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Estamos ferrados. Eles não tão deixando ninguém chegar perto dos arquivos do acidente. Se é que podemos chamar aquilo de acidentes.
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Estamos ferrados. Eles não tão deixando ninguém chegar perto dos arquivos do acidente. Se é que podemos chamar aquilo de acidentes.

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coffe and marx (hana&brian)
dm-belhinha:
—— 📚 * : ˖ ❝ FEZ UM BREVE bico contrariado, franzindo o nariz ao mesmo tempo, com aquela resposta dele. —— “é exatamente por eu e ela nos contarmos as coisas que talvez você estivesse escondendo algo de nós duas, nunca se sabe.” justificou-se, encolhendo os ombros e voltando a atenção ao livro que tinha em mãos. achava que brian devia mesmo ocupar seu tempo com coisas além do trabalho, a mãe e livros, e talvez ter alguém - no sentido romântico da coisa - fosse lhe ajudar nisso, mas não adiantava tocar no assunto com o homem, era o que ela e a mãe dele tinham concluído juntas. —— “eu disse mesmo, mas como posso fazer isso se você recusa meus convites pras festas!?” o protesto saiu um pouquinho mais exaltado do que hana pretendia, fazendo-a levar uma encarada feia da bibliotecária. cobriu a boca com uma das mãos, rindo baixinho e mordiscando o próprio lábio. —— “enfim… isso nos faz duas traças de livros, provavelmente.” respondeu então, tomando mais um gole de café, tentando dispersar do assunto anterior. lá no fundo, tinha quase certeza que ficaria um tantinho enciumada caso brian realmente começasse a sair com alguém; estava acostumada a ter muito da atenção dele só para si (e gostava tanto dele que seria difícil encontrar alguém que, pelos parâmetros de hana, seria digna da companhia do maior). e tinha plena consciência que este era um pensamento bem egoísta, então evitava se lembrar disso. —— “então vamos ler o manifesto comunista.” murmurou, baixinho, se inclinando para bem perto dele enquanto isso. não resistiu a rir mais uma vez depois. —— “você sempre faz isso, brian. é admirável, mas ainda reforço que você tem que só… sossegar um pouco, de vez em quando. só um pouquinho. nem vai doer.” insistiu, o bico voltando aos lábios. só para trocar para uma expressão completamente indignada com aquela insinuação dele. —— “não acredito que está insinuando isso! meus alunos me adoram, nunca vi nenhum dormir na aula.” empinou o nariz e bufou baixinho, cruzando os braços. —— “nem vem, vou te deixar sentado no cantinho do pensamento depois dessa provocação.”
a risada ainda ecoava alta. “bom, quando eu tiver interesse em alguma mulher vocês vão saber. capaz de incheon inteira saber, pois minha mãe não iria conseguir ficar com a boca calada. eu amo aquela mulher, mas ela tem que se acalmar pelo próprio coração.” brincou lembrando-se do quanto a mulher era frágil, mas ainda assim estava sempre entregue a qualquer coisa que se passava e com isso acabava sempre em hospitais. o que o fez lembrar que tinha que separar um presente de natal para a enfermeira que sempre cuidava dela, talvez hana pudesse lhe ajudar com isso. “por que festas não são muito my thing, alias, acho que preciso de sua ajuda, você conhece a Munhee que é enfermeira do hospital? ela sempre cuida muito bem da minha mãe mesmo minha mãe sendo bem...minha mãe, pensei em comprar algo de natal para ela, mas não faço ideia de algo que não fosse tão...invasivo? então aceito sugestões ou vou acabar dando um livro para ela.” comentou e percebeu o quão nerd ele era. concordou com a cabeça sobre a leitura sabendo que se um de seus superiores o vissem sequer próximo daquele livro e não reportando ele estaria expulso da policia. “mas olha o que está acontecendo? você sabia que a polícia não tem nem contato com a base? ou melhor não podemos ter. os militares acham que mandam aqui agora o que faz do nosso trabalho completamente lamentável. quero manter meu trabalho vivo sabe preciso de dinheiro para manter eu e minha mãe.” brincou, mas não era só isso tudo aquilo soava estranho e ele sabia que tinha coisas piores vindo. ele podia sentir, mas não sabia como parar ou explicar. “cantinho do pensamento? parece interessante, eu posso ler no cantinho do pensamento, teacher?”
