Algumas vezes ele se pegou pensando em como poderia ser sua vida se nĂŁo tivesse a doença, havia alguma realidade na qual ficasse com Katherine e nĂŁo partisse tĂŁo cedo? Talvez fosse bobagem, Ă© claro, mas Han se deixava iludir por doces imaginaçÔes que sua mente, cujo estava em constante trabalho para proteger o coração jĂĄ frĂĄgil do jovem corvino, lhe pregava. Mas estar morrendo era como ser o mar, as marĂ©s nĂŁo tardavam para o ricochetear e fazĂȘ-lo lembrar que sua vida nĂŁo era mais do jeito que estava acostumado, muitas destas vezes tornavam-se dolorosas porque o cĂąncer nĂŁo tinha piedade, nĂŁo escolhia suas vĂtimas por questĂ”es particulares ou pelo ser que tal pessoa era, era apenas um efeito que todos possuĂam e, em certos casos, se desencadeava e fazia com que seu portador se sentisse diminuindo a cada dia que passasse enquanto a doença ia lhe consumindo por inteiro e tornando-se a prĂłpria pessoa. Apesar de tudo, de todo o sofrimento, a distĂąncia e tantas turbulĂȘncias que estavam passando, Katherine permanecia firme fazendo o Chae sentir-se envergonhado por cogitar que algum dia ela viria a desistir deles. Poderia se tornar engraçado o fato da corvina conhecĂȘ-lo tĂŁo bem ao ponto de saber que Hansol estava escondendo algo, mas o momento nĂŁo era oportuno para graça alguma, nĂŁo quando seu corpo necessitava desligar-se por algumas horas e o menino apenas desejava descansar nĂŁo sĂł da viagem longa de trem como tambĂ©m do Ășltimo tratamento, cujo fora intenso e cansativo demais. O moreno assentiu de leve e levou uma de suas mĂŁos atĂ© a prĂłpria nuca, coçando-a e tentando desviar seu olhar da face da corvina, odiava nĂŁo conseguir esconder dela o que estava acontecendo. Sabia que era questĂŁo de segundos para a Caine descobrir o que se passava, mas, se pudesse, iria lutar para impedir o acontecimento, nĂŁo queria causar mais incomodo para Katherine.
âAh⊠NĂŁ-nĂŁo⊠Eu nĂŁo estouâŠâ Hansol se praguejou mentalmente por sua voz falhar, nĂŁo conseguia nem se manter firme! Quase conseguia vislumbrar a reação da mais baixa se ele contasse que tinha desistido do tratamento, nĂŁo seria algo bem visto por ela e o Chae queria evitar, nĂŁo era como se continuar com as quimioterapias e radioterapias fossem lhe ajudar porque o moreno sabia que iria morrer, do que adiantava, afinal? Quando chegasse seu dia, apenas deixaria de respirar e ninguĂ©m, alĂ©m dos pais e de seu mĂ©dico, saberia que o tratamento deixara de fazer parte de sua vida antes mesmo de retornar a Hogwarts, e Katherine, se ele conseguisse, seria uma dessas pessoas. Secretamente, o corvino esperava por um milagre, talvez uma nova perspectiva de vida dada por um ser divino, nĂŁo saberia dizer o que de fato ficava no aguardo. O jovem bruxo soltou a respiração sentindo a culpa lhe corroer por inteiro e a vontade de envolvĂȘ-la em seus braços, explicar a situação e fazer a Caine entender era tĂŁo intensa que Han necessitou de encarar os prĂłprios pĂ©s, embora fitĂĄ-los fosse uma reação comum do corvino quando o mesmo se encontrava em modo pensativo. Ele sentia que precisava agir com cautela, cada passo deveria ser metricamente pensado, qualquer movimento em falso faria Katherine descobrir tudo que o mais velho estava, arduamente, lutando para esconder, conhecia a ex bem o suficiente para saber que ela era sagaz e nĂŁo o deixaria passar se duvidasse de algo. Suas Ăris castanhas estavam focadas em seus sapatos, Chae ponderava e raciocinava sobre o que poderia falar e atĂ© mesmo fazer para tirar da cabeça da menina que algo estava por trĂĄs das cortinas, a teimosia da mais baixa era devastadora e Han estava ciente disto, anos a fio passado ao lado da morena para fazĂȘ-lo tornar-se um especialista na personalidade de Katherine. Sua Ășnica escapatĂłria seria evitar o contato visual, as orbes avelĂŁ da bruxinha eram astutas o suficiente e o fariam fazer qualquer coisa pra vĂȘ-la feliz, e algo lhe dizia que dar a resposta de que escondia algo era o que ela queria.
