- Não sei exatamente que dia é hoje, mas preciso registrar isso, pois provavelmente, daqui alguns. (interferência na gravação)... bom, para explicar como tudo aconteceu devo voltar alguns meses no passado. Não sei exatamente o por que, bem provavelmente ninguém sabe, o que todos sabem é que de repente eles já estavam entre nos, "kamikazes", estupradores, serial killers, todos os piores seres humanos, foram o primeiros a voltarem a vida. Era um dia comum, e do nada, mortos começaram a se levantar, depois de algum tempo conseguimos controlar a situação, e como a humanidade viva é desprezível, conseguiram um modo de arrumar dinheiro com aqueles humanos "mortos", era como um esporte, ele soltavam muitos deles dentro de um cercado, e colocavam humanos armados la dentro, 'quem matar mais vence' essa era a regra. eu me sentia suja ao ver aquilo, porem conseguimos viver em "paz" por algum tempo... Mas certo dia, um deles, que se levantou, era mais forte,mais esperto... mais... vivo. ele consegui libertar seus iguais, e assim pouco a pouco eles começaram a ganhar força e número. Ai a coisa saio de controle, militares pelas ruas, transeuntes armados, entramos numa zona de morte, noticiais em todo lugar mostravam o presidente dizendo "não entrem em panico" mais é fácil dizer isso no conforto de uma mansão blindada. A guerra ficava cada vez mais difícil, eles conseguiam mais números muito facilmente. Eu? eu sempre fui uma garota diferente, sempre fui maravilhada por coisas, digamos, incomuns. Eu me trancava no meu quarto e observava nossos exércitos morrerem e logo viverem de novo, aquilo me fascinava. Mas então, finalmente a verdade veio a tona, um plantão urgente na televisão dizia "panico! a situação saio de controle, evacuem a cidade, e dirijam-se para os abrigos de segurança do governo" pff. a solução agora é fugir? porem não temos escolha. Fui pega pela minha família e posta dentro da van. Atravessamos a cidade, e aquele cenário era melhor do que qualquer filme de terror que eu já tinha visto. Com os olhos colados no vidro, eu ia maravilhada, em meio ao caos, pois talvez só eu notava que não tinha esperança, e embasada nisso criava a temperança, porem guardava isso comigo, não queria ficar com uma fama pior do que a que já tinha, não que eu ligasse para isso, mas quero meu pouco que resta de vida, bem calma e sem questionamentos. Ainda no carro, adentramos uma área complexa, pessoas fugiam, monstros corriam, e tudo em chamas estava. Meu pai se preocupava em desviar das pessoas que passavam a frente de seu carro, ate que uma criança de talvez 10 anos, atravessou a sua frente, ela já estava morta, e mesmo assim ele não a atropelou, ele desviou bruscamente, fazendo o carro capotar inúmeras vezes, e quando ele enfim parou, a primeira coisa a se notar... Mamãe... estava morta, mas ela não iria permanecer assim por muito tempo, saímos do carro, papai levava mamãe junto com a si, acho que essa foi a forma que ele arrumou de se desculpar, por matá-la. Avistamos, algumas pessoas se refugiando numa igreja, então para lá fomos. Ao chegar na igreja, papai foi presenteado com uma arma, pobre papai, ate eu saberia usar aquilo, mas ele não. Então não demorou muito para a coisa toda atingir o ponto critico. Ouvi um grito que vinha do provável líder deles, e enlouquecidos eles ficaram, e todos os que ali estavam, começaram a atacar a porta da igreja, o máximo que pude fazer foi correr ate o funfo da igreja e ver minha quirida mamãe ficar ainda mais atraente, nascendo novamente. Foi ai então que eu peguei meu celular e comecei a gravar esse que será provavelmente o ultimo estagio de minha vida. outro grito causa uma interferência na minha gravação. Aqueles gritos faziam eles ficarem ainda mais loucos. Mamãe levantou-se e foi em direção de papai, que tomado por suas emoções não conseguiu apertar o gatilho. Mamãe bateu em sua mão, fazendo a arma dele vir parar próxima ao meu pé, eu a peguei; as pessoas de la diziam para eu atirar em mamãe, e nesse momento eu notei que só avia uma pessoa, apoiando a viga que trancava a porta de entrada da igreja, as outras ajudavam papai, eles gritavam para mim "atira! atira!". Então eu sorri,e atirei. A bala acertou o seu alvo, e a pessoa que segurava a porta agora estava com sua blusa pintada de vermelho, todos naquela igreja já estavam mortos a partir desse ponto, mas eu, estava mais viva que nunca, corri feliz em direção a porta, enquanto ouvia o padre dizer "você tinha que se proteger". pff. então exclamei com todas as forças de meu ser. "ME PROTEGER? EU QUERO E ME TORNAR UM DELES" correndo em direção aos meus,que já tinham adentrado a igreja, deixarei minhas ultimas palavras gravadas nesse celular "se algum sobrevivente escutar isso, saiba que isso nunca... nunca ... acaba. palavras de uma zombie"