Preencha o juramento antes de continuar: em nome da Excalibur, LONG NAIYU em seus VINTE E OITO anos, jura seguir o legado de MUSHU durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO III.I. Com a bondade tocada em seu coração, recebe JUSTIÇA e não se permite ser corrompida por REBELDIA. Por último, é deixado um corte na mão de NINI como prova de seu comprometimento com a luz.
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PERSONALIDADE: cada um tem de naiyu o que merece, foi assim que ela aprendeu e sobreviveu, ela pode ser fofa e carinhosa ou raivosa e esquentadinha, mas há algumas coisas que nunca mudam: sua determinação, senso de justiça, ranço de alguns mocinhos e aversão a certas regras; ela pode ser fácil ou difícil de lidar, depende da pessoa com quem está lidando. para alguns ela vai sorrir, brincar e flertar, para outros ela será séria e sarcástica.
após alguns traumas em relacionamentos passados, naiyu prefere manter distância de romance, tenta se esquivar de qualquer encontro que possa resultar em algo mais profundo. mais do que isso, se esquiva da maioria dos homens, preferindo focar em flertes e casualidades com mulheres, são mais interessantes e mais empáticas em sua maioria. mesmo que seja do tipo que pega e não se apega, acabou adquirindo um bloqueio com os rapazes com o passar do tempo.
RESUMO: por ser a mais velha ela praticamente criou os irmãos, afinal mushu nunca soube lidar com crianças e não era do tipo que parava em casa. de tanto ser levada para o castigo desde criança, se acostumou com o lugar e sente que lá é mais o seu lar do que arthurian. acredita que é sua responsabilidade proteger e ajudar os irmãos, portanto, jamais mexa com um long se não quiser uma naiyu esquentada partindo pra cima de você. possui uma raiva crescente desde pequena, algo que foi trabalhado e canalizado para os treinos no dojo da mulan, aulas de dança e pintura.
a falta de recursos financeiros dos long é conhecida e por mais que não fosse ambiciosa, naiyu gostava de conforto, assim como se preocupava com os irmãos, então ela precisou encontrar formas de ganhar dinheiro para ajudar a sustentá-los (não podiam viver pra sempre na aba da mulan) e foi assim que aos 18 anos ela entrou para o mundo das apostas no castigo, fosse dos rachas ou das lutas clandestinas, ela sempre estava lá para organizar uma aposta e conseguir uma graninha. passou até mesmo a servir de olheira e encontrar novos lutadores, ganhando uma porcentagem sempre que seus lutadores ganhavam uma luta.
hoje ela é treinadora no blossom e honror durante a semana, nos finais de semana dá aulas de dança e pole dance no castigo sob a fachada de draki, uma mulher mascarada de cabelo vermelho (peruca).
HABILIDADE MÁGICA: super aquecimento, ela é capaz de aquecer qualquer coisa que esteja num raio de 2 metros de distância até chegar a combustão, como consequência da habilidade seu corpo está sempre numa temperatura mais elevada o que a faz sentir muito calor. apesar de conseguir aquecer até algo pegar fogo, ela não possui habilidade para controlar ou apagar o fogo depois.
OCUPAÇÃO: treinadora no Dojo Blossom e Honror e professora de dança e pole dance no castigo
about completo
há sempre um peso quando se é o primogênito, no caso de naiyu não havia tanto, somente a responsabilidade de cuidar dos irmãos, já que mushu não era tão presente assim e quando estava em casa era na base do grito. ela não sente que precisa ser um exemplo para os mais novos, mas acredita que é sua responsabilidade protegê-los e ajudá-los quando precisam, também incentiva a individualidade de cada um.
cresceu ouvindo tudo que o pai tinha a dizer, seria mentira negar que isso não ajudou a moldar quem a mais velha é atualmente, sendo levada para o castigo desde nova e se acostumando com o lugar, sentindo que lá era mais o seu lar do que storydom, assim como seu pai. no entanto, sua boa relação com o genitor acaba aí, a adolescência veio e com ela sua rebeldia crescente, não suportava os gritos do pai e achava um absurdo a ausência dele na criação dos filhos, ele não a obrigou pegar para si a responsabilidade, mas naiyu não aguentou ficar quieta só assistindo a negligência parental e foi quando as brigas começaram. claro que isso gerou um rompimento na relação pai e filha.
