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Meus herĂłis tiveram a coragem que eu nĂŁo tenho.

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E entĂŁo, deixo de ser carne para ser poesia.
Não daquelas de amor, mas, certamente que amou demais e também odiou.
Mas daquelas que lhe faz pensar que cada segundo Ă© um momento que nĂŁo voltarĂĄ e que a cada instante o futuro se torna passado.
Repouso a caneta, sopro a tinta para que seque rĂĄpido e nĂŁo manche as folhas em branco que, posteriormente, escreverei.
Mas, as vezes, uma palavra ou um verso invade a outra folha, como borrÔes que não deveriam fazer parte daquele verso.
As vezes um pĂĄssaro canta antes do Sol nascer por conta das luzes da rua.
As vezes uma borboleta se prende ao entrar por uma fresta e precisa ser guiada para saĂda.
As vezes una lĂĄgrima pode ser apenas algo se despedindo de vocĂȘ.
E as vezes tudo pode nĂŁo significar.. "nada".
Mas nada Ă© um nada absoluto.
Momentos não nascem do nada e antes do nada algo ja havia. Mas, nenhum astrólogo ainda soube provar isso, quiçå eu, poeta de fundo de garagem, que sopra a tinta com cuidado, sem sequer saber se novamente escreverei.
Dbc e o adeus
Eu estive ancorada no cais, jogando pedrinhas no mar enquanto esperava o cheiro do cigarro que me enoja ou a cerveja que, neste tempo frio, não tem tanta graça.
E ri sozinha ao entender que, o cheiro que mais desejo Ă© este, o cheiro do mar, do ar, da chuva que cai fina atras de mim, das flores que desabrocham no inverno para me ajudar a sepultar algo que nunca viveu de verdade.
E entĂŁo eu simplesmente joguei a Ăąncora fora e deixei o mar e o vento decidirem por mim o meu novo dia de cada dia!
HaverĂŁo tempestades onde a agua fria me doera os ossos!
HaverĂŁo dias quentes onde meus labios irĂŁo rachar de secos.
E haverĂŁo dias tranquilos onde descerei em ilhas de sonhos, beberei a ĂĄgua do cĂŽco, conversarei com os animais residentes e trocaremos historias envolta da fogueira.
HaverĂŁo dias onde acharei princesas para pentearmos nossos cabelos e cantarmos para a lua.
Haverão dias onde encontrarei bruxas e dançarmos nuas para os deuses da natureza.
E haverĂŁo dias em que a solitude me ajudarĂĄ a preencher versos tĂmidos e cheios de sentimentos que apenas eu lerei e guardarei comigo estes versos, posteriormente pondo os papeis em garrafas e jogando no oceano para acalentar coraçÔes que, assim como o meu, foi calejado e resistiu.
E no fim, quando eu estiver em minha Ășltima pagina, vocĂȘ terĂĄ sido uma estrofe onde propositalmente derrubei tinta, para que nunca mais lembre deste erro.
Eu... Eu lutaria guerras pra defender seu sorriso e proteger vocĂȘ das dores que te doeram.
E vocĂȘ sequer me diz uma frase de conforto em meio a este caos emocional.
Lamento ter perdido tempo lhe escrevendo palavras doces de amorosas
Lamento ter sonhado com vocĂȘ.
Agora vocĂȘ Ă© passado
Como disse noutros versos, bugiardo.
Mas, vocĂȘ nĂŁo mentiu. Eu quem nĂŁo aceitei a verdade.
Eu que me ancorei em migalhas de atenção e transformei em banquetes de amor.
Eu te amo, mas, apenas até o fim destes versos.
De agora em diante, vocĂȘ sĂł viverĂĄ em rimas escritas no pretĂ©rito.
Quanto ao futuro, lamento, mas eu nĂŁo quero mais que seja parte dele.
Lhe alimentei com versos e sonhos e ganhei esmolas de descaso e desapontamento.
Agora sinto que estou forte suficiente para dizer "Addio, amore mio,
che il passato non ci perseguiti e che il futuro ci separi,
perché eri una menzogna che ho nutrito.
