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Β» Κα΄α΄ α΄α΄Ι΄Ι’α΄‘α΄α΄γ»α΄sα΄α΄α΄ α΄Ι΄α΄α΄γ» 28.10.2004γ»α΄ α΄Ι΄Ι’ sΙͺα΄Κα΄Ι΄Ι’ Β«
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ππππ πππππππ πππ π‘πππ. ππππ π‘π’ππ π‘π ππ’π π‘ ππ π‘π ππππ. (BEFORE)
Era uma noite chuvosa e fria na cidade de Jeju, Coreia do Sul, quando a senhora Dahyun deu a luz ao primeiro e ΓΊnico filho dos Lee. Sendo uma cristΓ£ fervorosa, o retrato de uma famΓlia perfeita e religiosa estava emoldurada da forma como a mulher queria, entretanto, passou-se apenas alguns meses apΓ³s o nascimento do pequeno Jungwoo para que o senhor Lee comeΓ§asse a se questionar sobre o rumo de sua vida, percebendo que nΓ£o talvez nΓ£o fosse aquilo que ele queria para si. A partir daquele momento, a infidelidade bateu a soleira dos Lee. Jungwoo cresceu em meio a um ambiente tΓ³xico no qual a mΓ£e lhe proibia de qualquer atividade que ela considerasse como βpecadoβ e onde o pai era o exemplo de βcaminho da perdiΓ§Γ£oβ, as discussΓ΅es sempre tomavam um rumo violento, mΓ³veis e vidros estilhados por todos os cantos eram comum e as brigas apenas cessavam quando o mais novo dos Lee jΓ‘ estava dormindo.
Aos cinco anos, a mΓ£e de Jungwoo faleceu por problemas cardΓacos deixando o filho nas mΓ£os do senhor Taeyong e, posteriormente, na quebra de tempo de duas semanas, Park Jisoo, conhecida tambΓ©m como a madrasta de Jungwoo, e seu filho mais velho Park Duho. O senhor Lee, manipulado pela nova esposa, mudou-se para Londres, Inglaterra, dois anos apΓ³s o falecimento de Dahyun e ainda que todo e qualquer pai em sΓ£ consciΓͺncia fosse levar consigo seu filho, este nΓ£o era o desejo de Taeyong. Jungwoo havia puxado as caracterΓsticas fΓsicas e cada detalhe de sua mΓ£e, essa lembranΓ§a corpΓ³rea de que uma vez existiu uma mulher na vida do homem do qual ajudou a βestragarβ seus planos levou-o a comeΓ§ar nutrindo um sentimento de aversΓ£o pelo filho, sensaΓ§Γ£o essa que Jisoo ajudava apenas a cultivar.
A vida em Londres nΓ£o era nada do que Jungwoo poderia desejar, imaginou que mudar-se e se infiltrar em uma nova realidade poderia lhe ajudar a se desapegar das lembranΓ§as e, eventualmente, poderia se recuperar dos traumas que havia passado na Coreia. No entanto, enquanto o pai saΓa para trabalhar, Jungwoo ficava sob os cuidados da madrasta e do meio-irmΓ£o mais velho cujo ambos nΓ£o possuΓam qualquer apego pelo coreano. Duho, sendo filho ΓΊnico da senhorita Park, aproveitava-se da situaΓ§Γ£o para machucar Jung de todas as formas possΓveis sejam elas fΓsicas ou nΓ£o; xingamentos, apelidos, ofensas e tudo que uma crianΓ§a mimada e birrenta conseguia imaginar. NΓ£o havia ninguΓ©m na residΓͺncia dos Lee que acreditasse em Jungwoo - fato que se comprovou depois das diversas vezes que o menino tentou contar o que sofria nas mΓ£os do mais velho e que nΓ£o passavam de mais um motivo para que o oriental fosse torturado.
A pressΓ£o psicolΓ³gica somada aos danos fΓsicos desenvolveram em Jungwoo uma doenΓ§a mental denominada como transtorno disfmΓ³rfico corporal que levava o Lee a acreditar que ele nΓ£o merecia e nem muito menos era digno de ser amado pelos inΓΊmeros defeitos que ele tinha, muito embora grande parte do trauma fosse dado pela forma cruel e desumana que Duho tinha para com ele, assim como a negligΓͺncia do pai e a falta de uma figura materna. Jungwoo, sem um acompanhamento profissional, alguΓ©m que lhe ajudasse ou pudesse, de alguma forma, tirΓ‘-lo daquele ambiente repleto de energia negativa, comeΓ§ou a odiar sua prΓ³pria imagem, nΓ£o suportava olhar o reflexo e muito menos acreditava que fosse digno de ser amado porque, segundo os comentΓ‘rios maldosos do meio-irmΓ£o, o Lee era uma espΓ©cie de aborto.