por mais que quisesse e até pudesse sair de casa antes mesmo de entrar para a academia, não o fez em consideração aos irmãos, eles eram e continuam sendo tudo para ela. nunca, jamais mexa com um long se não quiser uma naiyu esquentada partindo pra cima de você.
talvez a raiva crescente tivesse raiz no abandono parental que sentia (tanto do pai quanto da mãe), naiyu foi demonstrando ser indomável conforme foi crescendo e mushu precisava fazê-la direcionar essa raiava para algum lugar. aos 10 anos foi matriculada no dojo da mulan, a disciplina e canalização da raiva ajudou, mas não era o suficiente, ela precisava se expressar de outra forma, então aos 12 um curso de artes lhe mostrou o caminho para expressar suas emoções sem machucar alguém, acabou se apaixonando pela pintura. quando tinha 14 anos se encantou pela forma como as moças do bordel soul dançavam, era simplesmente fascinante a forma como se moviam e a arte de encantar alguém através da dança se tornou um objetivo. aos 18 anos começou um curso de pole dance e aos 26 se tornou professora de dança e pole dance no castigo, os arthurianos eram conservadores demais para o tipo de dança que ela gostava de dançar e ensinar. até mesmo uma parceria com o bordel soul foi criada.
não pense que a long parou por aí, ah não... a falta de recursos financeiros dos long era conhecida e por mais que não fosse ambiciosa, naiyu gostava de conforto, assim como se preocupava com os irmãos, então ela precisava encontrar formas de ganhar dinheiro para ajudar a sustentá-los (não podiam viver pra sempre na aba da mulan) e foi assim que aos 18 anos ela entrou para o mundo das apostas no castigo, fosse dos rachas ou das lutas clandestinas, ela sempre estava lá para organizar uma aposta e conseguir uma graninha. passou até mesmo a servir de olheira e encontrar novos lutadores, ganhando uma porcentagem sempre que seus lutadores ganhavam uma luta.
talvez a personalidade caótica seja mesmo genética, já que a long é famosa por ser desbocada e debochada, acha a maioria dos mocinhos um bando de hipócritas e revira os olhos para suas futilidades. claro, é muito fácil pensar isso quando ela não mora no castigo e ai de quem descobrir o quão afeiçoada ela é ao lugar e aos vilões. e não, isso não quer dizer que ela queira ser uma vilã, mas não vê tanta distinção entre os vilões e ao que tem sido feito com eles atualmente pelos mocinhos.
entrar para o time do pai nunca foi uma opção, mesmo que ele tenha insistido várias vezes, torce para que mushu não descubra, mas ela torce o rotten to the core e teria adorado entrar para o time deles. apesar de nunca terem ganhado, considera o time muito melhor que o do pai. mesmo que a relação deles não seja das melhores, ela ainda respeita o pai o suficiente para não querê-lo irado ou decepcionado consigo em relação ao magibol.
no fundo ela torce para que um dia os vilões se rebelem, acharia até mesmo justo, não que ela dê total razão a eles, mas storydom e castigo não coexistem de forma justa e equilibrada, ela não é cega (ou talvez seja). talvez os vilões acabem provando que ela tá errada e que eles não merecem uma segunda chance, vai saber?
como assim perder os poderes se não quiser seguir para um cargo da elite mágica? considera isso um absurdo, não que vá sair dizendo isso por aí, apesar de adorar falar o que pensa e debochar da cara dos mocinhos certinhos hipócritas (que não tem honra nem pra vaca deles), ela não é idiota de revelar o quanto é contra as leis e regras de Merlin. com suas habilidades de luta e senso de justiça, acredita que daria uma boa defensora, trilhar esse caminho também a permite continuar com seus poderes, então foi isso que escolheu, mudar o sistema de dentro para fora também parece uma boa ideia, ainda que duvide que irá conseguir.
adotou mulan como madrinha quando ainda era adolescente e começou a treinar no dojo dela, tomando cada vez mais gosto pelas artes marciais, principalmente a luta com espada. a paixão pelo esporte cresceu e suas habilidades se desenvolveram tanto que hoje ela é treinadora no blossom e honror durante a semana, nos finais de semana dá aulas de dança e pole dance no castigo sob a fachada de draki, uma mulher mascarada de cabelo vermelho (peruca).
adora a habilidade mágica que possui, mesmo não sendo capaz de produzir fogo, acha muito divertido e útil aquecer a água durante o banho, ou até mesmo aquecer a cama de seus irmãos durante o inverno. a long nunca foi uma aluna super aplicada e com as melhores notas, mas sempre se esforçou, durante o módulo II acabou repetindo duas vezes o primeiro ano e uma vez o terceiro ano devido a dificuldade, algo que a enfureceu bastante na época, principalmente devido a ideia de ter que passar por tudo aquilo e no fim perder os poderes dependendo da sua escolha.