Addio, e grazie per non aver mai ricambiato i miei sentimenti".
Bugiardo! (GOV)
Uma louca surgiu e me enfiou nesse ninho falso que sĂŁo seus sorrisos! Bugiardo!
Eu tentei te ajudar e acabei me prejudicando! Bugiardo!
VocĂȘ se abriu e eu me abri, achei que vocĂȘ era de verdade. Bugiardo!
VocĂȘ ria das minhas piadas, eu gargalhava do seu humor. Ăramos complementares em nosso jeito questionĂĄvel de rir das coisas. Bugiardo!
VocĂȘ me fez pensar que havia uma porta aberta! Bugiardo!
E em uma madrugada vocĂȘ foi embora, quando eu dormia e sonhava com vocĂȘ. Bugiardo!
Bugiardo! Bugiardo! Bugiardo!
VocĂȘ voltou apenas pra satisfazer seu ego e eu, apaixonada, achei que fosse saudade. Bugiardo!
VocĂȘ me incendiou quando eu nem tinha apagado a chama. Bugiardo!
VocĂȘ foi e voltou, foi e voltou, e, no seu egoismo e egocentrismo, nĂŁo se importou em me machucar. Bugiardo!
E io, cosĂŹ vera, non sarĂČ mai una bugiarda come te

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Hipocondria (gov)
Acho que estou doente, mas, o que serĂĄ que peguei?
Depois de te conhecer, bruscamente eu mudei.
Sempre sinto um frio na barriga quando lembro sua voz. Devo ir ao gastroenterologista?
Meu peito dispara de repente e bate fora do compasso quando sua lembrança vem a minha mente. Com certeza é caso de cardiologista!
Eu fico euforica com sua atenção e sofro com seu descaso, para o psiquiatra levarei esse caso.
Penso em voce e sorrio feito uma pateta. Devo deixar o neurologista alerta?
Quando estamos assim, distantes, eu me sinto muito mal. Tentarei ir ao clĂnico geral.
A dor da saudade faz as lĂĄgrimas borrarem a vista, com certeza preciso de um oftalmologista.
Meu sorriso fica tĂmido, mordo os labios, e sinto sede dos seus labios aos meus, da sua lingua na minha. Vou agendar aqui o dentista.
E seu desamor destrói meu coração e meus sonhos... Estraçalha tudo aquilo que é belo aqui dentro, eu me perco de quem sou na real, talvez, precise de um cirurgião geral.
Mas hĂĄ algo que nĂŁo tem cura, e, talvez, eu nem queira curar.
Ă que nesta vida, e em todas as outras, sempre estarei lhe esperando para te amar.
DBC
Eu odeio como nossos humores se completam, e odeio como me faz rir
Odeio sua inteligĂȘncia e que quando errada me faça admitir
Odeio quando fala da sua banda, com sorriso de orelha a orelha,
Odeio tanto os seus olhos, como se os conhecesse a vida inteira
Odeio como faz meu peito disparar, e odeio como mexe com meus sonhos
Odeio tantas coisas em vocĂȘ, que sĂł consigo me apaixonar
Eu odeio o poder que tem sobre mim, e acima de tudo me odeio
Odeio nao odiar vocĂȘ, e odeio ansear seu beijo.
Odeio tudo que remete a vocĂȘ
Odeio com tanta paixĂŁo que me sinto a enlouquecer
Odeio o fato de amar vocĂȘ
E, o Ășnico Ăłdio que eu tenho, Ă© odiar vocĂȘ nĂŁo me querer.
GOV
Ainda dĂłi carregar vocĂȘ,
mas jĂĄ nĂŁo me largo mais pra te segurar...
VocĂȘ foi como segurar ĂĄgua com as mĂŁos, escorreu pelos meus dedos (apenas na minha imaginação).
