu acho que nĂłs dois podemos sair pra jantar qualquer dia entĂŁo, jĂĄ que pretende me trancafiar em uma torre caso eu saia com outra pessoa..O que acha?
strawberryausten:
Eu sou feliz a todo instante, nĂŁo tenho motivos para ficar triste, esqueceu? De qualquer modo, nĂŁo foi o suficiente⊠Mas podemos conversar sobre isso depois. Estranho Ă© ele ter se âapaixonadoâ, eu nĂŁo entendo porque as pessoas fazem issoâŠÂ
Mas que bom que ele nĂŁo estuda aqui. JĂĄ me basta um grudado em vocĂȘ, dois Ă© de mais! O que vocĂȘ comenta de mim para os seus amigos? NĂŁo acho que seja sobre a a minha beleza, pois todos sabem disso, nem do meu ego, pois todos sabem disso tambĂ©m. Mas, de qualquer modo, continue falando. Principalmente para as suas amigas! Desista dessa ideia de ajntar, nĂŁo acontecer nem em sonho! E eu nĂŁo implico com nada, apenas digo a verdade e vocĂȘ nĂŁo gosta.
Estranho? Ă normal as pessoas se apaixonarem, inclusive quando elas sabem que pode ser quase impossĂvel a outra se apaixonar tambĂ©m, mas, ele me disse algo relacionado aos meus lĂĄbios, e ao meu toque, nĂŁo sei, foi sĂł um beijo, eu juro.
Nesse caso, eu acho que irei continuar a falar sobre vocĂȘ para elas, sim, aposto que elas jĂĄ sabem o suficiente, todos sabem, mas, se vocĂȘ insiste. Se quiser, podemos ter um encontro duplo, vocĂȘ, uma amiga minha e eu e o Lovegood, ou o Prewett. Aposto que eles nĂŁo iriam negar meu pedido. E, o jantar vai acontecer, se vocĂȘ nĂŁo quiser ir, seremos eu e o Xenophjilius entĂŁo.

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strawberryausten:
Acho  muito injusto as garotas terem visto mais do que eu! Segundo, Evangeline? NĂŁo precisa me enganar, cadĂȘ a velha e boa sinceridade entre a gente? Mas, supondo que isso seja verdade, quem foi o outro garoto? Eu conheço? De qual casa ele Ă©?
Prata? Brincando ou nĂŁo, vocĂȘ sabe que eu sou medalha de ouro em tudo, nĂŁo Ă©? Pessoa boa? Claro, claro. Eu te ajudo a todo instante e nĂŁo vejo vocĂȘ saindo por ai espalhando que eu sou uma pessoa boa! Jantar? Com ele? NĂŁo, obrigada. NĂŁo vai ter nenhum jantar, nem eu vocĂȘ e ele e muito menos vocĂȘ e ele. SerĂĄ que dĂĄ pra vocĂȘ esquecer essa criatura?
Convenhamos que somente o fato de ter visto mais que qualquer outro garoto nesse mundo, jå é motivo para sua felicidade. E estou sendo sincera, o primeiro beijo foi com o meu primo, ele é meio apaixonado por mim, estranho né? Ele não estuda em Hogwarts, ele foi pra outra escola.
Calma, prata por ter sido o segundo a ter me beijado. E clao que nĂŁo me vĂȘ espalhando coisas sobre vocĂȘ, justamente porque nĂŁo falo de vocĂȘ pra vocĂȘ, seria estranho, mas eu comento sobre vocĂȘ para as minhas amigas, pros meninos tambĂ©m. E ah, a ideia do jantar Ă© tĂŁo legal, vocĂȘ pararia de implicar totalmente com os meus encontros com o Lovegood pois iria ver sobre o que realmente conversamos e como realmente nĂŁo existe nada demais.
strawberryausten:
O que foi que eu vi de mais? Nada! Exatamente âqualquer outro garotoâ nĂŁo pode te ver sem os trajes, mas eu nĂŁo sou qualquer um, nĂŁo Ă© mesmo? Nossas vidas vĂŁo durar muito tempo, logo, precisamos compartilhar mais coisas, hum?
