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@renlysw

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marioncastillo:
Olhou para as mãos dele, dando um pequeno sorriso ao ver o vinho. Melhor que nada, afinal de contas. — Você vai ser um cara legal e vai dividir, não é mesmo? - Mari perguntou esperançosa. Quando ele disse que havia outra coisa no shorts dele e deu uma risadinha sacana, Marion sentiu as bochechas e o resto do corpo esquentarem, ficando agradecida por ser a noite, caso contrário ele teria visto ela corar. — Engraçadinho, você! - Ela apontou, fazendo uma careta com os olhos estreitos pra ele. Estendeu a mão e pegou a taça, bebendo um gole. Ahh o sabor doce do vinho era muito bem vindo depois de um dia tão conturbado como aquele. — Gracias papi. - Disse num gracejo e enquanto ele começava a se explicar, Marion bebeu mais um gole. Não tinha lhe passado pela cabeça pergunta sobre a ex dele, por incrível que parecesse, ela não havia se quer cogitado em julga-lo, não depois de um dia na companhia de Chuck, contudo, após ouvir o relato dele, ela se pegou pensando que estava grata por ele tê-lo feito. Mostrava algo sobre ele, uma consideração, talvez. — A forma como ela agiu também não foi lá muito correta. - Óbvio que ela não sabia detalhes e só estava dizendo aquilo baseado no que ele lhe contava. — Vocês estavam juntos a quanto tempo? - A pergunta acabou saindo naturalmente, queria entender aquele relacionamento. De repente queria entender mais de Renly. — Você gostava bastante dela? - E quando viu já tinha perguntado. Deu mais um gole no vinho e entregou a taça pra ele. Quando ouviu o dançarino dizer que Chuck era bem desagradável um riso de escárnio saiu por suas narinas. — Oras, você está sendo gentil. - Ela abanou a mão no ar teatralmente, mas então suspirou. Renly havia lhe contado sua história, talvez ela devesse fazer o mesmo. — Conheci o Chuck na praia. Eu estava com meus amigos e ele com os dele mas nos nos olhamos o dia todo. A noite, numa fogueira, ele acabou se aproximando e nunca mais desgrudamos. Ele era charmoso, envolvente, me fazia esquecer tudo ao meu meu redor, só existia nós dois. - Mari contava, fazendo uma careta ou outra de vez enquando. — Eu baixei a guarda muito fácil, quando vi já estávamos namorando e o que ele quis dizer com eu ser duas caras é que as vezes éramos o casal perfeito e não brigávamos e então ele fazia alguma coisa muito estúpida e me estressava, principalmente quando era relacionado a minha avó que já estava doente. - Ela negou com a cabeça, aquilo já deveria ter sido motivo suficiente para ela se afastar dele. Seu olhar acabou se perdendo nas bolhas que brincavam na água morna ao redor deles. — No dia que terminamos eu peguei ele me traindo. Eu nunca fui ciumenta, sabe. Não até que me dessem motivos. - Ela contou, dessa vez buscando os olhos de Renly. — Foi muito humilhante, foi… - Ela balançou a cabeça negativamente. — Horrível. Eu não perco a paciência muito fácil, mas quando perco… - Marion encolheu os ombros em desânimo. — Eu só explodi.
- Eu lembro que você não foi totalmente boazinha comigo, pediu algo em troca pela tequila. - Começou, franzindo os olhos a medida que falava devagar e entrava na jacuzzi cuidadosamente. Renly apenas sorriu com a acusação e deu de ombros ao conformar-se. Ele suspirou e se permitiu fechar os olhos esperando alcançar algum relaxamento com o feito, embora estivesse falando sobre sua ex-namorada o que já poderia deixa-lo parcialmente tenso. - Três meses. - Respondeu prontamente, se recordava até do dia em que começaram a namorar. Com a pergunta seguinte riu nervosamente. - Gostava, eu estava tentando arrumar outro emprego para que tivéssemos mais tempo, sabe? - Sentia-se muito bobo por ter considerado mudar sua rotina por alguém que supostamente não lhe merecia. - Eu só quis dar uma brecha para que você tivesse a liberdade de xinga-lo. - Brincou, abrindo os olhos para encarar a fúria que brilhava nos olhos da latina. Escutou a história atentamente, a testa franzida demonstrara sua indignação quando ela mencionou a avó adoecida. - Relacionado a sua avó? - Perguntou, chocado. - O que ele fez? - Quis saber, sentindo um misto de irritação e choque ronda-lo. Quem poderia ser babaca numa situação como essa? Inimaginável. Ofereceu um sorriso triste quando ela mencionou a humilhação, nunca havia descoberto uma traição e estava muito bem assim. - Eu sinto muito por isso. - Sussurrou, enchendo a taça dela novamente. Um pouco de álcool ajudaria a lidar com o passado. - Tem algumas coisas que são difíceis de se superar, mas precisamos seguir em frente e não perder a esperança. - Disse jogando um pouco de água nela numa brincadeira infantil. - Dane-se o Chuck. Ele é o seu passado errante e só isso. E eu sou o seu futuro brilhante. - Indicou a si mesmo com uma das mãos, seu tom soando usualmente zombeteiro.
marioncastillo:
Quando fizera aquela pergunta ela de fato não esperava uma resposta como aquela. Tinha esperado por algo mais honesto, contudo acabou rindo do que ele falará. — Você não leva nada a sério não? - Apesar das palavras, Marion não estava seria, muito pelo contrário, Renly tinha aquele poder de fazer o ambiente ficar leve com suas brincadeirinhas, o que por um lado fazia com que ela quisesse revirar os olhos, mas por outro não conseguia parar de achar graça. Riu novamente quando ele disse não conhecer outra forma e bom, não podia negar que era bem convidativo mesmo, ele lhe parecera bem sério e sem segundas intenções, o que lhe agradava, não que ela fosse de fato reclamar se algo rolasse entre eles, mas estava com uma dor de cabeça tão ruim que um pouco de carinho, contato físico e cuidados, lhe parecia tão tentador. — Comida primeiro, dormir conchinha depois. - E com isso ela desceu da bancada, foi até a geladeira e pegou os ovos, entregou a ele e então pegou a frigideira, que também entregou a ele, afinal ele havia dito que cozinharia, não? Pegou outra frigideira e as fatias de bacon na geladeira, bacon sempre caía bem. — Seu prêmio? - Ela revirou os olhos achando graça, se aproximou dele e lhe deu um beijo na bochecha. — Tá aí seu prêmio, satisfeito? - Perguntou ironicamente arqueando a sobrancelha e quanto começava a cuidar do bacon. Deixou um riso quase debochado lhe escapar pelas narinas, ela entendia bem o que ele queria dizer, a vida noturna podia ser cruel. Mas se não estava enganada ele havia dito que não queria aquilo por muito mais tempo, não? — Hmm, mais eu bem. Qual seu número da sorte? - Ela brincou, sentindo-se bem melhor com o cheirinho da comida. Empurrou-o com o quadril em brincadeira e então revirou os olhos. — Não acho que exista um número certo. - Ela falou parecendo seria, mas era apenas uma brincadeira, afinal os matchs não se tratavam de beijos. Quando ele voltou a fala, respondendo a sua confissão e finalizou a chamando de mami, ela engoliu em seco e mordeu o lábio inferior. Droga, porque tinha que soar tão sexy? Só confirmava seu ponto. — Hey, cuide dos ovos okay. - Disse tentando tirar o foco da situação, no entanto a fala seguinte a fez olhar pra ele por alguns segundos em expectativa. — Se eu quiser lidar melhor com essa tensão o que? O que tenho que fazer? - Seus olhos o encaravam com curiosidade, mas quando a resposta veio ela não soube como reagir num primeiro momento. Parte daquela sentença parecia meiga, como se ele se preocupasse com ela, como se fosse quase cuidar dela, o que provavelmente estava completamente longe da verdade, a segunda parte bem, ela nunca havia de fato duvidado que ele poderia amar, mas aghr… Era tão frustrante, tudo nele era atrativo e ela praticamente se sentia como uma adolescente com os hormônios a flor da pele. Devia estar carente, só podia. — Okay, a promessa de dormir de conchinha está tentadora então termina logo isso aí antes que eu mude de ideia. - Sua voz soava meio baixa e o sorriso nos lábios indicavam que ela só estava provocando ele, mas ela mesma voltou a atenção para o bacon, desligando a panela e servindo dois pratos que guiou até ele pra despejar os ovos. — Eu ainda não me decidi sobre você. - Avisou após um tempo em silêncio, dando a primeira garfada na comida que fora recebida com alegria por seu estômago.
