o apartamento E3 da torre AURORA não está mais vago. quem se mudou para lá foi PARK SAEROYI, que tem TRINTA E DOIS anos e, aparentemente, trabalha como POLICIAL (DETETIVE). estão dizendo que se parece muito com KIM NAMJOON, mas é bobagem. não esqueça de dar as boas vindas!
𝐓𝐑𝐈𝐕𝐈𝐀:
12 de setembro, sol em virgem, lua em peixes.
panssexual, solteiro.
línguas faladas: coreano e língua de sinais coreana.
aparência: usa roupa casual social, uma mistura de jeans com social, sapatênis e tênis vans, regata é uma peça permanente em seu guarda roupas.
está sempre com curativos e óculos escuros para esconder hematomas.
fumante, viciado em doces e café.
cabelos curtos, sempre com o mesmo corte, preto, liso.
quando tem crise de ansiedade, raspa a cabeça.
mora no complexo a vida toda.
𝐑𝐄𝐒𝐔𝐌𝐎:
A história de Saeroyi não foge muito do habitual de uma família tradicional coreana, exceto pelo fato de ser filho de uma talentosa e conhecidíssima xamã, essa coisa da espiritualidade e curandeirismo era tão comum em sua vida que não tinha mais nada que pudesse surpreendê-lo, e sim, mesmo tendo essa ligação espiritual dentro de sua família, ainda era super tradicional. O garoto rebelde que brigava fácil e sempre aparecia com o rosto machucado, humor ácido e temperamental, Saeroyi era conhecido como o justiceiro, pois quase todas as brigas envolviam casos de bullying e as suas vítimas eram sempre os valentões que ele passou a simplesmente odiar. E foi com esse pensamento que ele decidiu seguir a carreira militar, se alistou ao exército assim que terminou o ensino médio e foi a porta de entrada para ele sair do exército para o cargo na polícia, não demorando para estar de uniforme e fazendo rondas pela cidade, com os anos dentro da carreira militar, foi transferido de vários departamentos até chegar no departamento de homicídio onde aconteceu a definição da sua vida. Saeroyi é conhecido por ser impulsivo, mas o seu maior defeito é ser explosivo e inconsequente, por muitas vezes voltou pra cara com a cara estourada ou com algum tiro novo para sua lista, mas definitivamente, tinha uma lista enorme de sucessos em suas operações, até o dia que caiu em um caso de homicídio que acabou com a sua saúde mental, Saeroyi não conseguiu conter o seu temperamento até o momento que ficou cara a cara com o acusado, causando uma reação impulsiva e violenta.
biografia completa abaixo
𝐇𝐈𝐒𝐓𝐎𝐑𝐘:
A história de Saeroyi não foge muito do habitual de uma família tradicional coreana, exceto pelo fato de ser filho de uma talentosa e conhecidíssima xamã, essa coisa da espiritualidade e curandeirismo era tão comum em sua vida que não tinha mais nada que pudesse surpreendê-lo, e sim, mesmo tendo essa ligação espiritual dentro de sua família, ainda era super tradicional. A começar pelo fato de sua mãe ter sido obrigada a criar seus filhos sozinha, após a morte de seu pai devido a uma doença, ela parecia já saber e estar conformada com esse fato, o que foi a primeira coisa a surpreender Saeroyi e também a primeira a fazer com que ele se acostumar com essa realidade em sua vida. E dentro dessa bolha dos esquisitos vindo de uma família estranha, outra coisa natural foi ele ser a pessoa superprotetora e, consequentemente, explosiva que ele se tornou. O garoto rebelde que brigava fácil e sempre aparecia com o rosto machucado, humor ácido e temperamental, Saeroyi era conhecido como o justiceiro, pois quase todas as brigas envolviam casos de bullying e as suas vítimas eram sempre os valentões que ele passou a simplesmente odiar.
E foi com esse pensamento que ele decidiu seguir a carreira militar, se alistou ao exército assim que terminou o ensino médio e foi a porta de entrada para ele sair do exército para o cargo na polícia, não demorando para estar de uniforme e fazendo rondas pela cidade, com os anos dentro da carreira militar, foi transferido de vários departamentos até chegar no departamento de homicídio onde aconteceu a definição da sua vida. Morando em Itaewon, trabalhava em um posto policial próximo e assim estava tendo contato com sua mãe apenas pelo telefone, quando tinha algum tempo para isso, a sua vida era dividida entre trabalhar e manter uma vida social falida, com poucos amigos e relacionados com resultados deprimentes.