Era uma questĂŁo de segundos para que o pouco de controle que estava tendo sobre si fosse embora devido a forma que estavam, seu coração jĂĄ havia deixado de corresponder a forma racional que o bruxo tentava se comportar um bom tempo atrĂĄs. Mas Han ainda tentava manter alguma firmeza em si prĂłprio, nĂŁo queria deixar que suas emoçÔes tomassem conta do momento porque deixar-se guiar por seu emocional o faria beijĂĄ-la e pedir para que Katherine ficasse do seu lado para o pequeno infinito que os restava, enquanto que o lado racional, cujo grande parte era movido, ironicamente, por seu emocional, lhe gritava para ser forte e se afastar pois sĂł assim iria evitar causar mais dor aquela que amava. Contudo, como permanecer distante quando sĂł queria tĂȘ-la em seus braços? Talvez fosse estupidez ou pura bobagem desejar ficar com ela, mesmo que por minutos, abraçados em cima de sua cama enquanto ouvia o timbre dĂłcil e carinhoso de Katherine lhe acalmando a alma, porque era a voz da Caine que tirava-o da tormenta que estava enfrentando nos Ășltimos meses. EntĂŁo, seria egoĂsmo de usa parte? Estaria sendo tĂŁo errado em desejar ouvir a dona de seu coração desde que era apenas uma criança? Katherine era sua Ășnica esperança, a sinfonia perfeita para o Chae, sempre foi e continuaria sendo atĂ© que desse seu Ășltimo suspiro, e talvez fosse essas controvĂ©rsias dentro de si que causavam a Hansol um misto de emoçÔes do qual ele nĂŁo sabia lidar e tambĂ©m nĂŁo conseguia compreender qual caminho seguir. Seu subconsciente pareceu agradecĂȘ-lo quando tudo que fizera fora abraçå-la, sua mente, provĂĄvel, movida tambĂ©m por inocĂȘncia, se tranquilizava ao saber que nĂŁo passaria de um ato inocente quando a mais nova roçou a ponta de seu nariz em sua bochecha. Hansol piscou diversas vezes, visivelmente descontraĂdo pelos movimentos delicados e suaves que ela fazia, sem perceber que sua guarda estava abaixando e o a falta de policiar-se poderia vir a se tornar um problema no futuro para ele.