- A vida é muito curta para ser levada a sério, mami. - Retrucou divertidamente, arqueando as sobrancelhas de maneira presunçosa e deu de ombros. - Mas sim, levo algumas coisas a sério. Minha alimentação, por exemplo. - Costumava ser muito regrado com o que comia, não que não abrisse exceção para algumas besteiras. Ou não levasse outros assuntos com alguma seriedade, na maior parte do tempo tentava lidar com tudo de maneira jovial, positiva e leve. - Fechado! - Murmurou, quase bocejando só de pensar em tirar uma soneca. Ele riu e apanhou os ovos e a frigideira, deixou a panela aquecer antes de jogar os ovos. - Panelas antiaderentes são divinas, não é? - O comentário saiu muito naturalmente e um pequeno sorriso tomara conta de seus lábios. O beijo não o pegou inteiramente de surpresa, mas estendeu o seu sorriso numa clara aprovação. - Um pouco. - Disse sem muito entusiasmo só para provoca-la, sua atenção continuou nos ovos mesmo durante o ocorrido. - Quatro. E o seu? - O cheiro do bacon fez com que seu estômago embrulhasse, não era algo que costumava comer, porém... Abriria uma exceção. - Hum, então vamos nos beijar bastante, uh. - Disse de forma zombeteira, retribuindo o empurrão no quadril dela e lhe dando uma checada propositalmente breve, pois não queria queimar o alimento. Apesar de tudo, não imaginava que ela fosse continuar com o tópico malicioso e isso o fez dar uma risadinha. - Comemos o café da manhã e queimamos parte dessa caloria na cama. - Disse com alguma graça ao desligar o fogo e deslizar os ovos para cada prato. - Eu preciso de alguns exercícios para manter o físico, que tal me ajudar com isso? - Com o auxílio do garfo pegou o bacon e o levou a boca. - Só que outra hora, agora eu realmente quero dormir abraçadinho com você. - Disse antes de começar a mastigar, o dançarino levou uma mão a boca para tampa-la quando a fala seguinte de Marion o fez rir. - Me avise quando se decidir.
encerrado.
A descoberta do match o deixou aliviado, até esperançoso, as engrenagens finalmente pareciam funcionar e o grupo se aproximava do tão cobiçado prêmio. Não é como se ele tivesse feito algum esforço para descobrir sua combinação com @calliandrc, porém isso não diminuía seu êxtase. Assim que terminou a cerimônia a procurou para que pudessem conversar a respeito. - Ei, gatinha. - Chamou suavemente quando a encontrou sozinha. - A viagem até a broadway ainda está de pé? - Brincou em referência a primeira conversa deles, Renly sabia que naquele ponto do jogo todos já haviam se afeiçoado a alguém, e quando chegou na casa a encontrou chateada por outro rapaz, desse modo, não parecia que aconteceria algo entre eles. - Como está se sentindo? - Quis saber depois de alguns instantes em silêncio, seu olhar preso no horizonte antes de fixar-se na garota com demasio interesse.
Marion tinha algumas listas em sua vida, melhores momentos, piores momentos, melhores amigos, pessoas que não gostava… E por aí seguia. Na sua lista de piores momentos, o número um era quando descobrira o quão mal sua avó estava e tudo o que se seguirá com aquilo. Hoje, depois daquele dia com os exes, o segundo lugar estava sendo preenchido pelos momentos vividos mais cedo, fossem com a ex de Kenneth e todo seu preconceito, com a ex de Kaden lhe trazendo memórias horríveis de seus anos na escola sofrendo bullying por não ser a mais popular ou a mais magra ou a mais bonita, mas acima de tudo, o que mais havia lhe deixado naquele estado era Chuck que depois de todo o mal que lhe causara, continuava querendo lhe causar ainda mais mal. Palavras doíam a final de contas. Se afundou um pouco mais na água da jacuzzi, deixando o calor cobrir seus ombros numa expectativa de que fosse lhe relaxar, enquanto apoiava a cabeça para trás e fechava os olhos. No entanto, não demorou quase nada para que ela escutasse o som de passos se aproximando, abriu os olhos e deu de cara com @renlysw. — Por favor, diz que tem tequila escondida no seu shorts. - Ela praticamente implorou apesar de estar apenas brincando. Se bem que, a combinação: água, tequila e Renly… Era perigoso.
Renly procurava um espaço minimamente seguro para lamentar-se pelo encontro com Aubrey, não esperava sentir-se daquela maneira após tanto tempo, não que estivesse arrependido pelo término, ela mal lhe dava atenção e culpava ridiculamente o trabalho - não é como se alguém trabalhasse vinte quatro horas por dias. Pegou uma taça e a primeira bebida que encontrara na dispensa e se direcionou até a jacuzzi imaginando que ninguém estaria escondido ali. Ele acabou rindo quando se deparou com Marion. - Eu tenho... - Começou, erguendo a bebida para descobrir o que havia pego. - Vinho! - Concluiu, sua voz soando propositalmente desanimada. - Mas eu tenho outra coisa escondida no meu short, se tiver interesse. - Não poderia perder a oportunidade, não é mesmo? Ele deu uma risadinha sacana e abriu o vinho, despejando o líquido na taça e estendendo-a para Marion. - Aqui está, mami. - Ofereceu, esperando que ela pegasse o objeto para dar um gole na garrafa. Ficou em silêncio por um tempo, decidindo se entraria no mérito dos exs. - Eu terminei por mensagem porque ela sumiu por uma semana. Fiquei muito preocupado, achei que ela estivesse morta, fui até a casa dela e a vizinha disse que ela havia saído, viagem de trabalho. - Não sabia ao certo o motivo de tagarelar, talvez fosse por se sentir prejudicado. Deu mais um gole longo e voltou a falar. - Ela sequer me avisou, sabe? Nenhuma ligação ou mensagem. Fiquei chateado, liguei várias vezes e ela não atendeu. Então a solução foi mandar sms. - Reconhecia que havia agido mal, no entanto, não era o vilão da história, talvez nem ela fosse. Isso não importava mais. - O seu ex... Ele... - Havia dito muita coisa, mas Westwick não achava que era verdade, quer dizer, que Marion agira daquela maneira a toa. - É bem desagradável.

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Era óbvio que estava se escondendo na cozinha! Não estava pronta para enfrentar o reencontro com Justin e o que poderia sair dele: havia ficado claro desde o momento que o vira, que ele ainda mexia consigo. Era diferente quando estavam a quilômetros de distância e se falavam por celular. Mas ter ele ali? Falando com pessoas com quem estava ficando? Meu deus, aquilo a deixava nervosa. Estava encolhidinha no canto de uma parede de forma que não fosse facilmente vista ali. Tinha um copo de bebida na mão, que bebia com bastante fervor. Deu um longo gole, praticamente virando o copo, quando percebeu alguém se aproximando. Praticamente pulou no lugar quando viu @renlysw e arregalou um pouco os olhos. “Olha só, não é o que você ta pensando! Eu não tô… me escondendo nem nada, é que… eu tava com… sede?”
O programa certamente oferecia um entretenimento em tanto, Renly poderia apostar que todos os telespectadores se divertiam às custas deles, mas se saísse com dinheiro, todo aquele circo valeria a pena. Estava evitando Aubrey ou ela estava o evitando, não importava, ambos não pareciam à vontade para se falarem, especialmente após o relato que inclusive ele poderia explicar como não fora algo tão ruim assim. Entrou na cozinha abruptamente quando viu a ex-namorada no corredor o que acabou assustando Callie e o assustando também no processo. - Callie. - Exclamou baixinho, levando uma mão ao peito, o olhar indo da porta para a ruiva rapidamente apenas para certificar-se de que não seria ‘pego’. - Mas eu estou, shiiu! - Pediu, sentindo o coração martelar fortemente.
marioncastillo:
— E por que levantou? - Perguntou, agora curiosa e sua sobrancelha arqueada era uma indicação disso. — Depende. Vai dormir conchinha comigo? Eu só durmo se for assim. - Ela provocou numa brincadeira, mesmo que de repente ele parecesse mais sério, ela não podia perder a oportunidade. Não levava aquilo realmente a sério e imaginava que nem ele. Se bem que voltar pra cama realmente era tentador. Quando Renly perguntou, Marion deixou um suspiro cansado lhe escapar. Não era que não fosse algo mútuo, era, ela havia aproveitado, havia desejado ele, eles tinham mais química e física, como ele havia dito, do que gostaria de admitir. O problema era que Renly era tudo o que ela queria fugir. — Está bem, você venceu. - Disse finalmente admitindo, afinal, não ia ficar mentindo por muito tempo. A pergunta seguinte dela fez um riso nasalado lhe escapar. — Eu nunca tive problemas em acordar cedo, geralmente depende do dia acordo as seis da manhã, depois de ter ido dormir as duas. Seus horários eram terríveis? - Marion geralmente tinha as tardes para dormir e não, ela não gostava. Não gostava de seus horários, mas o que podia fazer, tinha que trabalhar. — Calmate papi, só porque me beijou uma vez acha que é meu match? - Ela brincou, pois novamente não queria perder a oportunidade. Tinha decidido deixar a timidez de lado não? Sem falar que todo aquele mau humor matinal, a vergonha da noite anterior e tudo mais deveria ter feito ele achar que ela era louca. No entanto, toda a desconcentração seguinte a deixou completamente encabulada e distraída, por isso quando ele voltou a falar ela assentiu. — Então que tal um café da manhã e aquele cochilo? - Não que ela não soubesse cozinhar ou não gostasse, mas não podia negar que estava morrendo de preguiça. A fala seguinte dele a pegou completamente desprevenida e seu primeiro impulso fora se desviar da pergunta, mentir, fugir, dar desculpas, qualquer coisa menos dizer o que realmente pensava. Mas então algo lhe ocorreu. Algo que sua avó sempre dizia. “Mari, se você quer realmente conhecer alguém, dê poder a ela.” Ela respirou fundo, franziu o cenho, por que não? — Geralmente não sou, pelo menos não com quem eu conheço mais tempo. Ontem eu estava bêbada, mas não estou culpando a tequila. - Ela começou. — Mas você… olha só pra você. - Ela apontou com a mão para ele como se fosse óbvio. — Você é o tipo de cara sexy, charmoso, que faz molhar as calcinhas só com o olhar e sorriso. Você grita a sexo so por respirar. É intimidante. Não sei lidar com tudo isso sóbria.
