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a painful sehun after high-fiving

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black lotus | do not edit.
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and yet another angle of the chensoo fake kiss in Xi’an
menino solto!! alguem segure!
ultimate delight | do not edit.
O Amigo
E lá vem ele. O rosto ainda tão juvenil... culpa daquele sorriso cheio de dentes branquinhos e pequenos que ele faz questão de exibir.
Com cinco anos e sendo filho de pessoas famosas, eu não tinha convivência com muitas crianças. Meus pais eram estrelas do cinema, isso me rendia boas risadas, mas também me trazia uma solidão dolorida. Eles eram bem ocupados, eu mais passava tempo aos cuidados das babas.
Quando entrei pra escola, aos seis anos, eu tinha vergonha de falar. Achava todas as crianças da sala tão pequenas, tão bobas. Passei metade do ano sem boa interação. Não que não tentasse, mas no fim, todos se afastavam de mim porque, segundo eles, eu era bobão que falava como adulto. Naquele dia, lembro-me que foi quando o conheci. Maior, mais velho. Ele sentou ao meu lado embaixo da árvore do pátio da escola.
- Você ta bem?
Não o olhei. Sua voz era tão calmante.
- Meus colegas de turma me acham ruim, mas não tenho culpa de não consegui acompanhar as brincadeiras infantis. Não convivo muito com crianças.
Minha voz partia o ar, chorosa.
- Vamos conversar ok? Como se chama?
Ergui meu olhar encontrando o seu pela primeira vez.
- Sou Chanyeol, e você?
- Meu nome é um pouco difícil, mas meus amigos me chamam de Kai.
- Isso significa que sou seu amigo?
E Kai me sorriu.
A partir de então eu conversava com Kai todo dia. Mas ele era mais velho. Quando íamos brincar, ele não podia sentar nos brinquedos, ele me dizia que era pra não quebrar os brinquedos dos menores.
Um dia Kai não apareceu. Todos notaram minha tristeza. Minha escola tem 3 alas. A ala do fundamental, a minha, a ala do ginásio e a dos alunos grandes. Kai era do ginásio. Ate tentei saber dele, mas ninguém queria me ouvir. Esperei por dias, que se tornou um mês. Então Kai apareceu, ele disse que tinha ficado doente.
Fiquei feliz a ponte de minhas babas quererem conhecer quem era meu amigo.
Mas Kai tava com matéria atrasada e não dava pra ir me visitar.
Quando fiz sete anos, meus pais resolveram se mudar. Kai ficou pra trás.
Mas conheci pessoas novas, crianças que brincavam comigo.
Com 10 anos eu tinha um considerável grupo de amigos. Minhas festas de aniversario sempre cheias, pessoas que jogavam vídeo game comigo. Eu tinha amigos. Mas nunca esqueci Kai. Com 11 anos não parava em cidade alguma. Meus pais em turnê com uma peça de teatro me arrastavam e eu perdi amigos.
Quando fiz 15 anos, voltei a mesma cidade da minha infância. Meus pais resolveram que seria melhor pra mim, ter um local fixo. Dois meses sem muitas novidades, por ser filho de pessoas conhecidas e ricas, ganhei um ciclo social, mas amigo, nenhum. Resolvi revirar algumas coisas e finalmente ter coragem de procurar por meu amigo de infância, oito anos depois.
E um dia andando por um dos parques da cidade, o vi sentado. Seu rosto era o mesmo, os traços estavam mais adultos, mas ainda era Kai. Sentei ao seu lado e de imediato ele me reconheceu. Foi uma satisfação. Kai era realmente mais velho. Disse-me que estava na faculdade agora e que só estava ali por conta das férias. Que morava perto do parque e tinha resolvido caminhar.
Tentei convidá-lo a frequentar minha casa. Ele foi resistente, mas por fim aceitou, indo lá algumas vezes.
Kai viajou. Voltou a sua faculdade. Não tinha seu numero de telefone, mas tinha seu email. Mas eu sempre escrevia, mas não recebia resposta alguma.
Ele voltou no ano seguinte, falando da dificuldade das aulas, do estagio que estava fazendo.