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—— 📚 * : ˖ ❝ SEUS OLHOS ATÉ se atentaram mais ao homem com aquela história de mulher favorita, só para revirarem de levinho quando ele esclareceu se tratar de sua mãe. bem, devia ter esperado por isso, conhecendo-o como conhecia, então apenas riu baixo. —— “por um momento, achei que estivesse falando de alguém especial… não que sua mãe não seja! mas você entendeu.” comentou, bem humorada, antes de continuar. —— “você devia aproveitar a folga, brian… mesmo que não seja para ir na festa, coisa que você também devia fazer pra se distrair e relaxar um pouquinho. mas você nunca me ouve quando falo isso…” deu um suspiro quase teatral, um leve biquinho se formando nos lábios enquanto o fitava. mas deixou de lado o charminho bobo para prestar atenção nas palavras de brian, o café sendo levado aos lábios antes de assentir discretamente. —— “entendo… acho que as pessoas esperam que a polícia tenha soluções quase mágicas para as coisas, mas não é tão simples assim, certo…? bem… espero que nada pior aconteça.” disse então, um tanto mais séria; quase agradeceu quando ele trocou o assunto, porém, já que não era muito de seu agrado gastar o tempo com o amigo em tópicos tão pesados. —— “nós devíamos ler o mesmo livro e discutir sobre ele depois, o que acha?” sugeriu, sorridente. —— “ah, sempre tem… é só procurar direitinho, fazer eles pensarem, apertar os botões certos… você sabe. acho que sou até boa nisso.” tinha uma pitadinha de orgulho na voz ao fim, e realmente gostava de saber que conseguia influenciar de maneira boa alguns de seus alunos.
Ele deu risada. “Quando eu teria uma mulher especial que você ou minha mãe não soubessem e uma não fosse contar para outra? Francamente, Hana.” Resmungou enquanto bebia um pouco do café que já esfriava em suas mãos. A verdade é que ele se preocupava demais com a mãe naqueles tempos. Não sabia como ela poderia acabar se machucando, mas parecia que qualquer um poderia se machucar naqueles dias. Era por isso que sempre estava em dever tentando fazer o seu trabalho do melhor jeito que podia. “eu não sei muito como relaxar, você disse que ia me ensinar a fazer isso quando nos conhecemos e bem...a única vez que relaxamos é lendo. o que isso faz de nós?” Brincou já que realmente fazia muito tempo desde que ele fazia algo diferente. Algumas vezes até aparecia no Wings tomava uma bebida, mas sempre ficava atento para brincadeiras de mal gosto ou coisas do gênero, o problema de Brian como as meninas com quem ele tentava sair sempre acabava sendo o mesmo ele era legal demais. Elas queriam um pouco de adrenalina e aventura e aparentemente ele não conseguia passar isso para elas, isso ele sendo um policial. “Você que manda, teacher. O que você escolher eu leio.” Deu de ombros e a encarou com um olhar preocupado. “Você sabe que eu vou fazer de tudo para que nada aconteça com ninguém. Eu vou tentar manter todos seguros o máximo possível.” Não era só questão de honra, mas era uma questão de necessidade que via ali, querendo mostrar para os outros que ele podia proteger. Que eles eram a segurança da cidade e fariam seu papel por mais impossível que parecesse. “você está se gabando? aposto que tem gente que dorme na sua aula. não que esteja certo, mas sua reação deve ser!” Depois abriu um sorriso. “Brincadeira, você deve ser a professora favorita deles, seria a minha se eu tivesse feito faculdade aqui.”