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Ciente da tradição entre Qian e Rui, a Long apenas foi até o dormitório de @flcwerbud e deixou seu presente lá, um vaso com algumas das flores cantantes que a mais nova tinha gostado tanto.
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melhores amigos: não é nenhuma surpresa que muses sejam melhores amigues de naiyu mesmo elus sendo do castigo. (0/2)
aprendiz de alguma coisa: muse viu naiyu praticando yoga, kung fu, luta ou dança com espadas e se interessou, agora elu é aprendiz da Long. @a-porter (1/3)
não vou com a sua cara: a long é discreta em demonstrar seu desprezo por alguns legados de mocinhos, mas quando se trata de muses ela precisa respirar fundo duas vezes e contar até mil. elus não se gostam e muitas vezes ela os considera um verdadeiro pé no saco. elus se toleram e mantém um bom comportamento quando estão em público, mas há uma troca de farpas vez ou outra. opa, parece que uma amizade improvável irá nascer em breve. imagina que louco eles acabarem conhecendo o lado vulnerável um do outro e isso mudar tudo? (adoraria desenvolver isso e podemos adaptar, não sou boa em treta, então seria mais numa vibe de implicância) - preferência por arthurianos. @a-porter (1/3)
alma gêmea: naiyu e muse não são melhores amigues, acontece que muse viu a long em uma situação muito vulnerável e a acolheu, desde então ambos procuram um ao outre quando precisam de um colo e acolhimento. (0/1)
Não era amor, era cilada (ela é bi então não tem gênero as cnn)
era namoro? muse e naiyu nunca tiveram certeza do que era a relação delus e com o tempo acabaram se afastando. atualmente elus se estranham um pouco e sempre rola uma recaída, para os amigos da long isso é tensão sexual e fogo no cx.
coração com buraquinhos: @fcntcsticguy é o principal responsável pelos traumas de relacionamentos de naiyu, namoraram por um tempo e terminaram em péssimos termos (à combinar), a relação deles hoje é pura troca de farpas, tem muito ressentimento e talvez um pouco de tensão sexual.
primeira tentativa: naiyu e muse foram o primeiro namoro um do outro, relacionamento não deu muito certo por causa da família (dele ou dela). o bom que elus eram muito jovens na época e hoje não há mais ressentimentos entre elus, e hoje são amigos.
é namoro ou amizade? muse e naiyu são só amigos, o problema é que ás vezes rola um clima, mas nenhum delus parece querer ultrapassar a linha da amizade, então acabam flertando ás vezes, completamente entretidos (ou não) no famoso chove e não molha.
fuga do dragão: naiyu e @kiercnhook ficaram uma única vez, mas foi o beijo mais incrível que ela experimentou na vida, foi tão intenso e mexeu tanto com ela que agora a long simplesmente evita kieran. o problema é que o hook não entende que ela o esta evitando e é sempre um verdadeiro teste de resistência para ela não beijá-lo de novo. ps: tinha que ser um hook, socorro.
Já visivelmente mais alegre por conta das bebidas, a animação de Qianyue pareceu pular até o teto ao avistar a melhor amiga. “NAIYU!” Gritou, sem se importar em chamar a atenção ao redor ou receber uns olhares tortos de quem estava por perto. Com a prima já à sua frente, lhe deu um abraço apertado e demorado, típico da Li que adorava demonstrar afeto. “Olha quem fala, né? Você está perfeita! Até fiquei sem ar.” Não poupava elogios à Long, o sorriso genuíno estampando seu rosto conforme o tom brincalhão se fazia presente na voz. “Tudo bem, tudo bem, eu vou deixar passar a traição porque né, crueldade separar o casal.” Brincou, referindo-se ao irmão gêmeo e a garota; não perderia a oportunidade perfeita de zoá-lá durante aquela noite.
o sorriso da long se alargou com animação da melhor amiga e por um instante invejou sua visível alegria por conta de bebidas, um prazer que não mais fazia parte de sua realidade, não com a temperatura do corpo tão elevada devido a habilidade mágica. “QIQI” fez questão de gritar também após ver os olhares tortos, a satisfação de incomodar gente hipócrita brilhava em seus olhos. a apertou nos braços durante o abraço, como precisava daquilo. claro que riu da fala alheia, em meio aos risos jogou o cabelo para trás. “claro que estou, precisava estar à altura do meu par” comentou com uma falsa vaidade. a careta ao ouvir a palavra casal foi inevitável. “que merlin me ajude a não fazer os li me odiarem por quebrar o coração congelado do lei” dramatizou em referência a ser péssima em relacionamentos antes de enlaçar o braço no dela. “ tenho fofocas para te contar e uma foto pra te mostrar, podemos dar uma volta?”