Ăâ um quase isso. Mas vocĂȘ nĂŁo iria mesmo atrĂĄs dele, iria? Eu nĂŁo me importo, eu só⊠nĂŁo gosto de vocĂȘs dois juntos. Eu nĂŁo confio nele, Ă© isso. Ele tem bem uma cara de nĂŁo confiĂĄvel e vocĂȘ deve andar a uns cem metros de distĂąncia dele!Â
Eu posso garantir que vocĂȘ viu mais do que qualquer outra pessoa, claro, as meninas da Hufflepuff talvez tenham visto mais, mas, nenhum outro garoto. VocĂȘ foi o segundo garoto que eu beijei.
ParabĂ©ns, Miller, ganhou a medalha de prata, vamos esperar pra ver quem serĂĄ a medalha de bronze, e eu estou brincando. E nossa, eu nĂŁo sei como vocĂȘ enxerga maldade em uma pessoa tĂŁo boa como o Xenophilius. Ele aceitou me ajudar com uma facilidade sem fim, eu acho que vocĂȘ estĂĄ equivocado, mas, se quiser, podemos marcar um jantar, eu, vocĂȘ e ele, e vocĂȘ verĂĄ que ele nĂŁo Ă© tĂŁo mal assim.
strawberryausten:
Olha, atĂ© que nĂŁo seria nada desagradĂĄvel ver vocĂȘ por ai andando sem os trajes, nĂŁo acha? Comigo. Mas vocĂȘ nĂŁo saiu na intenção de vir me procurar, saiu? Eu nĂŁo estou preocupado, quem disse a vocĂȘ que eu estou preocupado? VocĂȘ, o que? Volte aqui, Austen!
Não vou mais te convidar pra Hogsmead, isso agora é uma intimação. Esqueça aquele loiro azedo, sim?
M-I-L-L-E-R contente-se com o que jĂĄ viu, foi o suficiente para o restante das nossas vidas, e imagine sĂł qualquer outro garoto podendo ver os meus trajes sem nenhum pudor?
Ok, calma, eu nĂŁo ia de fato sair daqui, mas, me surpreendeu vocĂȘ ter me pedido pra ficar, ou quase isso. E tĂĄ certo, nĂłs vamos pra Hogsmeade, mas, sĂł se me responder por que se importa tanto com essa histĂłria do Lovegood.
strawberryausten:
Ah, claro, porque vocĂȘ e seu amiguinho nĂŁo falam sobre essas coisas, nĂŁo Ă©? Hum⊠Nada mais do que justo jĂĄ que vocĂȘ ficou com algo que Ă© meu, nĂŁo Ă© verdade? E Ă© bom que vocĂȘ tenha um estoque de camisas brancas no seu malĂŁo, eu nĂŁo costumo devolver presentes.
VocĂȘ sĂł anda grudada nele, como nĂŁo quer que eu fale disso? VocĂȘ nĂŁo tem que me dar satisfação de nada. NĂŁo quero saber do se baseia esse relacionamento de vocĂȘs! NĂŁo me interessa. Claro, porque ele entende todas suas loucuras, hunrrum. Compromisso comigo? Mas nĂŁo sou eu quem entende das coisas que vocĂȘ gosta, sou? Por que vocĂȘ insiste naquele cara?
NĂłs nĂŁo conversamos sobre essas coisas, nĂŁo mesmo. E eu nĂŁo fiquei com nada seu, Miller. Com o que eu teria ficado? NĂŁo se preocupe, eu tenho outras camisas, nĂŁo Ă© como se eu fosse andar por aĂ sem os trajes, nĂŁo se preocupe.