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—— 📚 * : ˖ ❝ O GOSTO PELA leitura em comum e os tempos livres que quase sempre se encaixavam não podiam ser aproveitados de maneira diferente - aquelas reuniões para discutir suas obras favoritas eram sempre muito proveitosas para a professora. estava de folga por enquanto, então acabou chegando mais cedo na biblioteca onde sempre via brian. o fato não lhe alarmou; quase sempre chegavam em horas diferentes, mesmo. se acomodou em um dos bancos estofados mais ao cantinho do setor particular, abrindo o livro que estavam lendo dessa vez e ajustando os óculos no rosto para continuar a leitura. mal virou três páginas, e viu o maior se juntar a si, um sorriso surgindo em automático no rosto. —— “como sempre… acho que vou na festa do domino’s! e você, brian?” devolveu a pergunta, o rosto se inclinando para o lado enquanto o fitava. era quase um sinal de carinho, na verdade; não muito depois, deu um espaço para que ele se acomodasse ao seu lado, afastando sua malinha da escola. —— “aliás, boa tarde! como foi no trabalho hoje?” adicionou então, aproveitando que ele tinha chegado para pegar a garrafinha térmica que sempre levava com café para ambos e servir em duas xícaras de plástico, bem úteis para se carregar numa bolsa.
O cheiro de livros fazia com que ele se sentisse bem em casa. Apesar dele ter seguido a carreira policial, havia passado tanto tempo na biblioteca para passar em concursos públicos que o cheiro era mais familiar do que o da própria casa. Também havia a questão de que ele fugia de casa para não ficar lá sozinho, afinal a mãe trabalhava, e ele não ficaria lá sozinho. Agora era diferente. Tinha sua mãe de noite, e muitas vezes Hana para o jantar para que as duas mulheres começassem a tirar sarro dele e de seu trabalho. Suspirou enquanto se sentava procurando por seus livros. “O de sempre. Tenho um encontro com minha mulher favorita. Minha mãe no caso. Não gosto de deixá-la sozinha nessas datas, mas pode ser também que eu fique de plantão. Nunca se sabe quando algum engraçadinho vai querer aprontar nessas festas. Meu chefe até me ofereceu a folga já que eu nunca folgo, mas...uma festa a fantasia não é lá minha cara.” Confessou para a outra. Hana tinha muito mais o perfil de sair ou de ser mais despojada enquanto ele era um homem retraído que vivia para servir a mulher ao seu lado e sua mãe, e qualquer pessoa na sociedade que merecesse justiça. “Ainda caótico pelas mortes. Muitos culpam a polícia por não fazer nada, mas como poderíamos? Estamos tão chocados quanto os civis. São temos sombrios.” Aceitou o café de bom grado. “Mas ainda bem que temos a literatura para me tirar desse estresse todo sou capaz de ler um livro inteiro só para não ter que encarar outro relatório.” Olhou para a professora com um sorriso. “E seus alunos? Ainda há salvação nessa nova geração?” Piscou sabendo que havia pelo menos algumas salvações espalhadas por aquele campus.
coffe and marx (hana&brian)
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Aquela amizade havia começado de um jeito avessas, mas ainda assim, Brian se divertia no mini clube de leitura dele e da Hana onde ambos liam, escondidos, mais sobre a cultura que seu governo lutava tanto para esconder. Para isso, Brian usava seus intervalos de vigilância, e encontrava a professora em um setor particular da biblioteca onde poucos tinham acesso. Ele por ser policial tinha acesso e ela por ser professora também. Com um copo de café na mão para si, e outro para Hana, o policial caminhou até a mesa onde eles sempre faziam suas bagunças. Vários papeis com anotações. Manchas de café, e algumas vezes até de baba quando um dos dois apenas havia ficado cansado demais por trabalhar tanto e acabava cochilando enquanto dormia, e o outro simplesmente respeitava o espaço. Chegou animado já que os cafés tinham pequenos enfeites de teias de aranha ao redor. “A cultura ocidental chega cada vez mais forte. Vai fazer alguma coisa esse fim de semana?” Perguntou com leve curiosidade, e também para saber onde deveria direcionar sua patrulha. Ele era muito protetor com aqueles que gostava, mas mulheres como Hana, que eram mais do que belas, e sempre podiam causar confusão para homens o que fazia ele sempre estar ao redor. Vigiando de longe como um bom guarda costas particular, que ele não era, mas poderia ser para Hana.

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the duality