Apesar de tudo, me levantarei novamente: Voltarei ao meu lápis, que abandonei durante meu grande desânimo, e continuarei com meus desenhos.
- Van Gogh
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Apesar de tudo, me levantarei novamente: Voltarei ao meu lápis, que abandonei durante meu grande desânimo, e continuarei com meus desenhos.
- Van Gogh

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Autorretrato (1889)
Esse pode ter sido o último auto-retrato de Van Gogh. O quadro foi pintado pouco antes dele deixar Saint Rémy de Provence, no sul da França.
Este autorretrato foi um dos 37 produzidos em um período de 10 anos, e estes foram uma parte importante de seu trabalho como pintor. Ele pintou a si mesmo porque muitas vezes não tinha dinheiro para pagar as modelos.
Curiosidades
Parte 3
- Até hoje, não se sabe ao certo o que Van Gogh tinha. A hipótese mais aceita diz que ele sofria de um misto de transtornos: bipolar e de personalidade (borderline).
- Não bastasse, alguns de seus surtos e delírios teriam sido provocados, segundo estudo recente, por abstinência alcoólica. Van Gogh era um bebedor insistente de absinto e fora obrigado a parar de beber quando internado. Os cientistas chegaram a tal conclusão depois de analisar centenas de cartas e prontuários médicos.
- Em maio de 1890, deixou o sanatório de Saint-Rémy e se mudou para o vilarejo de Auvers-sur-Oise. Dois meses depois, pintou sua última tela: Campo de Trigo com Corvos (1890).
- Quando soube que Theo, recém-casado e com filho pequeno, estava em dificuldade financeira, entrou em desespero. Afinal, era o irmão quem lhe mandava dinheiro para comprar quadros, tintas e pincéis.
- No dia 27 de julho, saiu para passear em um campo próximo ao hotel onde estava e atirou contra si mesmo. Ao descobrir o que aconteceu, Theo correu para Auvers. Van Gogh levou quase 30 horas para sucumbir ao ferimento à bala.
- Morreu no dia 29 de julho de 1890, por volta de uma da manhã. "Gostaria de ir para casa agora", teriam sido suas últimas palavras.
- A morte de Van Gogh devastou a saúde de seu irmão. Théo morreu em 25 de janeiro de 1891, aos 33 anos, e foi sepultado em Utrecht.
- Foi Johanna van Gogh-Bonger que, em 1905, organizou a primeira exposição de Van Gogh, com 473 de suas telas, em Amsterdã.
- Dez anos depois, providenciou a exumação do corpo do marido e o sepultou ao lado do cunhado, em Auvers-sur-Oise.
- Já o Museu Van Gogh, em Amsterdã, foi fundado, em 1973, por Vincent Willem van Gogh (1890-1978), o filho de Theo e Johanna.
- A instituição abriga 200 pinturas e recebe cerca de 2 milhões de visitantes por ano. As demais obras estão espalhadas pelo mundo.
Fonte: G1 e BBC News
7 livros sobre Van Gogh
1. Van Gogh - A vida, Steven Naifeh e Gregory White Smith:
apresenta ao leitor a reconstituição biográfica de Vincent Willem van Gogh. Com 1128 páginas, a obra traz, em ordem cronológica, todos os detalhes da vida do artista, além de diversas ilustrações e imagens de sua família, locais que viveu e muito mais.
2. Van Gogh - A Salvação Pela Pintura, Rodrigo Naves:
o livro traz as poderosas interpretações sobre as icônicas obras criadas pelo artista holandês.
3. Van Gogh - The Complete Paintings
apresentando ao leitor um catálogo completo das 871 pinturas de Van Gogh, a obra também traz diversos escritos, ensaios e informações sobre as pinturas e a vida do artista que segue conquistando fãs no mundo todo até os dias de hoje.
4. Cartas a Théo
este livro reúne as diversas cartas que o pintor enviou ao irmão, Théo. Escritas entre julho de 1873 e 1890, a obra é leitura essencial para todos os admiradores de Van Gogh.
5. Vincent - A História de Vincent Van Gogh, Barbara Stok
mostra, de forma delicada e luminosa, os últimos anos da vida do artista. Passados na França, foi lá que Vincent encontrou não apenas seu fim, mas também a natureza e a luz que imortalizou em seus quadros.
6. Vincent Van Gogh e as Cores do Vento, Chiara Lossani
é uma obra baseada na correspondência entre o artista e seu irmão, Théo. Repleto de detalhes, o livro traz as principais experiências que marcaram a trajetória do pintor holandês.