Não esperava aquela pergunta, pois acreditava que a resposta se resumia a bom senso ou qualquer coisa semelhante a isso, quem ficaria deitado por tanto tempo num programa de televisão? Alguém da produção certamente iria chamar sua atenção - pelo menos foi o que presumiu. - Porque você não estava lá comigo. - Respondeu com um sorriso travesso, dando de ombros como se falasse o óbvio. O cenho franzido denunciava sua surpresa, Marion havia entrado na sua ou aquilo era apenas um demonstrativo de que ela também sabia brincar? - Eu não conheço outra forma se não essa, vamos lá, corazon. - Ainda que estivesse despertado, ficar na cama conversando poderia ser uma proposta muito confortável. - Venci? O que isso quer dizer? Onde está meu prêmio além da absoluta razão? - Disse numa falsa e jocosa arrogância. A encarou durante toda a fala alheia e assentiu em confirmação. - Entendi. No meu caso, preciso trabalhar durante a noite e madrugada, de manhã tiro algumas horas de sono ou fico virado mesmo. - Quando começou na carreira tinha um pique maior para lidar com essa rotina, agora depois de tantos anos, Renly não ostentava muita disposição. Ou seria a velhice se aproximando? Só o pensamento o fez repuxar os lábios em desgosto. - Então temos que nos beijar quantas vezes para descobrirmos algo? - Devolveu a brincadeira, arqueando as sobrancelhas sugestivamente. - Hum, eu aceito! - Concordou prontamente, não sabia se ela estava apenas gracejando ou se havia algum fundo de verdade ali, esperava que sim. Westwick se inclinou no balcão, se apoiando quando Marion pareceu disposta a lhe dá uma resposta cheia. O argumento feminino massageou seu ego, mas de alguma forma, achara fofo a confissão. Esboçou um sorriso afetado e continuou com os olhos sobre ela. - Bom, seria muito estranho se não passasse essa imagem, mami. - Se referiu divertidamente e indiretamente sobre a própria profissão. - Desculpe ser naturalmente apelativo, mas... Se quiser lidar melhor com essa tensão - tentou manter-se sério quando indicou os dois, mas acabou rindo - ou dormir de conchinha, estarei aqui para você. Vou te mostrar que stripper também podem amar.
eadlinhastings:
Não esperava o gesto cavalheiresco, mesmo que parecesse mais um gracejo da parte dele. Não exatamente combinava com qualquer ideia que ela tivesse dele a princípio. Porém, era por isso que ela tentava evitar julgar um livro pela capa. Nunca sabia o que iria encontrar. Ao menos depois de interagir, podia tirar suas próprias conclusões. “Ha── calma lá, Don Juan,” gracejou, “eu prefiro acariciar outras coisas que não o seu ego,” respondeu maliciosamente. Não que ela tivesse nenhum problema em admitir que ele era um homem bonito ─ não mesmo. Apenas estava tão acostumada com homens egocêntricos ao seu redor que raramente era algo que ela precisava fazer. E ela não achava que ele estava falando sério. Ela pegou um vinho qualquer, sem examinar o rótulo, o saca-rolhas e duas taças, empurrando-as para ele. “Só na frente dos meus progenitores, bebê,” respondeu se inclinando sob o balcão, com a mesma zombaria na voz. “Sozinha com você o nível pode abaixar em queda livre,” adicionou ainda com um gracejo, antes de voltar a se esticar atrás do balcão e pegar o restante das coisas. Eadlin apontou com a garrafa para algum canto do jardim. Não importava exatamente onde, já que não podiam sair do terreno e não era como se pudessem fugir das câmeras. Só esperava algum lugar onde pudessem conversar. “Como você veio parar aqui? Versão não editada. De preferência indicação classificatória acima dos dezoito,” ela disse enquanto se sentava na grama. Estava brincando, mas a pergunta era séria. Já iam para a quinta semana e cerimônia. Se não tivesse achado seu match, não tinha tempo a perder.
Estava prestes a erguer as mãos num sinal de rendição - para dar continuidade ao gracejo - quando a frase seguinte lhe chamou a atenção, obviamente pelas razões erradas e muito habituais ao dançarino. Renly mordeu levemente o sorriso que surgira em resposta. - Sinta-se à vontade para faze-lo então. - Indicou o próprio corpo em um breve gesticular de mão, não esperava que alguma coisa fosse acontecer, no entanto, não deixaria de flertar por isso, acompanharia o ritmo disposto. - Isso quer dizer que terei a versão para maiores? - Zombou de volta, segurando os objetos que foram praticamente jogados para si. Westwick riu, empolgado e um pouco surpreso, ao que parece ela tinha uma lábia tão boa quanto a sua. - Nesse caso, - fez uma pequena pausa, inclinando sutilmente a cabeça - vamos nos divertir bastante. - Presumiu, piscando um dos olhos com graça. Seguiu a coordenada simplificada, não havia muito para onde ir de qualquer forma, colocou o vinho e as taças sobre o gramado assim que se sentou, esperou com que Eadlin fizesse o mesmo para abrir o vinho sem qualquer dificuldade e enfim servi-los. - Pela grana, mas eu gostei da proposta de sair com dinheiro e com alguém supostamente ideal. - Disse entre um riso e continuou: - Não quero continuar dançando em vegas por muito tempo, preciso de um plano b, então tenho juntado dinheiro para uma aposentadoria precoce. - Encolheu os ombros e bebeu um pouco do vinho, teria que comentar sobre seus péssimos relacionamentos, não? - E bom, você já deve imaginar, meus relacionamentos foram um fiasco, é difícil encontrar alguém que entenda minha rotina e que consiga lidar com o meu egocentrismo. - Disse num tom brincalhão, mas que infelizmente se aproximava da verdade. - Ou que consiga me satisfazer. - Deu outra bebericada no vinho, olhando-a fixamente. - Mas e você? Precisa de grana ou de amor?
xavier serrano
- A garota que eu estava procurando! - Anunciou alegremente, levantando os braços numa patética e breve comemoração conforme se aproximava de @ohmy-hella. Não sabia se ela preferia a própria companhia ou tinha alguma dificuldade em socializar com os demais participantes, talvez fosse realmente tímida ou no pior das hipóteses se arrependera de estar ali e buscava distância de qualquer criatura falante. - Ella. - Disse, esboçando um sorriso caloroso, semelhante a seu timbre. - Agora que cada um sabe o nome do outro poderíamos conversar, uh?

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renlysw:
- O que você estava pensando? - Quis saber, escorando-se lateralmente sobre o balcão, seus olhos presos a imagem feminina de maneira quase incisiva. Inclinou a cabeça durante sua vistoria audaciosa, a latina realmente lhe agradava os olhos, e os lábios também. Tesão matinal, seria essa a resposta? - Eu posso refrescar a sua memória. - Ofereceu por entre um sussurro, extinguindo a pouca distância que havia entre seus corpos. Renly colocou algumas madeixas para trás da orelha dela, um movimento sutil, que não acompanhavam a densidade maliciosa de suas palavras. Um contraste perfeito, em sua nem tão humilde concepção. - Ontem você parecia diferente. - Não era uma reclamação, apenas um comentário solto, mas com alguma relevância. Seria a tequila responsável pelo comportamento anterior ou não? Esperava alguma resposta. - A ressaca está tão forte assim, mamá? Eu posso cuidar de você, se quiser. - Ele sabia ser carinhoso, um mimo poderia ser tão agradável quanto sexo e fazia um tempo desde que ficara de grude com alguém. Ele riu suavemente do empurrão e afastou sua mão do rosto dela para pegar o copo. - Foi uma conversa excelente também. E uma não-conversa também. - Arqueou as sobrancelhas ao referir-se jocosamente do beijo trocado. Segurou o copo com a canhota e levou a destra em direção aos lábios dela contornando o rastro de vitamina, quando terminou levou o dedo a boca, sugando levemente seu polegar. - Hum, está realmente gostosa. A vitamina. - Afirmou com a cabeça por alguns instantes e tirou um generoso gole da vitamina que lhe foi entregue. - Você gosta de cozinhar? Eu me lembro que conversamos superficialmente sobre esse tópico.
