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㠀㠀Surto. O que mais Yuliana poderia dizer sobre aquela quantidade de panteĂ”es simplesmente surgindo do nada? NĂŁo que ela nĂŁo fosse acostumada com coisas loucas e fora do conceito de normalidade afinal havia sido criada na RĂșssia, todavia foi pega de surpresa. âIsso sim Ă© saber como guardar um segredo!â Comentou quando descobriu os maiores detalhes sobre toda aquela histĂłria de outros acampamentos. Logo deu de ombros e começou a caminhar de volta a segunda coorte porque tinha mais o que fazer, todavia escutou alguĂ©m falando com ela. Arqueou o cenho, surpresa de novo, sem saber o que dizer. âBrasil?â Ela parecia meio incerta com o que ela estava propondo atĂ© a ficha cair. âSerĂĄ que a gente nĂŁo vai se perder na AmazĂŽnia? Mas enfim, vamos. O que pode dar de errado? E, pelos deuses, eu preciso de umas fĂ©rias da presença da Amy!â Proferiu, por fim, apenas esperando a semideusa tomar a frente.
       ă⊠âââ ă       Ellie saltou no lugar, feliz com a oportunidade de uma companhia para viajar. â Claro que nĂŁo! Tenho certeza que o outro acampamento tem algum mapa ou algo do tipo, ou guias, alguĂ©m pra acompanhar a gente. E se nĂŁo, tem mapas e bĂșssolas, a gente se vira! â Sorriu alegre pra ela. Queria tentar um clima mais gostoso para o acampamento do que ela preocupação instaurada por todos. Isso nĂŁo a impedia de estar preocupada tambĂ©m, ou nervosa com as novas situaçÔes que se apresentavam, mas para ela passar noites em claro com isso sempre pareceu uma perda de tempo. As coisas sĂŁo como sĂŁo e tudo que pode-se fazer Ă© tirar o melhor da situação. â Ok, o que vocĂȘ acha que a gente precisa pra encarar a floresta? SĂł consigo pensar em pomada pra pernilongo.
ertoisâ:
Tendo cruzado a barreira de proteção hĂĄ apenas alguns minutos, Gabriel ainda portava a mochila nas costas. Um gorro de frio preto cobria os fios em tom rosĂ© enquanto caminhava na direção do chalĂ© de Iris, passos lentos e atenção em desfoque. NĂŁo sabia exatamente para onde olhar. Da Ășltima vez que havia visto tantas pessoas assim no acampamento, uma guerra estourara logo em seguida. E se PsiquĂȘ estivesse mesmo falando sĂ©rio, nĂŁo tinha certeza se queria estar ali para a prĂłxima.
Mas estava. Se havia feito o esforço descomunal de percorrer tantos quilĂŽmetros por meio de terra, como sentenciado a fazer havia cerca de um ano, tinha sido por uma Ășnica razĂŁo muito clara. E loira. E, como jĂĄ era mais de meio-dia, provavelmente chapada. Uma que, como sempre, jĂĄ se encontrava lĂĄ para ele antes mesmo que Gabe se desse conta. â Com vocĂȘ eu vou atĂ© o Olimpo, Jujubinha. â Ele disse ao virar, reconhecendo a voz de Ellie no ato. Sabia que o ditado nĂŁo era exatamente aquele, mas, desde seu encontro com Zeus, o Submundo parecia um parque de diversĂ”es em comparação ao lar dos olimpianos. Sorriso largo preencheu seu rosto magro e o semideus, extremamente contente em rever a amiga, a puxou para um abraço apertado. â Urgh, vem cĂĄ. Que saudade.
.
