⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ Em nome da Excalibur, [ALBUS SNOW BOO] em seus [28] anos, jura seguir o legado de [FADA MADRINHA] durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ele, deve se manter no caminho da luz enquanto conclui o [MÓDULO III.I]. Com a bondade tocada em seu coração, recebe [DETERMINAÇÃO] e não se permite ser corrompido por [SEVERIDADE]. Por último, é deixado um corte na mão de [BJORN MOSTEN] como prova de seu comprometimento com a luz.
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OCUPAÇÃO: Fotógrafo da Bibbidi News
DORMITÓRIO: (x) não.
SOBRE:
ninguém sabe dizer exatamente o porquê da fada madrinha ter, literalmente, criado os filhos com magia, tampouco o que lhe fez surgir com a primeira criança, talvez estivesse entediada ou solitária. independente dos motivos, o primeiro filho nasceu durante a primeira neve, por conta disso, seu nome está associado ao inverno, albus significando branco e snow, bom, snow! mas caso alguém decida acusar a fada madrinha de ter copiado o nome de snow white, ela irá dizer que o nome tem outro significado.
snow, como prefere ser chamado, cresceu seguindo cada passo de sua mãe, assim como acredita fielmente em cada palavra e ideia da mulher, porém, não adianta dizer que o garoto passa pano para a mãe, pois a fada nunca errou para precisar disso!
não gosta do castigo, muito menos de castigados na academia, acredita que se o castigo existe, é porque eles fizeram por merecer.
é uma pessoa amarga, agressiva, negativa, hostil, que odeia tudo, odeia todo mundo, odeia castigado, odeia wonderlander, odeia non-maj, odeia professor, odeia a vida, odeia absolutamente tudo.
se a fada madrinha tem ouvidos em cada canto do reino, albus tem os olhos observando cada movimento, a câmera que carrega por todo canto sempre pronta para capturar tudo aquilo que acredita ser digno de uma matéria.
HABILIDADE MÁGICA: VIRA-TEMPO
VISÃO GERAL:
assim que ingressou no segundo módulo da academia, seus trabalhos frutos de nepotismo se intensificaram mais, o que podia ser visto como um mero acaso da maturidade e comprometimento aos olhos curiosos dos arthurianos. contudo, ninguém conseguia compreender como o fotógrafo parecia conseguir estar em dois lugares ao mesmo tempo.
por ter nascido durante o inverno, em seu décimo quinto aniversário, a mãe lhe presenteou com um colar, o qual possui um pingente de coruja-das-neves, o animal favorito de albus. o cordão acabou sendo apelidado carinhosamente de owlbert.
sua habilidade mágica encontra-se no dispositivo. o vira-tempo a permite realizar viagens limitadas no tempo; virando a coruja uma vez, faz com que snow ande uma hora de volta no tempo, é possível retornar até três horas antes. permite também certo controle sobre onde, no espaço, ele vai aparecer. foi assim que conseguiu estudar mais do que seria possível durante o segundo módulo — o que causou grande exaustão mental na época —, pois não aceitaria a reprovação durante as simulações de maldições e defesa contra a magia das trevas. oras, o filho da fada madrinha é perfeito! lidar com falhas não era seu forte, tampouco parecia ser da mãe.
o cordão segue o princípio de autoconsistência de novik, ou seja, se existe um evento que possa dar origem a um paradoxo, ou causar qualquer "mudança" no passado, então a probabilidade desse evento ocorrer é zero.
se uma força alterar a linha temporal comum, causando o paradoxo, esse mesmo paradoxo, não alteraria a linha do tempo original, e sim geraria uma alternativa em consequência dos fatos que foram alterados na primeira, fazendo com que a primeira ficasse intacta. em outras palavras, se boo decidisse alterar o passado, quando retornasse ao presente, tudo ainda continuaria normal, e as modificações realizadas apenas existiriam em outra linha temporal.
atualmente, utiliza o colar apenas com o fim de conseguir capturar furos perdidos para a bibbidi, parecendo que está em dois lugares ao mesmo tempo.
