Uranya estava no minimo confusa desde que chegara na cidade, estava atordoada e além de não avisar a ninguém sobre sua chegada, ela não pisava o pé em casa. Parecia ter pavor de enfrentar qualquer coisa de seu passado, afinal era muito mais fácil se esconder dele e esperar que toda a dor que sentia no peito fosse embora. Pela primeira vez em anos ela podia mostrar o cabelo, era tudo tão estranho. Tão doloroso. Fora preciso minutos para cair num velho hábito autodestrutivo e no ciclo vicioso de se sabotar. Heaven perdera a conta de quantas doses havia virado, ela tomava uma atrás da outra como se fosse mudar algo que já havia acontecido. Quando o barman a avisara que ela não poderia mais beber, ela deu praticamente um mini-show mas logo desistiu e caminhara até a saída, afim de ir para casa. Porém talvez por estar claramente embriagada ou por ter seus praticamente um metro e meio, um homem tentou a agarrar. De primeira Heaven empurrou o homem e fechou os punhos, porém mal conseguia ficar de pé, estava numa clara desvantagem. “Asshole pra você é um elogio, seu pedaço de merda, se você não sair da minha frente eu vou de socar até você vomitar sua próstata.” fora de longe a pior ameaça que ela encontrara em seu estoque.
Se havia algo que era muito raro para Shyla fazer, essa coisa era ir em um barzinho com os colegas da delegacia que a muito tinham ido embora mas a mulher resolvera ficar mais um pouco. Não bebendo, é claro, ainda era mãe e tinha que chegar em casa bem ao ponto de colocar a sua pequena na cama. No entanto, a cena que desenrolou-se próxima da saída foi o bastante para a policial se levantar e ir em passos firmes ajudar a garota. - Ei! Eu sugiro que você fique longe dela a não ser que queira ser preso por assédio. - diz tirando o distintivo da cintura com a canhota enquanto a destra segurava o punho da arma escondida pela blusa. Com atenção observou a figura masculina se afastar antes de virar o corpo na direção da loira visivelmente embrigada. - Acho que já deu por hoje, não é mesmo, querida? Venha, eu te ajudo a ir embora. Sou policial, não se preocupe que ninguém vai mexer com você. - abriu um pequeno sorriso, estendendo a mão para ajudar a mais nova a levantar.