       ă⊠âââ ă       Entre todas as pessoas possĂveis, Gabriel era uma das Ășltimas que ela esperava ver ali. JĂĄ fazia meses que ele havia partido sem explicação e pouco se falaram desde entĂŁo, nĂŁo que ela deixasse de ligar para saber se estava bem, mas sabia que ele era um espirito livre e deixou que ele aproveitasse o tempo fora ao invĂ©s de ficar o importunando com os seus problemas. Mas Ă© claro, por mais que sua volta fosse imprevista, estava com saudades do amigo, devolvendo seu abraço na mesma intensidade. â O que vocĂȘ tĂĄ fazendo aqui?! â Sua entonação era alegre e animada, estava feliz por vĂȘ-lo e ansiosa para ouvir suas histĂłrias, assim como contar as dela. â Onde vocĂȘ tava?! VocĂȘ saiu e esse acampamento virou de cabeça pra baixo, nem te conto cada coisa que aconteceu por aqui! Eu virei conselheira do meu chalĂ©, vocĂȘ acredita nisso? NĂŁo tinham mais ninguĂ©m pra colocar mesmo. Mas depois eu te conto tudo, primeiro quero saber o que vocĂȘ fez! â Ela tinha atĂ© esquecido da idĂ©ia original de passar pelo portal, contanto que estivesse com Gabe estava contente, poderiam conversar em qualquer lugar do mundo.
lttmrmdâ:
          ⫠ââ   â Barbara estava tentando ser o mais positiva possĂvel quanto aos novos companheiros e sempre que havia alguĂ©m reclamando, ela listava as boas coisas que podiam tirar disso, ainda que ela mesmo tivesse as suas dĂșvidas. Bom⊠alguĂ©m tinha que dar um voto de confiança, certo? Ali estava ela para fazer isso e como conselheira do chalĂ© de Poseidon, tentava dar as boas vindas a todos que acabasse trombando, falando um pouco sobre o acampamento e entĂŁo se despedindo ao deixar-se a disposição dos demais. O pedido de Ellie, no entanto, a tirou completamente da função e a fez sorrir. ââââ Agora? Ă claro que sim! Eu sinto tanta falta do Brasil que nem acredito que agora ele estĂĄ logo ali. Precisa conhecer SĂŁo Paulo, Ă© incrĂvel, mas as praias do nordeste e o Rio de Janeiro, uau⊠O pĂŽr do sol do Arpoador Ă© a coisa mais linda que eu jĂĄ vi. ââ poucos sabiam que Barbara era tambĂ©m brasileira por parte de mĂŁe, que atualmente, morava no paĂs novamente, depois de se separar oficialmente do marido que era antes de descobrir que a semideusa era bastarda, pai de Barbara â
.
       ă⊠âââ ă       Ellie rapidamente reconheceu a filha de Poseidon, se animando ainda mais quando ela começou a falar sobre o Brasil. Seria ainda melhor ir junto com alguĂ©m que conheça o paĂs. â Ah, vocĂȘ jĂĄ foi pro Brasil? Ainda melhor ter alguĂ©m que seja de lĂĄ. Eu fui umas trĂȘs vezes por campeonato de skate, duas pro Rio e uma pra SĂŁo Paulo, mas nĂŁo consegui aproveitar muito, foi basicamente competir e voltar pro acampamento, jĂĄ que QuĂron tava na minha cola pra eu voltar logo. Arpoador que eu nĂŁo conheço, Ă© uma cidade? Mas nossa, vai ser muito melhor ir com alguĂ©m que conhece lĂĄ, vocĂȘ jĂĄ foi pra AmazĂŽnia? Porque pelo que eu entendi, Ă© lĂĄ que o portal fica.