LIMITAÇÕES:
não consegue alterar o passado;
pode viajar apenas três horas antes;
não pode viajar para o futuro;
as viagens o deixam exausto;
o uso excessivo e constante a faz envelhecer mais rápido, se viajar de volta no tempo em uma hora, então envelheceria duas horas;
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Aquela noite estava sendo um misto de emoções muito forte para Elisa. Ter o fantasma de sua mãe controlando as ações de seu corpo era estar próxima dela até mesmo de maneiras que a jovem não gostaria de conhecer. Aproveitou um breve momento em que conseguiu tomar controle do corpo, mesmo tendo Carmen lhe dizendo coisas dentro de sua cabeça, para ir atrás de alguém de confiança para se livrar da tal maldição da bruxa. Dolores era supersticiosa demais para não realizar o ritual, porém desconfiada o suficiente para só querer fazê-lo com alguma das poucas pessoas com quem se permitia ser um pouco vulnerável, por isso não queria deixar essa decisão nas mãos do fantasma que a habitava. Avistou Albus de longe e correu até ele, segurando suavemente em seu braço para que ele notasse sua presença. "Ei Boo, eu preciso de você." disse, propositalmente num tom ambíguo e brincado "Preciso de alguém para fazer esse maldito ritual da bruxa e... Você foi o escolhido, parabéns." explicou, constrangida de contar que a razão da escolha era ele ser alguém precioso para si.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ boo utilizava um headphone antigo em seus ouvidos, inicialmente faria apenas parte de sua fantasia de um personagem non-maj, mas acabou sendo útil para ignorar tudo ao redor, podia aproveitar o halloween um pouco. o número de pessoas capazes de conseguir a atenção de albus era limitado, elisa dolores certamente se encontrava entre eles. costumava frequentar as bibliotecas apenas para conversar com ela, por isso retirou os fones assim que a avistou ao seu lado, um sorriso cresceu instantaneamente em seus lábios, bastava a outra entrar em seu corpo de visão. riu com a frase alheia, virando-se para ela. "sou todo seu." respondeu no mesmo tom ambíguo, brincando. levantou uma sobrancelha por um breve segundo, logo concordando com a cabeça, não negaria nada desde que fosse pedido por elisa. havia escutado sobre os rituais durante toda a noite, parte dele acreditava ser tudo enganação, porém estava na casa dos monstros, deveria respeitar as regras locais. sorriu para dolores, levantando um de seus braços para que ela pudesse o segurar, um ato de cavalheirismo. "temos que ir até o jardim, não é?" perguntou para conferir. "se você queria tanto me beijar, era só pedir." a provocou brincando, rindo com aquilo.
