— @schulzlena
“meninos sem correr” indagou robin de forma audível na sala de dança; a professora estava grata pela confiança que as crianças tiveram em si, não esperava que fosse ser tão rápido, em vista dos alunos estadunidenses que eram extremamente mimados - talvez ela fosse um pouco também - sua turma era diversa, tinham bastante meninos do que meninas, o que era interessantissimo de ver e muito legal a expansão da arte. era suspeita em falar mas a turma dos menores era sua favorita, trabalhavam muito mais com alongamento e postura, as crianças eram engraçadas. a aula estaria para começar, alguns pais e responsáveis esperavam no lobby. não era uma aula extensa, mas as crianças adoravam todas as dinâmicas e as brincadeiras da tia robin. louis era o mais novinho da turma, um fofo, em seu primeiro dia de aula como professora, robin havia prometido um sorvete para ele, nesse dia ele cobrou, ao final da aula, ele fizera questão de espera-la. robin tomou ele em seu colo seguindo para fora na direção de sua responsável. “ei, me chamo robin… a professora, tudo bem? ” disse com um sorriso em seu rosto na direção da figura loira a sua frente. “bem…louis me disse que não é alergico e nem intolerante, prometi um sorvete a ele na semana passada, vocês tem algum compromisso agora?” perguntou com um meio sorriso.
na maioria do tempo, o sobrinho puxava tanto a irmã que deixava lena assustada. ia além dos olhos claros e cabelos loiros que uma vez compartilhava com a mais velha, era o modo de sorrir torto quando tinha feito algo de errado, ou como quase nunca falava além do absolutamente necessário. era uma boa característica quando precisava levá-lo pro trabalho sem levar bronca de seu gerente, mas péssima quando não fazia nem ideia de como cuidar de uma criança, ainda que estivesse tentando por quatro longos anos. então, quando sentiu as mãozinhas puxando sua blusa e escutou a voz baixa de louis pedir tão carinhosamente para participar das aulas de balé com os amiguinhos, um “não” era a última coisa em sua mente. “oi, sou a lena.” ofereceu a mão, junto ao nome para robin. “tudo, e você como vai? eu espero que o louis não tenha dado muito trabalho?” tombou a cabeça para o lado ao dar uma risadinha com o comentário. “não, não, eu acho que a gente pode.” de novo, o “não” era uma palavra inexistente no seu vocabulário. então, virou-se para o menor, dirigindo as próximas palavras a ele. “mas tem que me prometer que vai jantar direitinho.”












