FABIAN PHINEAS PREWETT é um ESTUDANTE da GRIFINÓRIA de 20 anos que fez o seu NONO ANO em 1976. só cuidado para não confundir com JOE KEERY porque eles são parecidos!
Fabian adora menciona os cinco minutos de diferença com Gideon Prewett em qualquer oportunidade possível, até mesmo para justificar suas ações. Mas, no fundo, isso não passa de uma brincadeira;
Apesar dos Prewett serem parte do Sagrado Vinte e Oito, Fabian nunca se identificou com a elite bruxa ou com suas ideologias. Além disso, experiência trágica que ocorreu na casa de Druella Black, quando ele tinha 13 anos, reforçou esse afastamento. Porém, essa exclusão social nunca foi um problema para ele;
Quando entrou para Hogwarts, foi selecionado para a Grifinória e seus pais celebraram essa conquista;
Fabian não é um aluno exemplar, ele acumula muitas detenções. Apesar disso, ele demonstra grande habilidade em Feitiços e Defesa Contra as Artes das Trevas. Também participa de alguns clubes, mas sua grande paixão é o Quadribol;
Grande fã de bandas como Fleetwood Mac, The Beatles, The Rolling Stones e The Who;
Dono de uma personalidade magnética, faz amigos com facilidade (e inimigos também);
Após ter sofrido uma decepção amorosa aos 17 anos, Fabian prometeu que nunca mais iria se apaixonar por ninguém e, desde então, é conhecido pelo seu jeito meio “mulherengo” e relacionamentos superficiais;
Fabian é muito impulsivo e, às vezes, isso traz sérias consequências para sua vida.
biografia
Cinco minutos. 300 segundos. A noção do tempo é algo extremamente particular; para algumas pessoas essa fração de tempo pode ser insignificante, mas, para outras, trata-se de um tempo precioso que pode mudar completamente uma vida. Pelo menos esse é o caso de Fabian Prewett que, constantemente, gosta de ressaltar que é o gêmeo mais velho por uma precisão exata de cinco minutos (ele se gaba desse fato com uma frequência impressionante e, na maioria das vezes, isso envolve algum tipo de discussão besta com seu Gideon, seu irmão gêmeo cinco minutos mais novo).
A mãe de Fabian conta que ele chegou ao mundo no final do inverno, quando já é possível reparar os primeiros indícios da transição para a primavera, agitado. Os olhos percorriam as pessoas, objetos e lugares com uma curiosidade voraz. Era como se já estivesse predestinado a se tornar alguém curioso, com sede de aventura e dono de uma personalidade livre.
Por mais que pertençam a uma família puro-sangue, parte do Sagrado Vinte e Oito, os Prewett nunca tiveram uma relação tão próxima com os bruxos pertencentes à elite bruxa. Fabian se recorda de raras ocasiões (duas, para ser exato) em que foi intimado a participar de tais eventos enfadonhos, mas após a ocasião em que quebrou um vaso caro da casa de Druella Black, quando tinha cerca de 13 anos, os convites que eram escassos pararam de chegar. De qualquer forma, esse comportamento excludente nunca foi algo que incomodou os membros da família, Prewett, especialmente Fabian.
Quando entrou para Hogwarts, não foi nenhuma surpresa quando ele foi selecionado para a Grifinória, a mesma casa que sua irmã mais velha, Molly. Até hoje ele se recorda de ter recebido um berrador, um tanto quanto exagerado (no bom sentido, é claro), de seus pais celebrando a notícia e feliz por ele ter seguido a tradição familiar. E foi no castelo de magia e bruxaria, que Fabian passou a ter maior contato com bruxos de status sanguíneos (ter contato com os nascidos-trouxas foi essencial para que ele despertasse seu interesse no rock: Fleetwood Mac, The Beatles, The Rolling Stones e The Who).
O bruxo está longe de ser um aluno exemplar, muito pelo contrário. Fabian já perdeu as contas de quantas vezes recebeu detenção, de Minerva o repreendendo, ou dos berradores que recebeu de sua mãe (esses sim, bastante raivosos). Porém, é preciso ressaltar que ele se destaca em algumas matérias, como é o caso de Feitiços e Defesa Contra as Artes das Trevas. Além disso, o bruxo também participa de alguns clubes extracurriculares, incluindo o Quadribol.
personalidade
Fabian é dono de uma personalidade magnética, de forma que tem grande facilidade para se aproximar de desconhecidos e fazer novas amizades. Além disso, ele é reconhecido por seus familiares e amigos como alguém muito otimista (até demais, em determinadas situações), independente do cenário ele sempre consegue enxergar um ponto positivo em tudo.
