Estou aqui rodando meu dedo na boca desse copo de whisky e pensando em como pode ser que a noite termine. Depois de um tempo sem sair, principalmente sozinha, resolvi que precisava me testar. Simplesmente tomei a primeira decisĂŁo: ânĂŁo ficarei em casa hojeâ e o resto dos fatos foram acontecendo pelas mĂŁos do destino. Apenas segui o que ele parecia me mostrar. EntĂŁo logo ao cair da noite tomei uma taça de vinho ainda em casa, coloquei aquela lingerie que nunca tinha usado, passei um perfume com cheiro de rosas e champanhe (inclusive por baixo da calcinha) coloquei um vestido preto, tubinho, bem decotado, mostra minhas curvas. Um salto scarpin vermelho, combinando com meu batom. E sai, sem rumo, sem expectativa. Passei por esse bar, parece ser especializado em rock, como aqueles americanos em que os motociclistas fazem uma parada nos filmes. Ă meio escuro, tem um jukebox no fundo, duas mesas de sinuca com uma luz em cima. Um grande balcĂŁo de bar, com um garçom que serve a bebida, e uma garçonete, as mesas. Ă meio estranho, nĂŁo costumo frequentar esse tipo de lugar, mas estou ousada hoje, nĂŁo quero seguir padrĂ”es, quero ser conduzida pelos sentimentos. E passando em frente me senti atraĂda a entrar, nĂŁo sei explicar o motivo, mas aqui seria um lugar de novas experiĂȘncias. Me sentei no balcĂŁo do bar e, com um olhar desconfiado, o bartender me alcançou esse whisky, depois de eu ter pedido que ele me surpreendesse. Ă forte, e parece a coisa certa para me dar a dose de coragem da qual estou precisando. Passando os olhos por todo o bar percebo que tĂȘm inĂșmeros homens olhando para mim, com olhares desejosos. Me desafiando a dar abertura para se aproximarem. NĂŁo sinto atração por nenhum deles no momento. Mas quando cruzo o olhar na mesa mais afastada, te vejo. VocĂȘ estĂĄ sozinha, bebericando um lĂquido da mesma cor do meu. E sinto meu coração palpitar. VocĂȘ estĂĄ de cabeça baixa, olhando para o copo. VocĂȘ Ă© ruiva e me parece ter sardas, e eu penso: ânunca fiquei com ninguĂ©m com essa cor de cabelos, serĂĄ que sĂŁo naturais? Ă tĂŁo raro!â. Neste momento vocĂȘ ergue os olhos, como se sentisse meu olhar pesando sobre vocĂȘ, e pisca para mim. Levanto do meu lugar e dou os passos necessĂĄrios para chegar atĂ© vocĂȘ, sinto os olhos dos homens sobre mim, e isso me excita. Quando chego Ă sua mesa percebo que seus olhos sĂŁo de um azul intenso, prĂłximos da cor cinza, sĂŁo lindos, e parecem carregar uma tempestade. Eu me inclino sobre a mesa, apoiando o copo e digo: âHello, Darlingâ. VocĂȘ dĂĄ um sorriso de canto que faz aparecer uma covinha na bochecha esquerda, e se apresenta. Seu nome Ă© lindo, âCamilleâ, o som dele pelos seus lĂĄbios me arrepiam e eu toco seu braço levemente, tem uma rosa tatuada ao longo dele. Sinto uma energia fluir entre nĂłs duas. VocĂȘ pergunta meu nome, levantando da mesa. Quando eu digo, vocĂȘ sorri e diz: âPrazer em conhecĂȘ-la. Quer pegar o resto dessa garrafa de whisky e ir para algum lugar mais confortĂĄvel?â. Eu assinto e pegando na minha mĂŁo vocĂȘ passa pelo bar, alcança a garrafa e saĂmos dali, em direção Ă rua mal iluminada. VocĂȘ me conduz atĂ© um Cadillac antigo, vermelho, abre a porta para mim e vai atĂ© o banco do motorista. Antes de ligar o carro vocĂȘ coloca a mĂŁo na minha coxa e se inclina para me beijar. Gosto da sensação dos seus seios encostando em mim, seus lĂĄbios sĂŁo macios como pareciam ser e tĂȘm gosto de gloss de cereja. Seu cabelo curto e levemente ondulado faz calafrios nos meus dedos, passando pelos fios. Começo a me sentir sem ar e vocĂȘ se afasta, coloca na marcha rĂ© e sai do estacionamento. VocĂȘ nĂŁo diz muita coisa, nĂŁo pergunta nada. Apenas segue dirigindo pela noite vazia, me olhando ocasionalmente de canto de olho. Chegamos a um prĂ©dio que parece parcialmente abandonado. Nunca estive com outra mulher e a adrenalina no meu peito indica que estou ansiosa para saber como Ă©. Seu apartamento Ă© pequeno, meio bagunçado e provavelmente nĂŁo entra muita luz do sol. VocĂȘ me diz para ficar Ă vontade e peço para me indicar o banheiro. LĂĄ dentro eu vejo que nĂŁo abandonei ainda meu copo, ainda tem um gole, e tomo com uma virada rĂĄpida. Estou nervosa. Com minhas mĂŁos em concha, lavo o rosto com ĂĄgua gelada para me acalmar. Tiro a calcinha por baixo do vestido, abandonando-a por ali mesmo e saio pelo corredor. VocĂȘ estĂĄ sentada no sofĂĄ da sala, bebendo diretamente da garrafa e quando me aproximo vocĂȘ escaneia todo o meu corpo com um olhar de desejo, e antes de tudo eu pergunto: âtem certeza?