Nunca, de fato, toquei vocĂȘ. Mas vocĂȘ, verdadeiramente e intensamente, tocou em mim. NĂŁo literalmente, figurativamente. E sabe? Isso Ă© tĂŁo pouco... Pouco demais para alguĂ©m como eu, que derramo e amo com cada fibra e ĂĄtomo.
VocĂȘ nĂŁo quis beber dos meus lĂĄbios e nĂŁo sou eu quem perde esse jogo
Eu escrevo sobre vocĂȘ e nĂŁo para vocĂȘ, eu escrevo pra mim, para ver o quĂŁo grande sou diante algo tĂŁo pequeno como sua indiferença.
VocĂȘ Ă© ferida que dĂłi, amor que corrĂłi, mas, todos os dias, entre palavras, versos e rimas, tomo doses homeopĂĄticas de amor prĂłprio, ate o dia que vocĂȘ nĂŁo couber mais em minhas linhas ou meu passado.
Eu me escolho, assim como vocĂȘ escolheu nĂŁo me escolher, eu me encaixo perfeitamente no espaço que vocĂȘ nĂŁo quis caber, eu amo intensamente como vocĂȘ nunca vai saber, eu vivo a verdade, mesmo que esta seja longe de vocĂȘ.
DBC
Eu ainda sinto vocĂȘ⊠Como sinto pulsar cada batida do meu coração, mas agora eu me sinto tambĂ©m, como o sangue que percorre minhas veias e alimenta minhas cĂ©lulas.
Estou aqui, sozinha de vocĂȘ e cheia, transbordando de mim, sendo minha amiga, confidente e parceira em momentos onde vocĂȘ nunca quis caber.
Eu ocupo o espaço que vocĂȘ nĂŁo quis e me completo sozinha (me derramo, me amo) como vocĂȘ nunca foi capaz (sĂł levou minha paz, fez-me sentir incapaz).
VocĂȘ Ă© uma histĂłria que nĂŁo vivi, um amor que nĂŁo senti, um te amo que nĂŁo ouvi. Mas, eu nĂŁo perdi nesse jogo, eu nĂŁo me perdi, foi vocĂȘ, vocĂȘ quem me perdeu.
Talvez vocĂȘ perceba um dia, talvez nĂŁo note jamais, mas a cada passo que da para longe de mim, eu busco em mim, ser minha paz.
GOV
Eu juro, eu juro que tento esquecer vocĂȘ, mas eu te ouço nas cançÔes, te sinto no vento, te vejo nos sonhos...
Eu queria philia assim como vocĂȘ, mas, meu amor Ă© eros, e o seu nunca foi e nem serĂĄ como o meu.
Eu te disse que nĂŁo sabia uma piada grega, mas, eu era a prĂłpria piada, bebendo da tragĂ©dia grega como uma taça cicuta servida por DionĂsio...
Eu nĂŁo consigo chorar, acredita? Meu corpo se recusa. Sinto que se eu chorar eu vou lavar vocĂȘ do meu olhar e isso Ă© amedrontador.
Eu queria encontrar vocĂȘ em outros lĂĄbios e outros corpos, mas, nunca nem lhe provei, nunca lhe tive, nunca fostes meu para que eu pudesse buscar uma substituição.
Só vi teu riso e ouvi tua voz por uma tela, não conheço seu toque, calor, pele e mãos calosas. Não sei o sabor do seu beijo ou como me tocaria. O simples pensando me estremece! Acho que em seus braços eu faleceria inumeras vezes em vida. Sinto o coração tremer apenas em cogitar.
Mas nĂŁo
Nunca vou matar esta sede de vocĂȘ...
Agora, bebes de outro copo, outro corpo... E eu? Eu fui uma distração pequena entre o tédio e o tanto faz

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NĂŁo
NĂŁo quero desenhar borboletas, deixĂĄ-las presas em quadros ou paredes.
Quero-as (ou nĂŁo) no estĂŽmago, batendo freneticamente suas asas e me corando a face, silenciando as palavras por ansiedade, timidez e suspiros (ou nĂŁo).
