ASSATA SHAKUR: A AMERIKKKA GOVERNADA POR UM PRETO AINDA É A AMERIKKKA
Enquanto o sistema continuar a ser dividido entre o topo e o fundo, do que adiantará que um preto suba a escada? O pensamento e vida de Assata preconiza e rebate a venda da falsa igualdade neoliberal e do identitarismo divulgado por “intelectuais” como carlos moore. Presa durante protestos que clamavam por direitos civis para os negros, foi baleada no peito, teve os nervos do braço severamente prejudicados e o pulmão gravemente machucado. Ao ter o atendimento médico negado, é levada a um local de “segurança” máxima e agredida intensamente para que revele os nomes de seus irmãos do Black Liberation Army. Após anos encarcerada sob a falsa acusação de assassinato, Assata consegue fugir com a ajuda de seu companheiro Mutulu Shakur, que permanece preso desde 1986.
A amerikkka governada por um preto ainda é a amerikkka: em 2013, o governo barack obama a inclui na lista dos dez mais procurados terroristas do mundo, oferecendo uma recompensa de até 1 milhão de dólares por dicas que levem à sua prisão. Dessa forma, seus familiares, por não cederem às ameaças, como Kamau Sadiki e Mutulu Shakur, permanecem jogados na prisão para que morram. Assata afirmava que gostaria de viver em um país onde a liberdade significasse algo. A verdade é que, se a liberdade significa algo no neoliberalismo, esse algo é o seu oposto. Não há “heroísmo” em Kamau e Mutulu: suas vidas, seus sonhos, foram interrompidos, assim como os de muitos outros, por lutar e clamar pelo direito de viver, pela liberdade e pela democracia. Não esqueçamos deles. Lutemos por e com eles.
“Eles nos chamam de bandidos, mas não somos nós que estamos roubando a África, Ásia e América Latina de seus recursos naturais e liberdade enquanto as pessoas que lá vivem estão doentes e famintas. Os governantes desse país e seus lacaios cometeram alguns dos crimes mais brutais e violentos da história. Eles são os bandidos. Eles são os assassinos. E eles devem ser tratados como tais. [...] É nosso dever lutar por nossa liberdade. É nosso dever ganhar. Devemos amar uns aos outros e apoiar uns aos outros. Não temos nada a perder senão as nossas correntes.”












