a vontade de brigar com a amiga por causa do susto que levara ao saber sobre seu acidente foi embora assim que ouviu seu tom manhoso, a única coisa que importava era que aurora estava bem e que os dois estavam junto dela. o chileno se acomodou em um pequeno espaço da cama hospitalar e passou seu braço em volta do corpo da menor “te deram alguma previsão de quando vai poder sair daqui?” questionou ao passar uma das mãos pelo cabelo dela “tentei falar com uma enfermeira na hora que cheguei, mas, ela não me disse nada, deu todo aquele papo de que só pode liberar informações pra família” não conteve uma careta ao proferir a última palavra, sua definição de família se diferenciava do da maioria das pessoas e, portanto, fora impossível não se incomodar com a fala da profissional com quem conversara. voltou seu olhar para @kctherinz e esticou a mão para ela, chamando-a para que juntasse aos dois, “tão te dando alguma coisa boa aí?” acenou para os remédios administrados via soro “tem que ter pelo menos uma coisinha boa pra compensar.”
“A culpa nunca é do animal, Aurora.” Cruzou os braços, negando com a cabeça. “E sim de você que saiu dirigindo em alta velocidade, na fucking chuva! O que aconteceu? Por que você fez isso? Foi seu pai, não foi? Brigaram?” Sentia suas mãos tremerem de tamanha preocupação. Tinha certeza que não havia sido um acidente de carro normal — se é que acidentes assim poderiam ser considerados normais — Katy sabia que os motivos eram mais sérios do que uma inconsequência qualquer. E agora estava ainda mais preocupada por não saber quais eram eles. “Nunca mais faz isso, ouviu? Nunca mais.” Dado aquele sermão, respirou fundo e aproximou-se dos amigos, agora um pouco mais calmo. “Ela também não me falou nada quando eu cheguei. Pelo contrário, me olhou com cara feia.” Rolou os olhos ao lembrar-se da enfermeira. Como se existisse roupa adequada para visitar uma amiga no hospital. “Eles não colocam vodca nessas coisas, Nicolas. Não adianta procurar.” Brincou, também sentando-se ao lado de @roryw na cama. “Rory não teria tanta sorte.”
— Claro que é Katy, se ele não estivesse na rua, eu não teria batido. — se explicou coo se fosse óbvio, mas sabia que pra preocupação da amiga aquilo não bastaria — Kat... — suspirou sem querer explicar os reais motivos de tudo aquilo, não estava pronta para contar ainda — Eu só precisava sair da minha casa, ok? E está tudo bem, eu sobrevivi, podemos deixar isso para lá? — reclamou deitando a cabeça no ombro de Nicolas que havia se sentado ao seu lado. Naquele momentos os amigos pareciam extremos opostos, o chileno estava calmo pois sabia que Aurora estava bem e era aquilo que importava, mas Katherine ainda estava eufórica e preocupada. Naquele momento ela se sentiu grata por tê-los em sua vida, por isso revirou os olhos ao ouvir que a enfermeira só podia dar informações para família, aquela era a família dela. — Acho que daqui dois dias, mas não sei porque estão me mantendo aqui. — reclamou se aconchegando ainda mais no ombro amigo, mas então levantou a cabeça para olhar o soro que ele apontou — Um monte de analgésicos que me deixam enjoada e sonolenta. — fez uma careta desgostosa, ela realmente odiava aquele lugar.