˙ ˖ ※ Por mais que mantivesse uma boa relação com a prima, nunca imaginou que o convite para o evento seria pensado por ambas as partes de maneira mútua como havia sido. Acima de tudo, era um alivio, já que o Li não teria que se esforçar para causar uma boa impressão e companhia com alguém que não fosse próximo a si, bem como havia sido a oportunidade perfeita para se livrar de qualquer convite indesejado. Após se arrumar devidamente para o evento, ficou aguardando a chegada da outra no local, recusando qualquer oportunidade ou desvio que lhe tirasse dali e o impedisse de recepcioná-la quando chegasse. A mão balançava o leque levemente em frente ao rosto, lhe proporcionando algumas correntes de ar enquanto escarava os presentes, julgando mentalmente suas roupas e atitudes enquanto aguardava seu par. O som de saltos em sua direção foi mais do que claro para alguém que havia treinado sua vida toda para ficar em alerta, mas permitiu que ele se aproximasse, imaginando quem seria a dona dele. Ao ouvir a voz feminina falando consigo, um sorriso de canto escapou dos lábios de Lei, que logo fechou o leque para os tocar algumas vezes ao se fingir pensativo. “Por Merlin! Rainha Guinivere, é uma honra estar na sua presença. Espero que sua majestade, o rei não se incomode de você ter abdicado do tempo com ele para ficar comigo.” Falou ironicamente, logo deixando um riso escapar e se virando para finalmente ter a visão do seu par naquela noite. “Céus… Parece que eu me enganei.” O sorriso voltou ao rosto, conforme a mão livre pegava a mão da outra e a beijava conforme fazia uma reverencia. “Nunca tive a oportunidade de encontrar alguém tão bela assim. Os ancestrais devem estar sorrindo para mim esta noite.”
“o rei está ficando velho, estava pensando se alguém um pouco mais novo não seria mais… interessante” gracejou com voz forçadamente sedutora só para implicar com o primo, o riso escapando após ele se virar. foi impossível não sorrir quando ele sorriu ao vê-la, gostava de ainda conseguir fazê-lo sorrir daquela maneira. a face baixou ligeiramente, sentindo-se corar um pouco, o riso nervoso e divertido se fazendo presente, só o li tinha essa capacidade. tomou a liberdade de prender a mão dele na sua e dar uma leve puxadinha, pegando um pequeno impulso para se inclinar sobre ele de modo que as faces ficassem próximas. “céus, para de falar essas coisas ou vou me apaixonar por você de novo” suplicou com os olhos reluzindo em diversão. se afastou e fez sua própria reverência para ele. “é um privilégio ter alguém tão belo e honrado como par, obrigada por estar comigo essa noite” a gratidão e admiração estavam presentes não só na fala como no erguer do olhar também. pela primeira vez em três anos naiyu voltou a ter um par em um baile, havia sido uma surpresa e um alívio que ambos tenham pensado um no outro. “talvez os ancestrais façam parte do grande plano de shang e mushu de nos unir”
Somente sua família, os Li e os Long, sabiam daquele apelido, então não se importava de ser chamada de “florzinha” pela prima. Andou até ela tendo cuidado com seus passos para não machucar nenhuma das flores, e chegou a acenar para elas, que acenaram de volta. — Você sabe que as músicas que eu gosto são sua grande maioria do Castigo. Acha que é uma boa ideia? — falou segurando na mão da prima. As flores murmuraram entre si, mas só assentiram. Então pensou em uma alternativa que a deixava mais segura. Abaixou-se na altura das flores e murmurou Good Enough inteira, se surpreendendo com como as flores aprenderam a música rapidamente e começaram a murmurá-la fazendo harmonias entre si. — Obrigada florzinhas — falou um pouco emocionada com o que estava presenciando, mas também tinha que falar essas palavras para a prima. — Também preciso de agradecer, Naiyu jiějiě. Eu não acredito que realmente precisei ser sequestrada para ir até o Castigo.