Inconscientemente, tomado pelos atos de Katherine, as pĂĄlpebras se fecharam de leve, entrando de corpo e alma naquele momento que se tornou um pequeno mundo entre os dois, deixando-se levar por ela. O menino aproximou-se lentamente encostando sua testa a da corvina quando ouvira o pedido da mesma, nĂŁo restava dĂșvidas de que o elo forte da relação era Katherine. A bruxa conseguia mexer com cada ĂĄtomo que constituĂa seu corpo, ele ficava entorpecido todas as vezes que ela lhe tocava, bastava ouvi-la para que uma mistura de emoçÔes acontecesse dentro de si o levando sempre para um novo caminho desconhecido. Hansol faria o que a mais nova quisesse, isso era um fato que o Chae jĂĄ havia percebido anos atrĂĄs mesmo antes de namorarem, e por esse detalhe, que muitas vezes se tornava maior do que ele poderia controlar, que o corvino necessitava manter distĂąncia, sabia que Katherine o tinha em mĂŁos e controlava-o de forma poderosa sem sequer saber disto. O moreno, visivelmente domado pela morena, levou uma das mĂŁos atĂ© a lombar da mais baixa aproximando-a de si, seu corpo perdera totalmente a conexĂŁo consigo pois a necessidade de ter a bruxa perto sentindo seu calor era mais forte do que o prĂłprio Chae. A respiração desregulada sequer passava perto do quĂŁo aĂ©reo ele estava. Suas Ăris, uma vez castanhas, tornaram-se escuras, contudo, o mero fato passaria despercebido visto que o bruxo se manteve de olhos fechados enquanto suas mĂŁos seguravam-a contra seu corpo. âI miss you, jagi.â Confessou em um sussurro, tĂŁo rĂĄpido e de repente quanto a vontade de beijĂĄ-la que começou a se intensificar dentro de si, e seu lado racional, que de alguma forma permanecia intacto dos efeitos que Katherine tinha sobre si, começou a temer que Hansol nĂŁo conseguisse mais controlar seus impulsos. Um arrepio percorreu sua espinha ao sentir o toque suave da ex em seus lĂĄbios, ato este que fez o desejo tornar-se ainda maior. O Chae inalou fundo e afastou-se para colocar uma distĂąncia segura, seu subconsciente dando uma Ășltima tentativa de se manter firme. Ele sobrepĂŽs sua mĂŁo sobre a dela e dando um beijo nos dedos delicados e finos da mais nova.
Sem dĂșvida que Katherine estava ciente que sua teimosia era um pĂ©ssimo defeito, porĂ©m quando isso remetia ao amor de sua vida, ela simplesmente agradecia a seus pais por a terem tornado daquele jeitinho. Era sua teimosia que fazia com que a menina continuasse ali persistente em continuar lutando por aquele sentimento forte que permanecia batendo em seu coração. Era sua teimosia que fazia com que a morena continuasse ali firmemente ao lado daquele que um dia pegou em sua mĂŁo e lhe mostrou as mais belas cores que existem pelo mundo. Fora com aquele garoto que a Caine aprendera o verdadeiro significado de amor, e talvez, ela apenas começou dando mais valor aquele sentimento forte e insano quando se vira prestes a perder a Ășnica pessoa que fazia seu coração palpitar a todo e qualquer segundo. Sem dĂșvida que o ser humano era uma espĂ©cie um tanto egoĂsta, pois o ser humano apenas dava valor quando se sentia perdendo aqueles que mais amava. Idiota. Sem qualquer dĂșvida que a vida era. EstĂșpida, e cruel. PorĂ©m, a californiana estava ciente que aquele sentimento era forte o suficiente para conseguir vencer a dura batalha que a vida haveria lhes colocado pela frente. E talvez a corvina estivesse sendo demasiado sonhadora, mas ela necessitava acreditar que o amor da sua vida ainda viveria por imensos anos. Ela necessitava de se agarrar aquela esperança, especialmente porque era essa esperança que a fazia permanecer ali firme. A garota demonstrava ser forte, contudo ela se sentia morrendo por dentro, quase como se um pequeno pedacinho seu estivesse morrendo. E talvez pudesse parecer insano, e sem dĂșvida que o era, mas Hansol Chae era um enorme pedaço no coração de Katherine. Ele era, sem qualquer e mĂnima dĂșvida, o dono de seu coração, e a morena estava ciente que para sempre iria ser ele o Ășnico morador de seu coração. ClichĂȘ? Talvez fosse, porĂ©m naquele momento nada importava mais para a asiĂĄtica se nĂŁo o bem estar e a felicidade do corvino. Ele era sem dĂșvida sua maior prioridade. E mesmo nĂŁo sendo uma menina de fĂ©, naquele momento, tudo era possĂvel para que a sua esperança se mantivesse viva. Era importante acreditar que no fim tudo iria ficar bem, tal como os contos de fadas. E por mais que a garota tivesse demorado a acreditar nesses contos de fadas, no momento ela se sentia apta a acreditar, especialmente porque sua histĂłria de amor era um verdadeiro conto de fadas. E sem dĂșvida que o Chae era o seu prĂncipe. PrĂncipe esse que a garota iria salvar, custasse o que custasse.
