BABY GOT HER HEAD DOWN, baby, got her head down to the ground;; looking for a stranger, looking for a stranger to love. you got to dot your I's and cross your t's -- you gotta let go, looking for a stranger, looking for a stranger to love. you say you want it, but you can't get it in... you got yourself a bad habit, girl. ellie dowson, 21y, vortex's barmaid.
o escocês sequer sabia como havia parado ali, só se lembrava de ter saído de casa e o motivo fora totalmente esquecido. precisava comprar algo? bem, o pensamento se perdeu completamente quando começou a divagar sobre o passado e como ele estaria indo para hogwarts se ainda fosse uma criança ou adolescente. mesmo que estivesse olhando para frente, andrew não estava exatamente prestando atenção no que estava fazendo e para onde estava indo, voltando a si apenas quando sentiu esbarrar em algo ou alguém com seu ombro. —— perdão, não olhei direito por onde andava. —— em um tom educado se desculpou, sentindo-se sem jeito por ter estado tão alheio ao mundo ao redor que nem mesmo vira a pessoa a sua frente.
Eleonor tinha acabado de terminar seu turno e pretendia ir até o mercado comprar algumas coisas quando sentiu o esbarrão contra si. Olhando para o autor, um sorriso surgiu em seu rosto. “Andrew! Está no mundo da lua, é? O que se passa nessa cabeça aí?” perguntou de maneira divertida. Normalmente a dinâmica entre os dois consistia na Dowson tentando fazer com que ele se soltasse mais e, na maior parte das vezes, rendia boas histórias.
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Ao mesmo tempo em que se sentia grata por seu trabalho no Ministério, ela não podia negar que às vezes podia ser bem exaustivo, ainda ais com as demandas de seu chefe. O senhor Runcorn era um homem difícil de lidar, era necessário ter muita paciência. “Nada melhor do que uma boa dose de cerveja amanteigada pós o expediente” disse após dar um gole em sua bebida. “E quais são as novidades?” perguntou para a pessoa que estava sentada ao seu lado.
A parte ruim de ser uma barmaid era que você normalmente não podia beber. Quer dizer, não existia proibição quanto à isso, porém o trabalho ficava muito difícil fora das suas capacidades mentais, e daquela forma ela não conseguiria nunca ajudar os bêbados que chegavam sempre por ali. Na maior parte das vezes, ela não ligava para isso, mas o happy hour era algo que ela sentia saudades. Sorriu para Cassandra. “Dia difícil hoje?” perguntou, interessada. “Ah, nada de mais. Gente vindo aqui, bebendo, contando a vida toda... Acha que eu deveria me licenciar em psicologia?” perguntou rindo.
–”É um trabalho meio ingrato, sabe? Ser estagiária de médicos e enfermeiros. Mas vale a pena no final.”– Kay deu de ombros, sorrindo para a pessoa. Era uma rotina puxada, mas Josephine não tinha do que reclamar. Ela vivia de rotinas puxadas desde seus dez anos. –”E o hospital tem cada história que você não acreditaria. Posso dizer que jamais ficarei entediada agora. E como você está?”–
“Oh, honey... Ser estagiária é sempre um pesadelo, mas se você se esforçar e por o seu melhor em tudo, como eu tenho certeza de que você tá, no final compensa” comentou, lembrando da sua época de “estagiária” no Vortex. Não havia sido fácil lidar com o que ninguém queria fazer ou limpar banheiros, porém ser barmaid era o que ela aspirava (tirando a parte de, futuramente, chegar a ser sócia), e podia dizer que tudo o que estava vivendo só foi pelo que passou no começo. “Ah, eu tô ótima. Sabe como é, trabalhar em um bar nunca deixa de ser animado. Que tal você me contar histórias do hospital e eu te conto de uns clientes doidos que eu recebo toda noite?”