Agora com 17 anos, estou nessa sala, Kai ao meu lado e a psiquiatra falando. O sorriso de Kai havia sumido de seu rosto, mas ele continuava a me olhar, como sempre, amável, carinhoso, amigo.
- Conversei com professoras, com cuidadoras, da época de sua infância, com seus empregados e companheiro de turma. Você, quando criança, brincava, sorria, conversava só. Agora vai a sua casa, afirmando que esta com um amigo, passa tempos trancados, caminha, vai a festas, cinema, parques. Você me disse que veio com o Kai, certo? Mas você esta só, apenas eu e você aqui. Park Chanyeol, você tem um caso de esquizofrenia.
Olhei assustado o rosto de Kai e ele me sorriu complacente.
- Sempre serei seu amigo. Não a escute. Estarei ao seu lado. Agora, para sempre. Meu amigo.
Amigo.
Kai era meu único amigo.
O Sinico
Uma das coisas que aprendi cedo na vida, foi que querer não é poder.
Impus a mim mesmo que isso não seria valido pra mim.
Meu primeiro teste veio aos seis anos, sou o mais novo dos três filhos dos meus pais. Eu queria muito um tênis de luzinha, mas meus irmãos mais velhos achavam brega e meus pais achavam caro demais. Na minha cabeça infantil era a melhor coisa do mundo. E se era a melhor coisa do mundo, eu, Jongdae, teria. Por um mês me pus a pensar no que fazer e notei que quando as pessoas diziam não gostar, elas ganhavam. Fiz um teste com uma camisa. Eu detesto a cor verde, e impliquei com uma camisa que meu irmão gostou, resultado, logo eu saia da loja com uma camisa verde escuro que minha mãe e meu irmão disseram que ficou linda em mim. Duas semanas depois eu ria e corria com meu tênis de luzinhas pelos corredores da escola.
Aprendi que quando se quer muito uma coisa, temos que manipular. As vezes mentir descaradamente e assim somos pessoas incrivelmente presenteada com o que não queremos.
Com 11 anos eu estava com problema com notas. A mudança de primário para ginásio, fez com que minhas preciosas notas decaíssem. E foi então que o vi no fundo da sala. Gordinho, desajeitado e maior que o resto de nós. Mas também tinha as melhores notas da sala. Socialmente isolado da sala por suas diferenças. Em um mês fiz amizade, brincamos e nos tornamos bons amigos. Ele me ajudava a estudar e eu o ajudava a ter alguma vida social. Quando fizemos 14 anos, seu corpo simplesmente se moldou pelos esportes que passou a praticar por incentivo meu. Agora ele não era mais gordo, era forte, cintura afilada, pernas e braços torneados. Meu segurança pessoal, já que eu era baixinho e magro demais. Minha desculpa para ir as festas, já que minha mãe nunca resistia a ele e ao jeito educado e tímido. Eu dizia:
- Você tem que fazer mais amigos, sair e deixar a timidez. Ficar com algumas garotas, curtir a adolescência. Cara, a vida não é só livros, basquete e natação.
Eu era o bom samaritano. Aquele que se preocupava com o amigo em sua timidez e isolamento. Mas a vida também resolve pregar peças na gente. Era possessivo com tudo o que considerava meu. Isso ficou claro e evidente quando meu irmão do meio passou a fazer amizade com meu amigo. Não queria dividir minha conquista tão cuidadosamente arquitetada nos anos juntos.
Parecia que quanto menos interesse eu mostrava naquilo, mais eles se uniam e me afastavam. Não estava funcionando minha tática de vida. Existia alguma falha que não via onde.
Ate aquela festa, onde ele e meu irmão beberam demais, e para meu entendimento final, eles se beijaram na minha frente. Algo em mim se quebrou como se um vidro fino tivesse caído ao chão. Meu coração falhou uma batida e minha respiração parou por instantes. Quando dei por mim, eu corria desesperado de volta a minha casa.
Tinha que bolar outro plano.
Tenho 17 anos e meu objetivo esta sendo aos poucos cumprido. Primeiro, mostrei uma aceitação incrível e agora aos poucos estou ruindo o castelo deles.