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ter albus falando, por qualquer motivo, era um incômodo — menos quando ele chorava, aí era uma vitória. manzie, particularmente, queria ter total responsabilidade pelas lágrimas, se não fosse por ela, o quanto poderia aproveitar? queria sugar as lágrimas, cada uma, ao seu bel-prazer. “não acredito que você tá chorando por isso.” apontou para a estátua. “por ele.” fez uma careta de indignação. “la llorona tem uma história triste, mané, triste de verdade. esse monstrengo além de tudo é feio.” revirou os olhos, insensível para com as lágrimas. se tivesse mais abóbora, manzie jogaria nele. “e esquisitão é você. tá aí CHORANDO-” gritou para enfatizar à outrem. “UM BOO, O BOO MAIS VELHO, CHORANDO!” olhou em volta, gesticulando para confirmar com um manear de cabeça o que dizia, falsamente chocada. “você é um otário, albus.” essa parte sussurrou para ele com um sorriso satisfeito. “o julgamento dele não é justo, não existe uma régua que meça o bom e o mau corretamente. um desvio de caráter e… já era!” disse enfaticamente com as mãos. “você não acha que preferindo o krampus, você não colocava o seu na reta?” a expressão de inocência era pura fachada, assim como o tom cuidadoso com o qual estava falando, como se houvesse preocupação. “acho que a forma de legado dele, é matando pra substituir, aí eu pego o lugar, sabe?” deu de ombros, sorridente. “o que você pode dizer, poeira mágica? você nasceu em um estalar de dedos. do mesmo jeito que você apareceu, você pode sumir.” soprou demoradamente o rosto do homem, era apenas uma provocação — queria mesmo que ele sumisse? talvez não, talvez sim. “você que tá com parte da boca dele.” olhou para o pedaço jogado perto do pé do boo e depois voltou a encará-lo. “se eu fosse você, não falaria tão alto esse tipo de coisa. ele pode querer te pegar, é halloween.” @snowmzan
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ a aprendiz o deixava maluco, não em um bom sentido, quer dizer, talvez nos dois, mas aquilo jamais seria admitido. entretanto, em uma coisa ela tinha razão, chorar era naturalmente ridículo, mas chorar por ter se emocionado ao ver krampus? aquilo ultrapassava todas as barreiras, mais tarde se daria conta daquilo, e seria trágico, principalmente ao levar em consideração o fato de manzie ser a plateia do show dramático. albus revirou os olhos, bufando estressado. passou a mão em seu próprio cabelo, puxando os fios de forma irritada. "claro que a história dela é triste, ela matou os próprios filhos! e fica por aí andando arrependida, como se pudesse mudar as ações dela!" de repente, um sorriso convencido surgiu no canto de seus lábios. "se ela fosse eu, talvez até poderia voltar no tempo e não realizar certas ações, mas como ela é apenas uma monstrenga tenebrosa..." dizia com uma pitada de humor presente em sua voz, o que foi por água abaixo assim que manzie começou a gritar. desajeitadamente, se apressou em colocar a mão na boca dela, obrigando que ela parasse de falar. olhou ao redor, forçando um sorriso para os moradores de storydom e halloween town presentes no local. "ela não sabe o que fala! às vezes acontece de ter esses surtos... sai inventando coisas, pobrezinha..." explicava rapidamente, em breve retornando a atenção para manzie. "tá maluca, porra?" franziu as sobrancelhas ao observar o rosto dela, mal se dando conta de ainda estar segurando a garota. afastou-se, limpando a garganta. "você é ainda mais feia de perto." provocou infantilmente, voltava a ter doze anos perto de manzie. a escutava atentamente, fechando os olhos irritado, precisando se segurar para não bufar novamente, o tom presente na voz alheia não o convencia. abriu os olhos, a fitando com curiosidade. "você planeja assassinar alguém?" disse alto o suficiente, mesmo acreditando que aquilo fosse normal em halloween town, fingia estar chocado. levou a mão até a própria boca por alguns segundos. "caramba! não esperava mesmo isso vindo de você." disse com um riso, balançando a cabeça em negação. parou em frente a um espelho, observando-se. "pois é, sou uma poeira mágica, por isso eu devo ter nascido assim, tão..." analisou a própria imagem, buscando por uma palavra para completar a frase. "perfeito!" concluiu com um sorriso, que logo desapareceu ao surgir um fantasma atrás do vidro. "cruzes..." murmurou baixo antes de seu olhar parar na non-maj, aproximando-se da mesma. "você ficaria com saudade se eu sumisse." sua voz era carregada por diversão, o pequeno sorriso indicava aquilo. olhou para o chão, engolindo em seco ao notar o pedaço de abóbora. "idiota." disse em um sussurro apenas para ela ouvir, chutando a parte da boca para longe. o que ele não esperava, era ver a abóbora indo parar no pé de um dos monstros do museu, o qual tinha uma expressão descontente em seu rosto esverdeado. "ah droga..." reclamou, o olhar focado no monstro se aproximando. amaldiçoaria manzie e todas as suas próximas gerações. "corre!" exclamou para manzie, segurou a mão dela, puxando-a para fora do forks enquanto corria e ouvia gritos monstruosos, não conseguindo evitar de rir da situação, como uma criança ganhando um brinquedo novo no natal.
