home is where your heart is || Yukworu
yukwon-who:
Eu posso imaginar muito bem. — Deu um tapa com um pouco mais de força contra as costas do outro, a gargalhada borbulhando através de seu lábios enquanto remexia-se no abraço reconfortante. Bastava equiparar as duas saudades que tiveram, mesmo que fosse errado comparar sentimentos que era específicos e particulares de cada um, juntando-as e tendo uma noção de como seria doloroso – de novo – se separar do amigo de infância. A internet contribuía até certo ponto, mas estragava completamente depois que se conheciam de verdade, no clássico sentido de convivência superior ao tempo passado juntos quando era mais novos. Yukwon se assustou com a demonstração de possessividade, no bom sentido, tendo se soltado do abraço da maneira mais nobre possível. E sem alimentar a criatividade de qualquer alma que ali presenciasse o reencontro de duas pessoa separadas por tempo demais. — Você quer calar a boca? — Sussurrou entre dentes enquanto curvava-se para frente numa mesura respeitosa, as mãos juntas na frente do rosto para aumentar a veracidade de seu pedido de desculpas. — Eu ainda tenho uma reputação de professor de faculdade para manter. — Ela não conseguiria ouvir as repreensões quase silenciosas, mas notaria a forma violenta com que puxara-o pelo braço e forçara para dentro do carro. Pyo entrou no banco do carona e fez da cadeira o lugar mais confortável do mundo. O pé direito sob o painel, a outra perna aberta a ponto de roça no câmbio da marcha, e os dedos das mãos bagunçando o cabelo com ânimo. O cotovelo abaixou o vidro, o sorriso brilhando sobre a pele queimada do sol da cidade natal. — Você ganha ponto se dirigir com a mão na minha coxa. — Revirou os olhos, rindo consigo mesmo. — Vamos para casa logo ou eu entro em curto circuito. Preciso de um banho com urgência, uma comida maravilhosa da esquina e esticar essas pernas. — Reclamou, dobrou um braço por trás da cabeça e o outro apoiou atrás da cabeça de Satoru. — Confesse seus pecados, Satoru. Se não tiver um, vou saber que está mentindo.
-- Yah, você sabe que eu nunca calo a boca. -- respondeu encarando a menina mostrando sua melhor expressão prepotente enquanto seu amigo se curvava para pedir desculpas por si. Aquilo já tinha acontecido mais vezes que gostaria de admitir, mas em todas nas quais seriedade era exigida, arcava com as consequências naquela personalidade que poucos conheciam. Podia ser muito brincalhão, mas no final das contas era um adulto e de vez em quando agia como tal. Sentiu-se ser puxado e mandou um pequeno “tchauzinho” com as mãos para ela, junto de um sorriso cínico. Deu risada ao entrar no carro e puxou o cinto, dando partida e deslizando o veículo para fora do aeroporto com prática, apesar de todo o tempo que ficara sem dirigir, no fim, ainda o fazia bem. -- Aish, fica fora tanto tempo e acha que vou voltar abanando o rabo? Coloca você a mão na sua coxa, estou de greve. -- brincou, virando o rosto como quem fazia birra. -- O Kibumbum deve estar morrendo de saudades de você. Ainda mais depois que eu passei a visitar ele de vez em quando. -- riu consigo mesmo balançando a cabeça -- É chato porque parece que ele está se acostumando. Juro que ele fica uns dois tons menos vermelho agora quando chego sem roupa lá pedindo uma toalha emprestada. -- contou com um semblante travesso, já esperando a represália do melhor amigo. -- E posso tomar banho com vocêêêêê? -- dessa vez a pergunta era real, sem nenhuma malícia, mas sinceramente não queria tirar o amigo de sua vista, pois sentia que se o fizesse, ele evaporaria e voltaria para aquela tela de computador sem graça e sem calor. -- No momento o único pecado é você sem cinto, bobão. Eu tô sem carteira cara, sabe o quão impossível foi convencer o cara do aluguel a dar esse carro? Meu charme quase não funcionou. -- sorriu acelerando um pouco mais na estrada livre -- Hm... Lembra que eu disse que tinha um colega de quarto? Então... Na verdade é meio que uma garota. O nome dela é Jiwoo e cara, ela me bate umas vinte e cinco vezes por dia. Eu juro, acho que minha pele vai ficar roxa sem qualquer chance de voltar ao normal. -- massageou o braço com uma expressão dramática -- Mas quanto aos pecados... Posso contar eles, está livre até o natal?