A Caine conhecia o corvino como a palma de suas mĂŁos e bastava apenas um pequeno olhar ou uma simples palavra para que ela conseguisse lĂȘ-lo na sua totalidade. Era quase se as almas de ambos estivessem interligadas numa sĂł, e na verdade, elas estavam, afinal eles eram almas gĂȘmeas. E por mais clichĂȘ que isso pudesse parecer, Katherine parecia acreditar fielmente em tal coisa, afinal ela e o corvino pareciam estar interligados. Era impressionante a ligação que os unia, especialmente porque era visĂvel a olhos vistos o quanto aquele sentimento era puro e forte. Era visĂvel aos demais o quanto eles estavam ligados um ao outro, e nĂŁo seria uma maldita doença que iria quebrar aquela ligação tĂŁo forte. A corvina arqueou ligeiramente uma de suas sobrancelhas apĂłs escutar a resposta do asiĂĄtico. Algo lhe dizia que ele lhe estava escondendo algo, e Ăłbvio que a menina iria descobrir. Sua teimosia era gigante, tal como a preocupação que ela sentia por aquele menino. --- " Hum...vocĂȘ sabe que nĂŁo me consegue enganar, certo, my angel? EntĂŁo, sĂł por favor, me fala o que estĂĄ se passando, sim? " --- a voz da menina era firme, porĂ©m era notĂĄvel a preocupação que irradiava por cada mĂsera cĂ©lula de seu corpo. Por mais que a morena quisesse controlar aquele maldito sentimento de preocupação era impossĂvel. Ela nĂŁo conseguia. Era como se seu coração se apertasse sempre que via o outro mais em baixo, ou escutava uma notĂcia menos boa sobre aquela doença. E mesmo mantendo a sete chaves seus planos sobre estar inventando uma poção que pudesse curar aquela maldita e infernosa doença. E talvez a garota atĂ© estivesse sendo um tanto inocente em acreditar que poderia encontrar algo que pudesse ser a cura para a doença do seu amado, contudo aquilo era o que ela necessitava para se sentir forte e se manter ali firme. E talvez atĂ© pudesse parecer estranho uma menina como a corvina necessitar de algo que a mantivesse ali firme e forte, contudo, a morena tambĂ©m era humana, e tambĂ©m ela tinha seus limites, e sem dĂșvida que seu coração jĂĄ se encontrava demasiado despedaçado por conta dos Ășltimos acontecimentos em sua vida.
A californiana sempre fora uma menina movida pelos seus impulsos, porĂ©m todo esse seu lado tendia a se intensificar quando se tratava do Chae. O menino acabava sempre por puxar esse seu lado, especialmente porque a garota se derretia na presença do mesmo. Era impossĂvel nĂŁo sorrir quando o outro lhe transmitia a maior felicidade que ela alguma fez jĂĄ haveria sentido em sua vida. Seu corpo era invadido por uma calma gigantesca, quase como se a tormenta nunca tivesse passado pela sua vida. Chegava atĂ© sendo incrĂvel o jeitinho calmo que a morena ficava sempre que seus olhos cruzavam com aquele doce olhar que tanto a deixava hipnotizada. E mesmo que se mostrasse uma menina inquebrĂĄvel, Katherine era totalmente quebrĂĄvel quando o assunto era o prĂncipe do seu pequeno reino. Sem dĂșvida que Hansol era o ponto fraco da corvina, e por mais que ela tentasse se manter forte, muitas vezes era impossĂvel se manter firme no meio daquela tormenta. Contudo, naquele momento, ao se encontrar presa naquele olhar a calmaria invadira cada mĂsera cĂ©lula do corpo da menina a deixando realmente mais calma. A tormenta parecia estar terminando, e por breves minutos a Caine deixou que aquela mĂsera esperança a influenciasse. Ela necessitava daquela calma. O doce aroma do