Do que jĂĄ doeu, jĂĄ sufocou, jĂĄ foi insuportĂĄvel e jurou que nunca ia passar, sĂł restou lembrança. Junto da sensação de que todas as coisas eternas passam, e nĂŁo hĂĄ nada que seja infinito, a nĂŁo ser o que se estĂĄ vivendo no momento. Porque tudo nĂŁo tem um fim, atĂ© ter: quando dor Ă© cessada e inesperadamente suportada, quando as promessas sĂŁo quebradas, as palavras perdem o sentido e os amores se vĂŁo. E a graça disso tudo Ă© que vocĂȘ sempre vai estar pronto pra mais, mesmo pensando lĂĄ atrĂĄs que nunca esteve pronto pra nada. Sempre estĂĄ. E sempre vai estar. A nossa vida sĂł para pra recomeçar novamente.
Iolanda Valentim. (via inverbos)