A pergunta a pegou desprevenida, realmente não esperava que ele fosse lhe perguntar o que ela estava pensando e droga, o que era mesmo? — Estava pensando em voltar pra cama. - Ela franziu o cenho, estava realmente cansada, geralmente era assim que ficava depois de uma bebedeira como aquela, geralmente voltar pra cama e dormir até não conseguir mais lhe ajudava a voltar ao seu normal. Piscou alguma vezes focando nele e em sua expressão que mais parecia que ele a comia com os olhos, esquentando as bochechas dela, deixando-as corada. — O que? - Ela não deveria ter perguntado, pois logo se tocou do que ele dizia sentindo-se ainda mais envergonhada, só havia um jeito de sair da situação. — Mal acordou e já tá querendo me beijar, papi? - Ela provocou, escondendo a timidez, o que fora um grande erro pois sua fala parecia ter dado a ele mais razões para mexer consigo e o problema era que ele aparentemente tinha aquele poder de deixar ela sem palavras. Seguiu a mão de com o olhar, vendo ele colocar seu cabelo atrás da orelha. O sorriso dela sumiu, a boca ficou seca e ela engoliu uma vez, pois fora preciso. Droga! Filho da puta! E mais xingamentos gritavam na mente dela. — É só nove da manhã. - Ela respondeu num quase sussurro ao fato de estar diferente. Quando ele perguntou sobre a ressaca, ela apenas balançou a cabeça positivamente, lentamente, estava confusa com a repentina mudança dele. Sua cabeça latejava e manter os olhos abertos doía, mas céus ele a fazia esquecer a dor simplesmente por estar ali tão perto. Mierda! — Ahhh então resumindo você gostou de me beijar. - Ela provocou, estava brincando com g de ovo e tinha completa ciência daquilo, ela ia se queimar e depois se odiaria por aquilo. Estava distraída em seis pensamentos quando sentiu o dedo dele limpar a vitamina de seus lábios. Marion observou ele, com os olhos um pouco arregalados, enquanto ele levava o dedo aos lábios e lambia. Perdida naquele movimento, pensando em como ele conseguia ser tão sexy. Caralho! Ela engoliu em seco e levou os próprios dedos ao lábio, limpando o resto de vitamina e a baba que escorria dia te daquela cena. — Uhum. - Ela murmurou se quiser sabendo o que ele havia falado. Mas que mesa, ela havia virado uma amoeba agora? Quando ele fez uma pergunta mais neutra ela conseguiu sair de seu transe, piscou algumas vezes e então se afastou dele, indo para o outro lado do balcão, sentando-se ali, o mármore frio contra sua pele em chamas era calma te. — Hmm depende. Eu até que gosto, mas não gosto da responsabilidade de ter que cozinhar todos os dias, ter que pensar no que preciso fazer. Gostar mesmo só quando é por diversão. - Ela levou a vitamina de volta aos lábios, tomando mais um gole, dessa vez limpando os lábios logo em seguida. — E você?
Até onde sabia e se lembrava não havia nenhuma instrução que os impedia de ficar na cama, exceto é claro, o bom senso. - Entendo, eu gostaria de ter permanecido nela. - Confessou por entre um suspiro ruidoso, olhando brevemente em direção ao dormitório como se considerasse retornar a ele. - Não gostaria de tirar um cochilo comigo? - Nesse ponto, já havia parado de encara-la descaradamente, era uma oferta calorosa, mas sem rastros libidinosos. Renly riu quando a escutou e confirmou em um balançar de cabeça. - Sim. Você vai continuar agindo como se não fosse algo mútuo? - Disse de maneira monótona, erguendo uma das sobrancelhas para compor seu semblante repentinamente entediado. - Você também não é matutina? Será que somos um par ideal? - Brincou, oferecendo um sorriso infantil a ela enquanto pensava a respeito sem nenhum grande aprofundamento. Apenas sorriu com a insinuação, já havia respondido a pergunta noutro instante. O momento seguinte quase o fez rir exageradamente, não esperava que fosse desconcentra-la daquela forma. - Eu gosto de cozinhar, faço todas as minhas refeições cuidadosamente. - Respondeu, acompanhando o distanciar dela com os olhos. Quando ela limpou os lábios, ele acabou cedendo ao riso. - Não achei que fosse tão acanhada, tive uma impressão diferente de você ontem. O que mais devo saber sobre você, Marion?
── with @renlysw
Havia se decepcionando novamente. Em mais uma cerimônia, se sentava com um mesmo cara e ainda assim ficavam na mesma quantidade de luzes. E, assim como aconteceu com Kaden, ela não acreditava que seus colegas fossem tão perdidos que mesmo mudando a maioria, eles ainda não acertavam mais que dois. Eadlin decidiu que enquanto não tivesse mais respostas, não adiantava ela continuar com Kenneth, ainda mais que ele não conseguiria se desapegar se ela não fizesse isso pelos dois. Agora, só restava descobrir quem dos sete homens era seu par ideal. E, a primeira pergunta era, o que ela realmente precisava? “Vem cá, bebê──” Eadlin disse, estendendo a mão para Renly, com quem ainda quase não tinha conversado desde que havia chegado. “Você tem muita cara de bebê, sabia? Quantas vezes você escuta isso?” Perguntou na brincadeira. “Vamos num encontro no fantástico ambiente do──tambores, por favor── nosso quintal. Espero que você esteja preparadíssimo para essa aventura. Cerveja ou vinho?”
Aquele jogo era mais difícil do que havia imaginado, renly estava disposto a explorar toda e qualquer possibilidade em prol da grana, mas não achou que todos os participantes pensassem de maneira semelhante. Estava perdido em seus devaneios quando ouviu o chamado, piscou algumas vezes para se desconectar deles e focar no rosto feminino. - Não precisa chamar duas vezes. - Gracejou, segurando a mão estendida e guiando-a até seus lábios para pousar um beijo ali enquanto se levantava com agilidade. Renly riu com a associação e franziu os lábios de modo pensativo. - Você acha? - Até onde se lembrava, ninguém havia lhe dito isso. Mas sua memória costumava ser péssima, então... - Não que eu me lembre. Mas a grande questão é, você gosta do que vê? - O cenho franziu suavemente e um sorriso travesso tomou seus lábios, o olhar preso em eadlin. Os olhos dela eram adoráveis, assim como as maçãs do rosto bem desenhadas, o restante também não ficava para trás - concluiu depois de encara-la descaradamente. - Vinho. Você me parece uma garota refinada, para o primeiro encontro temos que manter algum nível, não? - Disse com alguma zombaria.
renlysw:
Renly era uma criatura noturna, preferia passar boa parte da manhã, quase tarde, na cama. Talvez por causa de sua rotina de trabalho ou simplesmente por sentir-se melhor dessa maneira. Levantou preguiçosamente, praticamente arrastando seus pés enquanto coçava os olhos na esperança de afastar o sono que permanecia sobre eles, além de sua cabeça estar um tanto quanto pesada pelo álcool ingerido na noite passada. Comer alguma coisa poderia ajuda-lo com a ressaca então seguiu até a cozinha, assim que notou Marion distraída, não resistiu ao ato de mexer com a latina, tocando-a no quadril. O cenho franzido em surpresa veio antes de seu riso, não esperava assusta-la. - Credo, parece que viu um fantasma. - Disse, sorrindo lateralmente. Imaginando que estivesse constrangida pelo o que ocorrera entre eles. Oh, merda. Ele não perderia a oportunidade de zombar disso. Um sorriso travesso tomou seus lábios por inteiro. - Achei que ficaria feliz em me ver depois da nossa quase calorosa lua de mel. - Enfatizou o quase, afinal, eles só haviam se beijado. - E que me daria um beijinho de bom dia, mas aceito a vitamina, minha cabeça está dolorida. Não quanto o meu coração, é claro. - Se esforçou para que seu tom saísse melodramático, projetando os lábios num bico que logo fora desmanchado para que ele risse livremente de sua ‘cena’.
