𝒂 𝒎𝒐𝒓𝒆𝒏𝒂 nunca gostou de se meter em problemas. realidade, porém, era que esses pareciam a amar. no caso apresentado, até mesmo corriam atrás de si, literalmente. o homem com a fisionomia análoga a uma porta avançava de maneira rápida de mais para alguém de seu tamanho, a menor imaginou, enquanto planejava alguma maneira de despista-lo. tinha ciência que não correria para sempre…não é? os olhinhos avistaram o primeiro estabelecimento aberto no fim de mundo que residia, entrando sem muito cuidado para percebe-lo, esgueirando-se na primeira prateleira contra porta quando ouviu essa sendo aberta. merda. diminui-se mais ainda contra prateleira, mais alguns passos do outro e estaria perdida. você viu alguma menina entrar aqui? o grandão indagou, continuando a descrever seus detalhes ( de maneira metódica de mais, notou irritada ) a pessoa residindo ao seu lado, porém fora da proteção da prateleira, totalmente visível. merda. encurralada, tudo que yuna obtinha capacidade era lançar um olhar relativamente aflito a figura ao seu lado, utilizando o que lhe restava de esperança para o ser não entrega-la assim, de bandeja a seu carrasco.
a mochila nas costas e as botas mostravam que ele estava pronto para escalar as montanhas. agora, o que o havia feito passar ali antes já era um tanto incompreensível. eian não saberia responder o que lhe bateu para que mudasse a rota. talvez, quisesse seguir uma programação diferente. depois, sendo alguém que não acreditava em coincidências, descobriu que era para estar no momento certo naquele exato lugar.
eian não demorou para entender. não era a primeira vez que lidava com aquele tipo de situação - e isso era, no mínimo, triste. nele, batia um tanto mais como irritante. mas por cima do sentimento, o francês sorriu de apertar os olhos e fazer brilhar os olhos claros. não tinha problemas em apelar para os olhos.
— hum, tenho vaga lembrança... — murmurou. eian tirou as luvas dos bolsos da jaqueta. havia tirado mais cedo, logo quando entrou no mercadinho pequeno. então, mostrou a palma para o rapaz. continuou: — um agrado mínimo vai me refrescar a memória... — arriscou. não mediu o charme que betas podiam expelir. mesmo que não batesse sexualmente no outro homem, formosura tinha outras formas de atrair. quer dizer, esperava no mínimo que o estranho caísse pouco mais fácil em sua artimanha. o homem apertou os olhos, cético. eian se mostrou impaciente. virou o rosto, se mexeu como quem iria embora, até que um grunhido o fez parar. o loiro virou já com um meio sorriso e a mão estendida. bom, mil won era alguma coisa.
— cabelo escuro e longos, meio pálida... branca de neve, uh? acho que ali dá para a porta dos fundos. — mexeu até os ombros após apontar. ele correu para a porta qual o esquisito tinha ido ao mesmo tempo que o funcionário, que provavelmente notou alguém que ignorar a plaquinha de ‘somente funcionários’. eian entregou a nota para o garoto de aparência jovem, fez o sinal de quem pedia por um minuto, e fechou a porta. — tranca só um por instante? — pediu, novamente apelando para a feição bonitinha que tinha.
só então, eian se direcionou à garota.
— hum. acho que dá tempo de tu sair... eu vou seguir pra lá. — apontou. — ‘tô indo para uma das montanhas. e sou o eian, prazer.