céline amava o halloween - já havia deixado claro sua atual obsessão com a cidade que então fazia parte temporariamente da academia. havia visto alguém vestida de snow white com uma fantasia que sua mãe definitivamente não aprovaria, e soltou um risinho em deleite. a sua roupa, por outro lado, trazia uma figura non-maj como comumente fazia; as roupas vermelhas significavam também a sua cor favorita. para entrar no personagem, havia tomado uma poção que fazia pequenos raiozinhos saírem pelas pontas de seus dedos, e isso lhe dava a aparência de alguém mágico (como na verdade não era). o problema era que algumas vezes o raio repercutia e retornava para si, como um pequeno choque em suas mãos. deveriam fazer testes de segurança nessas coisas antes de vender assim…, céline pensou, porém ela seria a primeira a não realizar um teste de segurança em quaisquer objetos. determinada em vasculhar cada detalhe de todo o castelo de drácula, a charming aproximou-se cautelosamente do corredor dos pecados quando percebeu a presença de outrém. encostando no outro e temporariamente esquecendo-se dos pequenos raios em sua mão. quando percebeu que tratava-se do ranzinza do albus, gargalhou com vontade. “surgi diretamente dos seus pesadelos, boo,” a charming zombou, aproveitando-se do susto alheio e fazendo uma careta halloweenística. “se tem medo assim, o que faz nessa festa?” ela riu mais uma vez. percebeu a câmera que ele carregava e segurou o ímpeto de registrar a expressão que ele havia feito ao levar o susto. talvez aquela seria a primeira boa matéria que a bibbidi news poderia publicar: albus boo é visto se mijando de medo. “definitivamente ira. sabia que essa pressão alta faz mal? esse seu humor só pode ser explicado por muita frustração!” céline reclamou, cruzando os braços e de cenho franzido. “mas também, com uma mãe como a sua…” ela resmungou, antes de parar para pensar na própria mãe e corrigir-se: “espera, a minha também é insuportável. será que só eu sou sã, em toda arthurian?!” com a constatação dele, céline passou pelo lado dele, o empurrando com o ombro e abrindo espaço para a porta do pecado da ira. “quer saber? você está mais para soberba, querendo me ofender assim. e no momento, meu pecado seria inveja de quem não esbarrou em você!” ela lhe mostrou a língua e balançou a cabeça negativamente. a porta à sua frente parecia silenciosa demais para ser o seu pecado, por mais que albus fosse alguém que lhe dava nos nervos. podia estar zombando, mas algo em céline acreditava de verdade que a inveja pudesse ser seu pecado real.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ deixava claro para todos o quanto desgostava do mundo non-maj, os achava inferiores, deveria ser triste viver sem magia, apenas criando todos aqueles contos de fadas na tentativa de preencher aquela lacuna. conquanto, sua fantasia naquela noite tinha origem de um filme non-maj, porque uma coisa não tinha nada a ver com outra. Infelizmente, por causa disso, não poderia zombar das roupas de outras pessoas, incluindo a de sua nêmesis. ainda bem que o excalibur não concedeu habilidade alguma para a mais nova, se assustava só de pensar nela com raios de verdade, um arrepio percorreu em sua espinha ao imaginar a charming correndo atrás dele com raios, torceu o nariz e balançou a cabeça para espantar a imaginação dramática de sua mente. “você deveria ir parar no isolamento, isso sim! você com essas suas… garras de choque, isso é um perigo para o cidadão de bem arthuriano!” respondeu