Sempre fui de me doar. Ouvia, ajudava, consolava, me importava. E nĂŁo foram poucas as vezes que, mesmo em segredo, eu deixava de pensar na minha vida pra ajudar os outros. Em segredo, explico, porque nĂŁo acho que preciso de medalhas, prĂȘmios ou trofĂ©us. Se eu faço, Ă© de coração, sem esperar reconhecimento do outro. Mas, perdĂŁo, eu sou humana e sinto. O mĂnimo que a gente espera Ă© gratidĂŁo. Aprendi que ela nem sempre aparece. Aprendi que Ă s vezes as pessoas acham que o que a gente faz Ă© pouco. Por tanto aprendizado, acabei descobrindo que Ă© melhor eu cuidar mais da minha vida e menos da dos outros. NĂŁo quero morrer santa, quero morrer feliz. EntĂŁo, a rebeliĂŁo. Como assim? Onde ela estĂĄ? Por que sumiu? Ai, meu Deus, como mudou. NĂŁo, eu continuo a mesma. SĂł que atĂ© o mesmo se transforma. E percebe que, guarde isso, ninguĂ©m vai andar ao seu lado. A gente aprende a caminhar sozinho, pode atĂ© ter o auxĂlio de alguma mĂŁo, um apoio, mas os passos sĂŁo dados por vocĂȘ.No meio do caminho, entre acontecimentos, atalhos e força, vocĂȘ percebe que precisa abrir uma brecha para a fragilidade se instalar. E que chorar alivia a alma. Mais do que isso: abrindo a janela pra fragilidade Ă© que vocĂȘ descobre o quanto de força ainda resta para seguir em frente.
Clarissa CorrĂȘa.  (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)



