“Irei cometer um crime.” Resmungou para si mesma, enquanto se lembrava da nostalgia que era Hogwarts, mesmo que não tivesse sido tanto tempo assim que havia se formado. Cho possuía um carinho especial pelo lugar, por isso era difícil desvencilhar de algo que fez parte de sua infância e que a ajudou a crescer e amadurecer as ideias. Ainda assim, ter que ir para lá por causa que seu irmão era uma peste que adorava pregar peças nela era estressante, no mínimo, por isso a cara emburrada. “Você acredita que meu irmão pegou o meu colar da sorte, algo que eu durmo, tomo banho, faço tudo, porque eu caí direitinho na brincadeira dele?… Tsc. Me sinto muito burra, mas é isso que dá confiar tanto nas pessoas. Elas te passam a perna, te magoam e roubam seu colar da sorte quando você menos espera!” Bom… amadurecer as ideias levava tempo, afinal. Não para menos Cho ainda era um poço de drama.
Ouvir as reclamações e os problemas das pessoas era grande parte do seu trabalho como barmaid no Vortex. Depois de tanto tempo ela já havia se acostumado, e inclusive aquela era a sua parte preferida. Desde sempre adorava escutar os dramas alheios e ajudá-los a resolver e ali não seria diferente. Com um sorriso para a garota à sua frente, ela respondeu: “Você ainda vai ver o seu irmão, certo? Ele não pode te devolver?” perguntou, observando a menina atentamente.
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Cornelius Fudge is the grandfather. He’s 66 years old and is currently the Minister of Magic (fc: Bill Nighy).
Camille Fudge is the grandmother. She’s 62 years old and is currently the First Lady (fc: Mary Steenburgen).
Anthony Fudge is the father. He’s 48 years old and is currently the Head of the Deapartment of Magical Transportation (fc: Richard Armitage).
Colette Fudge is the mother. She’s 46 years old and is currently a socialite (fc: Jennifer Connelly).
Robert Fudge is the son. He’s 25 years old and is currently an Unspeakable (fc: Brant Daugherty).
Eleonor Fudge is the daughter. She’s 21 years old and is currently working as a barmaid in Hogsmeade’s pub The Vortex. She also now answers only as Eleonor Dowson (fc: Anna Chipovskaya).
levava uma vida sossegada: gostava de sombra e água fresca... meu deus quanto tempo eu passei sem saber; foi quando meu pai me disse: ❝filha, você é a ovelha negra da família. agora é hora de você assumir e sumir!❞ não adianta chamar quando alguém está perdido procurando se encontrar...
eleonor mal acreditou no que viu estampado no profeta da manhã de 26 de dezembro, e desde então o choque permaneceu. ela havia descido para checar se tinha alguma carta e a manchete simplesmente saltou aos seus olhos. juntamente com a notícia de que seu avô estava sendo investigado, estava uma carta da mãe, a qual ela até agora não havia conseguido abrir. naquela manhã, estava sentada em um dos bancos da praça central, café na mão e profeta no outro, quando notou olhos sobre si. sabia do que se tratava, e como sua tolerância para o assunto da sua família distante era zero, teve de admitir que sua resposta não foi a mais educada. ❝o que foi? nunca viu uma garota com um avô sendo investigado por corrupção não?❞ falou em deboche. normalmente não mencionaria os fudge, porém sabia que alguém iria, então gostaria de ser a primeira.
Eleonor havia acabado de limpar a última leva de louça no Vórtex. Havia sido rápido, afinal, as tarefas domésticas eram muito mais fáceis com magia. De qualquer forma, ela não precisava ter ficado ali todo aquele tempo; não era necessário e ela sabia disso, pois havia recebido folga no feriado. Mesmo assim, ali estava a Dowson. Ela suspirou antes de sair da pequena cozinha, desligando a luz com a própria varinha ao sair do cômodo. Ao contemplar o pub vazio, sentiu uma sensação estranha na boca do estômago.
❝Now what?❞ perguntou a si mesma em voz alta. Era uma excelente pergunta; há anos que o Natal era daquela forma. Há anos que seu feriado havia deixado de ser sinônimo de enfeitar a árvore de natal com o irmão e jantar ao redor de todos os Fudge. Claro, durante os 4 anos que se emancipou da família, acabou por formar a sua própria. Porém seus amigos ainda tinham contato com sua verdadeira família e esse era um fato doloroso de aceitar.