teatralmente, desviando o olhar, ela não precisava notar a expressão envergonhada no rosto masculino após o susto, esfregou a própria nuca para disfarçar, aquilo nunca aconteceu. estreitou os olhos, cruzando os braços e soltando uma risada sarcástica. céline era ótima em o tirar do sério. “não tenho medo! e mesmo se eu tivesse, tô tão acostumado em ver essa sua cara feia que nenhum jack-o'-lantern conseguiria me assustar.” zombou, precisava urgentemente criar ofensas melhores, a fada madrinha não o deixava falar palavrões, sentia-se uma criança todas as vezes que entrava em uma discussão, o bebê da mamãe. “minha saúde está em perfeito estado, obrigado por se preocupar!” forçou um sorriso. “meu mau humor pode ser explicado em estar próximo de você.” ao ouvir a mãe sendo citada na conversa, retornou o olhar para a mais nova, levantando as sobrancelhas e balançou a cabeça minuciosamente, rindo sem humor. incrível como as pessoas daquele reino eram ingratas, sempre atacando a fada madrinha totalmente de graça, depois de tudo o que ela havia feito para o bem deles. sabia que as ideias radicais nem sempre agradaria a todos, mas sua mãe não era uma pessoa ruim, o primogênito tinha dificuldade em compreender de onde surgiam tantos comentários maldosos, a mãe sempre disse apenas ter as melhores intenções. em todo caso, céline jamais entenderia aquilo, uma vez que falava daquela forma da própria mãe. pura ingratidão, albus enxergava daquela forma. “você? a única sã em arthurian?” perguntou debochando, rindo genuinamente. “nesse caso, estamos perdidos!” infelizmente, precisava concordar com ela, seu pecado provavelmente era soberba, mas não enxergava como um pecado e sim uma qualidade! riu quando a charming mostrou a língua, mostrando de volta. “realmente, você não passa de uma invejosa.” murmurou desinteressado, observando as portas novamente, juntando as sobrancelhas em confusão. “a gente pode entrar em cada uma delas ou o quê?” questionou brevemente, logo dando de ombros. “vamos entrar em todas! se tiver algum monstro que se alimenta de pecados ou sei lá… aí eu uso você como oferenda e escapo.” explicou, agarrando o pulso alheio e abriu a porta na frente, arrastando-a até lá junto de si. o cômodo parecia ter a mesma escultura gótica do restante do castelo, uma grande mesa dourada podia ser avistada no centro da sala, em cima da mesma uma grande quantidade de comidas e bebidas. “o que é isso? o labirinto do fauno?" perguntou, andando pela sala. “desde que não tenha aquela monstrengo esquisito com olhos nas mãos… se tiver, já sabe... você será usada para um bem maior, o meu!”
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ o castelo era estupidamente gigante, como qualquer castelo deveria ser. a riqueza nos detalhes o deixava fascinado, medidas exageradas, tanto em termos de comprimento quanto de altura, chama a atenção os vitrais coloridos ao pormenor e os tímpanos e rosáceas decorados com um requinte de detalhes. mesmo com um grande número de convidados presentes, snow ainda conseguia se perder entre os corredores sem fim. as portas nunca pareciam acabar, sempre o levando para um novo caminho. em poucas horas no local, havia presenciado imagens e situações que jamais esqueceria, o tipo de acontecimento do qual não podia encontrar em storydom, nem mesmo no castigo. seu corpo parecia incapaz de parar, movido pela curiosidade, adentrando cada cômodo. o último destino havia sido a biblioteca, monstros realmente tinham