7. Sede de Viver - A Vida Trágica de Van Gogh
é a primeira biografia de Van Gogh escrita por Irving Stone inspirado nas troca de correspondências entre Van Gogh e Théo. E o livro, por sua vez, deu origem ao filme de mesmo nome do cineasta italiano Vincente Minnelli.
Fonte: Rolling Stone
6 filmes sobre Vincent Van Gogh
1. No Portal da Eternidade, 2018:
Após sofrer com o julgamento e a rejeição de suas pinturas em galerias de arte, Vincent Van Gogh decide ouvir o conselho de seu mentor, Paul Gauguin, e se mudar para Arles, no sul da França. O filme se passa também em Auvers-sur-Oise. Lá, é tratado por uns com gentileza e por outros de modo bruto. Madame Ginoux, proprietária do restaurante local, tem pena de sua pobreza e lhe dá um livro de contabilidade, que ele preenche com desenhos. Seu amigo e artista Paul Gauguin, após uma convivência intensa, se afasta. Seu irmão Théo continua inabalável com seu apoio mas não consegue vender sequer uma obra de arte de Van Gogh. Lutando contra os avanços da loucura, da depressão e as pressões sociais, o pintor holandês adentra uma das fases mais conturbadas e prolíficas de sua curta, porém meteórica trajetória.
Onde assistir: Amazon Prime Video, HBO Max e YouTube pra comprar ou alugar
2. Com amor, Van Gogh, 2017:
Um ano após o suicídio de Vincent Van Gogh, Armand Roulin encontra uma carta escrita pelo pintor e enviada ao irmão Theo, que jamais chegou ao seu destino. Decidido a entregar ele mesmo a correspondência, Armand parte para a cidade francesa de Arles na esperança de encontrar algum contato com a família do artista falecido. Lá, inicia uma investigação junto às pessoas que conheceram Van Gogh, no intuito de decifrar se ele realmente se matou.
Onde assistir: Amazon Prime Video, Apple TV e YouTube gratuito (https://youtu.be/lHysY1KAPOU) ou pagando
3. Van Gogh: Pintando com palavras, 2010:
Originado a partir das cartas que Van Gogh enviou ao seu irmão Théo e a outros ao seu redor. O que emerge é um retrato complexo de um homem sofisticado, civilizado e ainda atormentado. Esta é a história de Van Gogh em suas próprias palavras.
Não encontrei onde assistir
4. Van Gogh de Maurice Pialat, 1991:
Durante a primavera do ano de 1890, Vincent Van Gogh muda-se para uma cidadezinha nos arredores de Paris, aos cuidados de seu médico particular. O filme conta os 67 dias que o pintor passou na pousada, antes de disparar um tiro contra si. Lá, ele recebe a visita de seu irmão Théo com a esposa. Pouco antes de sua mote, ele visita Paris, briga com seu irmão e menospreza sua própria arte e realizações.
Não encontrei onde assistir
5. Vincent & Théo, 1990:
Vincent & Theo tem um prelúdio, que é um documentário do leilão de 1987 de uma das pinturas de Vincent van Gogh na Christie's, uma famosa empresa de arte de Londres. A pintura é vendida por milhões de libras. O filme então corta para cenas que acontecem no período de 1883 a 1891, começando com a decisão de Vincent van Gogh de trabalhar exclusivamente como artista e concluindo com sua morte e a de seu irmão Theo alguns meses depois.
O filme foi feito como uma minissérie de quatro horas para televisão, e uma versão de 138 minutos foi lançada nos cinemas.
Onde assistir: YouTube (https://youtu.be/cHJ-VAPUjUU - legendado)
6. Sede de Viver, 1956:
Vincent Van Gogh trabalha em um serviço religioso na Bélgica, até que seu irmão Théo, um negociante de artes, o leva para Paris. Na cidade, ele tem contato com diversos artistas, como Paul Gauguin que o impulsionam a pintar, e logo, Van Gogh se transforma em um mestre da pintura que se divide entre sua genialidade artística e a mente atormentada. Dirigida por Vincente Minnelli, essa aclamada cinebiografia foi vencedora de diversos prêmios, incluindo um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Anthony Quinn e um Globo de Ouro de Melhor Ator para Kirk Douglas.
Onde assistir: YouTube pra comprar ou alugar
Fonte: Adoro Cinema e Paippe

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Curiosidades
Parte 2
- Morou em Bruxelas, Londres, Paris além de Arles no Sul da França.
- Fez amizade com Paul Gauguin, Paul Cézanne e Henri de Toulouse-Lautrec.