Sozinha. A palavra de três sílabas não parava de ecoar em sua mente. Por muito tempo Ellie tentou fingir que aquilo não importava, contudo ficava cada vez mais claro que sim. Por mais que ela gostasse de fingir que não e que apenas lhe importava o agora, as memórias do passado vinham lhe visitar em sonhos, especialmente em feriados comemorativos como aquele.
Já andando pelas ruas festivas da cidade, a mulher sentia a neve cair e a brisa lhe cortar o rosto. O caminho até o apartamento pareceu mais longo do que nunca, e ao entrar no lobby, infelizmente não conteve o impulso de ir até a sua caixa de correio na parede e checar.
Nada. Sozinha. Se sentindo idiota, Eleonor fechou a portinhola, subindo as escadas sem ao menos respirar. O sétimo andar era distante, porém ela não queria pensar. Ao abrir a porta do apartamento, o cômodo escuro gritava: sozinha.
❝Lumos.❞ exclamou com raiva dos próprios pensamentos. Sua sala de estar iluminou-se bem à frente de seus olhos. Sentindo-se um pouco melhor por estar em casa (sozinha), a morena abriu a geladeira e tirou uma garrafa de vinho que havia comprado no final de semana passada. Talvez não devesse beber sem antes comer, conselho que normalmente dava aos clientes, não visando vender comida do próprio estabelecimento como muitos poderiam pensar, porém porque era um conhecimento universal. Dando de ombros, Eleonor encheu a taça até o topo. Com um aceno da varinha, fez funcionar seu toca discos.
Sentou-se no chão acarpetado da sala, encarando a grande janela que deixava transparecer a noite de nevasca lá fora. Desfazendo o rabo de cavalo, a Dowson deitou no chão, encarando o teto e deixando a voz de Eric Clapton transportá-la muito longe dali.
Her life was like a desert flower burning in the sun
Until I found the way to love, it’s harder said than done
Eleonor passou a sua vida toda fugindo de outras pessoas. Da sua família, de potenciais relacionamentos, de empregos em escritórios… Sempre foi tudo em nome da diversão e da felicidade do agora. Do momento. E ela sempre sacrificou tudo e seguiu seu coração para que vivesse da maneira mais hedonista que pudesse, acreditando que esse era o caminho para o fim da auto-escravidão. Tudo sempre pareceu certo desse jeito… Contudo, ali estava ela em mais um Natal. Tinha virado tradição sentir-se daquela forma; não era triste exatamente, era como se faltasse algo que ela não soubesse explicar (sozinha).
E por que? Por que ela não podia ficar contente com o que já tinha? Um bom trabalho, bom apartamento, bons amigos, o que mais há pra se pedir? E mesmo que soubesse a resposta, queria ser independente a ponto de não precisar que sua felicidade dependesse mais de alguém além de si.
Easier said than done. E ela sabia, enquanto dava um gole gigante na taça de vinho, que aquela noite seria igual todas as outras — Eleonor iria sentir-se sozinha, beber toda a taça de vinho, dormir no chão da sala e acordar no outro dia com dor nas costas e na cabeça… E seria isso. Tudo voltaria ao normal e ela não precisaria mais se preocupar com malditos pensamentos nostálgicos de Natal.
neta do Fudge, ovelha negra da família, que nunca correspondeu às grandes expectativas colocadas nela. não usa o sobrenome Fudge, usa Dowson, que é o da mãe quando solteira, e não mantém laços com a família (inclusive ficar constantemente lembrando que ela é neta de Cornelius e filha dos seus pais a deixa irritada);
desde criança ela começou a fazer o contrário do que os pais esperavam dela, porque sempre foi uma menina bastante espontânea e livre, toda a pressão em cima de uma criança foi demais pra ela;
ex-lufana, foi batedora no time desde o terceiro ano e fez isso só pra contrariar os pais, que sempre diziam que não era esporte de garota;
nunca foi excepcional em nenhuma aula, exceto Poções que era sua paixãozinha, junto com Alquimia;
quando se formou em Hog, tinha vários estágios no Ministério para ela, porém ela pinou de casa e fugiu pra Hogsmeade, onde conseguiu um emprego no Vortex depois de basicamente implorar para o proprietário;
morou por um tempo em um dos depósitos do Vortex, que virou literalmente a sua casa, e hoje em dia o cargo dela é de primeira barman e o emprego é uma das coisas que ela mais se importa no mundo, leva bastante a sério e veste a camisa mesmo.