Um sorriso de canto brotou em seus lábios quando ele falou. Um fantasma? Não exatamente, ela não classificaria ele como fantasma. — Você só me pegou de surpresa, eu estava com a cabeça no mundo da lua. - Ela explicou dando de ombros, um pouco envergonhada, já que as memórias dele dançando continuavam a brotar em sua mente. Céus, suas bochechas estavam mesmo pegando fogo bem naquela hora? Ele falando da calorosa quase lua de mel só piorou a situação. — Não sei do que você tá falando. - Droga, bela mentirosa. — Quero dizer… Não tem nada a ver uma coisa com a outra. - Ela franziu o cenho e negou com a cabeça. “Cala a boca, Marion!” ela se repreendeu mentalmente, parecia só piorar a sua situação. Ela então não aguentou, acabou por rir, finalmente parando de lutar contra a vergonha, não tinha jeito, era uma luta perdida, por isso se virou pra ele e o empurrou, tocando seu ombro. — Para com isso vai. Seu coração está muito mais que bem. - Ela revirou os olhos sorrindo e encheu dois copos, entregando um para ele. — A gente bebeu uma garrafa toda de tequila, uma excelente tequila por sinal. Nenhum dos dois estava pensando direito, apesar de ter sido… Divertido. - Ela confessou, se escondendo atrás do copo de vitamina. Ela bebeu um longo gole, deixando rastro da bebida nos lábios mas nem se importando, ia se sujar de novo quando bebesse mais, sem falar que não estava tentando impressionar ele. — A vitamina geralmente ajuda, algo com o potássio da banana, é bom para a ressaca.
- O que você estava pensando? - Quis saber, escorando-se lateralmente sobre o balcão, seus olhos presos a imagem feminina de maneira quase incisiva. Inclinou a cabeça durante sua vistoria audaciosa, a latina realmente lhe agradava os olhos, e os lábios também. Tesão matinal, seria essa a resposta? - Eu posso refrescar a sua memória. - Ofereceu por entre um sussurro, extinguindo a pouca distância que havia entre seus corpos. Renly colocou algumas madeixas para trás da orelha dela, um movimento sutil, que não acompanhavam a densidade maliciosa de suas palavras. Um contraste perfeito, em sua nem tão humilde concepção. - Ontem você parecia diferente. - Não era uma reclamação, apenas um comentário solto, mas com alguma relevância. Seria a tequila responsável pelo comportamento anterior ou não? Esperava alguma resposta. - A ressaca está tão forte assim, mamá? Eu posso cuidar de você, se quiser. - Ele sabia ser carinhoso, um mimo poderia ser tão agradável quanto sexo e fazia um tempo desde que ficara de grude com alguém. Ele riu suavemente do empurrão e afastou sua mão do rosto dela para pegar o copo. - Foi uma conversa excelente também. E uma não-conversa também. - Arqueou as sobrancelhas ao referir-se jocosamente do beijo trocado. Segurou o copo com a canhota e levou a destra em direção aos lábios dela contornando o rastro de vitamina, quando terminou levou o dedo a boca, sugando levemente seu polegar. - Hum, está realmente gostosa. A vitamina. - Afirmou com a cabeça por alguns instantes e tirou um generoso gole da vitamina que lhe foi entregue. - Você gosta de cozinhar? Eu me lembro que conversamos superficialmente sobre esse tópico.
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Soprou um pequeno riso diante da correção, tomando o gesto apenas como uma gentileza, uma na qual o deixara confortável para que continuasse conversando com Calliandra. E aparentemente, a sensação não fora recíproca com o assunto seguinte, Renly não pretendia deixa-la desconfortável com sua pergunta, embora acreditasse genuinamente que era uma questão importante de ser verbalizada, talvez o assunto fosse realmente delicado e principalmente recente. Um sorriso, inicialmente sem graça adornou os lábios do moreno. - Teve um cara que seguiu o coração, por que você não poderia? - Retorquiu com um pouquinho de humor, arqueando uma das sobrancelhas como se quisesse convence-la de seu ponto e ao mesmo tempo quebrar aquela repentina tensão. - E dizem que só há um meio de ter certeza, pela cabine, mas me parece que essa história é mais complicada do que me parece. Então… Não me leve em consideração. - Emendou, gesticulando as mãos e balançando-as levemente para insinuar que não queria envolver-se naquilo enquanto um riso sutil lhe escapava. Assuntos do coração eram muito complexos e pessoais, logo não deveria dar nenhum pitaco. - Não, não está. - Eles tinham objetivos diferentes, mas Renly não enxergaria o dela como inferior ao seu, na verdade parecia um tanto quanto mais nobre. - Eu quero a grana, mas sair com uma alma gêmea, me parece muito bom também. - Respondeu com honestidade e diversão, encolhendo os ombros no processo. Ela o acharia superficial demais por causa da resposta? Bem, pelo menos fora sincero, isso deveria valer de algo. - Se você estiver disposta a me encher de atenção e amor incondicional, sim. E se esperar tudo isso de volta, sim também. - Acenou com a cabeça, rindo de sua colocação, mas sendo sincero novamente. Levou a garrafa aos lábios, mais alguns goles e precisaria de mais uma cerveja para continuar molhando o bico. - Uma vez. Eu queria muito ir à Broadway, mas infelizmente tive que comparecer a um funeral. E depois tive que retornar para Las Vegas. Foi um bate e volta, sabe? - Seria péssimo deixar o funeral de seu amigo para assistir algo na Broadway, mas Renly considerou vagamente essa ideia. Bem, poderia ir noutro momento mais oportuno - se consolou com essa possibilidade e desde então nunca surgiu outra oportunidade. - O quê? - Ele quase se engasgou com a informação seguinte, sentiu os olhos lacrimejando em reação a seu repentino sobressalto e riu exasperadamente. - Caramba, isso é incrível! - Exclamou, genuinamente entusiasmado. - C-claro, eu estarei lá. - Assentiu energeticamente, contendo o impulso de enche-la de perguntas a respeito de sua vida de atriz. Bebeu mais um gole de sua cerveja esperando que aquilo o acalmasse. - Todos nós precisamos de um pouco de romantismo. Você já fez alguma coisa romântica? Ou não gosta de grandes demonstrações por achar isso clichê? - Presumiu que como atriz ela estivesse acostumada a enredos melosos e previsíveis ou algo do tipo. Ele riu quando a ouviu e franziu o cenho rapidamente fingindo pensar sobre as questões trazidas. - É uma loucura. - Admitiu, risonho. - Eu ensino, não é tão difícil, quer dizer, imagino que tenha algum jogo de cintura o que já facilita todo o resto. Um jantar seria ótimo, mas eu posso te dar uma palinha. - Brincou, contente pelo clima estar mais descontraído. Ele assentiu conforme a escutava e foi sua vez de convida-la: - Nesse caso, você deveria ir outra vez a Las Vegas e de preferência comigo. Vou te levar onde trabalho e aposto que irá adorar. - A promessa fazia sentido, visto que a maioria do público apreciava o espetáculo. - Mas se quiser algo privado, me dê um toque. - Ofereceu uma piscadela exagerada na direção dela e terminou com a sua bebida, sacudindo-a para confirmar que estava vazia, teria feito um comentário a respeito se a fala da ruiva não o surpreendesse. Seus olhos arregalaram-se levemente enquanto um sorriso afetado surgiu em seus lábios. - Oh, isso é muito legal da sua parte. Mas é algo que já deixei para trás. De qualquer forma, agradeço por isso. De verdade. - Se esticou para alcançar o antebraço mais próximo dela
e fez uma carícia lenta e passageira ali. - Eu gosto muito de musicais. Será que temos mais em comum? - Divagou, observando-a como se pudesse enxergar além do que era mostrado. Dê tempo ao tempo, Renly. Precisou dizer a si mesmo, não colocaria suas expectativas sobre aquela possibilidade quando mal a conhecia. A impulsividade não cabia naquele jogo, não quando o dinheiro era o mais importante. - Hm. - Murmurou, suas feições se retorcendo numa expressão pensativa. - Isso pode variar, às vezes tudo que quero é ficar em casa cozinhando, vendo um filme ou série enquanto como. Em outras quero me jogar no mundo, encontrar alguma coisa nova para fazer, viver como se fosse meu último dia. Normalmente, eu topo qualquer parada em prol do meu divertimento. E você?
