A onda agora Ă© acabar com a cultura da indiferença, de ignorar e ser ignorado, de nĂŁo demonstrar sentimentos e de negar querendo dizer que sim. Essa cultura que nos rouba a fantasia, o romantismo, o apego, a arte de gostar de alguĂ©m e de ter o prazer em dizer isso Ă ela. Uma cultura, uma obrigação em demorar Ă responder mensagens, em j-a-m-a-i-s ser "fraco" o suficiente para correr atrĂĄs, em criar mistĂ©rios que se quer existem sĂł para que a outra pessoa se sinta uma segunda opção, em nĂŁo ligar no dia seguinte, em nĂŁo chamar para sair, em negar o que se sente, em nĂŁo mostrar interesse, em, definitivamente, ser pouco, muito pouco, para que te achem "muito". Quem nĂŁo segue Ă s regras desta ditadura imposta pelos jovens atuais, pode ser considerado de tudo: desesperado, doente, ansioso, depressivo ou apegado demais, menos o que realmente se Ă©: somente alguĂ©m disposto a conhecer alguĂ©m aos fundos, realmente descobrir o que ela Ă©, desenvolver algo, umas amizade ou relacionamento que poderiam ser gratificantes e renovador. Mas nĂŁo! EgoĂstas demais para tal. Ă uma lĂłgica que na verdade nĂŁo tem lĂłgica nenhuma. NinguĂ©m gosta de ser ignorado, de receber menos do que se dĂĄ, de ouvir respostas rĂspidas, de ter convites negados ou qualquer outra coisa do gĂȘnero, muito menos de propĂłsito. NĂŁo gostar de alguĂ©m, nĂŁo gostar de sua companhia, jeito ou gostos e evitĂĄ-la por isso ainda Ă© compreensĂvel, mas a destratar quando no fundo se quer por perto, mas praticar desavenças porque se tem a ideia de que vai ser tornar atraente ou mais desejado por isso Ă© covardia, nĂŁo sĂł com o outro, mas com os prĂłprios sentimentos. O quanto Ă© bom poder dizer o que sente, chamar aquele alguĂ©m para sair porque simplesmente estĂĄ com vontade, mesmo sendo uma terça-feira, responder aquela mensagem bem rapidinho pra ver o que tem a se receber depois, poder abraçar ou beijar porque se tem vontade, ligar na hora que estĂĄ com saudade, dizer que quer ou nĂŁo algo, se estĂĄ ou nĂŁo afim tambĂ©m, conversar do que se quer sem ter medo do que vocĂȘ vai dizer, Ă© prazeroso estar com a pessoa sem ficar se controlando ou se policiando se falou demais ou de menos. Tudo isso Ă© tempo demais gasto para coisas que nĂŁo vĂŁo levar ninguĂ©m a lugar nenhum, muito pelo contrĂĄrio, existirĂĄ somente regressĂŁo. No fim, serĂŁo duas pessoas machucadas, evitando ainda mais prĂłximas aproximaçÔes, que gera mais uma bolada de gente magoada, e assim vai. Uma bola de neve. Uma multidĂŁo estagnada e imĂłvel por sentimentos mortos ou forçando-os Ă morrer. Na teoria, essa tese atĂ© convence, mas atĂ© hoje, a Ășnica coisa que vi funcionar foi o amor. O mais triste disso tudo Ă© que, junto Ă este meu, estĂŁo aparecendo milhĂ”es de textos, vĂdeos e imagens sobre o repĂșdio e a tentativa de destruir essa doutrina que nos ensinaram, mas que no fundo ninguĂ©m vai abrir mĂŁo e coração para bater no peito, tomar frente da situação e dizer "eu vou fazer diferente". Somos orgulhosos demais. No fundo estou torcendo para que a disposição e o interesse ganhem esta guerra. Indiferença, frieza e pouco caso nĂŁo sĂŁo atraentes. Esforço e vontade sim!
Nova geração falha - Seja


