Ninguém me deixa. Tudo que Kim Jongdae quer, Jongdae tem.
Agora entre meus braços, na minha cama, meu amigo chora por meu irmão o ter traído.
Escondo meu sorriso, através de selares suaves em seus fios descoloridos, ideia minha por sinal, e palavras de acalanto.
Sou um sínico.

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O Chantagista
Estar no mundo não é ser necessário. Aprendi isso muito cedo.
Eu nasci de forma indesejada. Nasci por obrigação para a sociedade. O filho do casal mais belo. Uma criança perfeita. Com seis anos me foi exigido boa conduta, bons sorrisos, boas notas, eram tantos clubes esportivos, de inteligência, de artes que quando chegava em casa, só conseguia ficar a mesa de jantar comer e ir para meu quarto dormir.
Meus pais nunca estavam lá também. Eram eventos, festas, reuniões. Qualquer coisa para a sociedade. Porém chegar em casa e estar apenas junto ao filho na hora do jantar. Empregados não me faltavam, por isso passei a descontar neles.
Aos doze anos ainda era considerado uma criança insuportável perante os empregados. Mas meu rosto infantil, meus olhos e bochechas fofas escondiam minha verdadeira natureza.
Eles eram lixo. Meu lixo. Minha babá era quem mais sofria. Eu reclamava de qualquer imperfeição em minhas vestes, cabelos, sapatos. A governanta tinha que me acompanhar na vistoria da casa e conferir a prataria peça a peça. O jardineiro tinha que cuidar das plantas e não se sujar ou suar.
Na escola se os professores dessem um deslize sequer eu humilhava com ações fofas e superiores.
Passei a investigar o que quer que fosse por diversão. No começo eram coisas pequenas, como as vendas de respostas de provas, o repasse de favores, ameaças de esportistas aos nerds por uma nota, meu lance era chantagear ate abusar e entregar. Ate que descobri um jeito mais gostoso de me fazer sentir palpitar o coração. Descobri um caso entre professor e aluna, chantageei ate abusar e denunciar, apenas para me ver feliz por momentos de sofrimento alheio. Descobri uma falcatrua com orçamento na escola e chantageei o tesoureiro ate abusar e denunciei.
Meu prazer maior era ver o sofrimento nos rostos, os momentos de fingida inocência e por fim a raiva em descobrirem que era eu o causador.
Mas aos 16 anos descobri não ser isso o suficiente para mim. E passei a me meter em coisas maiores. O repasse de droga escolar. Descobri de baixo, quem era os chamados ‘voadores’, depois os intermediários e por fim contratei um detetive para achar coisas maiores, como a conta do diretor do colégio. Mas não era o suficiente.
Mesmo que não fosse o suficiente para mim, pareceu ao intermediário de drogas e fui ameaçado. Mas eu era melhor nisso que ele e descobri o seu ‘chefe’. Envolvi a policia nisso e disse que tinha sido ameaçado, para a sociedade que não sabia quem eu era, não passei de um adolescente que sem querer estava no ‘lugar errado na hora errada’.
Qual não foi meu choque ao descobri que meus pais tinham amantes? Mas ai eu me achei. Tinha meu pai na mão, me dando tudo que eu queria, uma dessas coisas foi uma de suas putas. Minha mãe me deu um carro, e passou a frequentar todas as apresentações de minha banda. Que era patrocinada por papai.
Dezessete anos.
Tenho dezessete anos e estou nesse camarim sozinho, meus pais na platéia e uma legião de babacas me esperando. Sou um astro!
- Achou que tinha se livrado de mim?
A voz era desconhecida, seu rosto estava coberto e à mão um revolver calibre 44. Me virei encontrando aqueles olhos frios em minha direção. Ergui uma sobrancelha em desdém. Tinha seguranças a porta.
- Você quer mesmo morrer? Me ameaçar assim? tenho seguranças que a qual...
- Estão mortos e não me importo em morrer. Você já acabou com minha vida.
Fui cortado e o homem retirou a mascara. Inclinei o rosto.
- Sabe aquele intermediário de drogas? Aquele que você condenou a cadeia? Sabe, a prisão muda os conceitos, mas meu objetivo em te matar... riquinho... me fez viver. Kim Minseok, vá para o inferno que te merece.