A pergunta dele era justa. Kenneth havia decidido mudar a estratégia de última hora e seguir o que ele mesmo achava. O que todos achavam terrível, mas Calliandra entendia muito bem. Ouvia seu coração mais do que qualquer outra coisa. Era sua intuição, seus sentimentos. Ela não gostava de apagar aquilo, mas sabia que era um jogo. E além disso, se Logan não achava que podiam ser um par? Provavelmente não eram um. Queria alguém que tivesse completa certeza sobre si, que lhe desse tudo, para que ela mesma pudesse se entregar. Reciprocidade e intensidade, não sabia amar pouco. “Eu não sei. Você escolheria uma pessoa que não te escolheria de volta? Sabe?” Ponderou por um segundo, mas logo percebeu que ele havia a escolhido e ela disse que em um cenário ideal não o escolheria. Acabou balançando as mãos na frente do corpo, pronta para tentar consertar “Não que seja ruim! E não que isso signifique que a pessoa não te ache legal ou… ou não que… sabe? Renly, olha só, eu adorei ter sido escolhida por você e…. Talvez faça sentido” e se fizer? Ela estaria pronta para largar tudo para tentar ele. Sorriu quando ele disse que não estava sendo boba, esperava que estivesse sendo sincero. E bom, talvez estivesse, porque a fala seguinte não era o que ela esperava. Alguém que parecia tão sensível! Mas estava ali pelo dinheiro. Não que o culpasse, queria muito ganhar o prêmio também. Mas sair com seu grande amor? Ela acabou rindo, levando a mão livre ai cabelo. “Eu quero a grana também. Mas é isso… sair daqui com uma alma gêmea” era no que acreditava fielmente. E logo estava dando risada “Loucura né? Pensar que essa pessoa tá aqui e não achamos logo. Tá demorando muito, quero namorar logo!” Era brincadeira mas… tinha um grande fundo de verdade. E com a fala seguinte de Renly, os pequenos olhos de Callindra chegaram a brilhar mais forte. Era aquilo. Era exatamente aquilo que estava procurando há tanto tempo. Amor e atenção incondicional, ela era capaz de dar e era tudo que mais queria receber. Os olhos se prenderam no rosto dele por alguns segundos, analisando-o com um sorriso discreto, pensativo. “Como você imagina seu relacionamento perfeito? Como você… pensa que é essa relação? E o dia a dia?” Ela respondeu quase de imediato, pois queria saber mais sobre, queria entende-lo. Poderiam ser um match? Isso significava que estava na hora da ruiva investir atenção nele. Sem se jogar rápido demais, de preferência. Mas não tinha como ter certeza, certo? Deu mais um, dois, três goles na cerveja, até que a viu vazia, finalmente. Se endireitou na cadeira para se inclinar um pouco, buscando os olhos dele. “O que quer fazer com o dinheiro do prêmio quando ganharmos?” Quando, e não se. Ela tinha plena certeza de que venceriam o jogo - mesmo que ela própria não fosse a melhor das jogadoras. Foi assentindo conforme ele contava a experiência em New York e se lamentou mentalmente pela única ter sido um funeral. Provavelmente haviam cemitérios mais bonitos pelo país. E definitivamente o motivo da visita não era o mais animador. “Que tal combinarmos de eu te levar para um tour então? Pela cidade toda? Logo que sairmos. O que você acha?” Arqueou uma das sobrancelhas, mantendo sorrisinho de lado. A reação de Renly fez seu coração sorrir - assim como seus lábios. Era assim que se sentia todas as vezes que pensava sobre a peça. Era o auge de sua vida, sem dúvidas. “Bom, é. É incrível e… eu ainda nem acredito que estou vivendo tudo isso, sabe?” Deu uma risada. Mal via a hora de tudo aquilo acontecendo. Os olhos seguiram por ele atento quando ouviu sobre o romantismo. Assentiu em sua direção pois sim, era uma pessoa romântica. “Meu último namoro foi a distância. E eu… bom, eu contratei uma pessoa para decorar toda a parte de fora da casa dele com flores e balões no aniversário dele. Fiquei enchendo ele de emails, encomendas pequenas, flores e… ele não tinha ideia, mas eu apareci lá a noite. Foi bem fofo, ele ficou feliz. E você? Qual seu maior gesto de romantismo hein? Eu gosto dos clichês também ”
Bom, naquele ponto, sua bebida já havia acabado e o clima já estava mais leve. Callie não pensou duas vezes. Se levantou da espreguiçadeira e levantou um pouquinho as mãos. “Eu quero essa palinha agora, vamos! Você tem que me ensinar. Prometo que vou me concentrar” ela disse dando uma risada, antes de colocar as mãos no joelho e dar uma reboladinha - meio atrapalhada mas até que conseguindo. “Bom, agora você convidou e não pode mais desconvidar. Eu topo. Eu topo, com certeza eu topo. Seria incrível ir para essa costa de novo e… bom, aproveitar tudo que você vai me mostrar” ela deu uma risada baixa, mordiscando o lábio inferior bem devagarzinho. Se ele fosse seu match? Toparia tudo. Se não, poderiam fazer a viagem como amigos certo? Calliandra percebeu a forma como ele a olhava, profundamente. Como se pudesse vê-la. Nos últimos tempos estava um pouco apagada, o fogo e o brilho dentro se si estavam fracos. Era muito estresse e cansaço mas talvez fosse. Talvez fosse ele quem a ajudaria a relaxar mais uma vez. Sentiu a caricia, sustentando o olhar dele. Ele era uma pessoa física como ela? Talvez. Comprimiu os lábios e observou o toque em sua pele. Levou a mão a dele e deslizou os dedos por entre as falanges, despreocupada. Ela assentiu, concordava plenamente. “Eu também. Tem dias que eu quero dormir o dia inteiro e ver minhas séries, ouvir minhas músicas. Mas tem dias que eu quero sair e… chegar só no dia seguinte, sabe?” Ela deu uma risadinha e mordiscou o canto do lábio inferior “Topa qualquer parada? Qual a coisa mais maluca que você já fez?” Perguntou curiosa, se inclinando “Já fez um ménage? Já foi para Las Vegas? Já pulou de paraquedas?”
Bem, se arrependimento pudesse lhe causar algum mal externo, renly certamente estaria em apuros, não que buscasse admitir em alto e bom som, mas ouvi-la dizer aquelas coisas certamente não foi a melhor parte de seu dia, porém não trouxe nenhuma chateação considerável, como poderia? Ele a encarou, uma das sobrancelhas erguidas enquanto um sorriso brando crescia em seus lábios. - Você não precisa fazer isso. - Gesticulou uma das mãos, indicando a correção apressada e desajeitada que a ruiva fez há pouco. - E eu imagino que faça isso com frequência. - Citou distraidamente, o cenho franzido como se estivesse entrando num devaneio interessante, mas logo retornou ao ponto que gostaria de tratar inicialmente. - Essa responsabilidade em se fazer entender sem que haja dano colateral é muito árdua, você não se cansa disso? Não que eu esteja te julgando, com certeza não estou, eu só gostaria que você relaxasse, precisa de mais uma cerveja ou tenho que te convencer que meu ego não é tão frágil assim? - Temendo que estivesse entrando noutro tópico sensível sem nenhum aviso prévio usou o humor para amenizar a situação, torcia para que ela não ficasse repentinamente esquiva ou algo do gênero, seria trabalhoso contornar isso caso acontecesse. Westwick sorriu e balançou a cabeça assertivamente, atento a resposta alheia. - Não costumam dizer que o amor é cego? Talvez seja por isso a nossa dificuldade. - Brincou, sabia que o significado usual não contemplava esse sentido, mas poderia, não é? Essa era a mágica das palavras ou seria da interpretação? Ele riu com a menção do namoro, projetando os lábios para frente de maneira pensativa, mas não acrescentou nenhum comentário. A pergunta que se sucedeu fez com que rotacionasse seus olhos, ainda pensativo, tanto quanto antes. - Bom, eu quero criar laços com alguém, laços que sejam fortes o suficiente para que a rotina, as desavenças, sejam apenas obstáculos, não um desfecho. - A grande questão era como fazer isso, mas ela havia questionado sua imaginação, não execução. - Quero ter um porto seguro e ser o porto seguro de alguém. Mas é tão difícil fazer essas conexões, o meu trabalho me proporciona um tipo de atenção perigosa, sabe? E eu costumo me deixar levar quando sinto que não tenho o suficiente, não que eu tenho traído alguém, não é isso, eu só... Sinto que não sou importante sem que a pessoa fique me garantindo constantemente, entendo que seja cansativo, mas... É o que eu preciso. - As palavras finais não foram mais do que um sussurro, não era a primeira vez que tinha um vislumbre de suas dificuldades amorosas, ele só não sabia exatamente como corrigi-las. Um inesperado riso saiu de seus lábios com a pergunta tão incisiva, Renly gostava daquele tipo de segurança. - Guardar, quem sabe investir em algum negócio promissor, quero parar de dançar muito em breve então preciso ter um pouco de dinheiro quando me aposentar de vez. E você? - Perguntou, curioso. Seu sorriso se estendeu com frase seguinte, não poderia conte-lo mesmo se quisesse. - Eu acho muito bom. Mal posso esperar para sairmos daqui. - Disse com doçura e sinceridade, andar por NY era um de seus maiores desejos, por mais bobo que fosse, realiza-lo seria muito gratificante e se eles fossem realmente um par, a experiência deveria ser ainda mais entusiasmante. - Eu imagino, deve ser uma sensação incrível. De tirar o fôlego, você ainda fica nervosa durante as apresentações? - Quis saber. Ouvir sobre os sonhos de alguém parecia acalentar sua alma. - Oh. - Exclamou baixinho, suas feições se retorcendo para evidenciar o seu parecer: - Isso foi muito, muito fofo. Tipo, demais. Eu acho que nunca pensaria em algo assim. - Disse por meio de um riso, olhando-a claramente impressionado, quiçá tocado com seu grande e amável gesto. - Bom, depois disso, eu acho que meu gesto foi tão... Simples. - Fez uma careta, relutante em contar o que havia feito por acreditar não ser tão bom quanto o que fora exposto. - Apenas uma serenata, chamei alguns amigos e o som até que ficou bom, os vizinhos dela também curtiram, ajudaram no coro e tal.
