Às vezes, na calada da noite, quando todos estão dormindo, fico pensando como seria minha vida se tudo fosse diferente. Se eu fosse diferente. Quantas as coisas eu poderia ter feito e quantas mais eu poderia ter evitado. Quantas decepções eu deixaria de sentir se eu tivesse uma noção melhor do que (ou com quem) estava lidando. Quantas lágrimas eu não teria derramado se eu não fosse tão ingênuo. Números... Números... Números... Nessa árvore de pensamentos, que só tende a crescer e espalhar sua copa pelo céu, eu me perco ao subir em seus galhos. Nas folhas, as memórias. No tronco, vergões de um passado que eu queria te evitado.
L.P.










