Be cruel to me | Amélie x Phillip.
Sentiu o carinho se alternando entre seu pescoço e sua orelha, e inspirou fundo, segurando um suspiro. Odiava admitir, mas Phillip era um sedutor nato, e sabia onde tocar uma mulher, deixando-a vulnerável o suficiente para não conseguir negar qualquer pedido que saísse daqueles lábios sacanas. Porém, o desprezo que alimentava pelo diretor era motivo suficiente para não se deixar levar por tais ações. Mais uma vez, o homem testava os limites de sua paciência com as mesmas provocações de sempre. Fechou os olhos, recitando um mantra silenciosamente, logo sentindo seu corpo relaxar — as aulas semanais de meditação finalmente se fazendo úteis.
Quando abriu os olhos, seu sorriso malicioso estampava seus lábios vermelhos mais uma vez. Movimentou-se entre as pernas de Phillip, fazendo questão de acariciar o colo do diretor com seu quadril. Deixou suas mãos escorregarem para as pernas, deixando suas unhas percorrerem livremente toda aquela extensão. Virando sua atenção para o homem, deixou seus lábios roçarem lentamente o lóbulo dele, dando uma pequena mordida. "Phillip Potter hesitando em levar uma mulher para a cama?" Soltou uma risada baixa, sentindo-o se arrepiar ao contato sua língua com a pele macia do pescoço do mesmo. "Nunca achei que presenciaria essa cena." Continuou, suas mãos agora perigosamente perto da parte interna das coxas do homem. Sorriu, percebendo as mais diversas reações aos pequenos carinhos que havia feito. "Depois de tantos convites, eu te dou uma oportunidade e você hesita… Está com medo de não dar conta um mulherão?" Provocou, seu olhar fixo no de Phillip. "Afinal de contas, ouvi dizer que sua lábia só funciona em garotinhas ingênuas." Finalizou, deslizando suas unhas, com mais pressão do que necessária, pelas pernas do mesmo.
Um pequeno jogo de sedução havia acabado de se formar, e a ruiva não mediria esforços para sair vencedora. E quem sabe não conseguiria, finalmente, estraçalhar o ego impenetrável do aclamado diretor?
Mordeu o próprio lábio inferior em reação as insistentes ações que a mulher fazia para lhe provocar. O roçar, mesmo que leve, do quadril da ruiva contra seu membro chegava a ser torturante. Caso não estivessem em um local público e a mulher em questão não se tratasse de Amelie Ortega, o diretor certamente estaria em outro estágio naquela situação. O correr das unhas longas sobre suas pernas, os lábios suculentos roçando em seu lóbulo, nada daquilo parecia ser real. A sensação da língua quente da ruiva correndo seu pescoço só o fazia imaginar como seria ter tal toque numa região mais baixa, proporcionando-lhe o prazer que sempre imaginara ter com a stripper. As palavras que ela proferia não faziam a mínima diferença, não atingiam de forma alguma o inflado ego de Potter. A mulher poderia dizer ou deixar de dizer o que bem entendesse, desde que continuasse com aqueles gestos e chegasse a ir mais além.
Não privou-se de exibir um meio sorriso extremamente malicioso para a mulher, apoiando as mãos sobre o quadril desta e fitando-a intensamente. - Creio que usar minha lábia com você seja realmente inútil, Amy... Entretanto... - fez uma pausa de alguns segundos, voltando seus lábios ao pescoço branco e dedicando-se no que fazia, fazendo um caminho dos quadris da ruiva até a lateral de seus seios, acariciando e pressionando levemente o local. - Eu posso lhe provar que toda minha fama têm uma razão para existir... - sussurrou sensualmente em seu ouvido - E tenho certeza que você vai gostar e muito dela. - concluiu, dando um belo chupão que, devido a cor pálida que a pele da stripper possuía, certamente ficaria marcado por mais de uma semana.
Suas mãos voltaram a pressionar o quadril da ruiva mais uma vez, fazendo com que esta sentisse de forma mais evidente a ereção que começava a se formar devido as provocações nada sutis dela. Guiou-as até as pernas fartas e definidas da mulher, apertando-as com gosto e marcando cada pedaço que podia dessas com seus dedos, até alcançar a barra da calça bege que Amelie vestia, começando a explorar, sutilmente, a área interna que tal peça cobria. Caso aquilo tudo fosse uma grande farsa planejada pela italiana, aquele seria o momento que Phillip descobriria.