â. Ainda nĂŁo decidi se a pergunta era para vocĂȘ ou para mim. Como resposta vocĂȘ levanta e me beija com vontade. NĂŁo me lembro da Ășltima vez que alguĂ©m me beijou com tanta força. Como se nĂŁo estivesse acreditando na beleza do momento. E entĂŁo minhas mĂŁos estĂŁo passeando pelo seu corpo, vocĂȘ vestia um shorts curto, jeans, uma camiseta solta, mas que mostram bem a voltinha dos seus seios, que sĂŁo fartos. Facilmente coloco meus dedos no fecho do seu sutiĂŁ e o solto. VocĂȘ olha para mim surpresa, puxando, por baixo da blusa, as alças e o jogando longe. Ah como eles sĂŁo macios, preenchem o espaço entre meus dedos. Desço pela sua cintura e tiro sua blusa, vocĂȘ Ă© tĂŁo magra mas tem um corpo todo desenhado. Ă lindo, suas curvas sĂŁo elegantes. VocĂȘ Ă© mais alta que eu, esguia, e Ă© gostoso sentir o osso da sua coluna proeminente sobre a pele das costas. Eu te viro de costas, pois quero ver a curvatura, mais do que apenas senti-la. VocĂȘ estĂĄ virada para o sofĂĄ, e eu passo os dedos levemente pelas suas costas nuas. Te beijo delicadamente ao longo da espinha dorsal. E vocĂȘ fica arrepiada e se contorce um pouco, soltando um gemido. Eu pergunto se quer que eu pare e vocĂȘ apenas balança a cabeça em negativo. EntĂŁo eu desço atĂ© o seu shorts, o desabotoo e, com vocĂȘ ainda de costas para mim, eu coloco minha mĂŁo por dentro da sua calcinha, sinto ser de renda, e vocĂȘ estĂĄ molhadinha, e eu tambĂ©m estou. Passo meus dedos pela sua buceta e com a outra mĂŁo passo os dedos pela minha. Nunca tinha sentido isso com uma mulher. E estou muito interessada em saber como meu corpo irĂĄ reagir. Peço para vocĂȘ se ajoelhar no sofĂĄ, empinando a bunda para mim, e tiro seu shorts. Sua calcinha Ă© de renda cor branca, que fica linda na sua pele sardenta. Passo meus dedos sobre a sua bunda, redondinha...e os enfio na sua buceta, colocando a sua calcinha de lado. VocĂȘ estremece, e sei que estĂĄ mordendo o lĂĄbio inferior porque eu tambĂ©m estou. EntĂŁo eu uso a minha boca, e te toco com a lĂngua. NĂŁo sei fazer isso, mas meus instintos estĂŁo tomando o controle. Em algum momento eu tirei meu vestido, e sĂł de sutiĂŁ eu me abaixo, de pernas abertas, uma mĂŁo me tocando e minha boca trabalhando na sua buceta, te chupando, passando a lĂngua por toda ela, entrando e saindo. Meus dedos da outra mĂŁo tambĂ©m estĂŁo ajudando e vocĂȘ estĂĄ se contorcendo e gemendo tĂŁo gostoso. Quero te fazer gozar porque acho que posso. Isso me faz me sentir poderosa. VocĂȘ nĂŁo me deixa terminar. De repente se levanta, se afastando, vocĂȘ estĂĄ toda vermelha... Me faz deitar no sofĂĄ e deita sobre mim, me beijando profundamente. VocĂȘ vai descendo com a lĂngua pelo meu pescoço, peito e seios. VocĂȘ se demora um pouco neles, beijando e puxando com a boca. Ă gostoso e nĂŁo quero que pare. VocĂȘ desce pela minha barriga e assopra meu umbigo, o que me provoca calafrios. Enquanto isso vocĂȘ abriu minhas pernas e estĂĄ me tocando com os dedos. Quando sua mĂŁo chega para acompanhĂĄ-los, eu puxo suas pernas te encaixando em um 69, e vocĂȘ solto uma risada leve, de prazer. Vamos nos tocando juntas, com a boca e os dedos. Quero terminar o que comecei e vocĂȘ me interrompeu, mas entendi que vocĂȘ tambĂ©m quer me dar o mesmo prazer. EntĂŁo seguimos no mesmo ritmo, nos tocando. E vocĂȘ Ă© inacreditĂĄvel, eu gozo com vocĂȘ com um grito e estou surpresa com o meu corpo e o que ele Ă© capaz de fazer. Depois de algum tempo, nos vemos deitadas no tapete da sua sala. Suadas e exaustas. Em algum momento vocĂȘ pegou ĂĄgua e estamos passando a garrafa de uma para a outra enquanto nossas respiraçÔes vĂŁo se normalizando. Tenho medo de levantar daqui e estragar a magia que fizemos nesse espaço...