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Os corredores já estavam praticamente vazios, visto que o horário de aula havia acabado há boa uma hora. Ainda assim, não era uma novidade muito grande ver Phys permanecer por ali por mais tempo que necessário, seja para trocar algumas ideias com professores, ou para cuidar das coisas do comitê de serviço voluntário, como era o caso no momento. Ela havia acabado de colar o panfleto de apresentação do clube daquele ano no mural de avisos do corredor principal, quando notou que alguém havia se aproximado. “ O que você acha? Bonito o suficiente para atrair mais membros para nós esse ano? ”
O caminhar de Morgana era leve. Nariz empinado, ombros abertos, bota de cano curto fazendo pot pot pot contra o piso a cada novo conjunto de passos. Sua boa postura, afinal, havia sido aprendida muito antes de tornar-se rebelde. A voz de Phys lhe chamou a atenção e Hardy, ao finalmente perceber quem havia falado, até tentou fingir que não tinha visto... mas já era tarde demais. Merda. A última coisa que queria era acabar tendo que fazer hora extra na escola por causa do comitê do voluntariado. “hm... espero que sim?” A cabeça inclinou para o lado e os lábios se comprimiram, propondo-se a analisar como solicitado. “Até porque mais gente no clube significa menos trabalho pra mim.” O sorrisinho sacana foi propositalmente direcionado à colega, rápido e divertido. Ao menos para ela.
--- Você não tem nada melhor pra fazer não?
Braços cruzados na altura do busto davam mais imposição ao tom de voz já suficientemente alto. Ela observava a poucos passos de distância a ladainha rolando há bons cinco minutos: Enquanto @heartfwlts tentava passar, outro aluno lhe bloqueava o acesso repetidas vezes. --- Tipo ir pra a aula, por exemplo? Ou ser inconveniente em qualquer outro lugar? Tenho certeza que tua mãe não paga mensalidade pra você ficar bancando o retardado no corredor o dia todo.
Era hora de almoço e o jovem decidiu comer sua sandes nos jardins escolares, aonde poderia aproveitar o sol e ainda escrever no seu notebook as letras da música que tinha terminado de gravar e que estava ouvir nos seus auscultadores. Ele estava concentrado quando sentiu a mão de alguém tocar assim, retirando o braço, ele virou-se e disse “Boa tarde…Necessita de algo?”
“Necessito sim...” Era hora do almoço e, como de costume, Morgana foi juntar-se aos colegas rebeldes que estavam... em qualquer lugar menos no refeitório, claro. Afinal, eles precisavam fugir do padrão de um jeito ou de outro. A mão no ombro de Alessandro era maneira de chamar sua atenção para ela. Gostava que vissem quando ela chegava. “Necessito da minha cama, do meu ar-condicionado, que apaguem a luz e me deixem dormir só mais cinco minutinhos...” deitando-se sobre a grama próxima a ele, tentou tapar a luz do sol com as costas do braço sobre os olhos. Um muxoxo escapou em seguida. “O que você tá fazendo aí?”
Os olhos, sempre cuidadosos, observavam os movimentos alheios com muita cautela, mesmo que de longe. Ofegou, no entanto, ao perceber o que estava prestes a acontecer, sentindo-se na necessidade de intervir antes que catástrofes maiores acontecessem. Aproximou-se em passos elegantes da outra pessoa, abrindo um sorriso simpático, tentando não revelar que estivera observando as ações da outra fazia um tempo. ❝Sinceramente, não acho que isso seja uma boa ideia. É provável que seja ilegal em algum país.❞
“Talvez seja ilegal nesse aqui mesmo.” Morgana murmurou, sorriso comedido nos lábios. Isto é, após recuperar-se do susto de ter sido pega no flagra. Sozinha na sala durante a hora do almoço, aproveitara-se da distração dos demais colegas e fora diretamente na bolsa de uma ex-amiga da Elite. Com a pasta dela em mãos, Morgana procurava ali pelo trabalho que deveria ser entregue mais tarde naquele mesmo dia. “Mas vai por mim, ela merece coisa bem pior.” Dividindo a atenção entre a intrusa e a porta, ela afirmou. Seu coração batia forte e as mãos trabalhavam rápido.
De repente, o rosto se iluminou. Seu sorriso era determinado. “Achei, porra.” Hardy arrancou as folhas da pasta e as dobrou de qualquer jeito, enfiando-as dentro do uniforme. Após o ato, pasta ainda em mãos, voltou-se para renée com sobrancelhas erguidas. “Você não vai me dedurar, não é?”

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Se a dor de cabeça estava difícil de lidar antes, agora estava insuportável. Havia sido quase uma tortura esperar a aula de Literatura acabar para ir até o armário, onde deixava os remédios para todas as horas guardados em caso de emergência. E, bom, era uma emergência. Aproveitando a garrafa de água que tinha comprado mais cedo, tomou o remédio e torceu para não demorar muito para fazer efeito. Ao perceber que não era a única parada por ali, pensou que não custava nada fazer uma boa ação. “Quer um também? Hoje não tá fácil pra ninguém.”