O bruxo também é conhecido por ser alguém autêntico, de forma que ele não se preocupa em agradar aos outros. Dono de um espírito livre, gosta de viver intensamente (inclusive, se tornou conhecido por quebrar algumas regras, colecionando um número considerável de detenções). Ao mesmo tempo em que isso tem um lado positivo, visto que Fabian não tem medo de embarcar em novas aventuras, abraçar cada oportunidade que surge em sua vida, muitas vezes o Prewett age de forma impulsiva, sem ponderar suas ações e é impossível ignorar os problemas que isso causa (ou as pessoas que ele magoa, mesmo que de forma não intencional).
Um fato curioso a respeito do jovem, é a respeito de sua fama de sempre estar com uma “namoradinha” diferente. Não há como negar que ele tem um jeito meio mulherengo, que ama flertar. Porém, o que poucos sabem é que após ter seu coração partido, aos 17 anos, Fabian prometeu para si mesmo que nunca mais iria se apaixonar. Desde essa promessa, seus relacionamentos não passam de envolvimentos físicos, superficiais, de sempre que acredita que tem a chance e se machucar novamente, o bruxo se afasta.
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Lupin, de fato, não estava nos melhores dias de sua vida. A próxima Lua Cheia seria a menos de uma semana e eles estavam temporariamente proibidos de sair do Castelo. Além de todos os sintomas que a transformação trazia naquela semana antecedente, havia mais essa preocupação. Remus percebeu que não conseguia sentar e esperar. Precisava encontrar uma resposta. Ou pelo menos algum direcionado que levasse a ela. "Prewett." Disse, com surpresa, ao erguer os olhos e reconhecer o outro. "Está perdido?" Perguntou com uma risada bastante suave, se referindo justamente a ser difícil vê-lo por ali. "Multiverso? Você acha que aqueles outros Castelos podem ser outras versões nossas? De outras linhas do tempo?"
“Engraçadinho, Lupin”, disse ao escutar a piada sobre ele estar na biblioteca. “Mas, admito, que até pode ser bem interessante”, disse, sério. Normalmente, Fabian ia até o local com outros intuitos que não fosse estudar, de forma que estava impressionado com a quantidade de acervo literário que aquele ambiente tinha. “O que mais você sugere? Mas pense nisso: nós não estamos conseguindo sair do castelo, e isso está acontecendo por conta do multiverso! Se a gente encontrar com nossas outras versões… Bem, acho que o resultado vai ser catastrófico”, pelo menos era o que sempre acontecia nas HQs (não que ele fosse um grande especialista no assunto).
Estava encostado contra a parede de um dos corredores menos movimentados, o Mapa do Maroto aberto nas mãos enquanto observava as linhas surgirem e se rearranjarem com atenção incomum — o cenho levemente franzido, como se aquilo realmente tivesse conseguido prender seu foco por mais de alguns segundos. “Não, isso aqui definitivamente não tá certo…” murmurou, mais para si do que para qualquer outra pessoa, acompanhando com a ponta do dedo alguns dos pontos que se moviam pelo pergaminho. “Ou a gente duplicou o castelo inteiro…” fez uma pausa, inclinando a cabeça, “ou o mapa resolveu entrar em crise existencial junto com o resto de Hogwarts.”
Foi só então que percebeu Fabien por perto — e, claro, isso foi o suficiente para o tom mudar quase instantaneamente. “Ah, perfeito,” disse, erguendo o olhar com um sorriso fácil, virando levemente o pergaminho na direção dele como se estivesse oferecendo acesso a algo exclusivo, “vem cá, preciso de uma segunda opinião antes de eu declarar oficialmente que sou um gênio incompreendido.” deu dois toques leves no mapa com a varinha, como se aquilo fosse enfatizar o ponto, “porque ou isso aqui tá mostrando mais gente do que deveria… ou tem coisa andando por aí que não devia existir,” uma pausa breve, antes do sorriso voltar, mais provocador, “então, qual você prefere? Culpar a magia… ou admitir que eu tô prestes a descobrir algo muito mais interessante que todo mundo?”