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Ăquela hora as atividades do acampamento meio-sangue jĂĄ deveriam estar prestes a serem finalizadas, e Thorn sabia que, desde que havia chegado ao acampamento, deveria ter ido atrĂĄs de seus amigos pois todos poderiam estar preocupados com seu sumiço. Contudo, as horas de sono no chalĂ© de Caos se mostraram mais tentadoras. Naquele momento, todavia, perambulava sem rumo por entre as ĂĄrvores, e sem perceber seus passos o guiaram ao caminho que levava atĂ© o anfiteatro e a parede de escalada. Talvez por conta do pandemĂŽnio ao qual o acampamento se encontrava naquele momento, cheio de meio-sangues de outras nacionalidades, as atividades nĂŁo se deram por encerradas pontualmente. Ele parou ali, o ombro direito apoiado Ă entrada, o olhar semicerrado varrendo o ambiente quando finalmente esbarraram na cabeleira loira que, dias atrĂĄs, lhe deu um tremendo esporro ao telefone.Â
As mĂŁos ergueram-se em concha e aproximaram-se dos lĂĄbios, e Thorn gritou para se fazer ouvido. âEleanor CecĂlia, nĂŁo me diga que vai deixar um egĂpcio te dar uma surra!â ele respirou fundo e voltou a falar em sua direção. âVai precisar de mais se quiser vencer uma guerra!â
        ă⊠âââ ă       Ataques, responsabilidades, traidores e uma quantidade absurda de recĂ©m chegados... Isso sĂł podia significar uma coisa, era hora de levar o treinamento a sĂ©rio. NĂŁo Ă© que ela nĂŁo gostasse de treinar, sempre gostou de adrenalina, se divertindo com as funçÔes do acampamento, mas nunca levou aquilo como uma meta de vida, se tornar uma guerreira melhor ou algo do tipo, era mais um lazer do que um dever. Mas agora nĂŁo tinha mais como escapar, nĂŁo tinha mais como deixar a linha de frente pros outros e esperar que eles travassem suas batalhas, ela teria que assumir o papel de liderança que caiu sobre seu colo e portanto se tornar uma guerreira melhor. A chega de novos semideuses proporcionava isso, aprender novas tĂ©cnicas e desenvolver outras habilidades.
                             Lutar com o egĂpcio nĂŁo era fĂĄcil. Eleanor jĂĄ nĂŁo era a melhor das guerreiras, com perĂcias que nĂŁo conhecia pior ainda. Estava perdendo e perdendo feio, mas tentaria ao mĂĄximo aprender com aquilo. Sua concentração se desviou ao reconhecer a voz familiar que a tanto tempo nĂŁo ouvir. Virar para ver o Thorn ali perto quase fez com que o mago a acertasse, mas conseguiu desviar e saiu correndo da arena para o encontro com o amigo, conseguindo escutar as reclamaçÔes do adversĂĄrio as suas costas, mas nĂŁo se importou. Sua primeira reação foi envolver Thorn nos seus braços, dando um abraço apertado, estava com saudades dele. Mas logo depois se lembrou de que estava com raiva dele ter simplesmente sumido. â Eu devia era dar uma surra em vocĂȘ! â Ela gritou com ele, dando um soco em seu braço mesmo sabendo que aquilo nĂŁo teria efeito nenhum. â VocĂȘ some do nada como se nĂŁo tivesse acabado de acontecer um inferno nesse acampamento e volta agora fazendo piadinha? Eu to cansada desses seus abandonos Thorn Brekker!
        ă⊠âââ ă       Pelo histĂłrico com o acampamento romano, era normal que as pessoas estivessem preocupada com a chegada dos novos lugares e panteĂ”es, e mesmo que entendesse da onde aquela desconfiança vinha, Ellie nĂŁo podia deixar de estar animada com a idĂ©ia. Insistiria em ser uma pessoa otimista e queria conhecer as novas culturas, pessoas e lugares que tinham sido abertos. Fazia tempo que ela nĂŁo tinha uma nova aventura e era exatamente isso que procurava agora. Talvez fosse o efeito da erva que tinha fumado a alguns minutos atrĂĄs, mas aquela parecia a oportunidade perfeita. â VocĂȘ quer ir comigo agora pro Brasil? Sim ou nĂŁo? â Parou a primeira pessoa que passou na sua frente, jĂĄ despejando a pergunta antes mesmo de ver de quem se tratava.
㠀㠀㠀ââă €âă €sua amada mĂŁe sempre brincou que nĂŁo sabia de onde julian havia puxado sua teimosia e pavio curto, do velho vovĂŽ hwang ou de seu pai, dionĂsio, insistindo que o garoto era mais parecido com eles do que imaginava. e ele odiava isso. odiava com todas as suas forças a ideia de ter qualquer coisa em comum com aqueles dois, por isso se esforçava para ser o completo oposto dos dois homens que mais ressentia em sua vida. o avĂŽ alcoĂłlatra e fumante, que muitas vezes ficava um pouco violento demais e descontava as frustraçÔes na pobre avĂł, e o pai, o deus das festas, do vinho, e muitas vezes da insanidade alcoĂłlica. julian nĂŁo queria se tornar como eles, jĂĄ chegando muito perto de cair no poço sem fundo que era aquela vida, afogando-se em garrafas infinitas, atĂ© que decidiu construir um muro ao seu redor. um alto e grosso muro de ferro, que nem seu pai adotivo e nem brenna conseguiriam quebrar. mas, naquele momento, as palavras afiadas de eleanor criaram milhares de rachaduras em sua defesa mental, e ele quase deixou as lĂĄgrimas escaparem. quase, mas nĂŁo aceitaria parecer fraco na frente de seus irmĂŁos. jĂĄ havia se humilhado demais na frente da prima, nĂŁo queria que ellie visse a mesma cena.ă €âă €vocĂȘ acha que sĂł por ter salvo algumas crianças e matado uns lobos idiotas isso te faz conselheira?ă €âă €zombou.
