eu sĂł sei doer
a garganta entala e a Ăąnsia de vomitar o resto de mim Ă© gritante. eu tento pĂŽr pra fora, mas a dor Ă© parte do vĂŽmito e ele estĂĄ grudado, feito ateroma. feito trombo que obstrui o fluxo pelo qual a felicidade passa. a pressĂŁo de ser feliz se faz presente. tanto que arromba e destrĂłi os pedaços dentro de mim. eu juro. ela tenta passar. e atĂ© consegue. porĂ©m, nĂŁo tem mais caminho por onde seguir. quando essa pobre coitada pensa que consegue me mantar um pouco mais âvivaâ, descobre que nĂŁo sĂł desobstrui sua passagem, como tambĂ©m, estraçalhou sua vinda, permanĂȘncia e retorno. sĂł me sobra doer.
casulopoetico