“Que cara é essa, Potter?”, comentou ao ver o amigo com uma expressão um tanto quanto confusa. “Tentando descobrir o que está acontecendo? Bem-vindo ao time”, Prewett sentia como se fosse enlouquecer aos poucos, e a falta de respostas o deixava ainda mais ansioso. Sabia que os professores tinham recomendado que todos mantivessem a calma, que continuassem vivendo normalmente, mas era impossível ignorar que Hogwarts tinha sido duplicada… Ou melhor, triplicada. “Deixe-me ver”, disse, ao se aproximar do amigo e do pergaminho que ele segurava. Em um primeiro momento, aquele velho pedaço de papel parecia mostrar Hogwarts e suas pessoas, contudo, alguma coisa não estava certa: vários passos de pessoas indo e vindo, nomes se sobrepondo ao ponto de se tornarem ilegíveis. “É a primeira vez que vejo um artefato com esse, e admito que a ideia é brilhante… Se ao menos fosse mais claro”, o grifano estava em êxtase com o pedaço de papel que segurava, como se aquele pequeno objeto tivesse lhe revelado algo extraordinário. “Se for para apostar em uma das duas opções, eu escolheria a última. Não sei ao certo o que é isso, ou o que isso está tentando revelar, mas tudo indica que é extraordinário”.
Após acordarem e darem de cara com mais duas Hogwarts, o castelo virou um caos completo. Apesar de serem obrigados a seguirem com suas rotinas, era impossível não ficar pensando e conversando sobre o acontecido, e ainda por cima não conseguiam nem sair do castelo. Não demorou para as mais diversas teorias surgirem e com isso culpados serem apontados quando nada tinham a ver com o ocorrido.
Andrômeda pensou que no jantar, após o milésimo discurso para ficarem calmos e que a situação estava sob controle, os ânimos realmente se acalmariam; estava totalmente errada. Estava conversando com um grupo de colegas e escutando as mais absurdas teorias quando a voz de Fabian chegou aos seus ouvidos.
— Eu continuaria com prazer, Fabian. — se virou para voltar sua atenção a ele, deixando as colegas de lado. — Até porque a maioria das coisas que acontecem nesse castelo tem um dedo seu. Ou você parou de frequentar a detenção? — cruzou os braços. Como monitora, muitas foram as vezes em que ela já viu o garoto seguindo para as detenções. — Não duvidaria se você estivesse envolvido nisso, talvez seja uma pegadinha que está durando tempo demais? Ou acabou saindo de controle?
Aquela situação estava, aos poucos, irritando-o. Ao mesmo tempo em que não podia culpar Andromeda Black por pensar naquele tipo de coisa, afinal de contas tinha construído uma reputação na escola e estava longe de ser um dos alunos exemplares, mas queria ter sua chance de se defender. “É desse jeito então, Black? Como uma juíza em um tribunal, declarando minha sentença sem nem mesmo ouvir o meu lado”, infelizmente, Fabian não tinha como se defender. Não tinha ideia do que estava acontecendo e nem mesmo sabia como explicar o motivo de existir três Hogwarts, simplesmente não tinha o que falar. “Você me conhece, Black. Sei que não há muito o que falar para me defender, mas você realmente acha que eu sou o responsável por tudo isso? Estou tão preocupado quanto o resto dos alunos”.
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assistia cada feitiço acertar a porta sem sucesso, tinha traçado as variáveis a chance e algo funcionar eram mínimas, e ainda sim, ela continuava apenas parada assistindo Fabian tentar. " eu estou bem aqui. " disse voltando a se encostar na parede de pedra, soltando o ar devagar, não o deixaria sonho ali esgotando sua magia, ao mesmo tempo que não o impediria, porque sabia que só resultaria em uma discussão. " como eu disse antes, não acho que ficar tentando as mesmas coisas repetidamente vá fazer com que tenha algum efeito diferente. " comentou cruzando os braços em frente ao corpo. " Dumbledore e os outros professores provavelmente estão focando nisso, talvez nossos esforços seriam melhor utilizados em outra coisa. " disse se aproximando dele colocando a mão em seu ombro. " vai só acabar se esgotando e me obrigando a arrasta-lo até o salão comunal ou a enfermaria. "
Fabian tinha noção que estava agindo com um dragão grande e teimoso que não se recusava a sair do lugar, mas ouvir Dorcas Meadowes dizendo isso em voz alta só fez ele constatar melhor ainda seus atos. O bruxo guardou a varinha em suas veste e passou a mão pelas madeixas castanhas sentindo-se frustrado. “Tem que existir alguma coisa que possamos fazer”, disse, tentando reunir as últimas esperanças restantes. O Prewett simplesmente não conseguia aceitar tudo aquilo que estava acontecendo, era preciso existir uma resposta em algum lugar. “Alguma ideia em mente, Meadowes? Alguém tão brilhante como você pensaria em algo”.