- Tudo bem! Me mostre o que sabe fazer e então posso te ajudar a partir disso. - Concordou, deixando a garrafa vazia em um canto seguro e se levantou da espreguiçadeira. Dançar costumava diverti-lo, então não seria nenhum esforço fazer aquilo, ainda mais com alguém tão disposta e atraente. Até então não havia flertado com Calliandra, mas após aquela colocação adjunto ao mordiscar de lábios, fosse um bom momento para investir nisso. - Então está combinado. Talvez você não queira mais sair de Las Vegas depois disso tudo. - Disse numa divertida advertência. Quando pensou em distanciar-se, ela correspondeu a carícia, então não existia motivos para recuar, testou o encaixe de suas mãos ao entrelaçar seus dedos nos dela vagarosamente. - Poderíamos hibernar e festejar juntos. Aposto que seria divertido. - Procurou os olhos dela a fim de manter um precioso contato visual. Mas com as perguntas, sua atenção se dispersou um pouco. - Hum, eu acho que a coisa mais maluca é a coisa mais estúpida que já fiz. Eu fui a uma festa, depois fui a outra, e quando dei por mim estava a quilômetros de Nevada, o problema foi voltar, porque havia perdido minha carteira e celular, mas foi divertido, conheci um pessoal que me deu carona e tal. Enfim, aprendi a não confiar em bebidas gratuitas pelo menos. - O pior aprendizado, mas de alguma forma, cômico. - Bom, tinha mais do que três pessoas. - Murmurou, revirando as memórias para encontrar um número exato, mas sem sucesso. - Já também. Eu tenho medo de altura, então paraquedas não é uma alternativa muito agradável, mas eu andei de avião, então já é um progresso. E você?
renlysw:
Se considerasse apenas as feições femininas, Renly poderia deixar-se levar por suas palavras, no entanto, vislumbrou a malícia que cintilou sobre as orbes escuras e a apreciou secretamente. Rostos angelicais, performances infernais, esse era seu lema. - Um anjinho caído? - Provocou baixinho, esboçando um sorrisinho astuto. Permanecia afetado com a ‘mágica’ do momento, cogitou beija-la como que para sela-lo, um desfecho bonito até, contudo, quando ela mencionou o avô se deteve. - Enquanto estivermos aqui, e se voltar a chover, podemos dançar quantas vezes quiser. - Ofereceu com doçura, imaginando que seria uma boa maneira de manter as lembranças vividas. Ele sorriu diante do agradecimento e assentiu com a cabeça, parecia correto inclinar-se para beija-la desta vez então o fez, mantendo os braços ao redor dela enquanto que iniciava um beijo lento, quase cuidadoso.
flashback
“Isso é algo que terá que descobrir sozinho.” Disse em um tom semelhante, incapaz de desviar o olhar do rapaz. A leveza do momento foi capaz de acalentar o coração angustiado pela saudade e, uma vez mais, Angeline viu-se tentada a agradecê-lo. E Renly sequer sabia o quanto aquilo havia significado para si. “Você não deveria fazer esse tipo de promessa, eu posso acabar exigindo que a cumpra.” O gracejo acompanhou um sorriso que denunciava o deslumbre ante sua gentileza. E chegava a ser engraçado pensar como um gesto tão simples, oriundo de alguém que sequer conhecia bem, poderia ter significado tanto. A morena mordiscou o lábio ao notar a aproximação alheia, soltando-o no instante em que suas bocas se encontraram com doçura. E ela, que havia partilhado alguns beijos calorosos na casa, viu-se afetada pelo cuidado impresso no toque — um que parecia deveras apropriado para o momento.
- Algo me diz que descobrirei outras coisas também. - A testa de Renly se franziu rapidamente enquanto que um sorriso quase travesso moldara seus lábios. Gostava da ideia de conhecer alguém; as coisas mais íntimas, mais vulneráveis, isso aproximava as pessoas ou as afastavam de vez. - Estou disposto a cumpri-la. Quem sabe da próxima vez não seja eu te arrastando para dançarmos na chuva? - Ele provavelmente o faria, não pediria licença, tão pouco se preocuparia em questionar se ela gostaria ou não. Renly era impulsivo, quase inconveniente se pensasse bem. Angeline certamente não sabia onde estava se metendo. Apesar da vontade de dar continuidade a carícia, Renly decidiu finda-la com a mesma delicadeza que a iniciara, roçando os lábios sobre os dela quando parou de beija-la. Não afastou o rosto do dela, mas começou a movimentar-se lentamente, conduzindo-a numa dança vagarosa.

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Estava com uma ressaca terrível, mas também, como não estaria depois de beber metade de uma garrafa de tequila. — Aghr!! - Ela grunhiu ao pegar o liquidificador do armário e colocar na bancada, pegou os ingredientes e colocou ao lado, começou a descascar a banana e colocar no liquidificador, adicionou leite e outros ingredientes e então ligou o liquidificador e esperou, massageando a têmpora com o polegar e indicador. O barulho, a dor de cabeça os os olhos fechados deveriam ser motivos o suficiente para não ter notado a aproxima-se @renlysw. Não que ela estivesse fugindo dele, mas depois da noite anterior, ele não era a primeira pessoa que ela estivera procurando naquela manhã e não era preciso ser um gênio para notar a surpresa ao ser levemente beliscada por ele. — Puta que pariu! - Ela xingou no idioma de sua mãe, ao pular perante o susto. Desligou o liquidificador e olhou para ele, sentindo as bochechas queimarem. — Que susto, não faz mais isso. - Ela o repreendeu como se ele fosse um garotinho se 5 anos e não como se tivesse a mesma idade que ela. Ela mordeu o interior da bochecha e e então se virou para colocar a vitamina de banana no copo. — Quer um pouco? É ótima pra ressaca. - Ela disse ainda de costas pra ele, se olhasse mais um segundo pra ele, pros lábios dele…Suas bochechas queimaram novamente. Deus do céu. Ela riu.
Renly era uma criatura noturna, preferia passar boa parte da manhã, quase tarde, na cama. Talvez por causa de sua rotina de trabalho ou simplesmente por sentir-se melhor dessa maneira. Levantou preguiçosamente, praticamente arrastando seus pés enquanto coçava os olhos na esperança de afastar o sono que permanecia sobre eles, além de sua cabeça estar um tanto quanto pesada pelo álcool ingerido na noite passada. Comer alguma coisa poderia ajuda-lo com a ressaca então seguiu até a cozinha, assim que notou Marion distraída, não resistiu ao ato de mexer com a latina, tocando-a no quadril. O cenho franzido em surpresa veio antes de seu riso, não esperava assusta-la. - Credo, parece que viu um fantasma. - Disse, sorrindo lateralmente. Imaginando que estivesse constrangida pelo o que ocorrera entre eles. Oh, merda. Ele não perderia a oportunidade de zombar disso. Um sorriso travesso tomou seus lábios por inteiro. - Achei que ficaria feliz em me ver depois da nossa quase calorosa lua de mel. - Enfatizou o quase, afinal, eles só haviam se beijado. - E que me daria um beijinho de bom dia, mas aceito a vitamina, minha cabeça está dolorida. Não quanto o meu coração, é claro. - Se esforçou para que seu tom saísse melodramático, projetando os lábios num bico que logo fora desmanchado para que ele risse livremente de sua 'cena'.
renlysw:
Renly sabia que não era necessário explicar que como havia chegado há pouco estava mais do que suscetível a seguir com as estratégias, não que isso fosse persistir, afinal um dos rapazes não havia seguido com o plano, lhe causando a sensação de que nem todos estavam falando a mesma língua. – Acha? – Renly fez um beicinho e riu. – Se você pudesse escolher alguém para ter ido a cerimônia, quem você escolheria? Desconsiderando o que o pessoal conversou, quem você escolheria de coração? – Perguntou, levando a garrafa até os lábios para tirar alguns goles da cerveja. Existiam alguns casais formados na casa, embora nenhum deles tivessem a certeza de quem eram um match, o que complicava o jogo, porém era completamente compreensível ao considerar que todos ali eram humanos involuntariamente sentimentais. Renly queria o dinheiro, no entanto, sair com um grande amor dali não deveria ser pavoroso, a questão é que se ele tivesse que escolher, escolheria o dinheiro. Ele sorriu diante da resposta, considerando que ela era gentil demais para não o contradizer. – Nova York! – Exclamou, empolgado. Era a cidade das oportunidades ou dos sonhos? Ou estaria se confundindo, ah, pouco importa. – Caramba, que legal! Você é atriz de teatro ou…? – Franziu o cenho, mudando de posição para sentar-se na espreguiçadeira e ficar de frente a ruiva, repousando a garrafa sobre uma de suas coxas. Com as informações seguinte, Renly acabou achando um pouco engraçado o modo de falar e assentiu conforme a escutava. – Isso me pareceu bem romântico. – Admitiu, quase envergonhado por estar ali unicamente pelo dinheiro. – Ah, eu sou de Las Vegas, Nevada. Trabalho como stripper numa das boates mais conhecidas de lá. Mas pretendo me aposentar em breve, não quero ser um quarentão dançarino, acho que não ganharia tanto assim. – Alegou jocosamente, rindo de sua própria colocação. – Não pretendia ser stripper, mas não consegui nada no meio artístico, e as contas precisam ser pagas, né… Então acabei me esforçando e consegui alguma coisa. – Explicou, vez ou outra bebericando sua cerveja. – Oh, meu filme favorito é the rocky horror picture. – Disse um pouco mais baixo como se contasse um segredo a Callie. – E o seu?