Dois disparos em minha cabeça.
Chantagem não me poupou a morte.
A Promessa
Eu morava em um orfanato.
Era desolador morar ali e se ver crescendo todos os dias sem ninguém que se interessasse me levar uma criança mais velha. A única coisa que podia fazer era esperar e tentar ser agradável. Não que eu tivesse muita paciência. Sempre fui marrento como dizem.
Porem naquele dia, quando eu tinha seis anos eles apareceram. Eles brincaram comigo, riram de mim e de minhas infantilidades, me fazendo rir também. Foi contagiante. Eles acabaram por querer uma criança maior e me escolheram.
Minha mãe e meu pai. Aqueles que não tinham me colocado no mundo, mas me deram um mundo.
Quando eu cheguei na casa fui levado a um quarto. Era pequeno, mas eles disseram que era temporário. E realmente foi. Descobri que eles tinham tido um bebe, era uma garota, mas ela tinha morrido há 3 anos e só agora a mãe resolverá que não queria mais ficar sozinha. Que queria uma criança e queria risos infantis. O quarto rosa era da garota, mas eles estavam reformando pra mim. Sabe eu gosto de rosa. E a cor foi mantida nas paredes. Eu gostava de ursinhos, e eles mantiveram os ursos que eram pra ser da bebê. Mas compraram coisas pra mim. Bolas, carrinhos, quebra-cabeças, livros, caderno, lancheira, tudo do jeito que eu queria.
Mamãe me punha no colo e contava historinhas, me afagava a cabeça e cantava pra que eu dormisse, ela tocava piano comigo durante o dia. Papai me arrumava, brincava de bola, se sujava comigo, me levava pra escola.
Éramos felizes. Ate mamãe dizer porque ter escolhido uma criança mais velha.
Foi naquela tarde quando eu tinha 12 anos e cheguei da escola e a encontrei fraca demais para conseguir andar. De sua boca escorria sangue e a tosse era incontrolável. Entrei em pânico e ela me disse que passaria se eu fizesse um favor. E eu fiz. Quando papai chegou estávamos na sala e ele se assustou. Mamãe estava conversando com uma garotinha enquanto penteava seus cabelos. A garotinha era eu. Eles conversaram, mas papai e eu decidimos que tornaríamos os últimos dias de mamãe o melhor possível e aceitamos fazer o teatrinho. De dia eu seria Byun Baekhyun e a noite seria Byun Yuna, a filha do casal. Mamãe tinha câncer de pulmão e estava em estagio terminal.
A quimioterapia fez com que ela perdesse fios e então ela os cortou e mandou fazer uma peruca e colocou em mim. Eu fazia a janta. Era bom nisso, adorava os elogios que ambos me faziam pela saborosa comida.
Quando fiz 14 anos eu já cuidava de mamãe que não se erguia da cama e então veio o pedido. Ela fez com que ele me tocasse, se satisfizesse comigo, como se eu fosse ela. Papai foi tão amável, delicado. Aquilo também passou a ser uma constante nos pedidos de mamãe. Uma vez por semana, exatamente todas as sextas, tinha que me vestir com os vestidos que mamãe escolhia em seu guarda roupa e transar com papai.
Agora tenho 17, mamãe morreu há 3 anos e eu e papai vivemos sós. Ele não quis se casar com outra pessoa. Tínhamos feito uma promessa a mamãe que viveríamos para sempre como uma família.
- A comida esta ótima.
- Obrigado. Vou lavar os pratos papai. Pode ir assistir TV, depois vou pra sala e te faço companhia.
Eu retirava os pratos da mesa e levava para pia. Senti os braços fortes me envolverem a cintura mais fina que o normal para homens.
- Você pode vestir aquele vestido vermelho hoje Yuna?
Os lábios cheios e quentes selaram minha tez pálida do pescoço exposto por meu cabelo esta traçado. Senti meus poros arrepiarem ao contato.
- Claro querido. Assim que terminar aqui, o vestirei para você.
Esse era nosso segredo, nossa promessa.
Ate a morte.