a presença de fabian fez lily relaxar. se alguém sabia tirar um riso ou dois dela, era o prewett. dito e feito, sua teoria fez com que evans soltasse um riso fraco. foi fraco, mas foi um riso, mais do que podia dizer dos últimos dias. ❝ — eu não vou descartar isso, sinceramente. eu disse que aquele suco de abóbora do banquete tava meio estranho...❞ — balançou a cabeça e se virando para o amigo. ela queria continuar brincando, mas seu semblante endureceu de novo. ❝ — se tem uma coisa boa nisso tudo, é que eu achei que alguns dos nossos colegas lá das masmorras também ficaram em pânico. primeiro achei que podia ser... não sei, parte de um plano maior. mas ninguém pareceu de fato entender e, a menos que tenhamos atores excepcionais por aqui, eu acho que isso aqui não tava previsto por ninguém.❞
O grifano assentiu, concordando com a amiga que o suco de abóbora, de fato, estava meio estranho. “Tá na cara que isso foi algum tipo de pegadinha e muito bem elaborada, algum engraçadinho deve ter achado que seria interessante contaminar o suco de todo mundo com uma poção”, sugeriu. Sabia que era uma teoria repleta de furos, mas eles precisavam se apegar à alguma coisa. “Você acha, Lils?”, perguntou para a bruxa, levemente preocupado. “Está tudo tão confuso que não sei no que acreditar”.
ㅤ꩜ .ᐟ ㅤnora arregalou os olhos quando fabian começou a falar, um pocuo surpresa com a abordagem. ainnda não tinha o amiho desde que chegaram em hogwarts e ele nem esperou falar um "oi, tudo bem? como foi o verão?" antes de começar a falar com uma certa afobação, o que indicava algo importante e a deixando calada, o que era algo muito difícil de acontecer. quando ele terminou de falar, seus olhos arregalaram ainda mais e sua boca abriu em animação.ㅤ─ ㅤcomo você quer que eu não pire?ㅤ─ ㅤsua voz saiu mais alta que o normal e ela o puxou para um abraço rápido, não conseguindo se conter.ㅤ─ ㅤum ótimo amigo? prewett, você acabou de ganhar o título de melhor amigo do mundo! puta que pariu! os ingressos estavam esgotados a dias, como você conseguiu isso?! caralho, eu preciso comprar uma camisa da irlanda pra ontem! e já juntar um dinheiro pra jogar no bolão... essa partida vai ser histórica! eu não tô acreditando que a gente vai! eu estou te devendo minha vida depois dessa!
Estava tão animado com os ingressos que tinha conseguido, que mal tinha tido tempo ou oportunidade de ter uma conversa real com Nora. Fabian retribuiu o abraço apertado da amiga, sentindo-se feliz por poder compartilhar aquele sentimento de alegria pura. “Vou anotar essas palavras e te lembrar sempre que você ficar brava comigo. Como você disse: sou o melhor amigo do mundo”, repetiu, se gabando do novo título que tinha adquirido. “Agradeça ao meu estágio das férias e nada animador no Ministério da Magia”, Fabian tinha usado boa parte de suas economias para fazer aquela compra. “Não precisa retribuir esse favor, Nora. Mas, se você quiser me apresentar para sua colega de casa, a Lucy, eu aceito”, mencionou enquanto caminhava junto de Nora, já planejando em saber como tinham sido as férias da amiga.