THE PERSONALITY.
engraçada, empática, independente, extrovertida, simpática, dedicada, perspicaz, observadora, cuidadosa, em preconceitos, detalhista. é engraçada, se importa muito com as pessoas, ama ouvir os problemas das pessoas no bar, é extrovertida e as relações interpessoais são muito importantes pra ela, tendo em vista que tem um grande vazio na vida dela onde deveria estar o apoio da família;
inapropriada, distante, infantil, irresponsável, preguiçosa, cética, debochada, teimosa, orgulhosa. adora fazer piadinhas, principalmente em momentos sérios e inadequados, leva a vida de maneira leve, foca muito no presente e tenta simplesmente ser feliz em tudo o que faz, independentemente do que for.
THE CONNECTIONS.
best friend: alguém que ela tenha conhecido em um lugar qualquer (hogwarts, hogsmeade, etc) e desde então são grudadxs e se contam absolutamente tudo. é uma pessoa muito essencial pra ellie, porque é a pessoa com quem ela é 100% honesta o tempo inteiro, e a pessoa mais importante da sua vida. [OPEN]
family: penso em um grupo de amigos bem próximo, que funcione como a família dela, sendo que a dela nunca foi muito próxima e cagou sempre pra ela. seriam pessoas que se ajudariam sempre, que se amam, brigam, etc porque família é assim. [OPEN, até 5 pessoas]
brother: essa aqui seria especificamente para alguém que trouxesse o irmão dela, robert fudge, e ele pode ter tentado se comunicar com ela, tentar fazer ela voltar a falar com a família. angst e treta!! [CONEXÃO ESPECÍFICA]
when we were young: amigxs desde hogwarts, pertenceram à mesma casa (lufa-lufa) e estão em constante comunicação e sempre se reúnem para relembrar os velhos tempos.
ex more like next: um moço que a eleonor tenha namorado (em hogwarts ou mesmo depois de ter ido para hogsmeade), porém que fez ela se comprometer por um período de tempo. como ela tem um pouco de medo de compromissos, pode ter acabado terminando tudo quando viu que ficou sério. [MALE]
crush: alguém que ela tenha um crush, ou vice-versa. [MALE se for crush dela]
shrink: senta aqui, bebe uma e vamos conversar! eleonor adora ouvir os problemas das pessoas, e dessa pessoa em particular, porque é regular a sua presença no vórtex desde que ela trabalha lá, e por isso viraram próximxs. [OPEN]
colleague: alguém que também trabalhe no vortex, a amizade omeçou por isso, e depois acabaram ficando muito próximxs por se ver todos os dias.
boss: o proprietário do vortex, com quem eleonor se dá muito bem. @anthonynott
protegée: uma pessoa mais nova, que ela tenha conhecido em hogwarts ou em hogsmeade mesmo, e que é alguém quem ela trata como irmãx mais novx, sempre querendo protege-lx. [OPEN]
friends with benefits: amiguinhos que gostam de se beijar (e etc). [MALE]
my turn: alguém que trabalhe para outro bar em hogsmeade, no qual ela vai quando está de folga, e é servida ao em vez de servir. criou uma amizade com essa pessoa e sempre gostam de jogar conversa fora. [OPEN]
f*ck u: alguém com quem o santo não bata, se odeiam mesmo, motivo a definir. é bem difícil ellie odiar alguém, então essa pessoa tem que gostar de irritar ela ou estar muito ligada à família dela e sempre lembra-la disso.
