A noite era fria. A chuva intensa. As lágrimas pesadas.
Na altura não percebi que tinha acabado o dia em que te perdi.
Sonhos sagrados. Promessas quebradas. Corações vazios.
A madrugada trouxe a razão e levou consigo o teu perdão.
Jamais te vi, jamais te verei, almejo que tenhas encontrado a tua paz neste mundo mordaz.
Dias tornaram-se noites. Noites foram semanas. Semanas, meses. Meses, anos.
Precisei perde-te para te conhecer, numa eternidade a tua espera, no meu punitivo infinito de sofrer.
De tudo foste nada. Nada passou a sempre. Sempre, já era nunca, e até o nunca se foi.
Foi o dia em que te perd, o dia que, ainda hoje, procuro esquecer.

