' ✧₊ ⎯⎯⎯⎯⎯⎯ Soprou um suspiro desalentado, também arqueando as sobrancelhas enquanto assentia com uma leve veemência. Sim, todas as confusões em que Gideon e Fabian se envolviam sempre rumavam por um caminho certeiro, encontrando seus ouvidos primeiro que os de qualquer outro alguém. Talvez, esse ano, possamos me tornar a última para poupar minha paciência e energia. ❞ O instigava com bom humor, apesar da sugestão ser verdadeira. Sua postura imediatamente mudou quando escutou o motivo que levava o irmão até ela, sendo notável como suas muralhas desvaneciam. Uma expressão mais doce e compreensiva invadiu seu semblante. ❛❛ Nem me fala... Acabei de conversar com Remus e contar sobre uma garotinha nascida trouxa que encontrei chorando no banheiro. Ela me disse que estava com medo e, por um tempo, se recusou a sair de lá. ❞ O misto de tristeza e indignação que sentia com tudo aquilo era perceptível. Cruzou os braços diante do corpo. ❛❛ Às vezes precisamos ser maduros e fortes pelos outros. ❞ Aconselhava o mais novo. Era importante para Molly ver seu irmão assumindo uma posição mais incisiva e acreditava em seu potencial. ❛❛ Mas, temos que confiar que tudo vai ficar bem e vamos reverter essa situação. Pelo menos não estaremos sozinhos nessa. ❞ Sempre sentia orgulho ao pensar que havia herdado o alinhamento moral dos pais e que o compartilhava com os irmãos. Era capaz de perdoar qualquer brincadeira sem graça feita por eles, mas não saberia como lidar com a descoberta de que apoiavam o movimento purista.
Prewett se sentia dividido. Ao mesmo tempo em que estava se divertindo com a pegadinha, também tinha a sensação de que estava fazendo algo de errado ao se aproveitar daquele momento singelo e emocionante entre dois irmãos. Mais do que nunca Molly o mataria se soubesse da pegadinha. “Podemos até tentar, mas não prometemos nada”, disse, respondendo em seu nome e de seu irmão. A verdade é que ele e Gideon até podiam tentar ser mais esforçados e responsáveis, mas andar 100% na linha era algo um tanto quanto ilusório. Porém, o tom divertido da conversa ganhou uma esfera mais séria e densa. “Tenho a sensação de que, cada vez mais, estamos vivendo tempos sombrios…”, e só de pensar no futuro. Bem, a perspectiva não era das mais animadoras. “Mas se permanecermos juntos, nos apoiando, tenho certeza que vamos dar conta de tudo”.
O Black esta a apoiado próximo à parede de pedra, postura impecável, como se estivesse ali por escolha e não por coincidência. Seus olhos se ergueram lentamente ao ouvir a voz de Prewett, o reconhecendo de imediato. Houve um breve silêncio antes de qualquer resposta. “ imagino que não esteja, considerando que o ano letivo mal começou e você já encontrou uma forma de chamar atenção.” O tom veio calmo, controlado, mas com um fundo sutil de desdém que não precisava ser explícito. Seu olhar percorreu Fabian por um segundo, avaliando-o, não a aparência, mas o contexto. Descruzou os braços, afastando-se da parede com um movimento elegante, aproximando-se o suficiente, mas mantendo uma distância segura. “bombinhas de bosta, presumo.” Seus olhos permaneceram fixos em Fabian, impassíveis. “fascinante como alguns conseguem atravessar anos em Hogwarts sem qualquer evolução.” inclinou levemente a cabeça, analisando a figura a sua frente com frieza. “diga-me, Prewett, isso ao menos teve algum objetivo específico, ou, foi apenas mais uma tentativa se entretenimento fácil?”
Fabian revirou os olhos ao se deparar com a presença de Regulus Black. A última coisa que precisava era de receber uma lição de moral vindo de um almofadinhas como ele, alguém que acreditava ser melhor do que os outros por conta do simples status sanguíneo. “A escolha pode ser clichê, mas é eficiente para lidar com babacas”, a verdade era que os rapazes que tinham importunado Mary horas antes mereciam coisa pior, embora suspeitasse que nem mesmo a pior das punições seria capaz de mudar a ideologia que defendiam. “Está se referindo aos seus amigos preconceituosos? Realmente, é impressionante que essa galera tenha um cérebro do tamanho de um amendoim”, o grifano sabia muito bem que a indireta tinha relação com seu histórico escolar, mas aquele era um detalhe que não o afetava. Tinha consciência de suas ações e sabia que não era um aluno modelo e exemplar, mas nem mesmo tentava ser. “Pergunte depois aos seus colegas de casa o que eles fizeram mais cedo, você terá sua resposta”, disse ao passar por Regulus, sem paciência para discutir com o mais novo.