( trigger warning: menção a violência e sangue )
Saeroyi é conhecido por ser impulsivo, mas o seu maior defeito é ser explosivo e inconsequente, por muitas vezes voltou pra cara com a cara estourada ou com algum tiro novo para sua lista, mas definitivamente, tinha uma lista enorme de sucessos em suas operações, até o dia que caiu em um caso de homicídio que acabou com a sua saúde mental, Saeroyi não conseguiu conter o seu temperamento até o momento que ficou cara a cara com o acusado, causando uma reação impulsiva e violenta, foi com as mãos sujas de sangue que acabou preso para conter a raiva intensa que sentiu naquele momento e acabou sendo julgado pela corregedoria que resultou em mais uma transferência de departamento, ficando em um posto policial próximo da casa de sua mãe. Não era só as lembranças do homicídio que foi obrigado a presenciar que vivia preso em sua mente, mas também a forma como a sua mente foi usada de maneira covarde durante a investigação, fazendo com que ele tivesse diversos traumas presos em sua mente.
𝐏𝐎𝐑𝐐𝐔𝐄 𝐒𝐄𝐔 𝐏𝐄𝐑𝐒𝐎𝐍𝐀𝐆𝐄𝐌 𝐄𝐒𝐓𝐀́ 𝐄𝐌 𝐇𝐀𝐍𝐄𝐔𝐋 𝐂𝐎𝐌𝐏𝐋𝐄𝐗?
Haneul era o prédio que fazia parte da sua história de vida, nasceu e cresceu ali, seus amigos de infância estão ali, a sua história foi construída ali, todos da vizinhança já conhecia o seu rosto cheio de marcas, o temperamento difícil e a ligação familiar que era uma das poucas coisas que recebia um elogio direto. E o ponto maior vinha do cuidado dele com a mãe, razão essa de ter decidido voltar a morar com ela quando foi transferido, não só pelo desejo de ter o famoso colo de mãe quando chegasse lá, mas também para manter todo o cuidado que ele tinha com ela.
Voltar para Haneul era voltar pros olhos curiosos de seus vizinhos e para a preocupação extrema relacionado a sua mãe, além da ligação espiritual que sempre foi muito cético, agora tinha a presença de seu sobrinho, mais um que despertou esse sentimento de superproteção, principalmente depois da morte de sua irmã que, por consequência, transformou o rapaz em um órfão aos dois anos de idade. Não era o melhor exemplo para ele, mas se esforçava ao máximo para ser uma boa pessoa só para continuar garantindo a segurança dos dois.
VAGA DE GARAGEM: tem um Mazda MX-5 Miata 1995 conversível vermelho.
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˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ shiwon não era do tipo que achava horários inapropriados para qualquer coisa. toda sua vida parecia funcionar em horários inapropriados, de todo jeito. assim, não se importava com muse batendo na porta de seu quarto tarde da noite. estava sozinho agora. o vizinho com quem estivera dividindo inicialmente acabou indo ficar na casa de um parente, o que deixou o quarto do para o enfermeiro. depois de servir salgadinhos e avisar que muse podia se servir das cervejas ou refrigerantes que estavam no frigobar, pegou o maço de cigarros e o isqueiro e foi para a pequena varanda do quarto. não era fumante assíduo, mas estava fumando mais do que de costume desde o incêndio. ━━ acha que vamos voltar para casa logo ou o prédio vai ser condenado de vez?
O hotel foi uma boa solução, deixou que a mãe ficasse em um quarto com o irmão porque era melhor para os dois e Saeroyi ainda trabalhava, nem sempre estava cem por cento para que a senhora pudesse vê-lo, mas era bom observar a sua mãe aproveitando os pequenos luxos que aquele hotel poderia proporcionar a eles. Estava caminhando pelo corredor até ouvir a pessoa que ocupava um dos quartos daquele andar, sorriu de canto e parou em frente a porta, batendo de leve, mesmo que fosse tarde da noite. Entrar foi um passo, mesmo que ele oferecesse os salgadinhos, só aceitou a bebida e foi até a varanda ficar ao lado do enfermeiro. "Você não fuma muito pra quem trabalha na saúde?" E contrário ao que dizia, pegou um cigarro do maço do vizinho e prendeu nos lábios, curvando-se um pouco para que ele pudesse acender a droga. "Se não quiser acender, eu aceito um beijinho no lugar" Riu de maneira debochada, finalmente respondendo o que ele perguntou. "Não, esse prédio tem personalidade forte, não desiste fácil"
✦ * · ˚ @psaercyi said: ⌜“ i like it when you wear that. ”⌟
º ✧ 。––– shion ficou um bom tempo encarando saeroyi sem entender sobre o que ele estava falando. não estava usando nada demais, só o uniforme dos bombeiros. ❛ pô, tu gosta mesmo dessa coisinha linda aqui? ❜ entrou na brincadeira e fez até pose. ❛ é de marca cara, channel e louis vitton morrem de inveja do estilo do corpo de bombeiros. ❜
O cigarro queimava preso entre os lábios enquanto estava apenas encostado contra a parede observando o colega de farda, quer dizer, cada um em uma função diferente, mas ambos servindo ao estado. "Não gosto, mas você fica gostoso de uniforme" Deu de ombros, dando uma tragada boa antes de jogar as cinzas no chão sem um pingo de vergonha na cara. "Eu não sei elas, mas a balenciaga com certeza te inveja" Brincou, não entendia muito de marcas, mas sabia que a que citou era bem do tipo que enganava rico burro. "Tá voltando ou tá indo? Quer tomar uma bebida?"