a forma delicada e fofa como ruihao se movia sempre impressionavam naiyu, era algo que admirava demais na prima, principalmente quando a li usava aquela delicadeza num misto de agressividade certeira em sua luta. uma verdadeira filha da mulan. “a música que acabei de cantar agora também não era arthuriana” murmurou como se compartilhassem de um segredo, tomando a iniciativa de tranquilizá-la e mostrar que estava tudo bem, aproveitando o momento para apertar suavemente a mão que segurava.. observou a outra em expectativa assim como as flores, aguardando pacientemente qual seria a decisão da li. sem se conter bateu palminhas animada. “viu? eu disse que elas aprendiam rápido”. a fala seguinte arrancou uma boa risada da mais velha. “foi um prazer, só quis te mostrar que lá não é tão terrível e assustador quanto querem nos fazer acreditar” piscou para ela, torcia para que a prima não contasse para os pais ou para lei, mas caso acontecesse… a long assumiria a responsabilidade, não acha que seria tão problemático assim. “você está linda, sabia? da próxima vez vou te chamar pra me ajudar a escolher o vestido”
Depois dos tantos copos de bebida alcoólica ingeridos, a carranca mostrando o quão contrariado ele estava justamente por aquele motivo já nem dava sinais. “Nem me fale disso.” Não queria reviver o momento mas também não estragaria a animação dela então esboçou um sorriso de canto. “Eu tinha planejado tudo, desde que descobrimos que haveria o baile… Eu demorei demais, quando fui perguntar ela disse que vinha com a ex. Acredita?” Soltou uma risada sem humor junto com a fala levemente arrastada, suspirando fundo ouvindo considerando o que ela disse. “Ela está perfeita! Eu acho que ela aceita dançar e… Não vou me importar por não ser o par dela, vou pedir ela em casamento, acha que ela aceita? Conhece alguém aqui que faça a cerimônia?”
“com a ex?!!” a surpresa não era por marlo ter escolhido ir com a ex, era mais por achar um absurdo bowen não ter conseguido o que queria. na verdade, a long só estava tentando dar algum apoio moral para o irmão, tornando exagerada sua reação. ia falar para ele não demorar tanto da próxima vez e chamar ela pra sair logo, só que a fala seguinte do mais novo a fez o olhar um pouco chocada, para logo depois cair na risada. “por merlin! não acha que isso tá indo rápido demais não, boobo?” ser babá dos irmãos naquela noite não estava em seus planos, já tinha feito aquilo a vida toda, ela merecia uma noite de folga. “ela está linda demais sim e também acho que ela aceitaria uma dança com você” começou sua tentativa de fazê-lo mudar de ideia, tinha certeza que era a bebida falando ali. “não acha que precisa começar a conquistá-la primeiro e se ela disser não?”
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por algum motivo estranho ela não queria se afastar de lei com o findar da valsa, no entanto, a sensação de poder estava a entorpecendo e por um momento ela teve medo de perder o controle de sua habilidade mágica, o que imaginou se tornando realidade e ela matando um dos li. para sua salvação ou desespero, uma comoção não muito longe lhe chamou a atenção. o instinto de irmã mais velha a dominando por completo, era impressionante como naiyu sempre tinha a sensação de saber quando algo acontecia com seus irmãos. dito e feito. @longhuo parecia mais branco que papel aquela distância, também parecia estar com dificuldade de respirar. foi como somar 1+1, se ela se sentia poderosa e talvez a beira de perder o controle dos poderes, provavelmente seu irmão também. não ficaria procurando motivo, se despediu de seu par e simplesmente partiu em direção ao irmão, afastando as pessoas com as palmas das mãos quentes já. “huo...” murmurou só para ele saber que ela estava ali, não esperava por uma resposta. tratou de passar o braço dele por cima dos ombros. “vou te levar pra enfermaria”
a inquietação e apreensão que latejava no interior de seu ser como um lembrete durante toda a noite veio com força total. seu coração batia tão forte que por um momento achou que estivesse a beira de ter um ataque cardíaco. era o fato de lei ser seu par ou era outra coisa? ela não conseguiu identificar, nem conseguiria, a long sempre foi boa em ignorar seus sentimentos, não em entendê-los. o vermelho tinge o salão por inteiro, sua cor preferida, um misto de medo e excitação toma conta de seu corpo esguio. ela ergue o queixo e sorri como se fosse a rainha da noite, ergue a mão que segurava a de seu par e beija o torço da mão do li com carinho. “obrigada por dividir esse momento comigo” as palavras foram sopradas na direção dele, apesar de toda aflição que sentia, era ele quem lhe apaziguava, sempre se sentiu segura com lei e sempre seria assim.