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Soltou uma risada imediata — alta, despreocupada, daquelas que vinham fácil demais quando alguém entrava no jogo dele sem hesitar. “Merlin, Fabian Prewett, você não perde tempo, né?” Passou o braço pelos ombros do outro com naturalidade, puxando-o num gesto quase automático, como se já estivessem no meio de alguma conspiração que só os dois entendiam. “E eu aqui tentando ser um capitão sério, profissional, focado no futuro glorioso do nosso time…” fez uma pausa dramática, levando a mão ao peito como se estivesse genuinamente ofendido, “e você reduz tudo a um convite indecente em cima de uma vassoura.” O sorriso dele se alargou, impossível de conter. “Não que eu esteja reclamando, claro.” Deu um leve empurrão de lado no amigo, já entrando no ritmo da provocação. “Mas fica tranquilo — quando eu quiser te chamar pra algo mais… exclusivo, eu aviso. Com direito a horário marcado e tudo. Não quero ferir sua reputação.” Abaixou um pouco a voz, inclinando-se como se fosse contar um segredo: “Embora, considerando seu histórico, acho que isso já não seja exatamente uma preocupação, né?” Endireitou-se de novo, rindo, completamente à vontade. “Agora, voltando ao que realmente importa — porque, diferente de você, eu tenho prioridades —” apontou com o polegar na direção do campo, já com aquele brilho competitivo nos olhos, “a gente precisa treinar. E muito.” O tom mudou só um pouco — ainda leve, mas com aquele fundo sério que sempre aparecia quando o assunto era quadribol. “Esse ano é nosso, Fabian. Eu tô falando sério.”Então, como se não conseguisse ficar muito tempo sem estragar o próprio momento, o sorriso voltou torto: “Mas olha… se isso envolver você grudado em mim na minha vassoura pra melhorar a coordenação do time…” Deu de ombros, completamente sem vergonha. “quem sou eu pra recusar um sacrifício desses, né?”
O jovem bruxo tinha um humor afinado, além de sua sagacidade, de forma que foi rápido ao fazer piadinhas sugestivas para Potter. Também tinha intimidade o suficiente com James, pois, ali no campo de Quadribol, ele desempenhava também a função de capitão do time. “E quem disse que as duas coisas não podem andar lado a lado, James?”, perguntou para o amigo, tentando manter uma postura mais séria. “Dizem que é praticamente impossível ter sorte no amor e no jogo ao mesmo tempo, mas acho que esse ano vai ser glorioso nos dois sentidos”, na verdade, Fabian pouco se importava com a parte do amor, tinha aceitado de bom grado o seu posto como mulherengo incorrigível, mas ganhar a Taça de Quadribol era algo completamente tangível e dentro da realidade. Com a visão analítica de James (o colega não tinha se tornado capitão à toa) e o esforço contínuo de cada integrante, eles tinham a possibilidade de ir longe. “Estou tendo essa mesma sensação que você”, disse animado. “Que vamos ganhar ao final do ano letivo”, acrescentou rapidamente. “E se isso envolver alguns passeios em sua vassoura, é melhor ainda. E, diferente de certa ruiva que conhecemos, eu sou bem fácil”, comentou, não perdendo a oportunidade de deixar a piada passar. Não era novidade para ninguém o interesse de James por Lily Evans, embora nada tivesse acontecido até então. De qualquer forma, Fabian admirava a persistência do amigo e até se divertia observando as investidas dele. “Enfim, deixa logo de papo furado e me mostre as manobras novas que você aprendeu nessas férias”.
O armário de vassouras não era lá o local mais confortável do mundo para se esconder, mas era o ambiente perfeito para quem procurava algum tipo de privacidade. Especialmente, quando envolvia combinar últimos detalhes de um plano extremamente arriscado, como entrar na sala de Dumbledore para tentar arrancar alguma informação. “Relembrando: eu e Mary vamos até o gabinete do diretor para relatar o incidente que aconteceu no Expresso de Hogwarts, e entre cinco a dez minutos depois o Gideon vai causar uma distração para atrair a atenção do Dumbledore”, disse, ao explicar o passo a passo para o irmão e a amiga. “Nada de fazer algo exagerado demais, Gid. Dumbledore não é idiota”, reforçou para o irmão, torcendo para que ele tivesse uma boa ideia. “Nesse meio tempo, Mary, vamos ter que ser rápidos. Presumo que vamos ter entre dois e três minutos para tentar achar qualquer coisa, lembrando que devemos ser o mais cuidadosos possíveis”.