Acordou com um sacode brusco de @psaercyi, não poderia esperar por algo diferente, aparentemente seu irmão estava no modo policial e não demorou para entender o porque. Não era apenas o cheiro de fumaça, o pequeno apartamento estava tomado de uma névoa escura, envolvendo tudo em seu caminho com sua presença fantasmagórica. Rapidamente levantou da cama e colocou uma blusa, não achou os chinelos, mas não importava, precisavam pegar a mãe e sair dali. Foi até a cozinha e pegou alguns panos de prato, molhando-os um pouco, levou um ao rosto para conseguir respirar melhor e logo foi atrás de Saeroyi. "Aqui hyeongnim, coloque no rosto" Estendeu um dos panos para o mais velho e logo ia para o lado da mãe, entregando o outro para ela e a ajudando a se movimentar. Queria perguntar ao irmão o que estava acontecendo, porém, não queria preocupar ainda mais a mãe. "Está tudo bem, omma. Vamos todos sair daqui e vai ficar tudo bem" Murmurou para a mulher, tentando tranquilizá-la.
Tinha um lado bom de não dormir direito e nem de comer direito, quer dizer, não era nem um pouco saudável se fosse analisar, mas foi a sua insônia banhada a cerveja e algum programa da madrugada muito ruim que fez ele perceber o que acontecia, primeiro a explosão e depois o calor, fumaça, caos. Saeroyi tinha treinamento de anos, seja no exército ou na polícia, aprendeu a agir em momentos como aquele. Rapidamente foi até o quarto do irmão e o acordou da forma que deu, não deu tempo de conversar, apenas preparou os documentos que encontrou e colocou em uma sacola, praticamente a vida e a história deles foi colocado ali, tentou fechar tudo para que pudessem ganhar tempo e pegou o pano que lhe foi oferecido. "Por favor, coloque no rosto da mãe. Vai com calma, tá tudo bem" Falava com o irmão em um tom que talvez Woojin não estivesse acostumado. E se pôs atrás deles, porque precisariam descer escadas e sempre existem aqueles mais desesperados, Saeroyi serviria de escudo para a sua família. Foi assim que guiou o irmão e a mãe até as escadas, para que pudessem seguir o caminho até a saída. Bloqueava as pessoas que corriam, pedindo calma pois precisavam descer e a pressa só pioraria tudo, sempre ressaltando que era policial. "Woojin, segura ela firme, eu tô aqui"
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[ 𝐚𝐥𝐦𝐨𝐬𝐭 ] : sender and receiver are finally about to kiss, but are interrupted. / shiwon
Em uma noite fria, mais uma das várias trocas de flertes, Saeroyi nem acreditava no que estava vendo ali e na chance que estava tendo, a mão espalmada contra a parede logo atrás dele, Shiwon parecia encolhido pelo vento gelado que chegava ali enquanto Saeroyi tentava bloquear usando o próprio corpo para isso, os lábios estavam tão próximos e ele tinha os olhos do enfermeiro tão pertinho dos seus, chegou a engolir em seco por antecipação, finalmente conseguiria beijá-lo. Mas foi exatamente o momento que o destino decidiu lembra-lo. — Detetive, está na escuta?! Filho da puta - Fez uma careta com o jeito carinhoso no qual foi chamado. Pegou o rádio no bolso traseiro da calça e respondeu. "Tô na escuta, o seu comando é esse agora? Então vou fazer o meu, vai se foder…" Desligou o rádio e se afastou. "Tenho que voltar pro trabalho, toma…" Tirou o próprio cachecol e envolveu o pescoço do enfermeiro e rapidamente se afastou porque sabia que ele recusaria. "É uma desculpa pra te ver de novo" Deu uma piscadela e seguiu o caminho pra saída de novo, definitivamente bateria em alguém naquela delegacia.