Viu o biquinho que ele fez e deu uma risadinha, se inclinando um pouco. “Faz muito sentido, Renly” ela se corrigiu, dando um sorriso mais largo. Ouviu a pergunta e aquilo lhe incomodou. Acabou encolhendo um pouco os ombros, se lembrando de todas as relações que vinha construindo dentro da casa. “Eu escolheria o Logan.” ela deu de ombros “Mas ele não me escolheu certo? E faz sentido. Eu acho que ele não é meu match e…” ela sorriu, um pouco forçada, já que não sentia tanta graça nisso “Bom, eu quero muito encontrar o meu par ideal, sabe? Eu estou soando muito boba?” ela acabou dando mais uma risada, voltando a encostar a cabeça na cadeira e mordendo o cantinho da boca. Aquela era a verdade, afinal. Se Logan não achava que eles eram um par, ela tinha de começar a procurar o seu, porque tinha certeza de que quem quer que fosse, era a pessoa perfeita para a sua vida. E ela precisava encontra-lo logo. “Você acha que faria sentido a gente ser? A princípio, e tudo mais?” era uma pergunta de primeiras impressões, é claro. Mas gostava da ideia de ter agradado logo de cara, ela adorava ouvir elogios, afinal. Era praticamente alimentada por eles. Ela deu um longo gole na bebida e assentiu, animada com a reação alheia. “Você já foi? Gosta de lá?” perguntou com as sobrancelhas arqueadas. Aquilo era bom sinal. “Sou! Quer dizer, eu já participei de duas séries, pequenas. Mas eu estou estreando na Broadway… bom, logo mais. Tá convidado pra vir assistir a peça” ela riu, puxando as pernas para a frente do corpo. O macaquinho brilhante permitia que ela sentasse como bem entendia. “É, eu acho que sou meio romântica” será que aquilo era um problema? Não tinha certeza do tom dele, mas esperava que não. Foi assentindo conforme ele foi contando, com um sorriso largo, assentindo animada “Nossa, a sua vida deve ser… nossa. Meu deus, você é stripper, você precisa me ensinar!! Você sabe rebolar? Tipo super bem? Renly, meu deus, eu preciso pagar um jantar antes de pedir pra ver?” ela começou a rir, ficando automaticamente mais animada. A cerimônia a deixara um tanto quanto cabisbaixa, mas agora o sorriso já era completamente sincero. “Eu fui a Las Vegas uma vez só. Mas fiquei apaixonada. Os cassinos… nossa. É tudo lindo. As luzes… são impressionantes. Aposto que suas apresentações devem ser de outro mundo, também” ela tinha uma expressão curiosa “Você queria seguir que área artística? Porque eu… bom, eu tenho uns contatos. Não sei, talvez pudesse ajudar em algo” sugeriu, voltando a se inclinar um pouco na direção dele. Sorriu com a resposta era apaixonada por aquele filme. “Les Misérables. Sou completamente apaixonada pelo musical. E pelo filme. E pelo livro. E tudo sobre, sério. Ok, próxima pergunta importante” ela arqueou uma das sobrancelhas “Sexta feira a noite, o que você vai fazer? Quais os planos perfeitos, a janta perfeita, o rolê perfeito?”
Soprou um pequeno riso diante da correção, tomando o gesto apenas como uma gentileza, uma na qual o deixara confortável para que continuasse conversando com Calliandra. E aparentemente, a sensação não fora recíproca com o assunto seguinte, Renly não pretendia deixa-la desconfortável com sua pergunta, embora acreditasse genuinamente que era uma questão importante de ser verbalizada, talvez o assunto fosse realmente delicado e principalmente recente. Um sorriso, inicialmente sem graça adornou os lábios do moreno. - Teve um cara que seguiu o coração, por que você não poderia? - Retorquiu com um pouquinho de humor, arqueando uma das sobrancelhas como se quisesse convence-la de seu ponto e ao mesmo tempo quebrar aquela repentina tensão. - E dizem que só há um meio de ter certeza, pela cabine, mas me parece que essa história é mais complicada do que me parece. Então... Não me leve em consideração. - Emendou, gesticulando as mãos e balançando-as levemente para insinuar que não queria envolver-se naquilo enquanto um riso sutil lhe escapava. Assuntos do coração eram muito complexos e pessoais, logo não deveria dar nenhum pitaco. - Não, não está. - Eles tinham objetivos diferentes, mas Renly não enxergaria o dela como inferior ao seu, na verdade parecia um tanto quanto mais nobre. - Eu quero a grana, mas sair com uma alma gêmea, me parece muito bom também. - Respondeu com honestidade e diversão, encolhendo os ombros no processo. Ela o acharia superficial demais por causa da resposta? Bem, pelo menos fora sincero, isso deveria valer de algo. - Se você estiver disposta a me encher de atenção e amor incondicional, sim. E se esperar tudo isso de volta, sim também. - Acenou com a cabeça, rindo de sua colocação, mas sendo sincero novamente. Levou a garrafa aos lábios, mais alguns goles e precisaria de mais uma cerveja para continuar molhando o bico. - Uma vez. Eu queria muito ir à Broadway, mas infelizmente tive que comparecer a um funeral. E depois tive que retornar para Las Vegas. Foi um bate e volta, sabe? - Seria péssimo deixar o funeral de seu amigo para assistir algo na Broadway, mas Renly considerou vagamente essa ideia. Bem, poderia ir noutro momento mais oportuno - se consolou com essa possibilidade e desde então nunca surgiu outra oportunidade. - O quê? - Ele quase se engasgou com a informação seguinte, sentiu os olhos lacrimejando em reação a seu repentino sobressalto e riu exasperadamente. - Caramba, isso é incrível! - Exclamou, genuinamente entusiasmado. - C-claro, eu estarei lá. - Assentiu energeticamente, contendo o impulso de enche-la de perguntas a respeito de sua vida de atriz. Bebeu mais um gole de sua cerveja esperando que aquilo o acalmasse. - Todos nós precisamos de um pouco de romantismo. Você já fez alguma coisa romântica? Ou não gosta de grandes demonstrações por achar isso clichê? - Presumiu que como atriz ela estivesse acostumada a enredos melosos e previsíveis ou algo do tipo. Ele riu quando a ouviu e franziu o cenho rapidamente fingindo pensar sobre as questões trazidas. - É uma loucura. - Admitiu, risonho. - Eu ensino, não é tão difícil, quer dizer, imagino que tenha algum jogo de cintura o que já facilita todo o resto. Um jantar seria ótimo, mas eu posso te dar uma palinha. - Brincou, contente pelo clima estar mais descontraído. Ele assentiu conforme a escutava e foi sua vez de convida-la: - Nesse caso, você deveria ir outra vez a Las Vegas e de preferência comigo. Vou te levar onde trabalho e aposto que irá adorar. - A promessa fazia sentido, visto que a maioria do público apreciava o espetáculo. - Mas se quiser algo privado, me dê um toque. - Ofereceu uma piscadela exagerada na direção dela e terminou com a sua bebida, sacudindo-a para confirmar que estava vazia, teria feito um comentário a respeito se a fala da ruiva não o surpreendesse. Seus olhos arregalaram-se levemente enquanto um sorriso afetado surgiu em seus lábios. - Oh, isso é muito legal da sua parte. Mas é algo que já deixei para trás. De qualquer forma, agradeço por isso. De verdade. - Se esticou para alcançar o antebraço mais próximo dela
e fez uma carícia lenta e passageira ali. - Eu gosto muito de musicais. Será que temos mais em comum? - Divagou, observando-a como se pudesse enxergar além do que era mostrado. Dê tempo ao tempo, Renly. Precisou dizer a si mesmo, não colocaria suas expectativas sobre aquela possibilidade quando mal a conhecia. A impulsividade não cabia naquele jogo, não quando o dinheiro era o mais importante. - Hm. - Murmurou, suas feições se retorcendo numa expressão pensativa. - Isso pode variar, às vezes tudo que quero é ficar em casa cozinhando, vendo um filme ou série enquanto como. Em outras quero me jogar no mundo, encontrar alguma coisa nova para fazer, viver como se fosse meu último dia. Normalmente, eu topo qualquer parada em prol do meu divertimento. E você?