“está tão bonita” murmura distraída ao olhar a lua, o sentimento de querer fazer parte da lua ou se fundir a ela lhe veio à mente e naiyu soltou uma risadinha. logo em seguida o sinal da fada madrinha brilhou no céu, os olhos maravilhados e apreensivos da long o seguindo. quando a música se inicia seu olhar recai sobre seu par e ela sorri. “por favor, me diz que você não é só o melhor lutador que eu conheço, mas que também é um pé de valsa” o provocou com um sorriso ladinho, os lábios se curvando como se guardassem um segredo, algo que poderia revelar ou não a qualquer momento.
a música começa e não é nada que já tivesse ouvido, tudo bem não era uma grande fã de música clássica, mas conhecia a maior parte das valsas para eventos como aquele. encolhe os ombros e se deixa guiar por seu par, lei é quase o único homem que ela permitiria algo do tipo, os outros sendo apenas seus irmãos, pai e shang. seus olhos se focam única e exclusivamente em lei, não sente vontade ou curiosidade em olhar os outros casais ou o que possa estar acontecendo no salão. não, sua atenção é só dele e de ninguém mais naquele momento. sente-se queimar por dentro e não tinha a ver com o sua habilidade mágica ou um desejo, não... era algo diferente que não conseguia identificar. seria a magia da lua? ele parece reluzir sobre a luz da lua e a long não consegue desgrudar os olhos dos dele. conforme deslizam pela pista de dança a sensação a atinge em cheio e ela arfa em surpresa. o pulso acelera ainda mais, lei... ela sente que poderia casar-se com ele, tal qual huo lhe falou no dia anterior ‘certeza que shang e mushu planejam o casamento de vocês’. “não” a voz soou firme e quase horrorizada, não que a ideia de se casar com lei fosse repugnante, só... ela não sabia dizer qual era o problema. “desculpe...” murmurou, a perturbação nublando seus olhos. o li era incrível, era seu melhor amigo, o único homem da cidade a quem confiaria seu coração, mas ela não estava apaixonada por ele ainda, estava? aquele sentimento... não tinha ficado pra trás? sim, ela o amava, mas não era um amor romântico, era? independente do que era, havia uma certeza dentro dela, uma conexão profunda e intensa com ali, sentia de forma tão forte que era quase palpável. “você tá sentindo isso também?” sua voz espelhava seu olhar sobre o dele, intensa e quente, havia um certa perturbação ali ainda, mas não era medo, era... um curiosidade cuidadosa. “lei... você... significa tanto pra mim, é tão importante na minha vida” sentiu a necessidade de dizer aquilo pra ele, mais do que isso, sentia uma necessidade dele naquele momento, uma necessidade de tê-lo.
Após a dança da Fada Madrinha, Anne decidiu que poderia continuar explorando o lugar. Tinha brincando o suficiente com algumas pessoas ali, estava parcialmente feliz e sorridente. Tentava manter alguns pensamentos distantes e focar apenas nas coisas boas da noite, em como todos pareciam bonitos demais, na forma como a comida parecia derreter na boca e a bebida queimava seu interior de forma agradável. A lua estava bonita, as estrelas brilhavam e o chão parecia mais macio do que nunca! Só faltava encontrar a bendita fonte da verdade, porque embora não quisesse saber de coisa alguma, queria orgulhar-se ao contar que tinha encontrado. Queria achar apenas pelo prazer que seria a conquista… Bem, talvez fizesse uma ou outra pergunta, mas nada relacionado ao futuro. Estava mais interessada em alguns enigmas do passado que ainda não tinha conseguido solucionar. Virou uma esquina, curiosa, deparando-se com Naiyu. Mesmo de costas era capaz de reconhecê-la, o que provocou um sorriso em Anne Marie, porque tê-la ali era tão bom quanto encontrar a tal fonte. Soltou uma risada com o que fora proferido por ela, andando devagar até a mais velha. Estava disposta a terminar o que tinha começado mais cedo, toda a expectativa e animação voltando com o dobro de força, porque agora estava sozinha com Naiyu naquele lugar. Assim que se aproximou o suficiente, Anne Marie ousou encostar nos cabeços dela apenas para afastá-los do pescoço. Queria falar no ouvido da chinesa, mas não o faria sem antes deixar seu nariz inspirar o cheiro da pele dela enquanto os lábios deixavam beijos sutis pelo caminho até a orelha. “Que bom te encontrar aqui, Naiyu. Eu já estava começando a me sentir sozinha.” Sentindo-se atrevida, Anne Marie deixou que sua mão repousasse na cintura dela, apertando-se leve. “Tão cheirosa…” Provocou, um risinho baixo saindo. Conseguir ficar com Naiyu possivelmente seria a maior vitória da noite e estava disposta a isso, não apenas pela conquista, mas porque ela era uma das mulheres mais bonitas ali.
