hzllcy:
o sangue jornalístico que halley parecia ter havia falado mais alto quando ela se aproximou de onde o fogo e o calor provinham em um local próximo à onde estava anteriormente e pessoas curiosas se aproximavam do ônibus em chamas igualmente tentando saber ou descobrir quem pudesse ter feito aquilo na cidade. havia conversado com algumas pessoas por ali e as mesmas pareciam estar dividos perfeitamente entre corvos ou lobos e ela própria não sabia dizer com precisão se havia sido um deles que tentava passar algum recado ou algo parecido. ‘parece que é o motorista do ônibus, ainda não se sabe se ele morreu por conta do fogo ou antes dele, mas provável que amanhã os legistas nos avisem de alguma coisa.’ mal olhou para o indivíduo que lhe fizera a pergunta, estava concentrada em anotar algumas informações em sua caderneta.
virou seu rosto para quem lhe respondeu, fitando a mulher em silêncio por alguns segundos, ela parecia dedicar seu foco integralmente à caderneta que segurava, na qual escrevia — provavelmente sobre o crime — quase sem parar. até então, jacob não havia visto ninguém fazendo o mesmo, coisa que até estranhou por um momento já que cenas criminais normalmente são repletas de repórteres, jornalistas, pessoas aleatórias que mantém algum tipo de blog e que acreditam que relatar algo tão chocante fará com que ganhem notoriedade, mas, aquela não. pelo o que o corvo havia reparado, a ruiva em seu lado era a única que aparentava não ser apenas mais um curioso no meio da multidão. “tomara que tenha sido antes” comentou, um bom tempo após ouvir a resposta dela. “o desespero de estar num lugar pegando fogo e não conseguir fazer nada. e de estar pegando fogo também... deve ser terrível” a voz neutra dele praticamente se perdia em meio a tantas outras conversas. “você é jornalista ou alguma coisa assim?” questionou, em um tom amigável e até mesmo um pouco curioso, apontando para a caderneta.