π΅π’π‘ π¦ππ’ π€πππ ππππππππ ππ πππ ππππ‘π’ππππ . ππβππ ππ πππ€π ππ βππ π‘πππ¦. (AFTER)
Seria um dia normal apΓ³s seu dΓ©cimo primeiro aniversΓ‘rio se nΓ£o fosse pela sΓΊbita chegada de uma carta que era totalmente fora da realidade dos Lee. Um bruxo na famΓlia? NinguΓ©m poderia esperar e atΓ© mesmo acreditaram que era uma brincadeira infantil de Jungwoo, por isso, o senhor Taeyong rasgou a carta da entΓ£o Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Precisou repetir o processo pelo que lhe pareceu umas cinco vezes. AtΓ© que, na sexta carta, o pai de Jungwoo decidiu que nΓ£o havia mais o que fazer senΓ£o aceitar que Dahyun havia partido e lhe deixado com um fardo para carregar em seus prΓ³prios ombros. Muitas crianΓ§as poderiam ficar felizes - assim como suas respectivas famΓlias - em descobrirem que possuΓam um sangue mΓ‘gico percorrendo dentro de si, mas Jungwoo, sem sombra de dΓΊvidas, nΓ£o estava.
Duho, uma noite antes do mais novo partir para pegar o trem na plataforma 9 3/4, trancou-o dentro do sΓ³tΓ£o apΓ³s contar ao Lee que ele nΓ£o poderia sair do lugar atΓ© que fosse para a escola, caso contrΓ‘rio, contaria a todos que Jungwoo era uma aberraΓ§Γ£o, um feiticeiro e ele seria queimado em praΓ§a pΓΊblica. Essa visΓ£o sobre ser um βmonstroβ acarretou ao Lee um certo tipo de Γ³dio em ser bruxo que lhe acompanhou durante os primeiros anos dentro do castelo e ainda existe em Jung, apesar de nΓ£o ser algo que o coreano fale abertamente. Viver como mais um dos fantasmas que perambulam pelos corredores de Hogwarts Γ© um reflexo da forma que o menino convive em sua prΓ³pria residΓͺncia, aprendeu desde novo que, quanto menos falasse, menos dor iriam lhe causar, por essa razΓ£o, movido e tendo sua mente moldada em volta do que aqueles que deveriam lhe amar e lhe proteger causaram ao Lee, que Jungwoo Γ© um garoto muito reservado, quieto e tΓmido.
π΄π πΌ ππππ π‘βππ π¦ππ’ πππππππππ πππ π¦ππ‘? (MIXED)
IntrospecΓ§Γ£o poderia ser uma das melhores palavras para descrevΓͺ-lo; totalmente introvertido, calado e reservado, Jungwoo nunca foi visto em eventos sociais - atΓ© mesmo os que era obrigatΓ³rio sua presenΓ§a, tendo ido apenas a poucos passeios para fins educativos e sempre permaneceu nas sombras -, detesta e evita chamar a atenΓ§Γ£o por isso se camufla muito bem e apesar de sua mΓ‘scara e Γ³culos escuros atraΓrem olhares curiosos, grande parte dos estudantes e atΓ© funcionΓ‘rios de Hogwarts jΓ‘ se habituaram ao Lee. Sua inseguranΓ§a Γ© gritante, nunca acreditando que poderia ser digno de ser amado e temendo que qualquer pessoa visse sua face e seu verdadeiroΒ βeuβ, desde que era apenas um garotinho toda a imagem que deveria ter sobre a vida, sobre amar e ser amado, sobre amar a si mesmo, sobre qualquer perspectiva positiva da vida, foi massacrada por seu irmΓ£o e sua madrasta, e a negligΓͺncia do pai o fez acreditar que ninguΓ©m seria capaz de amΓ‘-lo, a falta da figura materna e os traumas que sua prΓ³pria mΓ£e lhe causou quando ainda viva desenvolveram em Jungwoo a ideia de que nunca poderia errar e o medo de cometer algo assim, o ajudou ainda mais a pensar que viver nas sombras era a melhor opΓ§Γ£o. Ele possui uma completa aversΓ£o de si mesmo e sΓ³ o mero pensamento de que alguΓ©m possa ver como realmente Γ©, ou por trΓ‘s da mΓ‘scara, o faz ter uma crise de pΓ’nico e ansiedade. Apesar de tudo e de atΓ© mesmo correr boatos de quΓͺ o grifano se acha melhor que todos os outros e por isso age dessa forma, Jung Γ© muito gentil e dΓ³cil, completamente amΓ‘vel.Β















