PRIJA SHOKO SANOUK, que veio de BANGKOK - TAILÂNDIA, tem 25 anos e se parece muito com LALISA MANOBAN. Ela trabalha como MÉDICA e faz parte da comunidade muito feliz de St. Johns.
Nascida na capital tailandesa, mudou-se para St. Johns com sua mãe pouco antes de completar 10 anos. Nunca conheceu seu pai, que abandonou a mais velha antes mesmo que Prija nascesse. Carrega apenas o sobrenome da mãe, que sofreu muito para criar a filha sozinha em um país que ainda possui costumes conservadores;
Conhecida mundialmente como a terra dos sorrisos, um país em que é raro se dizer não, Prija sentia-se como uma peixinho fora d'água em todo o período em que morou na Tailândia. Era muito mais fechada do que uma criança deveria ser, muito menos sorridente do que uma garota deveria ser, e muito mais sozinha do que qualquer ser humano deveria ser. Mudar-se com sua mãe foi como um suspiro aliviado;
Contudo, a estadia em St. Johns foi muito diferente do que imaginava. Perdeu a mãe aos 16 anos, em um acidente de carro, e desde então se vira sozinha. Com o pouco dinheiro deixado pela mais velha, que fez uma reserva com seu salário de professora, Prija se desfez da casa em que moravam para alugar uma kitnet minúscula - na qual mora até hoje - e mudou-se de trabalho em trabalho até entrar na faculdade. De garçonete a faxineira de família ricas, fez de tudo um pouco até chegar onde chegou, e encontrou uma grande amiga em seu percurso: a bebida;
Foi com a ajuda de um professor da escola pública que conseguiu a vaga na faculdade de medicina. Era muito inteligente e formou-se um ano antes do esperado, conseguindo uma nota alta nos vestibulares que lhe garantiu uma bolsa de estudos integral. Estudava e trabalhava, utilizando quase todas as horas do seu dia para tal, e o descanso foi deixado para trás há muito tempo. Há anos não sabe o que é uma noite de sono com mais de 4 horas dormidas, e, por isso, carrega olheiras profundas e marcantes;
Escolheu a medicina para ajudar as pessoas de alguma forma. Sabe que não é um poço de simpatia, tampouco uma companhia das mais agradáveis, e se esforça para ajudar o mundo de alguma forma. Está se especializando em cirurgia do trauma e pretende se alistar ao exército quando terminar a residência;
É muito fechada, de poucos amigos, e teve pouquíssimos relacionamentos em sua vida. Não sustentou nenhum deles por mais de 2 meses;
É muito responsável com os outros, mas negligencia muito da própria saúde para ajudar seus pacientes. É uma excelente médica, mas muito marcada por tudo que já viu e viveu;
Muito resistente ao álcool, é comum vê-la com um copo de bebida após um dia cheio, e é defensora da dose de vinho diária. Mas nunca, nunca, chegou sequer de ressaca no trabalho;
Recebeu o apelido de Shoko do professor que a ajudou em sua época de escola, o mesmo que a ajudou a entrar na faculdade. Nascido no Japão, lhe disse que o nome significava criança que gera esperança, oportuna, promissora, próspera e que sempre acreditou em seu potencial. Usa o apelido desde então, com muito carinho.