que ótimo, estava com tanto tesão que agora também estava alucinando, era isso não era? os beijos que estava sentindo no pescoço eram pura ilusão, só podiam ser. mas hey, agora ela ouvia a voz de anne marie também. não, aquilo não era um produto ilusório de sua mente impura e nublada de desejo, aquilo era real e foi ao sentir a mão de marie em sua cintura que finalmente a long acordou do que achou ser um sonho. o reflexos de ser uma lutadora e dominadora tomaram conta, colocou a mão no pulso da mulher e simplesmente girou. num movimento rápido prendeu as duas mãos de marie atrás das costas, segurando-a pelos pulsos com a mão esquerda. a destra se fixou no queixo e agora ela estava presa em suas mãos, a olhava de cima com certa superioridade, o pequeno aperto no queixo era firme, mas não o suficiente para machucar, afinal ferir aquela grande gostosa não fazia parte de seus planos. muitas coisas em relação à anne não faziam parte de seus planos e ali estavam. “já devia ter aprendido que não se pode brincar comigo, d’orleans” murmurou se apossando de seu lábio inferior com os dentes, se ela queria enlouquecê-la então naiyu faria o feitiço virar contra o feiticeiro. só que ela não daria tudo que marie desejava, oh não. o sorriso diabólico brincou nos lábios da chinesa, os olhos queimando de desejo e deleite. era divertido tê-la presa ali, entre seu corpo e a sebe do labirinto. estava na hora da mulher dragão brincar, inclinou a face para frente e respirou todo o aroma inebriante que a garota exalava, raspando a ponta do nariz abaixo de sua orelha, os lábios deslizando suavemente pelo maxilar, depositou um beijinho no canto dos lábios da morena para logo depois se apossar de seus lábios num beijo voraz e sedento. a graça ali era de beijá-la sem que ela pudesse lhe tocar. deixou que sua língua afundasse na boca da outra, provando e experimentando aquele sabor que esteve em sua mente desde o início do baile. não, não estava nos planos da long beijar anne, aquela noite ou qualquer outra, mas não estavam num lugar que poderia ser vistas e... ela estava cansada de lutar contra o desejo que ardia em seu interior. deu tudo si naquele beijo, sim o objetivo não era apenas saciar sua vontade, era deixar a outra querendo mais, muito mais. “você quer mais, d’orleans?” murmurou arfando entre os lábios dela, a pergunta não era se ela queria mais um beijo e sim se ela queria mais do que apenas um beijo.
dançar era o seu foco, era algo que lhe dava prazer, não só pela atenção que conseguia, mas porque era a forma que se sentia mais livre e poderosa. só que claro que dançar não diminuiu seu fogo interno, ficar bêbada não era uma possibilidade e parecia que nada a estava distraindo o suficiente. já tinha perdido quantas vezes tinha se esquivado de anne. estava devendo pelo menos uma dança para a d’orleans, mas não sentia segurança em estar perto dela, não sem beijá-la e arrastá-la para um canto. céus, lá estava aqueles infames pensamentos de novo. pegou uma taça de champanhe da bandeja e bebeu de uma só vez, piscou e ela pareceu estar quase à sua frente. deu meia volta e saiu pela primeira porta que viu. a capa leve e quase transparente esvoaçando, deixando um rastro a ser seguido, ainda que não fosse sua intenção. “Tell me what you want. What you like, it's okay. I'm a little curious too.” tinha ouvido o início da música na pista de dança e achou irônico em como combinava com o momento. “Tell me if it's wrong. If it's right, I don't care. I can keep a secret, can you?” continuou cantarolando em seu caminhar trôpego e sem rumo. “Got my mind on your body. And your body on my mind. Got a taste for the cherry. I just need to take a bite” os dedos deslizavam pela hera da parede do labirinto, tinha entrado nele sem perceber. “Take me down into your paradise. Don't be scared, 'cause I'm your body type. Just something that we wanna try” riu sozinha com a canção, a long soava bêbada, mas estava sóbria, sua embriaguez era de desejo mesmo. parou por um momento para sentir o frescor da noite e o perfume feminino característico de marie lhe invadiu as narinas. “porra merlin, tá precisando me testar tanto assim? ou tá querendo que eu morra de tesão mesmo?” resmungou olhando para a lua.