Como?!? Eu nĂŁo ando grudada nele, Edward, olhe bem para os lados, com quem eu estou agora? Argh. E como vocĂȘ mesmo disse, eu nĂŁo preciso te dar satisfação alguma, mas, por que vocĂȘ estĂĄ tĂŁo preocupado com isso? EntĂŁo, vai mesmo me desconvidar para Hogsmeade? Okay, eu acho que posso chamar o Xeno.
strawberryausten:
VocĂȘ pensa em mim acordada, Evangeline. E sabe muito bem disso. Quanto aos nossos sonhos. Diferente de vocĂȘ, eu nĂŁo tenho nenhum problema m admitir que sonho com vocĂȘ, afinal eu sonho com muita gente. E sabe um sonho que vem se repetindo bastante? O dia em que eu joguei vocĂȘ no lago, lembra-se? Eu lembr, principalmente do que aconteceu depoisâŠ
Ah, sim, seu pais e seu amiguinho corvino, nĂŁo Ă© mesmo?! E sim, pessoalmente Ă© algo bem melhor. As coisas nĂŁo ficaram fora de controle, eu falei algumas verdade e vocĂȘ nĂŁo gostou de ouvi-las! Se vocĂȘ nĂŁo andasse grudada naquele Fantasma, nĂŁo teria ninguĂ©m com saudade aqui. Eu nĂŁo estou pensando, eu estava te procurando justamente pra isso, ou vocĂȘ jĂĄ tem algum compromisso?
EntĂŁo vocĂȘ realmente acha que o Lovegood anda sonhando comigo? Ual, eu nĂŁo sabia que ele era capaz de sonhar comigo. Para de ser bobo Edward Miller, e ah, de certa forma eu acabei favorecendo os seus sonhos, gostou do presente que eu deixei no seu dormitĂłrio naquela noite?
E, novamente essa conversa sobre o Xeno? Quantas vezes eu terei que falar que ele Ă© somente o meu amigo? E nosso relacionamento se baseia em amizade, astronomia, astrologia, e todas essas coisas que vocĂȘ nĂŁo tem muita paciĂȘncia para lidar. E, eu tenho um compromisso agora, com vocĂȘ.

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strawberryausten:
Eu sempre soube que vocĂȘ pensava em mim a todo instante, mas agora eu tenho absoluta certeza disso e vocĂȘ nĂŁo vai mais poder negar! Saudades, Ă©?
Bem eu estou acordado, logo, nĂŁo sou eu quem estĂĄ sonhando com vocĂȘ, entĂŁo se tem alguĂ©m sonhando com vocĂȘ Ă© melhor ele cair da cama começar a ter pesadelos!
Como vocĂȘ pode ter tanta certeza, Miller? VocĂȘ estĂĄ acordado, eu estou acordada, isso significa que eu nĂŁo estou sonhando com vocĂȘ, entĂŁo...
Deixa disso, provavelmente Ă© a minha mĂŁe sonhado comigo, ou o meu pai, convenhamos que nenhuma outra pessoa sonharia comigo. E o mais importante, nĂŁo estou nos seus sonhos, estou pessoalmente ao seu lado, Ă© melhor nĂŁo Ă©? Eu estou com saudades de vocĂȘ, nĂŁo nego. As coisas ficaram um pouco... Fora de controle da Ășltima vez. Mas, huh, entĂŁo, estĂĄ pensando mesmo em me chamar para ir com vocĂȘ pra Hogsmeade?
Dizem que quando vocĂȘ nĂŁo consegue dormir, alguĂ©m estĂĄ sonhando com vocĂȘ. Se isso for realmente verdade, eu espero que a pessoa esteja aproveitando muito bem o sonho, porque estĂĄ me tirando o sono, e droga, eu estou falando sozinha nos corredores de novo. CadĂȘ o Miller?!? DROGA, eu esqueci que ele ainda estĂĄ bravinho comigo.
