˙ ˖ ✧ “E o rosa.” Completou com o bom humor que ainda tinha, continuando concentrado no carinho que fazia na barriga, imaginando se os bebês realmente sentiam, ouviam e coisas do tipo. Bom, certamente eles estavam ali. Se moviam o suficiente para que dificilmente passassem despercebidos. Em pouco tempo eles logo nasceriam e, por mais lógico que Seo Joon fosse, era difícil de acreditar ainda naquilo. Já havia se acostumado com a ideia de pai, pelo menos na teoria, mas a prática era já coisa totalmente diferente. Ouvir seu nome sendo chamado tão abruptamente fez com que a mão parasse por um momento, enquanto ele se mostrava atento ao que viria. Os lábios se apertaram por um momento enquanto as engrenagens do cérebro funcionavam. Ele mesmo já havia pensado naquilo diversas vezes, mas não queria dizer que uma resposta poderia vir facilmente para ela. “Sinceramente? Eu não faço ideia.” Foi sincero para variar, já que não teria muito o que acrescentar sobre aquilo. “Mesmo que voltemos, acho que as coisas nunca mais serão as mesmas.” Se acontecesse, definitivamente todos teriam muito o que conversar e arrumar depois daquela maldição. “Ainda sim, por incrível que pareça… Eu não me importo?” A olhou, ainda formulando melhor o que estava falando. “Se tem uma coisa certa é que eles estão aqui… Nós estamos aqui. Posso talvez não ser a melhor pessoa aos seus olhos, mas posso afirmar com todas as letras que farei de tudo para que tudo fique bem. Que eles fiquem bem. Nao sei nem se você confia em mim, mas eu realmente acredito nisso.”
-- O rosa está incluído no grande senso de estilo. -- Cornelia garantiu com um sorrisinho antes de se concentrar na conversa dos dois. A resposta dele não foi exatamente animadora, mas pelo menos foi sincera. Pelo menos com isso ela não precisava se preocupar. Com tanto acontecendo em termos dessa maldição misteriosa, era bom saber que ela não era a única dando passos assustadoramente grandes no escuro. -- É, isso com certeza. Não sei como seria minha vida sem a Amazon. Comprar impulsivamente nunca foi tão fácil... -- Ela balançou a cabeça, se perdendo no devaneio por um segundo antes de se concentrar. -- Você não sente falta de nada? -- Connie deitou a cabeça de lado, se movendo desconfortavelmente quando sentiu um dos bebês atingir algo nas suas costas. -- Às vezes nem eu sei se eu confio em você totalmente. Mas, se te faz sentir melhor, eu confio em você sobre isso. Sobre eles. Eu sei que você sempre quis isso. E eu sei que você cumpre suas promessas.