esse texto Ă© pra vocĂȘ que escolheu entrar na minha vida, mas escolheu sair dela tambĂ©m. e eu amei o dia que eu te conheci com a mesma intensidade que detestei o dia do fim. eu nunca fui fĂŁ de despedidas, muito menos de âadeusâ, mas tem gente que aceita melhor, supera mais rĂĄpido, segue logo em frente. eu nĂŁo. partidas sempre me partiram demais. e eu demoro pra juntar os pedaços. mas aĂ, com o tempo eu aprendi a nĂŁo ter medo de me sentir destruĂda, porque toda reforma, toda reconstrução, passa primeiro pela fase de destruição. aprendi a me deixar sentir destruĂda antes de sentir o âadeusâ. pode nĂŁo ser o jeito certo, mas funciona pra mim. dizer adeusâ dĂłi pra cacete. eu nĂŁo espero e nem quero que vocĂȘ entenda. sinceramente, espero que nunca precise entender o quanto dĂłi porque eu sĂł te quis bem. sĂł te quero bem. Ă©, eu quero. eu sei bem as coisas que eu quero e o seu bem Ă© uma delas, apesar de todo o mal que nos causamos. eu nunca soube lidar com finais. eu nĂŁo sei, sejam eles de filmes, de sĂ©ries, de livros. fiquei em pequenos pedaços, aos prantos, e nos cantos, menos da metade de mim. ainda dĂłi, sabe?! em cada pedacinho que eu junto, eu lembro do porquĂȘ de ter quebrado. que dor. enfim, tĂŽ me despedindo de vocĂȘ, aos pouquinhos, do jeito que posso, da forma que consigo, no meu tempo. e eu sei que vou ser inteira de novo. jĂĄ passei por grandes reformas antes. e cada uma delas me ensinaram que (sempre) fica algo antigo pra lembrar a gente do novo. e quanto a vocĂȘ? eu vou cuidar pra que fique o melhor. porque eu sou assim, quanto mais me partem, mais amor espalho.