Say Something [Small]
      Os pensamentos estavam definitivamente acabando com Evangeline Austen naquela manhĂŁ, ela simplesmente nĂŁo conseguia parar de se lembrar dos lĂĄbios de Edward, do perfume dele misturado ao prĂłprio e tambĂ©m dos arrepios que ele causara, de fato, Austen nĂŁo conseguia focar em nada que nĂŁo dissesse respeito ao garoto, olhava para os lados em uma tentativa falha de encontra-lo por ali, mas, ao mesmo tempo estava distraĂda demais para perceber que ele estava ao seu lado, sĂł o fez quando ele comentou algo sobre um amiguinho de Evangeline, que, arqueou a sobrancelha e balançou a cabeça em negação tentando entender o que estava se passando ali. â Eu nĂŁo estava procurando ninguĂ©m. Na verdade, tudo o que eu procurava jĂĄ estava aqui. â NĂŁo havia mentido, afinal realmente procurava por Edward, mas, a recepção dele nĂŁo tinha sido das melhores, Evangeline automaticamente respirou fundo. â Olha, eu nĂŁo sei por que vocĂȘ estĂĄ agindo assim, Edward. Eu acabei de chegar aqui e vocĂȘ jĂĄ estĂĄ dizendo que eu estou procurando alguĂ©m. â NĂŁo sabia exatamente o motivo, porĂ©m, o modo com que ele acabou dizendo aquelas palavras havia hĂĄ deixado um pouco mal, embora fosse evidente para todos os outros simplesmente ainda nĂŁo era para a ruiva, que, se levantou e o olhou por alguns segundos. â Se quer saber. A Ășnica pessoa que eu estava esperando era vocĂȘ. Eu estava te procurando. â Evangeline falou em um tom de voz um pouco mais alto que o de costume, entĂŁo respirou fundo. â Ătimo. Espero que aproveite bem a aula, Miller. â E, revirou os olhos, juntou o material e entĂŁo saiu da sala, esbarrando no professor, era pĂ©ssima mentindo, porĂ©m, tentou o seu melhor. â Eu nĂŁo estou passando muito bem, acho que eu deveria ir atĂ© a enfermaria verificar. â Havia sido o suficiente para ser liberada, e por mais que sentisse culpa, precisava ficar sozinha naquele momento. Os passos pareciam caminhar por conta prĂłpria, quando deu por si estava de frente para o lago Negro, no exato lugar em que estivera com Edward na noite anterior.
Sentou-se ĂĄs margens do lago e respirou fundo, fechando os olhos e revivendo os momentos que antecederam o momento da primeira briga, sendo que Evangeline nĂŁo sabia nem o motivo dele ter agido daquela forma. Bom, seu pensamento havia sido ainda mais ingrato, ela colocou na cabeça que ele poderia ter feito aquilo por ter achado um erro tĂȘ-la beijado, e bom, talvez realmente tivesse sido, mas, nĂŁo conseguia esquecer os momentos que passaram na noite anterior, na verdade, revivia cada segundo do mesmo, tentando encontrar algum motivo para a atitude de Edward, infelizmente nĂŁo conseguiu, Edward parecia igualmente envolvido, mas, Ă s vezes as coisas nĂŁo sĂŁo exatamente como aparentam. Evangeline deu de ombros e balançou a cabeça em negação, abriu a bolsa e pegou uma prancheta com algumas folhas, pegou tambĂ©m um lĂĄpis com grafite apropriado para o desenho e começou a rabiscar. Desenhar lhe trazia uma calma desconhecida, e mesmo que nĂŁo soubesse o rumo de seus traços, ela continuava a movimentar a mĂŁo olhando para o lago negro enquanto isso. Respirou fundo e entĂŁo olhou para a prancheta, derrubando-a no lago ao ver que havia feito o rosto de Edward, quase tĂŁo perfeito como ele era. â Droga, droga, droga. â Respirou fundo e rapidamente entrou no lago, de sapato e tudo, em uma tentativa desesperada de salvar o desenho.