Fabian Prewett sabia que era perda de tempo tentar abrir os portões, visto que os professores (incluindo o bruxo mais talentoso que conhecia, Albus Dumbledore), tinham tentado e falhado miseravelmente. Porém, lá estava ele lançando feitiços (que não surtiam nenhum efeito) desesperadamente. “Se quiser pode ir embora, Doe”, falou para a amiga que o acompanhava. “Não pretendo sair daqui tão cedo, tem que existir alguma resposta”, sua voz falhou em alguns momentos, demonstrando a instabilidade emocional que o dominava naquele momento. Normalmente, Fabian não costumava se preocupar com as coisas, tinha um jeito mais relaxado e tranquilo, mas era impossível conseguir agir com naturalidade.
O grifano aproveitou o intervalo entre as aulas durante a tarde e se dirigiu até a biblioteca, talvez conseguisse encontrar um livro que explicasse o que estava acontecendo. A resposta para aquele mistério deveria estar em algum lugar. “Que cara de surpresa é essa, Lupin”, disse ao encontrar o amigo. “Até parece que você viu um fantasma”, brincou. Fabian estava longe de ser um dos alunos exemplares (na maioria das vezes que ia até a biblioteca era para dar alguns amassos entre as estantes mais escondidas), de forma que ele não era uma figura que costumava frequentar aquele ambiente. “Estou tentando encontrar algum livro que explique sobre multiversos, acredito que isso pode explicar o que está acontecendo”, aquela era uma teoria ridícula baseada no seu pouco conhecimento de algumas HQs dos trouxas, mas não custava nada explorar aquela possibilidade.
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Mesmo com o suplício dos professores pedindo que eles mantivessem a calma, que logo a situação iria se regularizar, era quase impossível agir com tranquilidade e racionalidade. Eram muitos questionamentos, e qualquer resposta que recebiam eram um tanto quanto ineficientes. Teorias e acusações circulavam entre os estudantes, e quando o nome de Fabian foi citado o bruxo não sabia se ficava irritado ou orgulhoso (achar que ele era o responsável por triplicar Hogwarts, era como chamá-lo de gênio). “Quer me culpar por mais alguma coisa, Black?”, questionou Andromeda, visto que a bruxa tinha sido uma das responsáveis por citar seu nome, dando a entender que ele tinha sido um dos possíveis causadores do que estava acontecendo. “Aparentemente sou o culpado por qualquer coisa que acontece neste castelo, então pode continuar com sua lista de acusações”, era impossível conter suas palavras rudes, mesmo sabendo que Andromeda não merecia aquele tipo de tratamento. Apesar da acusação, entre as irmãs Black, ela era a mais fácil de conviver.
Remus estava se divertindo com a desventura de Fabian até o momento em que ele mencionou a onda purista. Claro, não tinha como ficar alheio às notícias com as proporções que as coisas estavam tomando. Mas era apenas o primeiro dia de aula e Remus estava ouvindo a respeito pela terceira vez. O assunto seria inevitável, até porque não era mais crianças. Mas não podia negar que o deixava inquieto pensar que a tal onda podia estar se arrastando para dentro da escola. "Eles devem estar preocupados também, os professores." Porque deviam se manter neutros. Por is mesmos e pelas crianças que agora eram responsabilidade deles durante o ano escolar. Lupin trocou o peso do corpo para a outra perna e passou os dedos nos cabelos. "Definitivamente. Se ela sequer imaginar que eu te deixei solto por aí depois de uma ordem dela, quem vai ouvir um monte sou eu!" Remus disse rapidamente. "Mas vamos só sair daqui e você faz o que quiser." Acrescentou em tom mais baixo, puxando o outro consigo pelo braço.
“Não consigo imaginar o quão desafiador isso deve estar sendo”, por mais que os professores fossem responsáveis por ajudar a manter a harmonia no castelo, a boa convivência entre os alunos, existia um limite até onde eles podiam agir. E, infelizmente, Fabian tinha a certeza que meras palavras e discursos bonitos não seriam capazes de mudar a mentalidade de determinados alunos; eles já estavam bem decididos em relação às crenças que acreditavam (por mais ridícula que fosse, na opinião do bruxo). “Ela só vai descobrir alguma coisa se alguém abrir a boca, e meus lábios estão selados como um túmulo”, por mais que Remus fosse um aluno mais responsável e organizado, também era conhecido por se envolver em algumas aventuras pelo castelo, de forma que um ajudava o outro quando necessário. “Sabe que depois de hoje estou te devendo uma, Lupin", disse, acompanhando o amigo para o mais longe dali.