can you grab it from the top shelf? i can't reach. /shiwon
Saeroyi precisou conter o sorriso com o pedido do enfermeiro, primeiro foi a surpresa de ser abordado no corredor ainda, depois veio o pedido, lógico que ele adorou ser convidado a entrar na casa dele e até fez algumas piadinhas com isso, mas o tanto que ele ficou sem jeito em apenas pedir que pudesse pegar algo em uma prateleira mais alta, definitivamente foi o prêmio do dia. "Acho que isso é desculpa pra ver a minha barriga trincada" Soltou sem um pingo de vergonha enquanto seguia até o local, chegou a ficar na ponta dos pés, conseguindo alcançar a caixa e retira-la de lá, sem grandes dificuldades. O lance é que o ato fez a blusa levantar, a calça um pouco caída acabou expondo a região abaixo do umbigo de uma maneira mais provocativa, não foi de propósito mas Saeroyi não se incomodou nem um pouco. "Precisa de mais alguma coisa?" Disse entregando a caixa mais o enfermeiro e um sorriso sem vergonha nos lábios. "Tipo, te ajudar no banho"
A cozinha alagada dizia o contrário e Saeroyi não estava com muita paciência, apenas procurou pelo registro e então desligou a água, pôde ouvir alguém reclamando no banheiro no qual alguém deveria estar tomando banho na hora, mas ignorou por completo, seguindo até a pia com as mangas da blusa dobradas acima do cotovelo. "Vaza daqui, moleque, vai ver o que o seu irmão tá reclamando lá no banheiro" E sem pedir permissão ou dar espaço para que ele pudesse reclamar, o policial simplesmente começou a arrumar o cano da torneira, estava com o torso todo molhando e a calça também, principalmente na região da bunda e das costas porque precisou deitar no chão para conferir se tinha mais algum lugar precisando arrumar, só depois que fez aquele pequeno remendo temporário, ele então voltou a ligar o registro. "Vai durar uns dois ou três dias, acho que é tempo pra conseguir contratar um encanador, né?"
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˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ━━ entra! ━━ jeongmin gritou ao ouvir as batidas na porta de entrada. estava no quarto que dividia com o irmão caçula, terminando de se aprontar e não podia se preocupar menos em ir atender a porta quando sabia que dava para ouvi-lo e a porta estava destrancada. morava gente demais ali, então o entra e sai de conhecidos era constante. o bastante para jeongmin sequer se preocupar. quem quer que fosse, encontraria quem estava procurando. ao ver o reflexo de muse pelo espelho, percebeu que a visita da vez era para si. ━━ vou sair daqui a pouco, vai querer uma carona? ━━ outra coisa que nunca o importunava era dar carona em sua moto.
Ao ouvir a autorização para entrar, Saeroyi passou pela porta da sala, deixando os sapatos na entrada antes de ir para o quarto que já sabia pertencer ao homem, a boca estava ocupada com um pirulito enquanto esperava pelo rapaz, encostado no arco da porta, os braços cruzados na altura do tórax. “Tá indo pra onde ein, ô bonitão?” A provocação partia do fato de que Jeongmin estava muito bonito, não parecia estar se preparando para fazer alguma coisa que preste. “Eu ia te chamar pra beber um pouco, tô precisando ficar de olho em um indivíduo aí, então pensei em unir o útil ao agradável, mas tô vendo que alguém chegou antes”
Saiu mais cedo da festa e foi até uma barraca de comida próximo do complexo, estava com sacolas de papel com uma quantidade generosa de comida, e em engradado de cerveja na outra mão, ainda usando a roupa escolhida para a tal despedida, foi então que encontrou o seu sobrinho. Era incrível, sempre se questionava sobre como ele poderia ser tio de um homem como aqueles, não era só pela beleza de Minwoo, mas também pelo tamanho do garoto. "E aí pé grande" Chamou o menino enquanto caminhava até a entrada da sua torre. "Me ajuda aqui, vai"
⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀this is a open starter!
⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀a despedida de jihoon.
⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀一 eu tenho quase certeza que o primeiro a sair bêbado daqui vai ser o jihoon, ele parece tão animado pra casar... concorda comigo? 一 comentou se aproximando de muse, curiosa pela presença alheia ali, ao mesmo tempo em que procurava outros possíveis alvos para lhe fazer companhia naquela noite agitada. estava meio cansada pelo dia corrido, mas de jeito nenhum deixaria uma festa passar batida no prédio, precisava marcar presença. 一 que cara é essa? não me diga que está triste por causa dessa despedida...