㠀㠀㠀 㠀㠀㠀 ă €fazia dela uma conselheira melhor do que julian jĂĄ foi, e ele se envergonhava por isso. esse pensamento doĂa, e julian sabia que seu eu deu dezoito anos estaria decepcionado. uma coisa da qual o coreano sempre se orgulhou foi de cuidar dos irmĂŁos, dar o seu melhor como conselheiro de chalĂ© e ajudar todos eles a ter uma vida mais tranquila no acampamento, a viverem mais tempo do que era o esperado e nĂŁo se afundar em uma vida de ĂĄlcool e drogas como todos esperavam dos filhos de dionĂsio. tentava cuidar dos mais novos, mantĂȘ-los afastados das substancias ilĂcitas o mĂĄximo possĂvel, contudo isso era mais difĂcil do que parecia. haviam sido feitos para aquela vida, mas, mesmo que seus organismos fossem mais fortes para bebidas e drogas do que as pessoas normais, ele sabia melhor do que ninguĂ©m que isso sĂł tornava as coisas piores.Â
㠀㠀㠀 㠀㠀㠀 ă €juyeon havia se tornado conselheiro para proteger os irmĂŁos, mas olhando o estado em que o chalĂ© se encontrava, os feridos em batalha e os que estavam em luto pelas vidas perdidas, ele se tocou que havia falhado em sua principal função.ă €âă €vocĂȘ tem razĂŁo.ă €âă €murmurou, sentindo sua garganta se fechar. era sua culpa que frankie estava morte, que seus irmĂŁos estavam destruĂdos, que eleanor perdeu o sorriso e a animação que ele tanto admirava. derrotado, julian revirou seus pertences em busca do estĂșpido chaveiro que virava uma espada e do celular, recolhendo-os com pressa para sair dali o mais rĂĄpido possĂvel.ă €âă €parabĂ©ns, eleanor. jĂĄ que sou um pĂ©ssimo conselheiro, talvez vocĂȘ consiga ser melhor que eu.ă €âă €sua voz saiu baixa, as lĂĄgrimas ameaçando a aparecer a qualquer momento.
         ă⊠âââ ă       Entre tantas coisas que ela esperava que pudesse sair daquela conversa, ela com certeza nĂŁo esperava que ele fosse ceder tĂŁo cedo, mas lĂĄ estava Julian, a surpreendendo de novo. Parada o encarando, era estranho olhar um rosto tĂŁo familiar porĂ©m irreconhecĂvel.
                                Durante a sua vida ela sempre buscou pessoas com quem pudesse contar, jĂĄ que nunca tinha recebido qualquer tipo de afeto em casa. A Ășnica famĂlia que conhecia era sua mĂŁe, e ClĂ©mence nĂŁo fazia questĂŁo alguma de ser presente na sua vida. Eleanor lutou para poder construir relaçÔes que pudessem se encaixar do conceito de famĂlia que tinha construĂdo para ela mesma e nĂŁo estava nem um pouco inclinada a se desapegar daquilo. Julian nĂŁo se tornou seu irmĂŁo simplesmente por uma questĂŁo de laço sanguĂneo, ele se tornou seu irmĂŁo por aquilo que eles construĂram juntos e era desesperador ver aquilo se desmoronar em algumas horas.