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— ✥ ⦙ não era novidade para ninguém — tanto morto como vivo — que tivesse pisado em hogwarts que salem hepzibah smith era a alma de todas as festas que a escola poderia dar. assim que acordou na véspera de natal, a primeira coisa que fez foi colocar sua melhor roupa natalina e partir para o centro do vilarejo para ajudar nos preparativos. estava fazendo isso para ocupar sua mente de ter os pensamentos errados, afinal, nesse noite faria um ano que não via o pai e apesar de não admitir, doía. sabia que tinha feito o melhor para fazer zacharias e sua mãe felizes e não iria ficar se lamentando. nunca iria fazer isso. e ainda tinha toda a situação com umbrigde na escola. faltava pouco para que sal não surtasse e explodisse algumas pessoas ao seu redor. com um sorriso no rosto, sally ajudou todos que podia, entregando gorrinhos, indicando direções até a hora que não aguentava mais ficar de pé. procurava por um lugar para sentar — nem que fosse na sarjeta. precisava dar um descanso para seus tão amados pés, e assim que avistou um cantinho sem muitas pessoas, segurou-se para não ir correndo. tinha uma reputação a manter, afinal. ao chegar, notou que não estava cem por cento sozinha, já tendo uma pessoa sentada. usando seu melhor sorriso, salem aproximou-se. ❝ oi ! você se importaria com a minha companhia ?? ninguém merece ficar sozinhx na noite de natal. ❞
desde que saiu de casa, o feriado de natal podia ser algo um pouco melancólico. é claro que ela ficava a maior parte do seu tempo ocupada no vortex, porém naqueles momentos, nos quais todos estavam com suas famílias, para eleonor ficava um pouco difícil não pensar na sua própria. fazia quatro anos que não se comunicava com os pais ou avós; robert tentara aproximar-se dela, contudo da pior forma possível: criticando seu estilo de vida e pedindo para que parasse de ser caprichosa e cabeça dura e voltasse para casa, como tinha de ser. os fudge já não eram sua família há muito tempo e, no lugar, ela havia criado a sua própria família de amigos. mesmo assim, todos tinham seus entes queridos, e às vezes era difícil não se sentir sozinha. perdida em pensamentos, mal notou que salem havia se aproximado. com um sorriso enorme no rosto ao avistar a garota, ela respondeu com sinceridade: ❝me importar com a sua companhia? me importo muito, sempre quero.❞ brincou, tentando deixar a parte de sozinha da conversa, para evitar pensar muito naquilo. ❝o que está fazendo aqui sozinha, sally?❞ perguntou com curiosidade.
— Sim, a festa está ótima, eu estou me divertindo muito. — Flint respondeu com sua típica expressão séria e ar de quem estava tendo várias crises de ansiedade internamente. Muitas pessoas agitadas e felizes em um lugar só deixavam Marcus Flint enjoado, pelo menos quando estava longe de Wood. A cena do artilheiro do Montrose Magpies com um gorrinho de natal era impagável, tudo graças ao namorado. — Não comente sobre o gorro, eu tenho uma reputação a zelar. — Resmungou, bebericando o eggnog que segurava.
❝você falando assim até me inspira! sinceramente, marcus, sinto minhas energias restauradas, tudo porque você está radiante.❞ brincou, exatamente porque a expressão dele gritava exatamente o contrário do que estava dizendo. não gostava de deixar as pessoas desconfortáveis, porém fazer piada em todos os momentos, até mesmo nos inoportunos, era a sua especialidade. ❝reputação de coisinha mais fofa do vilarejo, só se for!❞ disse, arrumando o gorro dele, sabendo que aquilo o irritaria. ❝marcus flint usando um gorro de natal... oliver precisa me ensinar essas técnicas de persuasão dele.❞
Anthony observava a movimentação da praça central, bem maior que o habitual devido a data especial. O natal parecia realmente ter o poder de deixar todos, ou quase, exalando um espírito alegre, e ele gostava disso. Claro, todo aquele aglomerado de gente em Hogsmeade ajudava ainda mais os negócios na Vortex, e nessas horas o Nott agradecia mentalmente por ter alguém como Eleonor feliz distribuindo gemadas e atraindo o público. “É o que dizem, a propaganda é a alma do negócio.” Comentou ao aproximar-se com um sorriso divertido nos lábios. “Se bem que eu tenho a impressão que alguns por aí estão aceitando a gemada só por quem está servindo.” Anthony deu uma piscadela e pegou um dos copos oferecidos pela mulher levando aos lábios apreciando a bebida, de fato muito bem preparada. “Quanto ao evento pós-natal, estou pensando se vale a pena fazer um só para o ano novo em vez de dois.”