asiĂĄtico adentrou pelas narinas da garota fazendo com que o sorriso jĂĄ presente em seus lĂĄbios se tornasse mais largo e apaixonado. Suas pĂĄlpebras se fecharam enquanto seus braços se apertaram levemente em torno do delicado corpo do Chae. A menina deitou sua cabeça sobre o ombro alheio, e se permitiu sentir aquela calma que o outro sempre parecia lhe transmitir. E o amor que batia forte em seu peito parecia estar sendo regado com um simples inalar daquele aroma, com um simples gesto e um simples olhar. Era incrĂvel o jeito como a californiana se apaixonava mais e mais pelo garoto. Era incrĂvel o jeito como aquele amor parecia crescer de dia para dia. E sem dĂșvida que a Caine acreditava que aquele amor era eterno, afinal ela e Hansol Chae haveriam sido feitos um para o outro. E talvez atĂ© pudesse soar completamente boba em proferir tal coisa, contudo a menina realmente acreditava em tal coisa. Ela acreditava fielmente que o corvino fora e sempre seria o Ășnico morador de seu coração.
Katherine nĂŁo poderia negar que estava amando aquele momento que estava partilhando com o corvino. O mundinho que ambos criavam sempre que estavam na presença um do outro era incrĂvel e a deixava completamente inerta aos acontecimentos Ă sua volta. E sem dĂșvida que toda a atenção da menina se voltava para o Chae sempre que este estava em seu campo de visĂŁo, e mesmo nĂŁo estando, a morena se sentia perdida em pensamentos por aquele que fizera seu coração disparar naquele sentimento tĂŁo insano e ao mesmo tempo tĂŁo puro. O sorriso que emoldurava o rosto da californiana era completamente bobo e apaixonado, e apenas se alargou mais quando esta sentiu o outro encostar a testa dele na sua. A respiração alheia se misturou com a sua fazendo com que a Caine sentisse seus lĂĄbios secarem. A vontade de saborear uma vez aqueles lĂĄbios tĂŁo apetecĂveis era enorme e fazia com que todo o corpo da morena estremecesse. Um suspiro pesado e apaixonado se soltou por entre os finos lĂĄbios da corvina, e mesmo com suas pĂĄlpebras fechadas a menina parecia sentir a forma como o asiĂĄtico reagia ao seu toque. CĂ©us, como a garota sentira falta daquele abraço, daquele toque. Ela mordeu o seu prĂłprio lĂĄbio apĂłs escutar o sussurro alheio, e inevitavelmente uma de suas mĂŁos começou um suave carinho nas costas alheias. Era engraçado a forma como seu corpo parecia se encaixar perfeitamente no do menino. Era engraçado a forma como seu coração parecia preenchido sempre que a menina estava na presença do mais velho. --- " I miss you too, saran'ah. " --- ela replicou num suave sussurro quase inaudĂvel, porĂ©m suficientemente alto aos ouvidos do coreano. Os olhos de Katherine se abriram assim que ela sentira o outro se afastar de si, e inevitavelmente a tristeza invadiu cada mĂsera cĂ©lula de seu corpo, contudo o sorriso continuava presente em seus lĂĄbios. --- " Eu falei pra vocĂȘ que nĂŁo te queria mais longe de mim, certo? " --- a californiana tentou manter uma voz firme, contudo era notĂĄvel a forma como ela se sentia abatida por aquela maldita distĂąncia que o outro colocara entre eles. Teimosa como sempre fora, a Caine deu um passo em frente acabando por ficar novamente com seu corpo prĂłximo ao do mais alto. --- " EntĂŁo me perdoa, mas eu nĂŁo vou falhar minha promessa. " --- e dito isto a morena rodeou o pescoço alheio com seus braços, encostando novamente sua testa a do menino --- " Saranghae. "