cultura, afinal. ninguém parecia ter descoberto a existência daquele local espaçoso ainda, com exceção de alguns fantasmas perambulando entre as grandes estantes de livros, mas vindo da academia, podia ignorar, o problema maior eram os morcegos. a biblioteca possuía centenas de livros, talvez milhares. como o restante do castelo, ainda possuía corredores estreitos, estátuas, pinturas assustadoras que pareciam ganhar vida. albus não prestava muita atenção em nada disso, a única coisa se passando por sua cabeça era o irmão, maple adoraria aquele lugar. o pensamento o fez sorrir. podia imaginar o mais novo lendo confortavelmente no lugar, ignorando que aqueles morcegos pudessem ser vampiros. pegou o primeiro livro que chamou sua atenção enquanto os olhos percorriam as prateleiras, frankenstein. folheou as páginas rapidamente, todos conheciam a história do prometeu moderno. contudo, tinha algo estranho sobre aquele livro, quase como se pudesse ouvir as palavras sendo sussurradas. albus ficou hipnotizado com aquilo, querendo entrar dentro do livro. um barulho o fez sair do seu transe, arregalando os olhos e buscando ao redor pela causa, assim deu de cara com o irmão mais novo. suspirou aliviado, fechando o livro com força. “caramba, maple! quer me matar do coração?” apesar do susto, seu tom de voz era calmo, não falaria grosseiramente com o irmão. revirou os olhos, rindo pela situação. “acabei de pensar sobre você!” sorriu, se aproximando do outro boo, mas ao olhar ao redor mais uma vez, seu sorriso desapareceu aos poucos. “tem algo estranho sobre essa biblioteca, na verdade. eu posso sentir.” confessou, deveria parecer bobo, estava dentro do castelo do drácula, com certeza tinha algo errado, mas precisava verbalizar. era como se algo pudesse sair do livro a qualquer momento. “mamãe iria odiar isso aqui.” comentou brevemente.
amelia estava estressada, o que não era um acontecimento raro ou uma grande surpresa. ela estava constantemente estressada, apesar de não admitir o tal com a mesma frequência. suspirou, batendo o pé inquietamente no piso e alisando o cabelo de forma involuntária para amenizar de alguma forma ansiedade sentida. odiava sair de sua zona de conforto, evitava fazê-lo na maioria das vezes e ainda assim lá estava ela, em uma maldita boate aceitando o convite pra um evento que lhe encheu de incertezas desde que lhe foi feito. não iria para a toca dos lobos — literalmente — desacompanhada e sabia que podia contar com albus mesmo que ele compartilhasse de sua aversão àquele tipo de lugar. não teria essa mesma ciência se o amigo soubesse da motivação vil que a trouxe até ali, um castigado. “ugh...” murmurou, quando colidiu contra um desconhecido em meio a multidão. céus! como ela odiava lugares lotados. “eu sei que você não queria estar aqui, albie. mas você pode me imaginar sozinha em um lugar desses? é claro que não! eu provavelmente morreria!” disse, levando as costas da mão direita até a testa em um movimento dramático. “de qualquer forma, me disseram que a banda que vai tocar hoje a noite é muito boa.” o sorriso forçado em seus lábios não chegaram a alcançar seus olhos, o que deixava meio óbvio que ela não tinha certeza alguma do que estava falando. foi victor quem havia lhe dito que a banda era boa e, vejamos bem, ele era bem suspeito ao falar disso, não é como se as pessoas saíssem por aí fazendo comentários negativos sobre suas próprias coisas. “agora que tal parar de resmungar, ser um bom garoto e pegar uma bebida para nós dois?”