"Não consigo aceitar que alguém esteja realmente animado em se casar" Riu um pouco ao dizer isso, pegando o terceiro pirulito do dia e colocando na boca após desembalar, os olhos sendo desviados para o seu amigo que estava visivelmente feliz, ainda que a saudade fosse outro fator notável através do olhar dele e o sorriso triste que brincava em seus lábios. "Não dentro do contexto machista que os homens costumam levantar, por favor, não me leve ao mal" Falou rapidamente e voltou a atenção para ela. "Mas cara, quando falamos de casamento, é sobre duas pessoas e é difícil ficar animado em assumir esse tipo de responsabilidade, sei lá, é bem complexo na verdade"
˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ━━ provavelmente não. eu sei várias maneiras de te matar sem acabar sendo pego por isso, então… ━━ deu de ombros, mas mantendo um sorrisinho justamente porque não era mentira. shiwon percebeu o esforço que o outro fazia por conta da diferença de tamanho. por isso, puxou uma das cadeiras de plásticos que estavam próximas e empurrou o maior com jeitinho para que sentasse. então, ajeitou-se à sua frente, mas não entre as pernas dele, e moveu o rosto dele para cima e levemente para o lado, deixando sua "tela" exposta de maneira favorável para que voltasse a desenhar a flor na bochecha alheia. enquanto o fazia, sentia o cheiro de nicotina misturado com o doce do pirulito, mas tentava não se atentar a isso. podia aceitar que o outro desenhasse em seu rosto tranquilamente, mas o elogio o fizera crispar os lábios, porque ele nunca parecia perder uma oportunidade. ━━ pronto. ━━ disse então, dando um passo para trás para colocar o pincel de volta na mesa de tintas. ━━ é só uma flor boba, vai sair fácil.
Se sentou como foi indicado pelo mais novo, já mostrando qual seria o seu papel ali, sem muitos detalhes já que são apenas vizinhos que flertam de vez em quando. Deixou que o rapaz fizesse o que bem entendia, lançava um olhar ladino para continuar observando o homem enquanto seu rosto era rabiscado. “Está assumindo que é bom cometer crimes para um policial? Devia tomar cuidado com isso, Shiwon-ah” E mesmo que estivesse falando sobre algo sério, o sorrisinho sacana brincando em seus lábios ia contra as palavras ditas por ele. “Fiquei curioso…” Falou baixo, pois queria que a conversa continuasse entre eles e o tom que escolheu era possível de ser compreendido naquele ambiente, mesmo com o barulho que acontecia na festa. “Como você me mataria, huh? Se a sedução faz parte do plano, você já conseguiu essa parte... a um bom tempo, se quer saber”
˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ━━ para de se mexer! ━━ shiwon resmungou, mas havia uma risada escapando por entre as palavras. tinha um pincel de tinta rosa neon na mão, algumas gotas já tinham pigado no chão, mas outras pesssoas já tinham feito desenhos no piso, então não estava muito preocupado. não que fosse um dos desenhistas mais habilidosos do mundo, mas shiwon sabia desenhar uma coisa ou outra. ━━ prometo que não vou desenhar um pênis na sua cara, nem nada do tipo. ━━ acrescentou, entre uma risada mais pronunciada. de fato, era só uma flor inocente.
"Eu deveria mesmo confiar em você?" A pergunta soou em um tom jocoso, apesar de ter chegado na festa com um cigarro na boca, naquele momento estava ocupado com um pirulito para saciar o seu vício em nicotina enquanto bebia uma cerveja. "Essa risadinha não me dá muita segurança, se quer saber" Continuou brincando, tentando não se mexer, mas era difícil. Saeroyi era alto e tinha que ficar em uma posição não muito confortável e ele não tinha mais idade para forçar demais a coluna, mesmo assim, estava se esforçando ao máximo para que o seu vizinho fizesse a tão sonhada arte em seu rosto, que ele ofereceu de tão bom grado que não teve como recusar. "Dependendo do que desenhar, terei o direito de desenhar o mesmo nesse seu rostinho lindo"
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A pessoa que faz zero esforço para se vestir bem até na festa de um amigo, quem conhece Saeroyi não se surpreende de ver ele usando a mesma roupa que viu pela manhã, antes de ir pro trabalho. Então a calça jeans, o sapato social e a blusa social já faziam parte do visual desde quando acordou no final da manhã pra poder ir trabalhar, adicionou apenas o casaco preto, porque tava fazendo frio. Levou o seu presente de despedida, deu um abraço no amigo e decidiu gastar o tempo comendo e reclamando, porque o dia cansativo lhe deixou um pouco amargurado com a vida, complementando com o fato de que mais um amigo seu estava deixando aquele prédio, tinha como piorar?