                                Ela queria que ele gritasse, que a xingasse, alegasse estar louca, deuses ele poderia atĂ© bater nela aquela altura, ou poderia simplesmente pedir desculpas, explicar o que tinha acontecido, tentar se justificar, convencĂȘ-la de que ela estava errada de alguma forma, qualquer coisa seria melhor do que a confirmação de suas suspeitas. Mas ele nĂŁo fez aquilo, ele concordou, e isso apenas confirmava tudo que tinha passado na sua cabeça nas Ășltimas horas, Julian simplesmente nĂŁo se importava e aquilo doĂa mais do que ela estava pronta pra sentir.
                                Secou as lĂĄgrimas que ainda escorriam enquanto observava ele se distanciar. â NĂŁo vai ser muito difĂcil. â Cuspiu as palavras ainda com a voz embargada. â E tenta segurar sua lĂngua quando entrar aqui, a gente tem mais coisa pra se preocupar.
aspen-on-fireâ:
Pausei o jogo e baixei os fones de ouvido com a chegada de Ellie. Girei na cadeira atĂ© encarar sua expressĂŁo animada na porta do chalĂ©, e nĂŁo pude evitar de exibir um sorrisinho. Eu estava pronto para recusar o convite, talvez oferecer um segundo controle e chamĂĄ-la para jogar, mas Ellie era assim: expansiva, contagiante e uma das poucas pessoas que conseguia me fazer rir atĂ© esquecer que eu era capaz de soltar chamas pela boca.Â
âNĂŁo sei, nĂŁo⊠Seus salgadinhos nunca estĂŁo crocantes. â Zombei, entre pausas, atĂ© que as palavras saĂram completas. Com um suspiro, levantei. â NĂŁo vai ter muita gente, vai? â A ideia de me juntar a um grande grupo para interagir me deixava enjoado, incomodado, e me fazia suar as mĂŁos de uma forma que nem as forjas eram capazes. â Tenho um jogo novo de zumbi⊠SerĂĄ que vocĂȘ nĂŁo prefere⊠â Observar a expressĂŁo de Ellie mudar me fez ceder. Assim como eu, ela tambĂ©m tinha perdido muito na noite do ataque. E, se fosse preciso enfrentar alguns campistas que se acham muito engraçadinhos para ver a filha de DionĂsio feliz por um pouco de tempo que fosse⊠â TĂĄ bom.
.
         ă⊠âââ ă       Abriu a expressĂŁo em choque com a constatação. â A culpa nĂŁo Ă© minha se eu sĂł tenho irmĂŁo folgado que abre meus salgadinhos e come tudo pela metade, ai fica la o saco aberto e murchando. Mas eu juro que dessa vez as embalagens estĂŁo todas fechadas, Aspen. â Sua expressĂŁo se tornou como a de um cachorro que pede comida enquanto ele tentava escapar da proposta que ela havia feito, porĂ©m um sorriso tomou o rosto quando ouviu ele concordar em acompanha-la. â O dia tĂĄ bonito demais pra ficar preso no chalĂ© jogando videogame. E eu nĂŁo chamei mais ninguĂ©m, atĂ© porque, minha conta Ă© sempre uma garrafa por cabeça, eu que nĂŁo vou ficar sem beber nada. â Ela passou um dos seus braços pelo do filho de Hefesto, o trazendo para fora do chalĂ© e arrastando em direção a praia, animada com a idĂ©ia. Ellie nem se quer havia cogitado a companhia de alguma outra pessoa, queria apenas um dia leve e uma boa companhia, para ela Aspen parecia a pessoa certa pra isso, um dos poucos amigos que nĂŁo iria trazer qualquer coisa de triste ou pesado, estar com ele era sĂł divertido. â Tirando que eu tambĂ©m nĂŁo to muito de encontrar um bando de gente hoje, a gente pode tentar achar um canto mais isolado da praia, ai ninguĂ©m vai incomodar. O que acha?