a voz em sua cabeça continuava dizendo “eu devo ter feito algo muito ruim para precisar estar aqui agora”, a verdade é que realmente tinha, havia feito muitas coisas consideradas ruins, mas por mais que pensasse nelas, nenhuma parecia grandiosa o suficiente a ponto de merecer ser castigado a viver entre lobos, literalmente lobos. seria uma grande mentira dizer que não pisou na teen wolf anteriormente, foi um dos poucos lugares que realmente o interessou com a nova localização da academia. podia dizer ser um local divertido, mesmo com as músicas do evanescence, que pouco agradava seus ouvidos. por merlin, lobos e outros moradores de lá nunca se cansavam? por essa razão, acabou sendo reconfortante saber da apresentação da banda, isso se ignorasse o fato dos integrantes serem todos do castigo. não entendia o porquê de amelia charming decidir arrastá-lo para lá. sabia que a amiga compartilhava os mesmos pensamentos sobre o halloween e sobre o castigo. albus costumava ir ao castigo também, ao bordel soul, mais especificamente, não que alguém precisasse saber daquilo. observava a amiga com um olhar curioso, tentando descobrir o motivo para a visita. um riso escapou de seus lábios com a primeira sentença da garota. “tem razão…” sorriu ladino. “por isso eu tô até agora me perguntando que bicho mordeu você.” a frase saiu mais como uma pergunta, arqueou uma sobrancelha para a mais nova, e prontamente balançou a cabeça de forma negativa. “deixa pra lá, você não precisa me contar.” iria descobrir de uma forma ou outra, qual é? ele era um boo. o comentário sobre a banda, no entanto, o deixou intrigado e interessado novamente. analisou as pequenas expressões no rosto alheio, rindo por fim. “você nunca ouviu eles, ouviu?” soltou um grunhido frustrado ao que jogou a cabeça para trás, onde havia se metido? “eu sou um ótimo amigo, ok?” perguntou antes de ir buscar bebidas, se amelia charming pedisse sorrindo, ele faria chorando. retornou poucos momentos depois até a charming, entregando a bebida, aproximando-se um pouco dela, para falar por cima do barulho. “se eles forem ruins, eu espero que a beleza de algum dos integrantes compense a falta de talento e o fato de vir do castigo.” provocou, obviamente não sabia estar correto, mas a charming não disfarçava tão bem, ele pensou sobre o assunto durante o curto período de tempo fora. “não tô aqui pra julgar. quer dizer, talvez um pouco.”
Caridade era feita para alimentar egos de ricos privilegiados, jamais tinham boa intenção. Assim como os trabalhos voluntários que já havia visto e toda e qualquer doação que era feita da cidade de cima para a cidade de baixo. Contudo, a forma como Boo parecia fazer questão de dar presentes a Zalia de uma forma que ela não via como caridade, não. Na verdade, parecia que ele queria compra-la de alguma forma. Só não havia descoberto ainda quais eram as suas intenções com aquilo. Ele nunca falava demais, ele nunca perguntava demais. Nunca havia tomado uma iniciativa de verdade, nem nada do tipo. Ele só chegava, dava presentes e deixava a Facilier confusa. E não importava se ela o tratasse com desdém, ele ainda aparecia ali. O que era igualmente estranho e divertido. E assim que viu o rapaz do outro lado da Avenida principal de Halloweentown, ela tinha certeza de que ele viria até si. Dito e feito, foi só ela dobrar a rua para um local mais discreto, e Albus estava ali, caminhando perto dela “Se tem algo a dizer, desembucha logo” falou, sem precisar olhar para ele de fato, a frase era facilmente identificada para quem era. E quando ele disse que lembrou dela, Zalia parou de andar, decidindo dar alguma atenção àquilo. Arqueou as sobrancelhas quando viu a embalagem vermelha chiquerrima. Mas foi quando ele abriu a caixa que ela teve de se controlar para não esboçar uma expressão de choque. Aquilo devia custar mais do que a casa toda de seu pai. “E isso é pra alguma ocasião especial?” ela levantou o queixo, curiosa para saber se ele estava lhe dando presentes para buscar algo em troca. Informações? Um encontro? Algum favor? Ela não entendia de onde vinha aquilo, mas parte de seu ego era amaciado com os presentes sem antecipação. Ela pegou o colar nos dedos, deslizando os dígitos sobre os diamantes. Nunca havia tocado em um. Brilhava como nunca vira algo brilhar antes. “Coloca em mim?” perguntou, virando de costas para ele e puxando o cabelo de seu pescoço “Lembrou de mim por qual motivo?”