a aproximação de anthony e seu comentário arrancaram uma risada bem humorada de eleonor. ❝fico tão feliz por ser bonita e não precisar mostrar nenhuma outra qualidade! sempre foi o meu sonho de princesa. não está feliz por ter me mantido com você?you’d be dead without me, nott. ❞ brincou, como de costume. se fosse sincera, a mulher não fazia tudo aquilo apenas porque era o seu trabalho, mas também porque gostava muito; não apenas do natal, porém do contato com as pessoas e da atmosfera feliz e de esperança que elas transmitiam. ❝um elogio desses vindo de você! desembucha e fala o que você quer.❞ disse ela com um sorriso divertido. tinha se preocupado muito, na época, quando o antigo proprietário vendeu o pub, porém ela e anthony acabaram por se entender muito bem. ❝you’re the boss. só me avisa logo, porque senão eu to aqui fazendo propaganda enganosa pro público e a culpa vai ser toda sua.❞
A praça central estava relativamente cheia, e isso divertia os olhos verdes de William, que se mantinha sentado, observando as pessoas. Algumas jogando bolas de neve, outras rindo e contando piadas. E outras distribuindo bebidas grátis. Bill não acharia nenhum pouco mal se ganhasse uma delas, por isso se aproximou da morena logo depois que ela entregou uma bebida a um jovem. “Eu ganho uma dessas também? E olha, se você me der uma sem alcool por achar que sou menor de idade, eu mesmo pago uma dessas para você.” Disse brincando com a idade, um riso reinando em seus lábios.
a garota sorriu com o comentário dele. ❝billy, você não aparenta ser um dia mais velho do que os dezoito anos, prometo. toma aqui sua gemada não alcoólica.❞ brincou, porém entregando ao ruivo um dos copos com a adição de vinho. ❝como está nessa véspera de feriado magnífica?❞ perguntou com animação.
Não era surpresa alguma o fato de que Cedric Diggory amava natal. Era seu feriado favorito e, apesar de ser seu primeiro ano morando em Hogsmeade, ele não perdia um ano que fosse daquela comemoração. Amava a sensação de comunidade que passava, amava a festa de natal em si, todas as pessoas unidas pelo sentimento natalino que naturalmente fazia com que todos fossem mais gentis naquela época. Era lindo. –”Eu tenho tanta cara de criança assim, Ellie?”– dramatizou um pouco as palavras, mas Cedric sorria para ela quando pegou a gemada. –”Ah, pode contar com a minha presença! Quero dizer, que tipo de evento vai ser? Porque eu ainda tenho que voltar para casa dos meus pais amanhã e voar até lá demora um pouquinho, principalmente voar de ressaca. Não que eu não vá, de qualquer forma. É natal, precisamos aproveitar até o último minuto.”–
ellie teve uma agradável surpresa ao ver o ex-colega entre os presentes. na verdade, não era nenhuma surpresa de fato, pois eram vizinhos, porém cedric normalmente passava aquelas comemorações com a família. rindo, lhe respondeu: ❝para mim você vai sempre ser o segundanista fofinho que tentou entrar no time, e acabou sendo melhor que todo mundo junto.❞ ela lembrava como se fosse ontem, e desde o início soube que ele acabaria sendo grande no esporte. ❝voar de ressaca? golden boy diggory? que absurdo. quem está te corrompendo? você deveria observar as suas companhias.❞ brincou, porque obviamente não era a melhor pessoa para julgar, tendo em vista ser barmaid no clube mais movimentado de hogsmeade. ❝e, ah, você sabe, vamos ter o de sempre, umas músicas trouxas, um campeonato de beer pong... e a barmaid mais linda de todo vilarejo. além das esquisitices que o anthony for promover, mas essa já não é a minha área.❞ comentou, pelo fato do seu chefe ter gostos peculiares que gosta de aplicar no porão do próprio estabelecimento. ❝e você está mais do que certo. já pensou se esse é seu último natal e você não for comemorar com os seus amigos? sua última lembrança do natal vai ser a reclamação da sua tia-avó sobre a mais nova doença que ela tem.❞ brincou, lembrando da própria família. fazia muitos anos que não tinha contato com eles além das notícias que tinha no jornal e do seu avô cada vez mais fazendo merda, porém as lembranças do passado ainda eram nítidas.