Borboletas dĂŁo trabalho e sĂŁo exigentes, se alimentam de gentileza e ternura e, isto, me falta a mesa. Permanecer no jejum de emoçÔes estĂĄ difĂcil, talvez, eu feche meus olhos e fuja.
Existe gaiola para borboletas?
NĂŁo importa.
Elas me deixam a olhar para o teto durante a madrugada e ouvir melodias da minha mente.
JĂĄ sei, inseticida.
Por que as mariposas nĂŁo sĂŁo elogiadas?
Talvez eu tenha mariposas no estĂŽmago...
Pois o rosto dos meus sonhos estĂĄ ocupado em nĂŁo lembrar do meu nome ou sonhar comigo, talvez meu jardim nĂŁo foi belo suficiente para suas borboletas.
Gosto muito de flores, cores e odores! Quando estou com vocĂȘ sinto que sou a lua e vocĂȘ o girassol de costas para mim... Espero um dia brilhar e irradiar luz e claridade como o Sol, para que, um dia, enfim me enxergue.
Eu pisava na areia, na beira do mar, as pegadas sumiam e foi como nĂŁo passar, mas eu nĂŁo me importava, nĂŁo ligava que soubessem onde estou, eu tanto nĂŁo me importava que tambĂ©m nĂŁo sabia para onde iria. VocĂȘ passou por mim na direção oposta, eu vi quando deixou cair seu caderno de composiçÔes, lhe devolvi e vocĂȘ agradeceu, me convidando para te ver tocar num bar de beira de estrada.
A bebida nĂŁo era das melhores e eu nĂŁo sabia por que havia aceito o convite atĂ© a mĂșsica começar, ela era doce, triste, fria e bonita e por poucos segundos me vi nas suas letras.
No fim da noite eu jĂĄ bebia com vocĂȘ e os outros integrantes, eles moravam para um lado e nĂłs, o outro. VocĂȘ tinha uma moto legal, estĂĄvamos a poucos centĂmetros quando me ofereceu carona e o peito se rasgava e gritava que sim, mas, neguei e peguei o tĂĄxi que estava vindo. Que louca pegaria carona com um estranho? Com cheiro de whisky e cigarro, cabelo preto, olhos que faziam-me sentir nua e a mera presença me arrepiava?
Voltei por dias e dias a praia, mais afastada de onde as ondas chegavam, deixando passos escrito "eu estou aqui", porém, ninguém leu.
E foi num dia que o motorista se distraiu que derrubamos o motociclista que estava Ă nossa frente. Foi algo leve mas corri desesperada para ver, preocupada o que houve.
VocĂȘ sorriu irĂŽnico "se todos os nossos encontros forem acidentais eu acho melhor fazermos um seguro de vida", mas, eu, com cara de choro e lĂĄgrimas descendo como cascata, esqueci que poderia ter se machucado e o abracei mais forte mais forte e mais forte. VocĂȘ disse baixinho no meu ouvido que se pancada nĂŁo quebrasse sua costela eu certamente o faria. Soltei seu corpo e olhei seu rosto com a alma tremendo dentro de mim, vocĂȘ tocou meu queixo e disse que seria mais fĂĄcil jogar pedrinhas coloridas para que pudesse me encontrar, jĂĄ que o vento ou a marĂ© nĂŁo lhe deixavam pistas.
E desde aquele dia, eu nunca mais precisei deixar rastros.
GOV
Gosto de flertar, mesmo quando nĂŁo hĂĄ real intenção de consumar o flerte. Ă divertido, ainda sou jovem, Ă© uma carĂcia ao ego e confiança. Alguns vale a pena investir, pq o papo bate, o riso combina e a vibe se encaixa.
Foi quase assim com vocĂȘ, nĂŁo foi?
Foi bem louco e inusitado, eu nĂŁo fui te procurar por isso (eu nem te conhecia) e nem vocĂȘ sabia o que rolaria.
Seu peito bateu forte quando pensou em mim?
E o desejo?
E a ansiedade para uma nova conversa? Eu, sinceramente, não tenho noção.