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ dizer conhecer zalia seria mentira, portanto ela era um livro difícil de ler, suas reações e atos pareciam algo novo para snow, todas inesperadas, provavelmente a razão para estar ansioso por saber o que ela acharia do presente, estar perto dela era como assistir um filme pela primeira vez, sabendo que entraria em sua lista de favoritos. quando finalmente conseguiu a atenção alheia, permitiu-se soltar a respiração, sua postura ficando mais tranquila e os ombros menos tensos ao caírem. riu pelo nariz ao observar a expressão curiosa. inclinou a cabeça para o lado, dando um pequeno sorriso. "ocasião especial? não... só se você quiser, é seu agora." deu de ombros. sem responder, segurou o objeto em mãos, o colocando cuidadosamente no pescoço de zalia. "é bonito." respondeu simplesmente, calmo. "me lembrei de você porque é bonito." a observou atentamente. "mas posso pensar em mais algum motivo se esse não for o bastante pra você."
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📍 location: corredor dos pecados ♡
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ caminhava vagarosamente pelo castelo de drácula, não podia deixar de admirar os elementos góticos, não somente os vitrais vermelhos que ganhavam destaque — principalmente por conta das rosáceas —, como também todo o resto, principalmente as gárgulas, as quais tomaram conta de sua câmera fotográfica, pois é claro que ele não perderia a chance de levar o objeto, queria saber se vampiros realmente apareciam em fotos ou não. momentos antes, quando escutou alguns colegas da academia comentarem sobre o corredor dos pecados, um riso sarcástico escapou de seus lábios por terem dito que o teste parecia o do buzz bibbidi feed, como poderiam comparar com o amado buzz bibbidi? de qualquer forma, irritado ou não, foi o motivo para encontra-se no corredor. a verdade é que, realmente queria saber qual pecado capital ele seria. a resposta poderia parecer óbvia observando de fora, mas não para ele! encarava a porta em sua frente seriamente, ansiedade crescendo dentro de si enquanto balançava o corpo minimamente. quando notou uma presença alheia, deu um pulo, levando um susto. conduziu a mão até o próprio peito, tentando disfarçadamente se recuperar do susto. "caramba, charming! você não é um fantasma não, da onde você surgiu?" resmungou, entortando o nariz. era só o que faltava, de tantos charmings, precisava lidar com a presença justo daquela, o pensamento o fez revirar os olhos. "podemos dizer que meu pecado é ira então, né? nem preciso entrar aí." provocou antes de apontar para a porta. "mas me diz aí, qual pecado capital você acha que seria? deixa eu pensar... eu aposto em preguiça, só porque não tem um exclusivamente para pessoas ingratas."
não é preciso conhecer o boo o suficiente para saber que ele é um babaca quando o assunto é ser elitista, também é uma walking red flag. para honrar seu deslumbrante e amado título, albus tem o pacote completo de: fã da banda the spirits (the smiths), fã de filme cult, thomas shelby... além do toque de seu celular ser drive forever e os emojis mais usados no teclado do iwish são, obviamente 🍷🗿 o qual ele comenta o tempo todo em vídeos do tick-tock. por conta disso, resolveu aparecer como patrick bateman do filme non-maj american psycho, está lotado de sangue falso e toda hora aparece com um novo cigarro entre os dentes, em seus fones de ouvido tocam as melhores da banda the spirits, como merlin knows im miserable now. mas calma, albus ainda é um ser humano minimamente decente e não romantiza nada do filme! apenas acha que patrick tem frases incríveis, como a famosa “se eles forem castigades mas tiverem bom caráter... ah! eu sei, eu sei! não existem castigades de bom caráter.” calma... não era exatamente assim, essa foi a frase que usou pra convencer a fada madrinha de que era um filme arthuriano e independente.
bônus: ele está usando correntes fantasmagóricas, pois ama chamar a atenção!