dongyulxn:
Foi pelo canto do olho que Dongyul encontrou o @nxandrew no mercado da ilha, e depois todos os seus neurônios esqueceram totalmente do pisca-pisca deixado no carrinho porque começaram a pensar numa forma de sair do corredor natalino sem acabar surgindo no campo de visão do hyung.
E Andrew era um cara legal, sabe? Mas Dongyul tinha suas razões para querer fugir da sua presença.
Ele só tava muito envergonhado. Nada demais.
Pelo menos desde quando mandou a primeira a mensagem e não obteve resposta. Depois mandou a segunda, mandou a terceira e relutou bastante antes de mandar a quarta… E só aí que o rapazinho da fazenda percebeu que sim, havia uma resposta, e ela tava toda no silêncio.
Talvez Dongyul fosse mais lento que os outros rapazes, ou quem sabe beijar na boca não fosse um de seus talentos - nunca recebera reclamações, mas sequer recebera elogios! Aquela falta de conversa fez o dongsaeng pensar em muitas explicações para o sumiço repentino, e todas elas envolviam algum potencial erro durante o processo de flertes tímidos e desajeitados. De joelhos trêmulos, começou a caminhar feito uma tartaruga na direção contrária ao tatuado estrangeiro, tentando ser o mais invisível possível.
Acabou que o baixinho pisou no próprio cadarço desamarrado, tropeçou feio e bateu com o carrinho direto na estante, fazendo uma fileira inteira de papais noel de plástico caírem no chão.
O dia estava muito bom.
A falta de tempo atrasou as compras do mês, mas Andrew acreditou numa força maior envolvida no adiamento quando viu Dongyul entrando no mesmo corredor que ele. Não o via fazia algum tempo, e encontrá-lo ali foi como levar um belo soco na cara - ou um choque de realidade, se quisesse chamar pelo termo certo. A sensação de que era um covarde o tomou feito um banho gelado; e ele de fato ficou congelado exatamente onde estava, sentindo o ar pesando e a vontade de sair dali aumentando cada vez mais.
Mas ele não conseguiu. Só ficou olhando pro moleque empurrando o carrinho cheio de enfeites de natal, parecendo totalmente desconfortável na presença do tatuado. E não o culpava. Andrew não estava nada confortável no próprio corpo, também.
Ainda tinha o olhar fixo no coreaninho quando ele derrubou uma dezena de papais noel no corredor. De início, não soube se deveria ajudá-lo ou se deixá-lo lidar com aquilo sozinho seria a melhor opção. Era óbvio que Dongyul não o queria ali, não queria nem sequer estar dentro daquele mercado por sua causa; e ainda assim, o havaiano suspirou e deu o primeiro passo.
Não o olhou quando agachou e recolheu os enfeites, tampouco quando colocou cada um deles de volta na prateleira. Os olhares só se cruzaram quando Andrew acabou a organização, a camada de tensão se tornando absurdamente palpável àquela altura.
— Você... Tá bem? — Questionou num tom baixo, incerto se aquela conversa deveria acontecer ali.