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Apesar de todas as coisas que estavam acontecendo naquela última semana, Cassandra estava disposta a não deixar tais fatores afetarem o seu humor, ainda mais na época natalina. Aquela era uma de suas datas preferidas do ano, então estava disposta a fazer de tudo para comemorá-la da melhor maneira possível. Se em Hogwarts a situação não era uma das melhores, o clima em Hogsmeade compensava tudo. O vilarejo bruxo estava impecável com toda a decoração, e os lojistas e moradores de lá pareciam empenhados em transformar aquela numa ótima experiencia para todos os envolvidos. “Bem, eu vou querer uma gemada alcoólica, por favor” pediu com educação e com um sorriso alegre em seu rosto. “Eu ainda não sei muito bem como vai ser a minha agenda para o pós-natal, mas dependendo dos compromissos, eu prometo dar um jeito”.
eleonor olhou para garota à sua frente. não identificava mais muitos dos alunos de hogwarts que estavam cursando ainda o ano letivo lá; afinal, quando os setimanistas entraram no castelo, ela já estava no quinto ano. mesmo assim, sempre tentava ver se conseguia identificar as pessoas, e tinha a impressão de conhecer a menina de outros lugares. ❝você vai ter que passar no meu teste primeiro.❞ falou. em seguida, deu uma volta ao redor da garota, claramente fingindo estar a sondando. ❝hm, ok, você parece ser maior de idade. se eu me enganar e você entrar em coma alcóolico, não esqueça-se de culpar anthony nott.❞ brincou, porque anthony era o seu chefe e dono da vortex. ❝aqui está!❞ depois, entregou-lhe a gemada adicionada de sua mistura especial de vinhos. ❝uma garota ocupada, huh? você está em hogwarts ainda, certo?❞
Agate meneou a cabeça e fez a careta mais exagerada que conseguia com os músculos do rosto congelados por causa do inverno escocês. “Eca, não, gemada é horrível,” disse, seu tom de voz excessivamente dramático. “Agora, se você tiver uma dose de vodka para colocar no meu chocolate quente, eu aceito.”
Voltou a negar com a cabeça quando ouviu sobre o Vortex. A ideia de encontrar Eleonor lá não era ruim – Agate era uma lésbica jovem na seca, afinal, e precisava ao menos se dar o prazer de observar a beleza alheia –, mas não se dava bem com lugares como ele. “Acho que você está convidando a pessoa errada. Você sabe que eu tenho os hábitos de uma idosa,” riu de si mesma, “e provavelmente vou estar na cama antes da meia-noite.”
eleonor riu diante do comentário da mulher. ❝isso não é nada natalino da sua parte, agate! e eu estou ofendida, eu faço a melhor gemada do mundo, tenho referências.❞ brincou, não sendo nada modesta. se podia se orgulhar de algo era a sua capacidade de desenvolver bebidas. ❝hmmm, vou pensar no seu caso. que tal você passar no bar depois, e eu penso em te ceder uma dose por conta da casa? tem muitas crianças por perto, longe de mim corromper a família tradicional bruxa.❞ ofereceu fingindo um tom pensativo, porém não conseguiu conter o riso. de fato, seriedade não era o forte da garota, e ela nem ao menos tentava esconder isso.
a dowson olhou para a amiga, com um olhar falso de desaprovação. ❝come on! você pode ser idosa no resto dos 364 dias pela frente. e, além do mais, o vortex é um lugar casual, juro que você nem precisa se arrumar.❞ falou, fazendo bico para que ela aceitasse a proposta.