Skate Kitchen (2018) dir. Crystal Moselle

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fmk: mv, cornélia, ben
ă⊠âââ ă       Transo com a MV, caso com a Lia e dou um beijinho no Ben. Essa foi fĂĄcil gente, manda uma mais difĂcil.
maria vitoria: ââ Your hairâs soft⊠I just want to pet it until I forget everything but how soft it is⊠ââ
ă⊠âââ ă       â Ah vocĂȘ gostou? Ă que eu lavo todo dia... Com shampoo, e condicionador... â Conseguia ver suas bochechas ganharem uma tonalidade vermelha enquanto se atrapalhava com as palavras, nĂŁo era boa recebendo elogios de mulheres bonitas e Maria Vitoria claramente tinha o poder de lhe desconcentrar. â Eu uso uma linha da LâOrĂ©al, posso te emprestar se quiser. NĂŁo que vocĂȘ precise, seu cabelo Ă© lindo. VocĂȘ Ă© toda linda. Eu falei isso mesmo?
izzy: â  i  hate  that  i  give  you  power  over  that  kinda  stuff .  â
ă⊠âââ ă       Sua risada saiu em um misto de sarcasmo e tristeza ao ouvir a frase. â Eu nĂŁo sei da onde vocĂȘ tirou que intimidade estĂĄ relacionado a poder. â Era frustrante tentar explicar algo que para Ellie era tĂŁo simples, mas depois de tantas vezes que jĂĄ tinham discutido o assunto, parecia que as duas nunca conseguiam se entender. â RelaçÔes nĂŁo precisam ser baseadas em poder, nĂŁo Ă© isso que eu quero, eu nunca quis. Eu nĂŁo quero que vocĂȘ me de poder sobre nada, e se em algum momento vocĂȘ me deu, por favor, pega de volta. Eu sĂł quero a sua companhia, estar junto de vocĂȘ. Por que Ă© tĂŁo difĂcil de entender?
âIt doesnât have anything to do with trust. You donât have to tell me. But Iâll listen, if you do.â
ă⊠âââ ă       â Eu gostaria que fosse tĂŁo simples. â Respondeu a menina com um longo suspiro. Como todos, ela sabia agora que o envolvimento de AstĂłria nos ataques nĂŁo tinha sido proposital, mas ainda era difĂcil para ela conseguir desvencilhar a imagem dela aos ataques. â NĂŁo Ă© que eu nĂŁo confie, ou que eu nĂŁo acredite, Ă© sĂł que... â Ela nĂŁo estava esperando ver a filha de Caos no acampamento tĂŁo cedo, nem que em algum momento fosse ter aquela conversa. JĂĄ fazia um mĂȘs que Ellie tentava evitar o nome da outra, nĂŁo estava preparada para ver a figura a sua frente. â Ă sĂł que eu nĂŁo estou bem pra falar sobre isso ainda, nĂŁo com vocĂȘ.
đ» What is their happiest childhood memory?
ă⊠âââ ă       A primeira competição que eu participei, com certeza. Eu tinha acho que uns cinco anos, fiquei em terceiro lugar mas foi muito legal, todo mundo torcendo e sendo super simpĂĄtico comigo, e ver que o skate podia ser mais que um hobbie tambĂ©m... Conheci muita gente incrĂvel que foi muito importante pro meu desenvolvimento no esporte, foi um dia Ășnico que eu nĂŁo trocaria por nada.

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se vocĂȘ fosse desaparecer, mas pudesse ver uma Ășnica pessoa antes disso, quem seria?
ă⊠âââ ă       Eu nĂŁo consigo imaginar um cenĂĄrio onde iria desaparecer sem avisar ninguĂ©m... Mas, se esse cenĂĄrio existisse, provavelmente seria algum dos meus amigos mais prĂłximos. O Julian nĂŁo Ă© mais uma opção e... Levando em consideração de como o Thorn estĂĄ agora, talvez nĂŁo fosse a melhor escolha. EntĂŁo, eu avisaria o Bash. A algum tempo atrĂĄs eu teria ficado na dĂșvida entre os trĂȘs... Muito obrigada por me mostrar que eu estou ficando sem amigos, muito legal isso.
fmk?
ă⊠âââ ă       Gente, vocĂȘs nĂŁo sabem brincar nĂŁo? Tem que dar nome das pessoas, e eu que nĂŁo vou me entregar de graça. NĂŁo mato ninguĂ©m, tambĂ©m nĂŁo caso com ninguĂ©m que nem idade pra isso eu tenho. Garotas que estiverem interessadas em saber com quem eu transaria vem no privado, que quem come quieto come mais.