- Em Arles, tentou fundar uma comunidade de artistas chegando a alugar uma casa, eternizada na pintura A Casa Amarela de 1888, mas o único que aceitou o convite foi Paul Gauguin por apenas dois meses. Por divergências artísticas e pessoais, logo começaram a brigar.
- Numa dessas brigas, Van Gogh atirou um copo de absinto em Gauguin e tentou agredi-lo com uma navalha. Arrependido do que fez, cortou o lóbulo de sua orelha esquerda e deu de presente a uma prostituta chamada Rachel.
- Em seus últimos anos de vida, foi internado em duas instituições psiquiátricas: uma em Arles, entre dezembro de 1888 e maio de 1889 e a outra em Saint-Rémy, entre maio de 1889 e maio de 1890, ambas na França. Na maioria das vezes seu tratamento consistia em banhos gelado duas vezes por semana.
- Foi no sanatório que criou uma de suas obras-primas: A Noite Estrelada.
Fonte: G1 e BBC News
Curiosidades
- Quando jovem, Van Gogh já chegou a trocar algumas de suas telas por um prato de comida ou alguns tubos de tinta.
- Na falta de dinheiro para contratar modelos, recorria a um espelho para pintar a si mesmo, o que o fez ter 37 autorretratos ou pintava alguns conhecidos que não cobravam cachê para posar, como o carteiro Joseph Roulin, retratado em O Carteiro Joseph Roulin (1888); Julien Tanguy, o dono de uma loja de pintura em Paris, em Retrato de Père Tanguy (1887), ou Marie Ginoux, a dona de um restaurante em Arles, em A Arlesiana (1888).
- Em seus últimos anos de vida, trabalhava uma média de 16 horas por dia. Comia mal, dormia pouco, bebia demais.
- Dos mais de 800 quadros que produziu, as seis mais famosas são: A Cadeira de Van Gogh com Cachimbo (1888), Os Girassóis (1888), Terraço do Café à Noite (1888), Quarto em Arles (1889), A Noite Estrelada (1889) e A Igreja de Auvers (1890).
- Antes de ser pintor, Van Gogh tentou carreira como pastor mas não deu certo.
- Antes de pastor, trabalhou como negociante de arte, professor de internato e balconista de livraria. Até pregador, igual ao pai, tentou ser. Sua vida como missionário, porém, durou pouco. Como não tinha o dom da oratória, foi logo dispensado.
- Além de pintar, outra coisa que gostava de fazer era escrever cartas. Só para o irmão Théo escreveu 652 cartas. A primeira em 29 de setembro de 1872 e a última no dia de sua morte. Todas foram guardadas por Johanna van Gogh-Bonger (1862-1925), cunhada do pintor, e reunidas no livro Cartas a Théo (1914).
- Os dois eram tão próximos que, coincidência ou não, Theo morreu apenas seis meses depois de Vincent. Hoje, estão sepultados, lado a lado, no cemitério de Auvers-sur-Oise, na França.
- Vincent Willem van Gogh nasceu no dia 30 de março de 1853, no vilarejo holandês de Zundert, quase na fronteira com a Bélgica. Morreu aos 37 anos, em 27 de julho de 1890, em Auvers.
- Era o primogênito de seis irmãos: Anne, Elisabeth, Wil (Wilhelmina), Cor e Theo.
- No quesito amor, Van Gogh foi tão malsucedido quanto no religioso. Colecionou amores não-correspondidos, como Eugénie Loyer, a filha de sua senhoria e Kee Vos Stricker, uma prima viúva. Em 1882, conheceu e se apaixonou por Clasin Maria Hoornik, uma prostituta alcoólatra. Os dois chegaram a morar juntos por um tempo, mas o relacionamento não vingou.
Fonte: G1 e BBC News
Em menos de uma década (1881 - 1890), Van Gogh pintou 879 quadros sendo entre elas 37 autorretratos.
Hoje, 30/03/2022, faz 169 anos do nascimento de Van Gogh
A Noite Estrelada (1889)
Esse é um dos quadros mais famosos de Van Gogh se não o mais famoso.
A obra retrata a vista da janela do seu quarto no hospício de Saint-Rémy-de-Provence, pouco antes do nascer do sol, com a adição de um vilarejo idealizado pelo artista.
Vincent pintou esta tela quando estava no asilo de Saint Paul de Mausole, em Saint Rémy, onde se internou voluntariamente em 1889, após ter cortado a sua própria orelha. Van Gogh sofria de depressão e de surtos psicóticos.
Dentro do hospício, Van Gogh tinha acesso a dois quartos: um onde dormia, e outro no térreo, onde podia pintar as suas telas. A Noite Estrelada é a vista de onde ele dormia, pouco antes do nascer do sol. O pintor não podia fazer suas telas nesse quarto, porém ele tinha carvão e papel, no qual fazia esboços em que trabalhava mais tarde na cela dedicada à pintura.