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A resposta dela deixou Anne em choque por alguns milésimos de segundo. Apesar de toda aquela tensão, o calor e os flertes, Marie não achava que Naiyu fosse lhe levar a sério. Tinha a intenção de brincar, instigar, provocar e apesar de todos os seus desejos, não sabia se chegaria a algum lugar, apesar da oferta dela e de Anne querer muito. Tinha plena consciência de que as vezes tudo não passava de brincadeiras bobas e gostosas e bem, queria muito a Long, mas não sabia se poderia. Querer não é poder, afinal e a mais velha parecia muito centrada e sofisticada para lhe dar qualquer chance. As palavras, insinuando um ato muito mais real do que poderia esperar, a encheram de expectativa, aumentando seu sorriso. “Não apenas no meio das minhas pernas…” Deixou os lábios dela, porque por mais tentadores que fossem, queria continuar e ver até onde poderia levar o auto controle da outra. Tomou uma das mãos de Naiyu, levando até a lateral de sua coxa. Naquele momento, agradeceu por ter escolhido um vestido curto. Os dedos da Long roçaram na pele da forma como Anne pretendia, e então ela os subiu de forma delicada pelo quadril, cintura, até parar perigosamente próximo ao seio. “Quero sua boca em todo esse caminho, Naiyu. E onde mais você quiser.” E ah, como Anne queria aquela mulher. Não queria apenas sentir a boca dela pelo seu corpo, mas também queria beijar cada centímetro de pele dela. Não conseguia parar de observar e pensar como deveria ser cheirosa e macia. Desgraça de mulher, pensou consigo mesma. Sempre tinha um fraco, uma queda, uma coisa absurda por mulheres, principalmente quando estas correspondiam aos seus avanços.
ver o choque estampado na face feminina encheu a long de deleite e satisfação, o sorriso vitorioso se alargou nos lábios vermelhos. se aquilo era uma brincadeira, era bem diferente dos flertes por diversão que estava acostumada, o desejo queimava a pele como se estivesse entrado em uma fogueira e isso era o suficiente para levar tudo aquilo muito a sério. claro que a vitória não se daria por muito tempo, não quando se tratava de marie, ela já estava aprendendo isso. a d’orleans era uma caixinha de surpresas. sentia-se sendo instigada quase que até o limite. a saliva lhe encheu a boca e a língua conforme sentia a mão percorrer a pele de anne, deixando-a guiar por cada parte do corpo que quisesse. soltou o ar quente pelas narinas infladas de desejo. céus, queria enterrar os dedos e a língua nela. aquilo estava indo longe demais, mais longe do que deveria. havia perdido completamente o controle da situação. pela excalibur, anne era ex de seu melhor amigo e par daquela noite. respirou fundo e foi salva de responder ou cometer uma completa loucura quando todos olharam para anne, aparentemente a fada madrinha tinha a escolhido para dançar uma das valsas da abertura. foi a deixar que naiyu precisava para fugir e ir para bem longe para aquela tentação encarnada. “parece que você tem uma dança agora...” quase desejou boa sorte para não pensar em si explorando todo o corpo dela, mas conseguiu se conter a tempo e foi um com um menear de cabeça que deu alguns passos para trás. ia embora, mas ficou por um tempo antes de simplesmente sair dali, que se dane a quarta valsa, ela precisava se refrescar e tentar evitar anne pelo resto da noite, ou talvez da vida.
“por favor me diz que você conseguiu chamar a marlo para ser seu par” se aproximou sorrateiramente por trás do irmão e murmurou próximo ao seu ouvido. soltou uma gargalhada logo depois e se posicionou ao lado dele. “ela está tão linda que até eu quero dançar com ela, tava pensando se já posso chamar ela de cunhada ou não”