“Quero. Dois, se isso fizer passar mais rápido.” Óculos escuros poderiam muito bem compor o visual passivo-agressivo de Morgana normalmente, mas, naquele dia, também serviam para proteger os olhos (e a cabeça) da entrada de luz excessiva. E não seria para menos... havia tomado sozinha praticamente meia garrafa de vodka na festa da noite anterior! E chorado por horas, não menos. O corpo estava tendo dificuldades em se recuperar. “E se você tiver água aí, eu aceito também. Minha boca tá tão seca que eu tenho quase certeza que meu fígado morreu de ontem pra hoje. E que me deixou fora do testamento.” Uma risada curta. Lambeu os lábios e apertou as têmporas, esticando a mão para receber o remédio. “Outra coisa: eu sei que a gente combinou de estudar mais tarde, mas eu não tô com muita cabeça, sinceramente. Poderíamos remarcar?”
Supernatural - 10x17 | “Inside Man”
Amalia Williamson in Northern Rescue
Noah estava mais deslocado naquela festa do que aquilo que imaginava, era o que dava ser novo na escola, tinha conhecido algumas pessoas durante as matrículas e a semana de boas vindas, mas não o suficiente para acabar naquela festa, não fosse a mãe o convencendo a ir para conhecer mais pessoas, por mais vergonha que tivesse em admitir isso. Andava pela casa em busca de um local onde se pudesse sentar um pouco, talvez utilizar o celular como desculpa de porquê não estava falando com ninguém ali. Vendo um sofá completamente desocupado, aproveitou, se sentando em uma das pontas. Pronto para pegar o celular do bolso sentiu algo cair em cima de si, uma bebida derramada, claro. Olhando para x autorx daquele feito, o francês respirou fundo para se acalmar, não queria armar confusão. Se levantou, olhando as roupas, estava encharcado. “Sabe pelo menos onde é o banheiro para eu tentar secar isto?”
Morgana havia esquecido que podia se sentir tão mal apenas com a presença de outra pessoa. Por mais que aquela não fosse uma festa da Elite (as quais raramente comparecia, senão com a intenção de deixar sua marca de estrago na casa), era óbvio que o grupinho ali estaria. Sem a autoridade das paredes do instituto para os coibir, pareciam mais afoitos do que nunca em suas pequenas brincadeiras sobre o ocorrido de anos anteriores. Para Morgana, a festa tinha acabado naquele momento. Foi para longe do aglomerado dançante e uniu-se a uma garrafa de álcool, decidida a recuperar a animação. Ir embora significava derrota! Mas os goles foram entrando, de novo e de novo, e só se via cada vez mais melancólica. Além de bêbada, é claro. Talvez fosse mesmo hora de ir. Limpou as lágrimas que escorriam pelas maçãs do rosto e levantou-se, olhos perdidos na multidão de colegas enquanto rumava em direção à porta. Até que, devido à desatenção, se chocou com as pernas do desconhecido. “Ih, garotão. Foi mal.” ela riu baixinho antes de fungar, só então notando que metade do conteúdo de seu copo recém reposto havia caído sobre o rapaz. “Eita! caiu, ó...” O rosto tomou letárgica expressão de surpresa. A mão foi até a calça dele, como se pudesse secá-lo de alguma maneira, mas se deteve pouco antes de tocá-lo. Aquilo certamente seria inapropriado. Morgana riu com o pensamento, exalando o ar brevemente. E se o rapaz tinha uma demanda meio urgente, o cérebro alcoolizado dela havia focado em outra coisa. “Seu sotaque é diferente. De onde você é?”
Ir a uma festa daquelas era algo que não acontecia muito na vida de Mary Jenkins, mas aquela noite era uma exceção. Tudo que poderia acontecer tinha acontecido poucas horas antes em sua casa e para relaxar um pouco ela aceitou o convite do irmão para aquela ‘pequena’ comemoração. De início ela ficou um tempinho com ela, mas acabou que achou suas amigas e finalmente se deixou soltar para começar a beber e dançar. Seu olhar bateu em uma pessoa conhecida que se aproximava e o sorriso foi automático aos seus lábios “O que? Acha mesmo que não vou dançar a minha música?”
“Oh, então foi você que compôs? Que interessante, não sabia.” O erguer e descer rápido de sobrancelhas era a concretização da zombaria de sua frase. Morgana gostava de brincar com as pessoas, de pegá-las por deslizes nas palavras. Amigo, inimigo, conhecido ou desconhecido, não importava muito. Era sua maneira inconsciente de exercer dominância. “Ou será que comprou os direitos? Eu juuuro que não me impressionaria...” Comprar era o hobby favorito da maioria de seus colegas mesmo... e seu também, de certa forma; que deixasse de lado a hipocrisia. Seu corpo começou a acompanhar o de Mary nas batidas da música. Morgana completou. “Não mais do que te ver aqui, pelo menos. Pensando bem, encontrei tantos nerds nessa casa que tô até estranhando. Estão aproveitando a última noite antes do inferno? Porque eu certamente estou.”