As espirais são o que mais chama a atenção com pinceladas rápidas em sentido espiral dão uma sensação de profundidade e movimento ao céu. A pequena vila representada no quadro não fazia parte da paisagem do quarto. Alguns críticos acreditam que ela é uma representação da vila na qual o pintor passou a infância. Já outros acreditam que seja a vila de Saint-Rémy. Para todos os efeitos, a vila é uma inserção no quadro feita pelo artista, sendo um componente imaginado.
O cipreste é um elemento comum nas obras de Van Gogh. Esta árvore está associada à morte em diversas culturas europeias. Elas eram usadas nos sarcófagos egípcios e nos caixões dos romanos. O cipreste passou a ser comum para ornamentar cemitérios e quase sempre está relacionado à morte. Para Van Gogh, o interesse nos ciprestes tem um carácter formal. O pintor apreciava muito as formas pouco comuns que o cipreste apresenta e a sua fluidez.
As estrelas são um dos elementos mais importantes do quadro. Elas são representativas pois demonstram uma grande abstração no quadro. Em um primeiro momento Van Gogh não ficou satisfeito com a tela. Para ele, as estrelas eram muito grandes. Ele diz que se deixou levar pelas ideias abstracionistas ao compor estrelas tão grandes.
A pintura é muito expressiva, a visão do céu noturno turbulento com as espirais é marcante e faz contraste com a calmaria da pequena vila pouco abaixo das linhas dos montes. Um cipreste que sobe na vertical toma a frente do quadro, como uma figura de destaque no meio da paisagem. Ao seu lado, a torre da igreja também se projeta para o alto, mas de uma forma um pouco mais tímida. Ambos projetam uma ligação entre a terra e o céu. A Noite Estrelada é uma obra cheia de sentimentos que transparecem nas pinceladas. Uma obra que contém fortes elementos imaginativos e que, de certo modo, transparece uma mente agitada.
A Vinha Encarnada (1888)
O único quadro do Van Gogh vendido em vida, é o que se sabe até agora.
Exibida pela primeira vez na Exposição anual de Bruxelas, em 1890, foi vendida à Anna Boch, pintora impressionista, por 400 francos, anos depois a obra foi adquirida por um colecionador russo chamado Sergei Shchukin.
Ao descrever o quadro ao irmão, Vincent Van Gogh disse que o tinha feito após a chuva, com o pôr-do-sol. E que pintara o chão de violeta e as folhas das parreiras de vermelho “como vinho”. O toque amarelo-esverdeado no céu foi usado para contrastar com os tons de vermelho quente que dominam a composição.

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Os Comedores de Batatas (1885)
Esta é uma obra de Van Gogh que foi feita sob influência do realismo do pintor Millet. Nela Vincent fecha sua primeira fase, conhecida como a fase holandesa de pintura.
Van Gogh gostava de retratar as pessoas do campo, as mulheres em seus afazeres diários e a natureza. Não lhe agradava a sociedade burguesa e o seu pedantismo. O artista devotava uma grande paixão aos camponeses e trabalhadores, principalmente pelos valores morais e religiosos que carregavam. Amava-lhes a nobreza da simplicidade, mesmo diante da vida difícil que levavam. E achava que o mundo rural, em que viviam, era menos corrupto do que o da cidade. Preferia a essência de tal realidade para pintar seus quadros.
Os Comedores de Batata é uma tela, em que se encontram retratados cinco camponeses, em torno de uma mesa tosca de madeira, de formato quadrado, sendo quatro mulheres e um homem. Eles fazem uma frugal refeição, fruto da pobreza em que vivem. Vê-se que o local é extremamente simples, iluminado por uma fraca luz de lampião, centrada no meio do grupo, clareando os personagens. As figuras estão vestidas com roupas austeras, levando a supor que se encontram no inverno. Um velho relógio de corda marca as horas na parede à esquerda. O pintor retrata o grupo da forma mais real possível, com seus traçosz grosseiros, mãos maltratadas e certa desesperança no rosto.
A camponesa, à direita, serve quatro canecas de café de cevada e malte, enquanto a mulher à sua direita, com a sua caneca na mão, aguarda sua vez. No canto inferior direito da tela está outra chaleira, provavelmente sobre o fogão, do qual se vê apenas uma pequena parte. As batatas quentes, levantando fumaça, são servidas numa mesma vasilha para todo o grupo.