Mas eu trocariam todos os olhares para ter apenas o seu.
Todo flerte do mundo por sua voz ao pé do ouvido.
Toda libido preenchida por vocĂȘ me dominando e me provando a todo momento que sou sua, apenas sua.
Acordar e ver seus contornos em tocar com a ponta dos dedos, ver seus olhos sonolentos abrir e seu sorriso sonolento. Tatuar na mente essa imagem todos os dias! Deitar grudada para sentir seu calor, seu cheiro e seu coração batendo tão forte quanto o meu.
E aĂ, antes de servirmos o cafĂ©, eu lhe diria que te amo, como meu bom dia e boa noite. Aqui na eternidade das nossas almas.
GOV
Eu nĂŁo sou a pessoa que vocĂȘ escolheu antes
NĂŁo sou quem vocĂȘ escolheria hoje
E nĂŁo seria sua escolha no futuro.
Mas se pudesse...
Se eu pudesse...
Teria como vocĂȘ um instante apenas nosso.
Eu beijaria seus lĂĄbios para provar do sabor da sua boca e deixar gravado na mente a textura dos seus lĂĄbios.
Eu tocaria toda sua pele alva desejando te marcar como meu mas, iria para o lado da suavidade, pra gravar suas texturas, temperatura, arrepios, suor ou tremores.
Seus cabelos eu afagaria, tocaria, faria alguma piada sobre Pantene o L'OrĂ©al, irĂamos rir e eu me perderia, esqueceria o rumo de tudo e atĂ© do mundo ao redor...
Eu me veria obrigada a beijar vocĂȘ a todo instante pra saber que vocĂȘ Ă© real.
Uma mĂșsica ao fundo me denunciaria que o despertador te levou novamente.

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Eu era uma criança brincando de namorado, dando beijinhos e as mĂŁos para alguĂ©m que hoje eu sĂł lembro que existe por conta das evidĂȘncias.
E outros amores intensos como o primeiro, onde tambĂ©m faria sacrifĂcios, mas nĂŁo haviam beijinhos e mĂŁos para me apoiar.
Eu fui educada para deixar pra lĂĄ e fiz isso tantas vezes que virou costume.
Mas agora eu quero trazer o inferno e o cĂ©u a Terra, se possĂvel, para lhe dar aos mĂŁos e desfalecer por segundo com seus lĂĄbios nos meus.
Quero que ria de coisas bestas que eu digo, tacar em vocĂȘ o que estiver em mĂŁos por vocĂȘ ser um espertinho irritante e sabichĂŁo.
Olhar seus detalhes no sono...
Ir de dinossauro te encontrar no aeroporto com uma foto tosca sua como plaquinha.
Brigar, discordar e ficar de bico um dia inteirinho e a noite esquecer e te fazer de manta quentinha.
Eu amei. Amei de verdade e com cada célula do corpo.
VocĂȘ Ă© um babaca, metido, se acha muito e enche meu saco que nĂŁo satisfeito me fez amar vocĂȘ com cada ĂĄtomo.
VocĂȘ Ă© melhor que eu em fĂsica, serĂĄ que juntos terĂamos uma baita reação nuclear?
Acho que sim! Eu explodiria alĂ©m do corpo e alma por vocĂȘ.
Eu vou lutar por mim, crescer e evoluir, ser a melhor atĂ© me tornar uma sabichona chata igual vocĂȘ, e, quando este momento chegar, vou te oferecer as mĂŁos, para que que exploda o mundo comigo.
*Esqueceram de mim*
Mais um ano estĂĄ acabando e continuo nĂŁo entendendo o que se passa com a minha famĂlia. Eles se organizam para viajar todo fim de ano e sempre me deixam para trĂĄs, sem nem se despedir. Me sinto muito sĂł e abandonada, a Ășnica coisa que me conforta Ă© sĂŁo vela que minha mĂŁe acende ao lado do meu retrato e as flores que meu pai e irmĂŁos deixam.
Mas abriria mĂŁo de tudo para que levassem junto.