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Para que esperar as aulas em si para conhecer seus novos colegas se tinha a oportunidade perfeita de vê-los antes e em um ambiente completamente diferente e, teoricamente, mais agradável? Foi com esta lógica que Astrid decidiu ir sozinha até a mansão dos futuros colegas de classe ou clubes, não sabia dizer ao certo. Duas horas atrasada, a loira não encontrou dificuldades em entrar e sorrateiramente ir para a cozinha (assim que a encontrou), fitando um shot abandonado e sem pensar muito, esticou a canhota e pegou o copinho, virando e se arrependendo assim que a bebida desceu, queimando sua garganta. — Eu não sei se acabei de beber tequila quente ou se era outra coisa, mas o gosto estava horrível. Se isso era seu, deveria me agradecer por ter te poupado de beber algo assim.
Morgana catucava a geladeira alheia sem qualquer vergonha em sua busca por limões. Se dava até ao luxo de cantarolar baixinho a música que tocava na sala, tão despreocupada estava. Ao encontrá-los, cresceu um sorriso. Tomou um em mãos, fechou a geladeira e girou nos calcanhares... apenas para encontrar a careta de nojo da desconhecida. Ah, e seu copinho de shot vazio para ser somado ao cenário. O sorriso morreu na hora. “Porra! Nem pra perguntar se tinha dono.” Deixou que o ar escapasse pela boca, dissipando parcela da irritação. Um sorriso descrente escapou após a desculpa esfarrapada. “Ah, é? Caramba. Muito obrigada mesmo, minha salvadora.” Nem preciso é relatar que a frase estava repleta de sarcasmo. Hardy se aproximou da mesa e largou o limão sobre a superfície, aproveitando para pegar a faca que, previamente, havia reservado. “Você não tomou o negócio direito, tava esperando o quê?! E sim, era tequila. E que coisa nojenta essa de ficar bebendo do copo dos outros! E se tivesse droga? Ninguém nunca te ensinou que essa é a primeira regra pra não acabar estuprada ou sequestrada? Jesus!” E que não a olhassem torto: mesmo fazendo parte dos rebeldes, coberta em preto, jeans, couro e maquiagem pesada, aquele comportamento careta e protetor era igualzinho ao que usava para a irmã mais nova. No meio de seu monólogo, só percebeu que estava gesticulando com uma faca em mãos quando já era tarde demais. Então, disfarçando, a utilizou para apontar na direção da garrafa, um pouco distante de ambas. “Agora pega aquela garrafa que eu vou te ensinar como é que bebe do jeito certo. E outro copo pra mim, por obséquio.”
Starter aberto.
É de ciência de todos que quando bate a idade qualquer canto vira assento. Mesmo no auge de seus dezesseis anos, K já não estava tão energético quanto antes. Afinal, desde que chegou, ainda que atrasado, não parou de dançar nem por um minuto. Tudo bem que aquilo não era dança, era uns choques que ele parecia levar enquanto se mexia. Como dito antes, qualquer canto vira assento e foi assim que um ponto escondido na varanda virou seu local de descanso. Ele não era de beber, então estava completamente são de suas ações. Estava mexendo no celular respondendo algumas pessoas, quando ouviu uma voz dizendo algo. Ele abriu um sorriso meio envergonhado. “Você está me deixando ruborizado…”
“Nossa, como você é emocionado.” Morgana zombou, um sorriso curto no canto do rosto ao se aproximar. Em seu linguajar, uma pessoa emocionada era aquela que demonstrava os sentimentos românticos com muita rapidez; mal dava um beijinho e já ia metendo um eu te amo. Pessoas como ela era... antes. O meme clássico do ‘sofria, agora sou fria’ se aplicava bem à Hardy. Infelizmente. “Eu sei que eu te chamei de garotão, mas foi só maneira de falar, viu? Pode ir acalmando esse seu coraçãozinho.” Mais uns passos na direção da varanda e Morgana respirou fundo, limpando o suor da testa. As costas ainda pingavam, contudo, e seu sapato lhe doía os pés como agulhas depois de tanto tempo dançando. “Será que você arruma um cantinho aí pra mim? Dá uma chegadinha mais pra lá? Preciso... uhr, tirar esse salto.” A pausa na fala havia se dado por uma abaixar repentino, tentativa de começar a retirada da peça ali em pé mesmo.
é uma grande oportunidade estudar na AIE e MORGANA HARDY sabe muito bem disso. acabou de ter sua matrícula aprovada para o SENIOR YEAR e faz parte dos REBELDES. rumores dizem que ela se parece com AMALIA WILLIAMSON e que tem DEZOITO ANOS, mas não sei se acredito. agora, que ela é TEIMOSA e PROTETORA, isso sim é verdade.
( bio & cnn )

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