Campo de Trigo com Ciprestes (1889)
Durante a sua estadia de um ano no asilo de Saint Paul de Mausole, em Saint Rémy, Van Gogh pintou uma série de quadros para captar os aspectos característicos da paisagem provençal com seus ciprestes e oliveiras. Em uma carta de julho de 1889 para seu irmão Théo, ele descreveu a recente adição à série que tinha começado em junho: “Eu tenho uma tela de ciprestes com algumas espigas de trigo, papoulas, um céu azul, que é como uma manta escocesa multicolorida e encrostada como o Monticelli”. Van Gogh considerou esta paisagem ensolarada como uma de suas melhores pinturas dedicadas ao verão e repetiu a composição três vezes.
Este quadro foi pintado durante o verão, em Saint-Rémy, enquanto se recuperava do primeiro ataque de loucura, após ter cortado a sua orelha. Van Gogh cortou parte de sua orelha em Dezembro de 1888, depois de uma discussão com Gauguin, com quem dividia casa.
Lírios (1889)
Os lírios foi uma das primeiras pinturas feita por Van Gogh enquanto esteve no asilo de Saint Paul de Mausole em Saint Rémy de Provence na França.
Ele o pintou antes de seu primeiro ataque ao asilo. A alta tensão vista em seus trabalhos posteriores está faltando. Ele chamou a pintura de "o pára-raios da minha doença" porque sentiu que poderia evitar ficar louco continuando a pintar.
Lírios é uma obra na qual se insinua a influência da arte japonesa do século XVII. O uso dos contornos negros é um elemento típico dessa arte e reforça o poder expressivo da pintura. As flores ocupam todo o espaço pictórico, em uma perspectiva frontal, como uma fotografia. As linhas onduladas predominam na composição e os tons complementares – verdes e malvas, acompanhados de laranjas e amarelos – criam uma espetacular riqueza cromática e de luz.
A Casa Amarela (1888)
Essa pintura retrata a Casa Amarela em que Van Gogh morou no Place Lamartine em Arles na França.
Em maio de 1888, ele alugou quatro salas no Place Lamartine em Arles no Sul da França. As persianas verdes da pintura mostram onde ele morava. Pouco depois de entrar na Casa Amarela, ele enviou a Theo uma descrição e um esboço de sua pintura: “é tremendo, essas casas amarelas à luz do sol e, em seguida, a incomparável frescura do azul”.
Vincent finalmente encontrou um lugar na Casa Amarela, onde ele não só conseguiu pintar, mas também ter seus amigos para ficar. Seu plano era transformar o prédio de canto amarelo em uma casa de artistas, onde pintores de mentalidade semelhante poderiam viver e trabalhar juntos.
Doze girassóis numa jarra (1888)
O quadro Doze Girassóis numa Jarra, é tida como uma das melhores e mais famosas obras de Van Gogh, tendo sido trabalhada com pouquíssima cor, além do amarelo, façanha técnica quase inigualável. Encontra-se entre as telas mais famosas do mundo. Tal sucesso e reconhecimento contrastam com a vida de Van Gogh, que sempre viveu com extrema dificuldade e à margem da sociedade da época.

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Estrada com Cipreste e Estrela (1890)
É a última obra feita em Saint-Rémy-de-Provence, França. De acordo com pesquisas de Kathleen Powers Erickson, essa pintura reflete mais forte a crença de Van Gogh de que ele morreria em breve do que a pintura anterior A Noite Estrelada. As pesquisas apóiam isso comparando a estrela da tarde à esquerda da pintura, que é quase invisível, com a lua crescente emergente do lado direito; o cipreste no meio, que divide esses símbolos do antigo e do novo, é descrito como um "obelisco da morte", considera também que o par de viajantes é uma indicação da necessidade de Van Gogh por companhia.
O Café à Noite na Place Lamartine (1888)
Ou Café à Noite, é uma pintura de setembro de 1888 em Arles no Sul da França.
No canto inferior direito abaixo da assinatura está escrito o título da obra em francês intitulado de Le Café de Nuit.
Com uma porta semi cortinada no fundo central levando, supostamente, a mais aposentos privados. Cinco clientes sentam-se em mesas ao longo das paredes à esquerda e à direita. Também se vê Joseph-Michel Ginoux, o proprietário, que esta representado (de pé) na obra, ao lado de uma mesa de bilhar perto do centro da sala, de frente para o espectador.
Em cores intensamente contrastantes e vivas, o teto é verde, as paredes superiores vermelhas, as lâmpadas de teto a gás brilhantes e o piso são em grande parte amarelos. A tinta é aplicada com espessura, com muitas das linhas da sala levando em direção à porta nos fundos.