sebmaddox:
Desde que Nori lhe lançara a bomba de uma possível paternidade, Sebastian não se via com muita cabeça para sua vida social “normal”, por assim dizer. Estava ali naquela casa noturna por pressão de um amigo, e o tempo passado ali fora apenas por conta da distração do álcool, nada a mais. A festa já estava no fim quando Maddox anunciou que iria embora, ignorando as lamentações do grupo de pessoas que o acompanhava e enfiando um cigarro apagado já dentre os dedos. Ele procurava por alguma alma do lado de fora do clube que pudesse lhe emprestar um isqueiro, distraído o suficiente para não notar a aproximação súbita da garota até que os dedos alheios estivessem enroscados em sua camisa e os lábios dela encostados nos seus. Sebastian gostaria de gabar-se e dizer que aquilo acontecia com frequência mas, bem, não acontecia. Ainda assim, seus instintos falaram mais alto ao descer uma das mãos até as cinturas femininas e colar seu corpo com o da garota contra a parede.
Uma pequena parte de sua consciência lhe lembrou o contexto de onde se encontrava: no lado de fora de uma boate, no meio da madrugada, beijando uma estranha. Só então percebeu que ela deveria estar bêbada ou coisa parecida e, mesmo contra sua vontade, ele afastou-se, levemente sem ar. “Hi.” Cumprimentou, como se nada tivesse acontecido. “Não que eu esteja reclamando, acredite, eu não estou, mas… what was that for?”
Roxanne surpreendeu-se um pouco quando sentiu o beijo sendo retribuído, já que a única reação que esperava era que o estranho a empurrasse e ficasse bravo com a ousadia da loira. Por um segundo, chegou até a esquecer da situação que a levara até ali, e permitiu-se apenas aproveitar a sensação de ter as mãos alheias em sua cintura enquanto os lábios trabalhavam contra os seus. Abriu os olhos aos poucos quando sentiu-o se afastar, acabando por rir baixo ao notar que roubara rapidamente o fôlego alheio. “Hey.” Comentou com naturalidade. Ao ouvir a pergunta do rapaz, porém, voltou ao estado de alerta, olhando em volta rapidamente algumas vezes, e só voltando a relaxar quando notou que a figura que a perseguia parecia não estar mais por perto. “Eu estava fugindo de um cara...” Explicou resumidamente, voltando o olhar para o aquele a sua frente e só então afrouxando aos poucos os dedos em volta da gola da camisa dele. “Deu certo.” Concluiu, sorrindo com o canto dos lábios enquanto ajeitava a postura. “E, olha só, veio com o bônus de que você beija muito bem.” Disse de forma descontraída, mesclando sua forma inapropriada de agir natural com a necessidade de deixar o clima mais leve. “No final das contas, foi um ótimo disfarce.”
















